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sexta-feira, julho 12, 2019

«Também usa vestidos?»


Os tempos de hoje não são para se fazerem perguntas indiscretas, ainda por cima a mulheres, e das que achamos jeitosas.

Sem saber explicar muito bem porquê, hoje apeteceu-me perguntar a uma mulher, que vejo quase diariamente, sempre de calças - simpática até dizer chega na loja onde trabalha e distante nas ruas (como deve ser, diga-se de passagem...) -, uma coisa tão simples, mas que, reconheço, poderia levar-nos para um mundo de sugestões. Era apenas isto: «também usa vestidos?»

Claro que não perguntei. Se fizesse a pergunta na loja, talvez me sorrisse e dissesse: «Uso, mas só em dias de festa». Se perguntasse na rua, era capaz de me olhar com cara de caso e mandar-me para qualquer sitio menos recomendável.

Posso acrescentar que se trata de uma mulher relativamente alta (mais de 1.70 m), de constituição normal e com cabelos compridos (usa-os apanhados na loja). 

Tenho a certeza que ficava mais bonita e mais feminina de vestido...

(Fotografia de Luís Eme - Vila Real de Santo António)

terça-feira, julho 02, 2019

A Natureza Humana, entre Surpresas e Mistérios...


A natureza humana, continua a ser uma caixa de surpresas, povoada de mistérios que não são para se perceber, mas sim para se irem percebendo, mesmo que muitas vezes não se vá muito longe... 

Mistérios que se adensam, quando olhamos, por exemplo, para dois irmãos que são completamente diferentes, apesar de terem sido educados da mesma maneira...

Só não estava à espera que me oferecessem um exemplo tão extremo sobre as diferenças entre irmãos.

Embora crescessem no mesmo ambiente de violência doméstica, seguiram caminhos diferentes, pela vida fora. Um deles, nunca tocou com um dedo sequer na mulher, tomou as dores da mãe para si e soube sempre o que não queria fazer. O outro parece que preferiu a força do pai e transformou-se num monstro como o progenitor, além de bater na mulher, "sempre que ela estava a pedi-las" (a expressão é dele...) ameaçou-a uma vez, durante um jantar em família, que a matava, se alguma vez sonhasse que ela o traía...

O mais curioso, é que quem me contou isto foi o filho do "manso que saiu à mãe" (é assim que alguns tios falam dele, nas suas costas...). falou-me do orgulho que sente por ter um pai que aprendeu com as lágrimas e as marcas do corpo da mãe, que só os cobardes é que batem nas mulheres.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, junho 19, 2019

Um Olhar Pelos Sorrisos dos Bastidores


Não sabia exactamente qual era o objectivo de todo aquele treino colectivo ao espelho. Eram só miúdas. Tanto podia ser um filme, uma telenovela ou um simples anúncio de publicidade.

Eu é que passei à hora errada naquele corredor e vi aquelas raparigas giras a construir o melhor sorriso e a melhor pose, para qualquer coisa, que se iria passar nos minutos seguintes.
Continuei a andar até chegar ao fim do corredor, satisfeito, porque os sorrisos, mesmo ensaiados, sabem bem...

(Fotografia de Luís Eme - Corroios)

sábado, março 30, 2019

Contradições Femininas do Nosso Tempo...


A "auto-exploração" do corpo, com poses provocatórias e a ausência de roupas nas "redes sociais", em busca de "likes" e de "seguidores" (e de dinheiro, claro...), por parte de múltiplas mulheres modelares, é uma das coisas que me faz mais confusão nestes tempos, que são mesmo de mudança. 

Se olhar para as muitas jornadas de luta femininas, contra o machismo e o assédio sexual, esta postura, soa-me no mínimo a um contra senso. 

Embora saiba que a mulher é dona do seu próprio corpo, faz-me impressão toda esta exposição, quase sempre com "conotação sexual", nestes tempos em que quase nos querem proibir de olhar com olhos de ver as "musas que enchem as ruas de cor" assim que se aproxima a Primavera...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

quarta-feira, março 13, 2019

Tempos Mornos & Máquinas Controladoras...


Estava vento, quase desagradável, e tu tiveste a lata de falar destes "tempos mornos que vivemos", em que as máquinas roubam-nos cada vez mais espaço, até para se pensar na vidinha.

Falei-te do António, que me disse ontem que há mais de ano que anda sem telemóvel (desde que o que usava se avariou...). Sorriu ao dizer que cada vez gosta mais de se sentir um "et", quando pega num livro e começa a ler.

Respondeste com um sorriso. Depois disseste que o António finge que é "maluquinho da silva" e que  gosta de fazer de conta que não tem família. 

Luxos de quem ainda pode ser "vagabundo", acrescentei eu.

Fomos interrompidos pela tua filha, que te piscou o olho dentro da "máquina controladora", precisava de jantar mais cedo e queria que não chegasses muito tarde a casa...

Com razão, disseste que este era o tipo de telefonema que só se faziam para as mães.

E depois despedimo-nos com um abraço e cada um foi para a sua rua.

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

domingo, março 10, 2019

Ainda a Propósito das Mulheres: "As feias que se danem!"


O título inicial era mais suave, falava das misturas entre o interior e exterior, e não de um caso particular, que está longe de ser a regra que confirma a excepção.

Infelizmente ainda há quem tente caracterizar as pessoas apenas pelo seu aspecto exterior. Algo que sempre esteve errado, apesar das "certezas medievais". que quase proibiam a gente bonita de ser inteligente, de ter sensibilidade... e de saber o que queria.

Tanta mulher bonita que escondeu os seus belos poemas e a sua tocante prosa... Só que isso agora acabou. 

Um exemplo que acompanhei de perto, fez-me perceber que as "feias" ainda não tiraram o "cavalinho da chuva", ainda são capazes de dizer nas suas reuniões regadas com chá de tília e camomila, "não foi ela que escreveu aquilo, é areia demais para a sua camioneta" (entre elas gostam de usar calão e até de dizer palavrões... fabricam putas a torto e a direito).

A única coisa que me apraz registar, é que bem podem continuar a levantar suspeitas de "plágio" ou contar anedotas das louras burras, que a sua guerra está perdida, há muito tempo...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, março 08, 2019

Porque Sim...


Porque hoje é um dia diferente...


Eu não sou dessas mulheres
  
Eu não sou dessas mulheres
incapazes de amor e ternura.
Eu sei o que é coragem e sangue,
embora odeie o sacrifício e me repugne
a vaidade que nasce da violência.
Quero ser mulher de um mercenário,
de um poeta ou de um mártir, é igual.
Eu sei fitar os olhos dos homens,
sei quem merece a minha ternura.


Amalia Bautista


(Fotografia de Luís Eme - uma mulher bonita, livre e anónima, hoje no cacilheiro - Tejo)

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

Os Cafés ao Balcão e as Coisas que Interessam a Cada Vez Menos Pessoas...


Os cafés mais movimentados ainda continuam a substituir os tribunais (tanta sentença dada, o Salgado já deve estar a cumprir perpétua...) e as redacções de jornais desportivos (tanto fulano que sabe tudo sobre futebol, ao ponto de terem uma ligeira simpatia pelo Bruno de Carvalho...), entre outras tantas coisas.

É também por isso que os evito. 

Apesar de tudo, as casas de chá são muito mais calmas e pacatas. As mulheres continuam a saber comportar-se fora de casa, reparo que raramente gritam umas com as outras.

Há bastante tempo que não escrevo em cafés, que não gasto guardanapos de "papel-bíblia". O mais curioso, é não ter grandes saudades. 

Reparo que nos últimos tempos bebo mais cafés ao balcão que em mesas. Isso acontece por andar quase sempre atrasado, dois ou três minutos, e também por nem sempre ter boas companhias para falar de coisas, que interessam a cada vez menos pessoas...

(Fotografia de Luís Eme - Setúbal)

sábado, fevereiro 09, 2019

Medo das Mulheres Inteligentes...


No dia seis "copiei" que «a inteligência é uma chatice do caraças».

Em alguns dias, penso que sim. Especialmente nos que têm escrito a tinta invisível, que não são para pensar...

Hoje, dia nove, resolvi voltar ao tema, mas do outro lado.

Por que sei, que se há alguém que costuma ter medo de "mulheres inteligentes", são os homens.

Elas como são mais espertas que nós, quando querem mesmo "apanhar" alguém depois da curva, nem sequer têm grandes problemas em fazer o número da "loura (ou morena) burra".

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

«A inteligência é uma chatice do caraças»


Ele ali estava, com um café e um cálice com uma aguardente velha à sua frente, preparado para defender, mais uma das suas causas perdidas.

Começou por dizer que «a inteligência é uma chatice do caraças.»

E depois continuou o monólogo, enquanto acompanhava com o olhar uma mulher bonita. «As gajas é que são espertas, quando querem namorar com um pássaro qualquer, preferem alguém para partilhar a futilidade, a diversão e o prazer. A inteligência é uma das coisas que ficam sempre à entrada da porta, tal como os chapéus de chuva.»

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

«Pagas-me um café?»


Estava distraído, longe do interior do café, como estou tantas vezes...

De repente ouvi uma voz feminina a perguntar-me, «pagas-me um café?»

Abanei a cabeça, com um sim, quase ao mesmo tempo que olhava a mulher jovem, sem conseguir esconder a estranheza do pedido.

Não a olhei com qualquer malícia. Pensei sim, que podia muito bem ser minha filha, se tivesse começado a procriar mais cedo. 

Tinha o meu pequeno caderno, que está quase cheio, aberto... Enquanto ela pediu , bebeu o café e se começou a levantar, escrevi duas folhas com palavras.

Depois ela despediu-se com um obrigado e um sorriso. Retribui a cara alegre, mas sem palavras...

Ela saiu e eu fiquei a pensar que ainda não me tinha acontecido nada assim. 

Já me tinham cravado um ou dois cafés, algumas cervejas, mas coisas de homens, quase sempre usados pela vida, que nem me deram tempo para os olhar, e muito menos agradeceram com um sorriso doce.

Só não percebi porque razão não lhe ofereci uma única palavra dita (só escritas...).

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, dezembro 18, 2018

Sempre as Mãos...


Foi sobretudo o seu gesto, quase a esconder o decote, que nem era dos mais ousados, que me fez olhar. E sobretudo pensar...

Apesar de já não ir para novo ainda não consegui perceber esta coisa de se sair de casa com roupa curta, que o próprio espelho deve dizer de sua justiça, antes de se "desafiar o mundo". 

Isso acontece com as mãos (sempre as mãos...) a taparem e a destaparem o decote, ou a puxarem a saia para baixo, quando ela insiste em ficar cá por cima.

Ainda não percebi (a sério...), se tudo isto é um número, ou se há mesmo desconforto por causa dos olhares, que querem sempre ver mais longe...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, outubro 18, 2018

A Música e a Liberdade Sexual


No meu trabalho de pesquisa, descobri uma entrevista interessante do músico João Peste, dos "Pop Dell'Arte", dada ao suplemento "6.ª" do "Diário de Notícias" de 13 de Janeiro de 2006, em que ele numa das suas respostas, aborda a questão da libertação sexual de uma forma, no mínimo, pertinente.

«A questão da libertação sexual é um assunto que praticamente está ausente na maioria da produção musical portuguesa. Grande parte da produção musical portuguesa trata, pelo contrário, da repressão sexual. São as canções sobre o bacalhau de Quim Barreiros ou as canções da Ágata e da Rute Marlene, que não têm a ver, de modo algum, com a libertação sexual. Têm a ver com a repressão sexual, com uma forma atrofiada de encarar a sexualidade, com modelos ultrapassados, machistas e patriarcais que deviam ser completamente banidos no século XXI. Reflectem completamente não só um atraso cultural mas também um atraso de mentalidade e da própria consciência sexual das pessoas.»
                                                         
Ao ler as suas palavras pensei que, neste tempo, de alguma forma revolucionário, pelo menos para as mulheres, ainda ninguém tinha criticado a brejeirice e o mau gosto de alguns músicos do "clube pimba", que utilizam quase sempre o corpo das mulher, em vários jogos sexuais...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, outubro 17, 2018

A Inesquecível Rita Hayworth...


A inesquecível Rita Hayworth faz hoje cem anos.

Embora tenha tinha uma vida demasiado agitada e problemática, fora dos palcos e grandes ecrãs (como costuma acontecer com as belas actrizes...), Rita continua a ser uma das figuras femininas mais memoráveis da história do cinema mundial. 

Só a sua presença em cena fazia magia...

(Fotografia de autor desconhecido)

terça-feira, outubro 09, 2018

Talvez seja da "Camisa de Historiador"...


Não consigo olhar com serenidade para o movimento feminista, que adora "caçar fantasmas e recuar no tempo", como se estivesse em plena revolução.

Isso deve-se ao meu entendimento de que as mentalidades não mudam apenas por "decreto" ou por "revolução". Mudam mais pela percepção de que estão erradas, quando se ganha consciência que se habita num tempo novo. Um tempo em que é preciso colocar um ponto final nos comportamentos sociais machistas, que não só foram aceites, mas estimulados pelos mais velhos (de ambos os sexos), durante séculos...

Talvez seja o hábito de vestir a camisa de historiador, de vez em vez, que me faz ter este olhar...

É por isso que me parece mais doentio que saudável recuar 30 ou 40 anos atrás nas nossas vidas, sem se conseguir olhar e analisar, os contextos e os enigmas que alimentaram as relações entre homens e mulheres (não estou a falar de crimes...).

O mundo está a mudar, e ainda bem. Mas não nos proíbam de continuar a olhar, com satisfação, para a beleza feminina...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, outubro 07, 2018

O Olhar Masculino e o Olhar Feminino...


Se no caso da sentença recente que suspendeu a pena dos dois violadores, penso que não há diferenças de género, na forma como se olha a aplicação (absurda) da lei, já na alegada "violação" de Cristiano Ronaldo em Las Vegas, há pelo menos dois olhares: um masculino e outro feminino.

Coloquei aspas na palavra violação, porque me parece que se trata sobretudo de um acto de violência sexual, e não tanto de violação. Pelo menos na forma como normalmente se entende a violação.

Embora neste caso particular Cristiano Ronaldo tenha recebido muitos apoios femininos entre nós (é o sentido patriótico a falar e também alguma fobia contra a prostituição...), normalmente a resposta das mulheres é sempre a favor da mulher. E neste caso particular lá aparece novamente a palavra "não", que nos últimos tempos passou a ser mesmo "não"...

Os homens têm sempre tendência para relativizar a questão. O "velho macho", até é capaz de dizer "abençoado", ou "grande homem". Outros, mais identificados com Las Vegas, a Capital do jogo e do prazer, dizem que Ronaldo pagou pelo "serviço completo", ponto final.

Outros ainda, mais legalistas, falam sobretudo em extorsão. Sim, acham que o exame médico feito depois do serviço, não foi realizado por acaso. Muito menos a tentativa de extorsão em forma de leilão (que acabou por resultar, não no quase um milhão pedido inicialmente, mas sim de 323 mil euros pagos, depois da assinatura de um acordo de confidencialidade).

Claro que falo de homens. Não estou a falar de simpatizantes do movimento #me too, pois estes também pedem a "cabeça" de Cristiano Ronaldo, sem dó nem piedade.

As mulheres "justiceiras", começam por falar de uma professora (que deveria estar ali por engano e que deve ter subido ao quarto de Ronaldo apenas para ver as vistas...) e nunca de uma "rapariga de programa" (para não lhe chamar outra coisa...). Depois falam de sexo não consentido, relevando a palavra "não". E por fim, falam da "tragédia" que se seguiu na vida desta mulher depois do episódio:  contusões anais, stresse pós-traumático, depressão, comportamento errático, ansiedade, etc.

Sem a conhecer de lado nenhum, apenas questiono, se a sua presença "em trabalho" numa discoteca em Las Vegas e a visita à suite de Ronaldo, não são já mostras de um comportamento errático (antes de se cruzar com o agradável "pé de meia" português...)

Claro que não faço ideia do que irá acontecer amanhã e nos dias seguintes. Sei sim, que Cristiano Ronaldo tem contra si, o facto de ser uma das personalidades mais populares do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 02, 2018

«Não, não é sempre não!»


Com cinquenta e seis anos de idade, casado e pai de dois filhos, podia ficar por aqui em silêncio. Era muito mais confortável.

Mas não me apetece. Estou farto de puritanismos e do politicamente correcto.

Sei também que podia esperar algum tempo, por causa dos ecos  de  revolta por causa de mais uma sentença absurda dos nossos tribunais, que penaliza claramente a mulher, em relação aos violadores.

Com todos estes movimentos em defesa da mulher e com o avolumar das suas acusações de violação (algumas com quarenta anos...), sinto que estão a querer destruir as relações entre um homem e uma mulher, todos os jogos de sedução que alimentavam o "amor". Não sei se apenas por que sim, ou se existe qualquer outro propósito social, aparentemente obscuro.

Eu ainda pertenço a uma geração em que por vezes a mulher dizia, não, ou não sei se, quando lhe apetecia dizer, sim (porque só as "galdérias" é que não se faziam difíceis...).

Claro que aceito que muitas vezes devíamos ter levado a sério um "não", e não o fizemos. Da mesma forma que muitas vezes ouvíamos um "não", sem que a nossa amante deixasse de nos beijar, apertar o corpo contra o nosso e relaxar as pernas...

É por isso que eu continuo a pensar - provavelmente mal -, ao contrário do que ouço por aí, que  «não, não é sempre não».

(Fotografia de Henry Clarke)

quinta-feira, setembro 20, 2018

Uma Mulher Só...


Hoje nas notícias televisivas da hora de almoço vi a reportagem sobre a Empresa Corticeira de Santa Maria da Feira, que foi obrigada a reintegrar uma operária que despedira.

Já conhecia o caso através dos jornais e sabia que a senhora tinha como nova função carregar paletes de madeira, de um lugar para o outro, provavelmente com o objectivo de a reduzir a "um farrapo humano" e conseguirem que ela acabe por ir embora, pelos seus próprios pés. 

Mas esta "mulher-coragem" não é de desistir às primeiras, parece ser um "osso duro de roer" (e ainda bem)...

Infelizmente esta prática é mais comum do que parece no nosso mundo laboral.

Mas o melhor da reportagem estava guardado para o fim, com o "espectáculo" dado pelos seus colegas de trabalho, 30,  através do testemunho de uma operária e de um operário: além de a culparem por tudo o que estava a acontecer, afirmaram que os trabalhadores da fábrica estão todos do lado do patrão...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, julho 14, 2018

Ainda o Cinema, no dia de Ingmar Bergman...


Hoje é o dia de Ingmar Bergman, o realizar sueco, que trouxe muito mais que o frio da Escandinávia para o cinema, trouxe sobretudo a mulher, as suas histórias e os seus dramas (são vários os exemplos, "Um Verão de Amor", "Mónica e o Desejo" ou uma "Lição de Amor"...).

Embora em não seja grande adepto da ligação que ele faz entre o cinema e teatro (tal como aconteceu com Manoel de Oliveira e com muitos outros autores europeus, talvez a quererem marcar a diferença entre o Velho Continente e a "indústria do cinema-espectáculo Norte-Americana"), ele realizou filmes muitos bons, que continuam a despertar o interesse e a curiosidade das novas gerações.

Há também outro aspecto curioso na sua obra, é a atenção especial que deu a meia-dúzia de actrizes, em praticamente toda a sua filmografia (mulheres especiais, com quem acabou por casar ou manter casos amorosos, alguns mais duradouros, como foram os casos de Bibi Andersson e Liv Ullmann...).

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, junho 17, 2018

Café, Imperiais e Roupa Leve...


Diz-se que falamos do tempo quando temos pouco ou nada para dizer...

É um pouco assim, desde pequenote que me lembro de ouvir dizer, em jeito de laracha, que se amanhã não chover, vai estar um rico dia.

E hoje já esteve um dia daqueles, com perfume marroquino, acompanhado de calções, blusas decotadas, sandálias e chinelos.

E enquanto bebia café (um pouco tardio, já almocei a "horas de artista"...) reparei na quantidade de mulheres, dos trinta aos setenta, que bebiam imperiais na esplanada.

(Fotografia de Luís Eme)