segunda-feira, março 19, 2012

A Velha Praia da Margueira


Ouvi-a com atenção e ternura, quando falava da casa dos avós rente à praia da Margueira, que um dia foi engolida, primeiro com a abertura da estrada até à Cova da Piedade e depois pelas obras dos estaleiros da Lisnave.

Foi ali, que ela e os irmãos aprenderam a nadar, sob o olhar atento do pai, que nadava muito bem e chegou a fazer vela com alguns cacilhenses, como o Álvaro Durão, que foi um grande velejador (até chegou a participar em regatas internacionais).

Nas férias grandes da escola passava ali os meses de Verão, a Margueira era a sua praia.

O que mais recorda da casa é o varandim com vista para o Tejo, sempre rodeado de flores, e o quarto de águas furtadas, que era seu e das primas, Matilde e Isabel, com uma excelente visão para a praia e para o Tejo.

Também me disse que chegou a fazer teatro no Ginásio Clube do Sul, porque precisavam  de uma miúda mais ao menos como ela, para uma peça, de um autor brasileiro, Dias Gomes, com muitas personagens. A tia Dora levou-a e ela acabou por ficar com um pequeno papel. Gostou tanto que voltou a entrar em mais peças de teatro amador, mesmo depois de casada.

Foi tempo de falar do marido, o bom do Carlos, que conheceu num baile de Verão do Ginásio e a fez ficar de vez pela nossa Outra Banda.

O óleo é de Alejandra Caballero Santamaria.

13 comentários:

  1. Fez-me lembrar as futeboladas nos intervalos das aulas na Emidio Navarro no sítio descrito.

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  2. neste Dia do Pai, gostaria de te deixar este pequeno texto que cito e dedico com carinho e amizade:

    Tenho orgulho em ti, orgulho em quem acredita que sempre é possível. Em ti, que repartes o que recebes e voltas a receber o que ofereceste como natural recompensa da tua generosidade. Ser solidário, amante do amor, coração aberto aos outros e ao mundo. Tenho orgulho também na tua força, na tua coragem e na tua inspiração. Perdi a conta às vezes que respondeste a ofensas com um sorriso. Sempre que perdeste, ganhaste a admiração dos que venceram. Quando ganhaste, sempre procuraste não exibir a condição de vencedor. Porque acreditas, porque sabes que é possível ser melhor, ainda que não se ganhe sempre, e nem sempre acrescentemos alguma coisa à nossa vida quando ganhamos. E tenho orgulho em ti sobretudo porque nunca fazes seja o que for para conseguir esse orgulho, essa admiração genuína por parte dos que te conhecem e que nunca precisaram de fazer o mínimo esforço para gostar de ti. E porque é muito o carinho, a ternura, o amor que tens necessidade de oferecer à vida, sem nada esperar em troca. É por tudo isto, o imenso orgulho que tenho em ti.


    Joaquim Pessoa (in) "Dia 318"
    Ano Comum, Litexa Editora

    Um grande abraço, Luís*

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  3. Feliz dia do pai, Luís

    beijinho

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  4. Tanta saudade! Tanta saudade!

    E que lindo é o quadro! Mais uma vez, o bom gosto. Parabéns!

    Beijinho.

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  5. não me tinha lembrado dessa variante, Carlos.

    embora nesses tempos houvesse muitos campos em pousio para as futeboladas. :)

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  6. deixaste-me sem palavras, Alice.

    (tão exagerada e tão querida)

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  7. foi, foi um dia giro, Maria.

    a minha filha fez-me algumas surpresas. :)

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  8. estragas-me com mimos, Graça. :)

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