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quarta-feira, julho 03, 2019

A Tentação de "Usar o Chinelo" para Fazer Festas...


Devo começar por vos dizer, para não ligarem muito ao título, e muito menos à imagem. Até por que as metáforas valem o que valem (depende sempre do uso que lhe damos...).

Embora gostasse que a justiça tivesse a arte de "desmontar" todos os "castelos de papel" que giram à volta de Joe Berardo, com mais ou menos budas, não acho muita piada que alguns políticos, jornalistas e até gente comum, troque o Joe por José, sempre que falam da personagem.

Até porque isso pode fazer confusão a pessoas menos avisadas, que até poderão pensar que se está a falar de um irmão ou de um primo deste nosso "artista pop".

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, junho 12, 2018

«Não estejas à espera de ética no amor»


Há homens que fingem perceber mais de amor que o resto da "matilha", por terem aberto e fechado muitas portas a mulheres.

Era por isso que aquele "belo exemplar" insistia para com o Pedro: «Não estejas à espera de ética no amor, já tens idade suficiente para não ser passarinho». Com o seu ar experimentado acrescentou: «resume-se tudo ao desejo e à paixão, e quanto mais acesa melhor.»

Eu sabia que o amor era como tudo na vida. A falta de ética, ou não, resumia-se apenas ao carácter de cada um de nós, mas preferi ficar em silêncio...

Mas a Cristina, cansada das entradas do "galã sem ética", trouxe para a mesa uma sua investida frustrada, com mais de vinte anos, quando ainda namorava o companheiro e ele tentou pôr-se no meio, pintando a manta do "amigo" da pior maneira possível.

E a sorrir continuou, dizendo que o amor era demasiado cego para pensar em coisas como a ética. E contou que à medida que ele escurecia o esboço do agora marido, ela descobria-lhe novos encantos, borrifando-se para a sua "música de serrote"...

Acabámos todos a sorrir, por descobrirmos que a "crista de galo" estava a desaparecer e também por percebermos que um bocadinho de "falta de ética" (as mulheres são melhores que nós a descobrir "carecas"...) nas conversas pode dar cabo de "muitas certezas"...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, maio 25, 2018

É Tão Bom Termos a Liberdade de Escolher...


O texto de ontem, assim como o de hoje, são fruto de uma conversa sobre este nosso país com dois amigos (e ainda não tínhamos visto a fraca figura do "morto-vivo", que foi primeiro-ministro e presidente da república, na televisão, a comentar a "gravidade" da aprovação da eutanásia...).

Estivemos de acordo, não só em relação ao "espelho salazarento", mas também na forma conservadora como a igreja católica tenta condicionar os nossos dias, como acontece agora com a Eutanásia e aconteceu com o Aborto, e com tantos outros temas, chamados "fracturantes".

Sabemos que, se há alguém com responsabilidades de ainda sermos o país do "caciquismo local" e das "virtudes públicas e dos vícios privados" é o catolicismo, que reina entre nós desde o principio da nacionalidade.

Desde a meninice que me faz confusão ver os cardeais, bispos, padres e sacristães, do lado dos mais fortes, ao contrário de Jesus, o seu mártir, que morreu crucificado. Ele sim, foi um exemplo para todos nós, pela forma como ajudava os mais necessitados e também os mais injustiçados, segundo rezam as lendas inscritas nos livros mais novos do testamento...

Voltando à nossa conversa, gostávamos que as pessoas pudessem escolher, livremente, e sem qualquer  tipo de condicionalismo: o direito de vivermos até ao fim... ou o direito a morrermos com a dignidade que desejarmos.

(Fotografia de uma campanha publicitária da Benneton, dos anos 1990, de autor desconhecido)

sábado, maio 05, 2018

Sorrir com o Nosso Jornalismo (Comprometido)...


Apetece-me começar por falar novamente do João Sousa, que voltou a ganhar hoje a um jovem grego e é finalista do Estoril-Open. Grande João! 

Mas não é sobre isso que me irei debruçar.

Vou escrever sim sobre uma crónica publicada ontem no diário "A Bola", assinada pelo Bonzinho (os nomes muitas vezes são enganadores...), cuja capa "despachava" o Rui Vitória para as Arábias - percebia-se nas entrelinhas que adivinhavam a derrota do Benfica no "derby", ainda antes dele se realizar -, onde o jornalista faz um verdadeiro "tratado" sobre a emoção, por gostar pouco da "indiferença" do treinador do Benfica (cuja normalidade do discurso e da postura chocam com o "jogo de emoções"...). Realmente Vitória é demasiado sóbrio, especialmente para quem gosta de vender jornais à custa de "vendedores de banha da cobra"...

Acho piada a estes jornalistas que acham ter o poder de "despedir treinadores", tal como outros colegas na política, pensam ser capazes de "demitir ministros"...

O mesmo diário tem outro jornalista engraçado (Guerra), que sempre que pode deita abaixo Jorge Jesus, como se o treinador não possuísse um passado suficientemente valioso para dele se orgulhar e ter vaidade...

O mais curioso é eu gostar dos dois treinadores. E estou convencido que nenhum deles depende do resultado de hoje. O seu presente fala por eles. E como ambos dizem, têm contratos com o Benfica e com o Sporting...

Voltando à sobriedade de Rui Vitória, conheço pelo menos uma dúzia de bons treinadores na história do futebol português, que nunca precisaram de "andar em cima" de frases bombásticas ou de serem polémicos com colegas de profissão, para triunfar nos clubes que treinaram. E o mais curioso é que uma boa parte deles até foram campeões nacionais (cá e lá fora...).

Falo de Cândido de Oliveira, Fernando Vaz, Mário Wilson, Artur Jorge, Manuel José, Jesualdo Ferreira, Carlos Queirós, Vitor Oliveira, José Couceiro, Paulo Bento, Leonardo Jardim ou Marco Silva.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 13, 2018

A Familiaridade (Pública) Abusiva...


Hoje de manhã estava no talho à espera de ser atendido e comecei a ficar incomodado com a forma como um dos empregados falava com uma cliente, que mesmo sendo freguesa habitual (tratava-a pelo nome...), estava longe de se sentir à vontade com aquele quase "abuso" de lugares-comuns, em volta do facto de não ter cara de quem tinha acordado com boa disposição. Percebi pela forma como me olhou - e por evitar responder -,  que  só por educação (ou para não ser mal servida...), é que a senhora não disse ao homem do talho para se meter na sua vidinha.

Hoje é raro andar de táxi, mas houve uma altura que andava bastante. E se havia coisa que me chateava era estar sem vontade de conversar (normalmente sem paciência para aturar as suas "sindicâncias" e "ideias feitas"...) e o "xófer de praça" insistir, insistir. 

A meio do quase monólogo, lá acabava por desistir. Mas antes de desistir ainda era capaz de ter um dito daqueles "engraçados" sem graça nenhuma.

Sei que as pessoas têm de se entreter com qualquer coisa, mas não precisam de incomodar os outros (algo que fingem quase sempre não perceber)...

(Foto de Garcia Nunes)

sexta-feira, junho 16, 2017

«A mulher ideal é a mulher que não existe.»


Há muito tempo que não escutava um homem a falar com tanta sapiência das mulheres. Provavelmente ele pensa que os cabelos brancos de quem já passou os sessenta e o ar de galã de telenovela mexicana que faz questão de manter, lhe dão autoridade para nos oferecer tantas generalidades.

Houve um momento que não consegui conter o riso, quando ele disse que continuava a ser tão fácil apaixonar-se como desapaixonar-se. Pensei no bom do Vinicius de Moraes, que também tinha uma grande facilidade em saltitar de amor em amor. Mas ele era quase um "deus", graças ao bom uso que dava às palavras e, que depois oferecia às suas musas...

No meio da conversa o nosso homem ia olhando com alguma galhardia para as mulheres bonitas que passavam por nós.

Quando começámos a olhar para o relógio, quis ir ainda mais longe, quando disse: «Quanto mais mulheres conheço, mais fácil é apaixonar-me. Há sempre uma mulher capaz de me surpreender e de me ensinar coisas novas. É por isso que digo que a mulher ideal é a mulher que não existe. Existem dúzias e dúzias, todas diferentes, e ainda bem.»

A caminho da sala de reuniões, fomos conversando sobre o "charmoso" que nos tinham oferecido numa "rifa" (era dono de uma das empresas que nos "pagavam"...), fazendo aparecer vários animais no diálogo, desde o "tigre", ao "papagaio" passando pelo "leão" e acabando no "galo".

Antes de entrarmos, ainda olhamos uns para os outros, meio tristes, por sermos quase naturalmente, homens de uma só mulher, e cada vez mais distantes das histórias de mulheres ideais. Encarámos a realidade com desportivismo, pois se por um lado ainda estávamos a vários anos da idade do "balzaquiano", por outro também estávamos a vários zeros de distância da sua conta bancária...

(Fotografia de Tony Vaccaro)

sábado, fevereiro 25, 2017

O Difícil é Fugir...


Tenho alguns amigos funcionários públicos que conseguem fugir ao espírito da "coisa", mas são raros. 

Há um ritmo de trabalho (devagar, devagarinho, parado...) que com o tempo acaba por se apoderar de nós... Porque quem tem demasiada energia (essa enorme dificuldade em estar parado...) acaba por fazer o seu serviço e de uma boa parte da secção, sem que os outros se mostrem muito incomodados com isso...

Nunca esqueço o Nascimento, um "cromo" adepto da "paz e do amor", que era capaz de andar o dia inteiro com o mesmo papel na mão, a cirandar de secção em secção, sempre cheio de amabilidades e simpatias, a dar à língua, mas incapaz de "mexer uma palha", para desespero do chefe, que viu-se obrigado a declará-lo como um "caso perdido", o que na função  pública acaba por ser sempre uma "promoção"...

Dizem que as coisas estão a mudar. É provável, mas muito lentamente, no tal ritmo: devagar, devagarinho, parado...

(Ilustração de Robert Brault)

terça-feira, dezembro 13, 2016

O Poder, Essa "Droga" do Nosso Tempo...


Não é novidade para ninguém, que os outros são sempre o nosso espelho.

Claro que nem sempre pensamos nisso, porque é sempre mais fácil olhar para o lado, ou para cima, que para dentro de nós próprios...

Nestes últimos dias houve um acontecimento que me fez mais uma vez ter medo do poder (que é mesmo uma "droga", daquelas viciantes...). 

Sei que até agora nunca fiquei "agarrado", talvez por ter cuidado com as "doses" que tomo, e também por não precisar do "palco" para me realizar pessoalmente. Gosto muito mais de organizar e de criar coisas para os outros, que de ser a "vedeta" do que quer que seja. Claro que gosto que se lembrem de mim, que elogiem o meu trabalho, mas sem exageros. Sem se entrar na bajulice ou na hipocrisia, tão presentes no nosso tempo.

Espero conseguir "dosear" sempre esta "droga", que deixa tanta gente a fazer figuras tristes...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 24, 2015

A Dificuldade de se Dizer Não...


Embora continue a ter dificuldade em dizer não, quando me pedem apoio para qualquer iniciativa, sei que estou em mudança. Já vivi tempo suficiente para saber quem são as pessoas que só me telefonam para pedir alguma coisa e nunca para me brindarem com uma simples conversa de amizade, nem que seja só para dizer olá.

É por isso que já me vou habituando a inventar desculpas, para não ser completamente desagradável. É a tal história de que, para "cínico cínico e meio", A vida tem essa coisa boa, de nos dar "socos", mas também de nos permitir aprender alguns golpes, de "defesa e ataque".

Normalmente diz-se que os cinquenta anos nos dão a maturidade,  a "experiência de vida". É verdade. Mas também nos dão alguma matreirice, para lidarmos com os muitos "oportunistas" que nos cercam, na tal aprendizagem em que cada vez se vai tornando menos difícil dizer não.

O óleo é de Aka Mattas.

terça-feira, abril 21, 2015

A Vertigem da Fama


Ele passou rente às mesas e olhou de uma forma insinuante para quem por ali estava sentado, à espera de um olhar, e porque não, de um pedido de autógrafo.

Escondi os meus olhos dentro do jornal, ao perceber que a "vedeta" estava a passar de novo naquele "corredor", aparentemente indiferente à fama.

Acabou por se afastar e ir à procura de outra "passerelle" mais iludida pelas revistas "cor de rosa".

Não era a primeira vez que assistia a algo do género. E até me lembrei de uma história de um amigo que conseguiu fingir que não conhecia um actor  de parte nenhuma, depois de este lhe ter sido apresentado, desculpando-se que não tinha televisão em casa. Algo que acabou por embaraçar a "vedeta", que não lidava bem com o anonimato...

Embora muitas vezes digam que não, penso uma boa parte das figuras que passam a vida dentro da televisão sentem uma grande necessidade de exposição, de serem olhados, comentados e até falados na rua. 

O óleo é de Angela Bandurka.

terça-feira, março 10, 2015

Quando se Precisa de Discrição...


Há profissões que quanto mais distantes estiverem dos "holofotes", tanto melhor será a actividade e para quem a exerce.

A mais evidente é a profissão de juiz. 

É por isso que quando um defensor da lei quer vestir a pele de justiceiro, quase como herói de banda desenhada, há alguma coisa que está mal...

As qualidades acabam por ser derrotadas pela vaidade, pelo menos para quem defende que a sobriedade é determinante nestas profissões (como eu...).

Claro que estou a falar do juiz Carlos Alexandre. mas também podia estar a falar do Pedro Proença, "o melhor árbitro do mundo", que com o talento que tinha não precisava de andar a apitar em bicos de pés nos relvados nem de fazer concorrência com os jogadores, na escolha do "melhor do jogo".

O óleo é de Valentin Rusin.

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Talvez o Mundo Tenha Menos Diferenças


Não tenho dúvidas nenhumas que é o facto de sermos diferentes, que faz com que nos sintamos atraídos pelo chamado sexo oposto.

É por isso que me faz confusão que alguns homens se comportem como mulheres e algumas mulheres como homens (refiro-me a heterossexuais...).

Se há uma coisa que detesto quando estou num grupo de homens, é ver alguém a criticar, tudo e todos, com aqueles pormenores pequeninos, que normalmente não fazem parte do nosso "mundo".

Talvez a culpa seja minha, por continuar a ficar espantado e achar alguns homens, autênticas "mulheres". Provavelmente continuo a gostar de olhar os outros, segundo a imagem que tenho de "mundo masculino". Ou seja, de homens demasiado distraídos para ligarem a coisas mundanas, que normalmente saltitam nas mesas das mulheres.

O óleo é de Óscar de Mejo.

quarta-feira, outubro 30, 2013

Isto Está Mesmo Tudo Ligado...


Falava eu ontem da "batota na vida", quando o video com o presidente da FIFA começou a cirandar por aí, em que ele faz a sua escolha. 

Mas o cobarde e hipócrita, não faz apenas uma escolha, aproveita o momento para denegrir um jogador que tem sido sempre exemplar, na forma como tem enfrentado todos os "blatters" desta vida.

Mesmo agora, respondeu de uma forma contundente, sem descer ao nível da criatura (tal como tinha feito com Mourinho...), porque realmente isto está mesmo tudo ligado...

Apesar de perceber todas estas "batotas", não deixo de gostar de futebol. Há de facto algo "mágico" neste jogo, que deixa tanta gente fora de si.

O que gostava mesmo era que o "feitiço se virasse contra o feiticeiro" e que o Cristiano fosse escolhido como o Melhor Futebolista do Mundo.

quarta-feira, outubro 16, 2013

Jorge "Atrasado" da Silva "Sinatra"


Uma das suas imagens de marca era partir e chegar atrasado. Nunca mudou, apesar dos dissabores que foi recolhendo, até ficar suficientemente maduro, para este defeito quase se transformar em qualidade.

Disse-me que quando era jovem, marcava encontros e normalmente apenas descobria o sítio. Sorria quase sempre de alívio, para não ter de inventar desculpas, com mais ou menos elaboração, por não obedecer às pequenas máquinas com ponteiros e números, que mandavam no tempo e nas pessoas.

Também me disse que às vezes o confundiam com Sinatra, pela sua magreza e pelos olhos  de cor azul.

O óleo é de Guy Wilga Lerat.

terça-feira, setembro 10, 2013

Sem Medo do Ridículo


Não eram capazes de lhe perguntar, porque razão ele era assim.

Com a sua aparente boa educação e delicadeza também não lhes dava grandes oportunidades para que existisse um "contraditório". 

Percebe-se que se sente bem a fazer o papel de "servidor". É um daqueles homens que dizem que sim a tudo, até ao hino, que nos incentiva a "marchar contra os canhões", embora em casos extremos tenha sempre o cuidado de escolher a última fila...

Ou seja, pode ter cara de imbecil, mas não é parvo nenhum.

No tempo de eleições consegue ser apoiante de todos os candidatos, da direita à esquerda. Além de arranjar bons adjectivos para os qualificar, aproveita todas as benesses que surjam, sem ter qualquer medo do ridículo.

E é de tal forma fiel às suas convicções, que no dia das eleições arranja sempre um programa qualquer, para não ter de votar...

O óleo é de Boris Grigoriev.

domingo, agosto 18, 2013

Cantar para Além do Chuveiro


Os programas televisivos portugueses que nos tentam encher as casas de música (quase sempre de qualidade duvidosa...), aumentam no Verão, altura em que decorrem as habituais festas e romarias populares na maior parte das vilas e aldeias do nosso país.

Quando olho para estes "espectáculos", a primeira constatação que tenho é que há por aí muita gente "enganada", que pensa que sabe cantar, mas que não passaria sequer da primeira eliminatória de um programas como "Os Ídolos". Poderiam quanto muito ser escolhidos como "tesouros deprimentes".

Poderão ripostar e dizer que estes exemplos também podem ser transpostos para a literatura, o teatro, o cinema, as artes plásticas, etc, mas não há comparação possível. Nem um Lobo Antunes ou um Júlio Pomar, têm a mesma visibilidade (nem queriam, certamente) que qualquer destes cantores de qualidade duvidosa (e nem falo das letras que cantam....).

Durante algum tempo acreditei que uma boa parte destas pessoas "sabem ao que andam", que esta foi a forma que encontraram para ganhar algum dinheiro, principalmente no Verão. 

Mas hoje penso que a grande maioria se julga mesmo melhor do que realmente é...

Talvez os aplausos consigam retirar a importância dos espelhos nas suas casas...

O óleo é de Jorge Crespo Berdécio.

sábado, junho 29, 2013

Verão sem Inverno


O Verão começou com grande vitalidade, as temperaturas têm-se aproximado dos 40 graus, deixando-nos completamente esbaforidos, tanto nas ruas como em casa (ligar o ar condicionado passou a ser um "luxo"...).

Os "profetas" que quase nos aconselharam a usar "chapéus de chuva" na praia, parece que se enganaram nas previsões, embora ainda estejamos no começo da estação mais descontraída e quente que temos.

Aliás, ainda esta semana davam diminuição de temperatura a partir de quinta-feira e é o que se vê...

Tenho impressão que os meteorologistas utilizam uma "bola de cristal" da mesma marca do Gasparzinho.

O óleo é de Andrew Baines.


segunda-feira, maio 27, 2013

O "Palhaço" sem Circo e sem Graça


Se os Palhaços não queriam ter a companhia de Alberto João Jardim, muito menos querem a de Cavaco Silva, nem mesmo para fazer o papel do membro da trupe que leva bofetadas e que está sempre a cair no chão, com as rasteiras que lhe pregam ou simplesmente pela sua falta de jeito de andar com sapatos de biqueira larga.

Ele faz-me pensar nas pessoas que querem ser isto e aquilo, mesmo sem terem qualquer vocação ou jeito para a função. Um actor ou um cantor, pode andar por aí uns tempos, no inicio as pessoas acham graça a falta de talento e até o transformam em "bobo da corte", coisa que eles nem se chateiam, desde que continuem a ter um palco e a ganhar umas "lecas".

Mas ser Chefe de Estado é outra coisa, é (ou devia ser...) o exemplo da nação. E nem me estou a lembrar do facto de ele mastigar de boca aberta ou estar numa tribuna do Estádio Nacional e nem sequer se dar ao respeito, não olhando nem cumprimentando os jogadores sem pátria, do Benfica (que por muito frustrados que estivessem com a derrota, tinham a obrigação de cumprimentar o presidente do país que os sustenta. Mas talvez eles não gostem de circos e pensassem que o senhor era mesmo aquilo que tem vindo nos jornais...).

- Estou a lembrar-me, sim, da "figurinha" que tem medo de sair do seu palácio e ser apupado, mesmo pelas criancinhas de qualquer escola que precisa de ser inaugurada.
- Estou a lembrar-me, sim, do "cara de pau" que entra mudo e sai calado, fiado no ditado que diz que que os calados vencem sempre, mas que acaba por deixar fugir pelo menos duas palavras: «eu avisei...»
- Estou a lembrar-me, sim, do "espertalhaço" que disse que ainda estava para nascer uma pessoa mais séria que ele, mas que aceitou receber os dividendos das acções acima dos valores de mercado, que tinha no banco dos seus amigos vigaristas e trocou uma vivendazinha por uma vivendazorra, como quem troca "cromos da bola"...

Claro que esta criatura é tudo menos Palhaço. Por muito "bolo rei" que coma, nunca lhes chegará aos calcanhares.

O óleo é de André Martins de Barros.

domingo, fevereiro 17, 2013

Vai uma Sina Pensativa?


Na Lisboa de Eduardo Gageiro até havia um vendedor da "sina pensativa"... acompanhado por alguns pássaros amestrados, que talvez fingissem que voavam até aos astros, de onde traziam boas novas, para todos aqueles que queriam saber da sua sorte.

Esta fotografia com a "sina" fez-me lembrar as maquinetas da Feira Popular, com uma cabeça de cigana ou bruxa e que nos davam a sina em papel, a troco de uma moeda.

Não sei se também davam o peso, como outras espalhadas pelas cidades, que me lembro de trazerem também um cartão com a sina...

Outros tempos, pelo menos diferentes...

sábado, janeiro 21, 2012

"As Brincadeiras Culturais" do Vasco


A crónica do Vasco Pulido Valente de hoje no "Público", roça o ridículo e a estupidez, em praticamente todos os parágrafos.

Quando ele diz: «A Ditadura tivera a religião, o PREC a "cultura". o artista e o intelectual passaram a opinar sobre o destino da Pátria e da civilização, com uma autoridade de origem suspeita mas reconhecível», demonstra ignorância e sobretudo preconceito (por a esquerda se afirmar culturalmente).

Seria bom recordar este senhor, de que os "comentadores"  do que quer que seja (como ele), são uma coisa relativamente recente. Os da imprensa (com várias colunas diárias) devem o seu espaço de papel ao aparecimento do "Público", que mudou na época o paradigma dos jornais generalistas. E os "opinadores" televisivos, cresceram e multiplicaram-se, primeiro com o aparecimento da televisão privada e depois com os canais por cabo. Até ai, eram quase inexistentes.

Embora tivesse apenas onze, doze anos no PREC, pelo que tenho lido, os ditos "intelectuais" de esquerda que o VPV fala, andavam sim, de braço dado com as comissões de trabalhadores, a fazerem cursos de alfabetização, principalmente no interior do país.

Mas o mais absurdo estava guardado para o último parágrafo: «As câmaras arranjaram "vereadores culturais", com funções para lá da compreensão humana. Promoveram colóquios, simpósios, festivais. Convenceram o Estado a comprar os cineteatros de 1905 ou 1940, que se iam desfazendo serenamente em ruinas, para uma "produção nacional" imaginária ou pobre.» Que acaba desta maneira (muito mal escrito diga-se de passagem): «A crise veio de muitos milhares de histórias assim.»

Num país que nunca investiu na Cultura, onde o dinheiro gasto no património e na produção cultural foi sempre insignificante, é triste ver um "parvalhão" destes, que só pode ter uma vida pequenina e completamente afastada da realidade, culpar a Cultura da crise.

Se culpasse por exemplo o futebol, o investimento que foi feito nos estádios para o Europeu de 2004, e até em estádios municipais, cujos custos de manutenção são um problema para vários Municípios, poderia dar-lhe razão, mas falar das "migalhas" que sempre foram atribuídas à Cultura (que tiro as aspas dele e coloco em letra grande), é absurdo e revelador de uma grande ignorância e estupidez, por muito inteligente que a "personagem" julgue ser.

O óleo é de Marta Kiss.