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quarta-feira, março 06, 2019

A Descoberta das Linhas do Horizonte...


Devia ter uns cinco, ou seis anos, quando consegui agarrar uma das minhas primeiras memórias do encantamento, graças às linhas do horizonte, que era possível descobrir na parte superior da Ambrósia, a maior, e melhor, fazenda do meu avó materno.

Naquele dia olhei pela primeira vez com olhos de ver os montes, que se sobrepunham, quase como se fossem escadas, ao longe. Nas suas cotas era possível descobrir vários moinhos de vento, que eu me entretinha a contar, de uma ponta a outra (sei que eram mais de meia-dúzia e segundo o avô ficavam na Serra do Bouro...).

Mas havia ainda outro pormenor, quase nos limites do horizonte, que descobri mais tarde, com a ajuda do meu irmão. Se o dia estivesse inteiro e limpo, havia um lugar (tínhamos de descobrir o sítio certo...) que nos permitia ver o azul do mar, quase por uma nesga, da bela baía de São Martinho do Porto.

Lembrei-me deste episódio, quando estava a escrever ontem, sobre a quase "incapacidade" de olhar para o que nos rodeia, com encantamento...

(Fotografia de Luís Eme - Côto)

domingo, fevereiro 24, 2019

Cores e Hábitos que Eram do Verão...


Embora ainda não sejamos como o Brasil, há hábitos que vieram para ficar.

Mesmo que saiba que o uso de "havaianas" no Inverno se faz sobretudo por questões económicas, não deixa de ser curioso, que as lojas das cidades e vilas costeiras, tenham sempre à vista um expositor com chinelos de dedo...

E se o calor se aproximar dos vinte graus (ou ultrapassar...), ainda se colocam mais à vista...

(Fotografia de Luís Eme - Nazaré)

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Sempre Eras Tu...


Eras pouco mais que um vulto, estavas demasiado longe, mas eu coloquei na cabeça, que era tu, que só podias ser tu, pelas pistas que me deixaste...

Sentei-me na esplanada, pedi um café e fiquei por ali, à espera, até ao teu regresso.

Sorri quando voltei a ler a tua mensagem, quase enigmática, "Não é difícil descobrires-me, sou a dona da praia e de um rafeiro".

Eras mesmo tu, a única pessoa que se passeava no areal, perseguida por um cão fiel, que te beijava os pés descalços, salgados e gelados  graças às águas mexidas do Oceano...

(Fotografia de Luís Eme - Santa Rita)

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Ir à Praia em Dezembro...


Se tivesse que dar uma legenda a esta fotografia, tirada ontem à tarde, na Fonte da Telha, não seria fácil...

Poderia falar de "movimento", ou até de "dança"...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, dezembro 24, 2018

"Natal à Beira-Rio"


Natal à Beira-Rio

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o menino nascia a bordo de um navio
que ficava, no cais, à noite iluminado...
É noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem se perdeu na terra.
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem agora conduzir-me
à Beira deste cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

David Mourão-Ferreira

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, novembro 04, 2018

Navegar é Preciso...


Quem gosta de navegar, só não sai para o mar se estiver mesmo um dia de temporal.

Tal como os surfistas, os velejadores também não prescindem do contacto com o rio e o mar, de Janeiro a Dezembro... 

Há mesmo quem prefira dias com mau tempo no canal. Sem vento e frio, não há aventura nem acção digna de um verdadeiro marinheiro.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 30, 2018

Uma Tribo Especial...


Os surfistas são mesmo uma "tribo" especial. 

Visitam o Oceano de Janeiro e Dezembro, sem se preocuparem muito se é Verão ou Inverno, se chove ou faz sol. O que querem é entrar no mar e ficar por ali, à espera das ondas, boas, más e assim-assim...

Embora a Costa não seja a "capital do surf", tem vantagens em relação às praias mais badaladas, não tem um mar tão ruidoso e violento, como os da Ericeira ou de Peniche, por exemplo...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 16, 2018

A Memória de um Amor Salgado...


«Esforçava-se e conseguia, mas sempre por pouco tempo.

Era por isso que tentava aproveitar da melhor maneira os escassos minutos em que conseguia recordar, muitas das partes boas da vida que partilhara com Helena... 

O que lhe surgia com mais cor e movimento eram os passeios que os levaram a tantos lugares. Fechava os olhos e voltava quase ao paraíso. Era como se a sua vida tivesse sido só viajar...

Uma dos sítios onde regressa quase sempre, é ao Mar, à primeira vez que a levou a ver o Oceano, em pleno Inverno. Foi uma surpresa boa porque Helena só conhecia o Mar do Verão, da praia cheia de barracas, chapéus de sol, toalhas, e claro, da imensidão de corpos, praticamente nus e bronzeados. 

Desconhecia por completo a sensação de ter uma praia só  para ela, a possibilidade de escutar aquele mar irritado e teatral, que gritava e barafustava de uma forma única. E se nos aproximássemos mais do que a conta, presenteava-nos com farripos de água, mais suaves e agradáveis que a chuva "molha-parvos", perfumados de sal.

Arrepia-se quando recorda aquele frio, que os abraçava de uma maneira única.»

(Fotografia de Luís Eme - pedaço de uma ficção pura para o conjunto de histórias, com gentes que nunca conheci...)

quarta-feira, setembro 19, 2018

No Negócio do Futebol Tudo é Possível...


Daqui a alguns minutos vai acontecer algo inédito, o jogo entre o Benfica e o Bayern de Munique no Estádio da Luz, não será transmitido em nenhum canal (generalista ou por cabo), porque é possível a qualquer um de nós (desde que tenha uns milhões no bolso...) comprar o pacote de jogos da Liga dos Campeões...

Nem sei o que diga... 

Aliás, até sei. Sou obrigado a falar deste "capitalismo" que destrói tudo à sua volta, e claro, da "ganância humana", deste hábito de querer muito dinheiro, a qualquer preço, e o mais rapidamente possível.

Sei que por este caminho, um ano destes, vamos acabar até por ter de "pagar" o Sol, pelo menos aquele que surge de mãos dadas com o Oceano Atlântico.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 20, 2018

A Lisboa que Entardece...


Ontem andei por Lisboa, pelas colinas que se tornaram bilingues.

Tirei vártias fotografias à Lisboa que entardece, de mão dada com o Rio, que se transforma em Mar, quando começa a alargar os seus horizontes e a banhar tantos lugares... 

Claro que é um mar especial, um "Mar da Palha"...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 13, 2018

O Dia da Espiga pode Ser Quando nos Apetecer...


Sei que os puristas não vão concordar, mas tal como acontece com a maior parte das coisas, que agora têm um dia para festejar, acredito que o Dia da Espiga, pode ser quando nos apetecer, na bonita Primavera...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 29, 2018

Ainda a Beleza dos Campos...


Hoje à tarde acabámos por ir beber café à Fonte da Telha. Ficámos um pouco pela esplanada a escutar a musicalidade do mar - cheio de ondas - e a saborear o Sol, que ainda não está demasiado forte.

E depois, a pedido dos filhotes, demos um passeio pela parte superior da arriba fóssil, onde se desfruta uma vista extremamente agradável. 

Como estava apenas uma ligeira nebulosidade, era possível ver todas as praias do Sul e do Norte, e ao longe via-se Cascais de um lado e o Cabo Espichel do outro...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 12, 2018

A Realidade é Outra Coisa...


Estava a conversar  numa mesa de amigos sobre como estamos sempre em mudança, mesmo sem nos apercebermos... e sem que isso indique falta de coerência.

Acontece que somos sempre mais ignorantes do que imaginamos e gostamos de dar palpites sobre o que não conhecemos. Felizmente a idade vai-nos dando a sabedoria necessária (não a todos, para o mundo não perder a piada...), para ouvirmos, pelo menos tanto como falamos... e deixarmos de dizer coisas absurdas, apenas por que sim.

De repente distanciei-me das vozes e lembrei-me de dois pequenos exemplos, simples, de como as coisas na realidade eram diferentes das da minha cabeça. 

Recordei o meu sobrinho a tocar bateria na cave e eu a dizer-lhe que a batida dele era demasiado forte, ensurdecedora, como se fosse possível tocar este instrumento com suavidade... E depois da minha primeira aventura a sério como "marinheiro" de mar alto, como tripulante de um veleiro a sério (mais de doze metros). Ingenuamente pensava que era possível navegar sem sentir tanto o mar, esquecido de que uma barca com velas navega ao sabor do vento e enfrenta as ondas de frente, estando sempre longe da estabilidade de qualquer paquete...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 01, 2018

A Nossa Costa e o Mau Tempo...

Há dias passei pela Costa de Caparica e ao olhar para um dos parques de campismo da localidade, fiquei a pensar na vulnerabilidade destas quase "vilas", cada vez menos ambulantes, por estarem tão próximas do mar, que nos últimos dias anda mais irritado que o costume.

Mas curiosamente as más notícias sobre o mau tempo no Concelho de Almada tiveram como foco a Trafaria e um dos bairros mais degradados do Concelho de Almada (o Bairro do Torrão), e também a Cova do Vapor, ambos povoados por casas construídas de uma forma quase artesanal. Algo que ainda se encontra com mais frequência do que devia na nossa costa, especialmente em zonas de habitação de pescadores...

A revolta da natureza é pródiga em mostrar a nossa pequenez, e também as nossas fraquezas (em muitos casos autênticas loucuras...), tanto no Verão como no Inverno...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 08, 2018

O Bailado das Gaivotas...

Uma das coisas que gosto do mar é a sua "voz". Essa mesmo, de quem parece estar chateado com o mundo...

Desde a minha infância que me habituei à voz do mar na "praia da minha vida", a quase selvagem Foz do Arelho.

Ontem passeei pela Costa de Caparica a meio da tarde.  Encontrei um Oceano um tanto ou quanto revoltado, mas nada que se parecesse como o mar da minha praia (a voz é diferente)...

Mas gostei do "bailado das gaivotas"...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, agosto 16, 2017

Talvez Seja um Sintoma de "Velhice"...

Cada vez gosto mais de Mar e menos de praia.

Talvez seja um sintoma de "velhice"...

Sei que o mar pode e deve oferecer-nos paz, mesmo quando anda arisco, e com vontade de comunicar, ao contrário da praia, que é cada vez mais, sinónimo de confusão.

A única certeza que tenho é que há já alguns anos que a minha praia de férias no Sul é calma (agora já nem sequer tem  concessão e "nadador salvador"...). Basta-nos andar alguns minutos a pé para usufruirmos dessa "paz" tão saborosa, para se "recarregarem" as energias necessárias para os meses que se seguirão...

E é também por isso, que apesar da proximidade, evito a Costa de Caparica em Agosto, por muito que me apetece mar...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, julho 22, 2017

Estou e Não Estou...

(Claro que não estou... mas para o "Largo" não estar completamente ao abandono, finjo que estou...)

E até me apetecia estar na Foz do Arelho, a levar "tareia" daquele mar que fala... mas estou mais a Sul...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 07, 2017

O Mar, a Poesia e as Mulheres-Mães da Sophia (e do Frank)...




Há Mulheres que Trazem o Mar nos Olhos
  
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
... Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes e calma.
  
Sophia de Mello Breyner Andresen

Estas mulheres também são as nossas Mães...

(Óleo de Frank Wilcox)

quarta-feira, janeiro 25, 2017

O Lixo que Deixamos nos Oceanos e nos Rios...

Não é nenhuma novidade que uma boa parte de nós trata da pior maneira possível os lugares por onde passa.

Mesmo assim, fiquei parado a ver a reportagem televisiva sobre o lixo que deixamos nos oceanos e o mal que fazemos a todos os seres vivos que vivem por lá... Mal que também nos chega, mais tarde ou mais cedo, nem que seja no prato, através do peixe ou do marisco que consumimos...

Esta fotografia foi tirada na praia da Fonte da Pipa, na nossa margem do Tejo. É um bom exemplo das coisas que deitamos "água fora"...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, dezembro 26, 2016

Sesimbra de Hoje e de Ontem

Hoje passei por Sesimbra.

É sempre agradável passar por esta Terra de pescadores, que sempre soube receber os visitantes (tal como a Nazaré...) apostando no turismo de uma forma simples, com os parcos meios existentes.

Nas duas Vilas era comum parte dos seus habitantes alugarem as suas casas no Verão, para quem vinha passar férias, mesmo que isso significasse terem de dormir em qualquer barração, durante os meses de Julho e Agosto...

Felizmente tudo mudou e hoje há uma aposta mais sólida no turismo, sendo a par da pesca, a principal actividade desta bonita terra, que até tem uma "praia da califórnia"...

(Fotografia de Luís Eme)