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quarta-feira, junho 26, 2019

Os Dias Grandes e os "Operários Europeus"...


Nestes dias grandes, em que às vinte e uma hora ainda é dia, sabe bem andar por aí pelas ruas. 

E por estes dias ainda temos a vantagem de o calor dos "quarenta" andar fugido um pouco mais para norte, ou seja, afastou-se ligeiramente dos povos do Sul do Mediterrâneo, que segundo os "operários europeus" (que passam o ano inteiro em férias no nosso país...), se escondem atrás do sol, para não fazerem nenhum.

Embora nós é que sejamos "alérgicos" ao trabalho, nunca percebi muito bem como é que milhões de pessoas por esse Mundo fora (e de todas as idades...) podem andar quase sempre de férias. Sei que a riqueza sempre esteve mal distribuída, mas mesmo assim, acho estranho ver tantos ingleses, alemães, holandeses, franceses, suecos e noruegueses (e fico-me por aqui), a quererem roubar-nos o nosso Sol, nas esplanadas ou nos degraus que se ergueram à beira Tejo...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

terça-feira, junho 18, 2019

Lisboa, Uma Cidade (ainda) Diferente...


Lisboa é uma cidade muito diferente de das grandes capitais europeias.

Embora possua uma beleza muito própria - graças ao pitoresco que se cola aos bairros antigos, e também à luz que reflecte nas suas sete colinas e também nas águas calmas do Tejo -, está longe de ser uma cidade funcional e bem estruturada como Paris, Londres ou Berlim.

Felizmente tem vários milhões a menos de habitantes, quando comparada com as grandes cidades europeias, o que faz com que ainda seja possível circular com alguma tranquilidade pelas suas ruas, fora das chamadas horas de ponta...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, maio 26, 2019

O Nosso Virar Costas à Europa...


O "partido" vencedor das eleições europeias cada vez se distancia mais dos adversários políticos.

E não acredito que a solução seja marcar esta data para um dia de chuva...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Pensar, Viajar e Olhar...


Não sou muito viajado, pelo menos para fora do nosso país.

Faço contas de cabeça e reparo que nunca sai da Europa.

Durante estas contas percebo que há lugares que não quero visitar. Sei que não terei qualquer prazer em estar à janela de um hotel, com vista para bairros de lata ou favelas. 

Muitas vezes penso: ainda bem que não tenho nenhum fascínio especial pelos continentes africanos ou asiáticos (e não tenho mesmo... talvez por nunca lá ter estado). 

É aí que me lembro da "Latina-América". Sim, há o Brasil e a Argentina, o Rio de Janeiro e Buenos Aires, que imagino sempre mais portuguesa que o Rio, por exemplo (a imaginação tem destas coisas). 

Claro que ainda não desisti da viagem para as "latinas-américas". Talvez possa escolher um hotel com vista para uma rua esconsa, como aqueles de Paris, mais baratinhos, sem ter de ver o horizonte da grande cidade...

(Fotografia de Luís Eme - Paris)

sábado, janeiro 05, 2019

Não Sei se Foi um Teste, Mas...


Depois da tentativa de "branqueamento" do ideário fascista, através da figura de um nazista confesso, num dos programas televisivos mais populares, fico com a sensação que há mais gente do que o que parece, interessada (sabe-se lá porquê...) em forçar o aparecimento dos "populismos" que invadem a Europa, neste nosso canto.

Como já perceberam que não vão lá com "coletes amarelos",  utilizam outras "armas", com a conivência de alguns canais de televisão, amantes e defensores da "ideologia", debaixo da largura imensa da liberdade de expressão...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, novembro 27, 2018

«Bom Dia Cinema Italiano»


Quem gosta de conversar sobre as culturas comentou com alguma naturalidade o desaparecimento de mais um Mestre do cinema Italiano, e Europeu, Bernardo Bertolucci. Mesmo os que só o conheciam de "O Último Tango em Paris", um dos filmes mais vistos e revistos  no calor da Revolução de Abril, quando as senhoras de negro, entre outras coisas, fingiram deixar de criticar as mulheres que usavam saias ligeiramente acima do joelho.

Houve alguém mais pessimista (o Carlos segundo) que falou na colocação de mais um prego no cinema europeu. Eu não concordei, e o Gui também não.

Ambos sabemos que quando desaparece um realizador (ou um escritor...) a sua obre emerge, mesmo que seja apenas por breves momentos. Pelo menos durante esta semana vai-se falar do Tango mais popular do cinema, mas também do "Último Imperador" e com sorte de outras obras, como "1900", "Os Sonhadores" ou "O Conformista".

Neste caso especial parte-se ainda para o "geral", recordam-se outros "monstros sagrados" da Sétima Arte, que deram luz e movimento aquela que continua a ser a "melhor escola de cinema europeia": Fellini, Rosellini, Antonioni, Visconti, Tornatore, Scola, Pasolini, de Sica ou Leone (quase que me apetecia meter Scorcese nesta lista...). Assim como os seus melhores filmes italianos.

Mesmo que seja apenas por um dia, quando um realizador ou escritor desaparecem, a sua obra ganha vida (e como acontece com os cidadãos anónimos, ele também se torna melhor pessoa...).

quinta-feira, agosto 02, 2018

Novas da Dinamarca...


Ontem assisti à reportagem televisiva sobre a proibição do uso de véu e burka na Dinamarca, que está a causar alguma polémica.

Concordo com a proibição do uso da burka, em relação ao véu, não sou tão radical.

Se todos temos um rosto, não faz qualquer sentido que ele esteja escondido. E se pensarmos que vivemos tempos complicados e de desconfiança em relação a quem chega do Oriente, é desejável que tudo seja mais visível e transparente...

Não podemos ignorar que no Ocidente, se excluirmos o período carnavalesco, só os bandidos é que escondem atrás de máscaras. 

O normal é que quando tomamos a decisão de ir viver para outros países, cumpramos as suas leis, regras e tradições... Aparentemente, é muito mais complicado para um Europeu a adaptação ao Médio Oriente...

(Fotografia de Luís Eme - uma brincadeira de praia da minha filha e de duas amigas)

quarta-feira, maio 09, 2018

A Praça do Comércio


Sei que nem sempre olhamos para a Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço...), com olhos de ver. 

Os turistas, sim. Normalmente ficam agradados com a sua largueza e por ser um espaço aberto,  virado para o melhor Rio do Mundo. É só atravessarmos a passadeira e estamos no Cais das Colunas... 

É por isso que de vez em quando, fica quase irreconhecível, quando é utilizada para "vender qualquer coisa", como tem acontecido nos últimos dias, com o festival da canção das europas... Mas por alguma razão se chama "Praça do Comércio".

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 05, 2018

Um Olhar sobre a Catalunha e os Independentistas...


Nunca escrevi nos meus blogues sobre a Catalunha e sobre os independentistas, por ser um tema polémico e pela dificuldade em ter uma opinião consistente, sem conhecer de perto a realidade local.

Mas à partida parece-me absurdo que num país democrata (e por muitas voltas que se dê, a Espanha é uma democracia...), uma província ou região, se queira tornar independente por via da força e não pelo diálogo. Mesmo que assuma ter razões válidas para que isso aconteça, no campo histórico, social, político ou económico.

Também sei que às vezes o diálogo é uma "conversa de surdos", e que o governo central de Espanha se fartou de dar "tiros nos pés", ao ponto de conseguir equilibrar uma causa, que à partida parecia não ter consistência, política e social.

Por outro lado, penso que é de uma cobardia atroz, que o líder do movimento independentista fuja do seu país, enquanto alguns dos seus companheiros de luta, além de terem visitado o cárcere, permanecem em Barcelona...

Mas volto a frisar, que este é o ponto de vista de alguém que apenas conhece a realidade da Catalunha, pelas notícias dos jornais e da televisão...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, dezembro 04, 2017

O Nosso Novo "Pseudo-Ronaldo" na Ribalta Europeia...

Espero que o nosso novo "pseudo-ronaldo" não seja tão inconsequente e evasivo como foi por exemplo Durão Barroso. E que no mínimo transmita uma melhor imagem do país para o exterior (sem insinuações e sem histórias "proibidas" de corredores...).

(Fotografia de Alberto Frias - via "Visão")

quarta-feira, outubro 04, 2017

Andar Dias e Dias a Fingir que Não se Passa Nada em Catalunha...


Só hoje é que ouvi a União Europeia falar da "batalha" pela independência da Catalunha.

Posso ter andado distraído, mas só hoje é que os vi disponibilizarem-se para mediarem o conflito, mas sempre de acordo com Madrid. Tudo isto depois de já se ter realizado o referendo local, muito pouco pacífico, com cargas policiais (dos polícias que vieram de fora...) sobre os habitantes de Barcelona, como todos vimos via televisão e internet...

Ainda não escrevi nada sobre a Catalunha, porque tenho dificuldade em tomar uma posição. Não sei até que ponto as reivindicações dos catalães são justas e fazem sentido. 

O que sei é que o chefe do Governo Espanhol está farto de dar "tiros nos pés", mas mesmo assim parece estar bem "agarrado" ao poder.

E no último domingo Rajoy deitou tudo a perder, ao lançar as polícias do governo central contra a população de Barcelona.

E também sei que esta Europa não presta. Mas já sei isso há muito tempo. Quando se tenta "vender" a questão da migração europeia à Turquia, está tudo dito...

(Óleo de Leon Kroll)

domingo, maio 14, 2017

Sábado Escrito com "Três Éfes"...


É impossível não dizer nada sobre o dia de ontem, um sábado escrito com "três éfes".

Como devem ter lido por aqui, muito antes de sábado já estava "intoxicado" com  Fátima. Isso não tem nada que ver com o Papa Francisco, de quem é difícil não gostar (tal como acontecia com João Paulo II), devido à forma simples e directa com que fala de todos os problemas que nos rodeiam. Tem a ver sobretudo com uma igreja que continua a alimentar "milagres" e "segredos", que nem sequer dão grandes histórias de ficção...

O segundo éfe foi sobretudo agradável para mim e para todos os benfiquistas. O Benfica sagrou-se campeão nacional e conquistou pela primeira vez na sua história quatro títulos consecutivos. Mas não me agradou apenas por ser o meu clube, agradou-me por nunca ter assistido a tantas manifestações de mau perder por parte dos responsáveis do Sporting e do FC Porto, colocando tudo e todos em causa, semana após semana. Estes últimos até baptizaram o campeonato de "liga salazar"...

Mas o mais surpreendente (e até mais saboroso) acabou por ser o último "éfe", não de fado, mas de "festival" (da eurovisão), com a vitória de Salvador Sobral, um rapaz calmo e simples (que grande conferência de imprensa!), que encantou a Europa com uma balada, bela e sentida, cantada em português...

(Fotografia de Nino Migliori)

quarta-feira, abril 19, 2017

Uma Europa que Empobrece e Apodrece Todos os Dias...

Sei por que razão evito escrever sobre por aqui coisas demasiado tristes, por cobardia, e também para não cair no "lamechismo".

Mas hoje, não consegui fugir de uma reportagem, talvez por ser mais profunda que outras. A espaços coloquei-me no lugar dos milhões de pessoas, de todas as idades, que perderam tudo, até a esperança. Tudo em nome de uma guerra igual a todas as outras, em que se luta pelo poder até à exaustão, esquecendo aquilo que temos de mais importante e nos devia diferenciar dos animais... 

Claro que esta "cobardia" não nasce do nada, transmite-se quase como se fosse uma praga, na Europa dita civilizada. Europa essa cada vez mais carregada de preconceitos, e que em vez de ajudar esta gente que apenas luta pela sobrevivência, de uma forma digna, prefere fazer acordos com os turcos e alimentar a "febre" dos populistas, que confundem refugiados com terroristas.

É também por isto que não sei se haverá alguma possibilidade de se inverter esta caminhada, que "empobrece" e "apodrece" a Europa, diariamente...

E nós no nosso cantinho mostramo-nos solidários com a "Europa" e esfregamos as mãos de satisfação, com a invasão de turistas que descobriram que afinal até somos parecidos com o norte de África...

(Fotografia de António Passaporte)

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Emigrantes & Estrangeirados


Viver num outro país, vai-nos transformando, quase sem darmos por isso. A cultura entra dentro de nós, quase de uma forma invisível.

Não esqueço o telefonema assustado de uma amiga, que trabalhou durante uns tempos em Londres, sobre a primeira vez que sonhou em inglês...

Há pouco tempo li uma entrevista de uma professora, que estudara em Inglaterra, e que também contou o mesmo episódio, mas sem o dramatismo da minha amiga...

Talvez a senhora tenha gostado de sonhar em inglês.

Há emigrantes e estrangeirados...

(Fotografia de Regina Relang)

terça-feira, janeiro 03, 2017

O País da Liberdade...

Nunca tinha pensado nas potencialidades do nosso país como espaço de liberdade e de anonimato, para pessoas que um dia qualquer tinham andado com a estrela de famoso nos bolsos.

Sabia que no Algarve havia muita gente importante com casa de férias, mas normalmente vivem recatados, entre amigos, onde é proibido falar português. A única coisa que querem de nós é o sol e o areal da praia...

Foi por isso que foi uma surpresa saber que aquele casal de idade que se esforçava para falar português vivia na Beira, numa pequena quinta com oliveiras e também outras árvores de fruto, da qual falavam com um carinho especial.

Quando a Marta nos apresentou, gostei sobretudo da serenidade que transportavam nos olhos. Disseram que tinham vindo para ficar, para sempre, neste canto da Europa. Não voltaram a Paris nem a outra cidade europeia. Preferem passar o tempo a ver as coisas a crescer na sua aldeia. 

Quando sentem necessidade de passear, dão um volta pelo nosso país. Só lhes falta conhecer a parte de Trás-os-Montes, para lá do Douro. E cada vez amam mais Portugal e os portugueses.

Os filhos e os netos quando os querem ver, sabem que é só aparecer por cá.

Adoram o nosso silêncio e o respeito pela privacidade alheia. O senhor com idade para ser meu pai, sorriu, quando contou que  houve uma altura em que pensou ser impossível voltar a ser livre nesta vida, puder ser apenas mais um...

Pois é, nem tudo é mau, por não sermos um pais muito culto e conhecedor da gente que entra nos filmes...

Claro que quem gosta de andar de vermelho e de ser amado "eternamente" pelas multidões, o melhor que tem a fazer é não se mudar para Portugal, por causa das desilusões.

(Fotografia de autor desconhecido)

sábado, novembro 19, 2016

A Ciência Portuguesa Premiada

Elvira Fortunato, cientista e professora almadense, recebeu hoje a "Medalha Blaise Pascal", da Academia Europeia das Ciências.

Apesar de sermos o que somos, não deixa de ser uma boa notícia para o nosso país. Nem tão pouco importa que nos últimos anos tenhamos formado excelentes investigadores, que depois são convidados a emigrar, porque por cá não existem empregos para eles, muito menos dinheiro para investir nos seus projectos de investigação...

Elvira Fortunato é a excepção que confirma a regra.

(Fotografia de autor desconhecido)

sexta-feira, outubro 28, 2016

Verão no Fim de Outubro...

Nos últimos dias a temperatura voltou a subir e quem continua de férias - os nossos queridos turistas - aproveita bem o Sol que pinta os seus corpos num cor de rosa tardio à beira Tejo.

Penso em nós, "povos do sul da Europa", com mais fama que proveito de gostarmos pouco de trabalhar, entre outras coisas, que gostam de dizer para lá da Baviera.

Mas depois recebemos diariamente milhares de turistas, de todas as idades, maioritariamente vindos da tal zona onde os "europeus" se fartam de trabalhar (eu sei que os emigrantes devem ser os que mais contam para esta média...) e fico confuso, sem conseguir perceber como é que toda esta gente pode viver permanentemente em férias...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 15, 2016

No Dia Seguinte...

É impossível ficarmos indiferentes a mais um atentado cobarde, e sem sentido, a inocentes, que continuam a ser sempre as suas principais vítimas, por estarem habitualmente no local certo à hora errada...

Hoje os mais optimistas suspiram fundo e pensam que nem tudo é mau nesta nossa sina de estarmos quase esquecidos neste cantinho da Europa.

Já os adeptos do humor negro dizem que temos escapado com mais facilidade aos ajustes de contas dos falsos "justiceiros do Oriente", que aos ataques perpetuados pelos próprios "donos da Europa", com leis para os fortes e leis para os fracos.

Só os mais realistas, sentem que é bom que se comece a pensar que este sossego não vai durar para sempre. 

Em Paris ou em Istambul há muito que a passagem por uma esplanada deixou de ser um simples momento de descontracção e de convívio.

(Fotografia de  Mark Kaufman)

segunda-feira, julho 11, 2016

E Portugal Foi uma Festa...

Talvez só existisse mesmo uma forma de sermos Campeões Europeus, a que Fernando Santos escolheu, desde o inicio. Mas eu, como sou teimoso e nunca fui uma "maria vai com as outras", continuo a dizer que não era a minha.

Felizmente quando se ganha esquecem-se todos os equívocos e até "fetiches" de um treinador que conseguiu misturar Deus com o futebol, mas de uma forma mais simples que os antecessores, chamando vários anjos protectores para a baliza do grande Rui Patrício (que se fosse mais polémico, usassem duas ou três tatuagens e se enchesse de estilo, era considerado um dos maiores do mundo...) e não uma Santa, como Scolari, ou um "Bruxo" como Oliveira...

Falou-se muito de "patinhos feios". É por isso que não deixa de ser curioso e bonito que o golo da vitória na final, fosse marcado pelo jogador que foi até França apenas para fazer número (tal com o segundo e terceiro guarda-redes). Fernando Santos levou um ponta de lança, apenas porque fazia parte da tradição. E muitos teriam preferido levar o jovem André Silva ou outro qualquer, mas nunca o "pé frio" do Éder...

Na minha escolha (também fiz uma lista de 23 jogadores...), a única diferença em relação ao seleccionador foi a inclusão de André Almeida e a exclusão de Vieirinha. E isso aconteceu porque achava importante ter um lateral direito alto e não dois "minorcas", principalmente nos lances de bola parada junto à área portuguesa (e houve situações muito complicadas...). É também por isso que acho que esta foi a escolha mais consensual de sempre.

Os problemas só começaram com a escolha do onze titular. E não foi por acaso que empatámos os primeiros três jogos. O meio-campo sempre foi e é o sector mais importante para dar equilíbrio a uma equipa de futebol, e como tal, deveriam ter jogado os jogadores em melhor forma e também os mais rotinados no sector. Ou seja, William Carvalho, Adrien e João Mário, que jogam juntos - e com grande qualidade - há vários anos no Sporting.

Como se viu, o seleccionador só começou a perceber estes desequilíbrios quando o Europeu "começou a doer"... mas mesmo assim, sempre que podia lá metia o João Moutinho (até jogou parte da final onde continuou a ser uma "sombra" do jogador que foi...).

Criticou-se muito Cristiano Ronaldo, que voltou a apresentar-se numa grande competição longe da sua melhor forma. Faltava-lhe a mobilidade habitual (não conseguia ganhar os lances de um contra um) e a confiança (nunca falhou tantos livres e muitos deles eram à sua medida...). Mas foi um jogador diferente, um autêntico Capitão, que pensou primeiro na equipa e só depois nele. Até na final se percebeu isso (devia ter sido logo substituído...), em que preferiu sofrer e até agravar a lesão, a fazer o que era mais fácil.

Isso só aconteceu porque Fernando Santos foi sempre um treinador honesto e um verdadeiro líder, capaz de acarinhar e tratar todos os jogadores que levou ao Europeu da mesma forma. Só assim  se percebe que tenha criado um dos melhores ambientes em redor dos jogadores de selecção.

Claro que é um treinador muito conservador, muito agarrado aos seus princípios de jogo, mas não tem medo e sempre assumiu as suas opções (que nem sempre me agradaram...) e é a primeira pessoa a merecer este título de Campeão Europeu. Acreditou sempre, mesmo quando poucos acreditavam...

Foi bom sentir que todos os 23 jogadores lutaram pelo mesmo objectivo nos relvados de França: serem Campeões da Europa. Se Pepe, Nani, Ricardo Carvalho, William Carvalho, Ricardo Quaresma ou Rui Patrício foram confirmações, José Fonte, Rafael Guerreiro, Ricardo Sanches e Éder, foram muito mais que revelações, foram autênticos Campeões. 

(A escolha desta fotografia retirada do site do "Record", deve-se ao facto de mais uma vez termos tido um "herói improvável" nesta conquista europeia...)

domingo, julho 10, 2016

Paris na Linha do Horizonte

Tal como nos acontecia nos anos 1960, a maior parte das estradas vão dar a Paris e não a Roma.

Claro que nesses tempos quase longínquos, nem todos os que fugiam de uma vida de escravidão ou de uma guerra injusta, iam por estrada. Caminhavam por onde calhava e por onde os "passadores" os guiavam...

Hoje, felizmente com uma atmosfera completamente diferente, também é Paris que agarra a esperança de um povo que continua a estar mais habituado a perder que a ganhar...

É por isso que quero que Paris seja hoje uma festa...

(Fotografia de Artur Pastor)