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quinta-feira, agosto 01, 2019

Regresso...


Cheguei a Almada ao fim do dia de ontem.

A coisa realmente importante que fica,  é que houve mesmo descanso (levei o computador, porque  tinha um ensaio para deixar quase pronto, mas nunca o tirei da mala...).

Sei que as férias acabam por ser quase sempre iguais, vamos, invariavelmente aos mesmos sítios (por proximidade e por gosto...). Desta vez esteve sempre bom tempo (um dia ou outro mais ventoso, mas nada que nos afastasse da praia, como aconteceu noutros anos...). 

Saudades? Algumas. Vai-me fazer falta o cheiro a mar e a pinhal, das viagens que fazíamos diariamente a pé, entre a nossa casa de férias e a praia...

E agora? 

Sei que tenho de "acelerar" um pouco, pelo menos até meio do mês. Mas como as "baterias" estão carregadas, penso que não é nada de extraordinário...

(Fotografia da Luís Eme - Praia do Cabeço - a última tirada na praia, virado para a Praia Verde, dando uma ideia errada, de quase uma "imensidão" de gente na nossa praia...)

sábado, julho 20, 2019

É Importante Mudarmos de Ares...


Como já devem ter percebido, já estou no Sul.

Embora de ano para ano, sinta mais dificuldades em manter esta quinzena de férias no "reino dos algarves" (isto de sermos um país para quem vem de fora, tem muito que se lhe diga...), como praticamente todos os portugueses, pois sobe tudo, menos os ordenados.  Mas vale a pena o esforço, porque para gozarmos férias a valer, temos mesmo de mudar de ares...

E a verdade é que não nos alimentamos com o sorriso sonso do Costa...

(Fotografia de Luís Eme - Praia do Cabeço)

domingo, agosto 05, 2018

Coisas Pouco Compreensíveis...


Desde sexta-feira que a Serra de Monchique arde. 

O combate ao fogo não só não tem conseguido os resultados desejados, como 48 horas depois, atingiu-se o seu ponto mais crítico, com a aproximação do incêndio à Vila e com a destruição de várias casas.

Este é mais um exemplo do pouco que se tem feito no nosso país, se ignoramos a limpeza  de algumas matas e pinhais e o reforço de meios, quase forçados pelas mortes de 2017.

Em 2003 ardeu quase 90 % da área florestal da Serra de Monchique. Em 2010 a Serra voltava a ser notícia como um potencial "barril de pólvora". E em 2018 é o que todos assistimos, via televisão...

Faz-me confusão que a Serra continue a ser tão vulnerável e tão inacessível, que não se tenham criado, por exemplo, mais "corta-fogos" (asseiros...) e caminhos, para evitar novas tragédias, como a que está a ocorrer neste momento...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, julho 31, 2017

«O que é bom acaba-se depressa»

Embora seja uma frase batida, é tão verdadeira. E não há volta a dar. «o que é bom acaba-se depressa».

As férias são isso mesmo. Sim deviam ser gozadas mais vezes, pelo menos três vezes por ano. E podiam ser apenas três períodos de oito dias. Toda a gente ficava a ganhar...

Claro que no meu caso pessoal, regresso sem o drama de ter patrões e chefes à minha espera. Mas é como o mestre Lagoa gostava de dizer: «goza-se mais, mas também se sofre um pouquinho mais.»

Basta-nos tentar encontrar o equilíbrio, para o qual até nem é preciso que se encontrem pratos de balança em qualquer feira de rua...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, julho 15, 2017

Escrever e Acrescentar Palavras...

Estou a escrever estas palavras e a acrescentar outras palavras a um papel "auxiliador de memória".

À medida que os anos vão avançando, sentimos cada vez mais necessidade de recorrermos a listas, especialmente quando nos deslocamos de um lugar para o outro. 

E se formos para férias, a lista "cresce" mais, porque quase que queremos "levar a casa às costas"...

Já escolhi os livros que vou levar para ler, mas acho que ainda vou trocar um ou outro. Como de costume o computador fica de férias em Almada.

Para que o "largo" não fique completamente abandonado, há pelo menos uma "posta" programada por semana.

Até um dia destes.

(Óleo de Karen Hollingsworth)

domingo, agosto 02, 2015

Casas com Cheiro a Mar


A casa onde tenho passado férias nos últimos anos fica a pelo menos uns dois quilómetros do mar. Para mim é a distância certa, mais que suficiente para se ouvirem as ondas, ao fim do dia. 

A praia do Cabeço ainda beneficia da protecção do Parque Natural da Ria Formosa,  sem dunas nem casas em perigo. 

Embora já tenha feito férias rente ao Atlântico, nunca achei piada às construções feitas em cima das praias, com os seus donos quase a quererem que se tornem privadas. Curiosamente o mar tem-me dado razão e há muito boa gente arrependida de ter pensado mais no umbigo que na força da natureza. 

Mas não se ouvem apenas as ondas, também se cheira o mar.

Basta abrir as portas e as janelas logo pela manhã para nos deliciarmos com a maresia...

O óleo é de Raymond Wintz.

sexta-feira, julho 17, 2015

Já em Férias


Estou a poucas horas de partir para o Sul.

Como os computadores e a internet ficam mais uma vez a descansar cá por Almada, só voltarei ao "Largo" no começo de Agosto.

Passem bem e tentem agarrar a felicidade (mesmo que seja só uma nesga...).

O  óleo é de Linda Pochesci.

sábado, agosto 02, 2014

E se Eu Gostasse Muito de Morrer


Já tinha cá por casa, há alguns anos, o romance, "E se Eu Gostasse Muito de Morrer", de Rui Cardoso Martins. Foi desta que viajou até ao Sul, para ser lido...

Fiquei desiludido porque esperava mais e melhor deste jornalista, cujas crónicas "justiceiras" me deliciaram nas páginas do "Público". A meio do livro, ainda me questionei, se não estava a ser demasiado exigente, por se tratar de um autor português. Talvez. Quando conhecemos as pessoas, às vezes esperamos mais... 

A abordagem aos muitos suicídios sulistas, acaba por ser uma das partes mais interessantes do livro. Achei a a caracterização das personagens demasiado juvenil (embora retratem as vivências  do Cruzeta (o alter ego do autor) neste fase da vida. Se o Rui queria aproximar-se do "Molero" de Dinis Machado, ficou a quilómetros de distância.

E nem vou falar do fim, é quase  um não final de uma história demasiado livre, que andou sempre à frente e atrás do autor.

terça-feira, julho 22, 2014

Férias Diferentes

 
As férias este ano são diferentes.
 
São mais curtas e mais calmas.
 
Mesmo assim vou até ao Sul. Sei que a praia pode ser uma impossibilidade, mas pelo menos vou ver e escutar o mar...
 
O óleo é de Mihai Criste.
 

segunda-feira, julho 15, 2013

Últimos Preparativos


Hoje é dia dos últimos preparativos, antes de irmos de férias.

Como de costume, não levamos qualquer computador até ao Sul. Pelo que serão férias também da blogosfera e dos vários trabalhos, que ficam à espera de Agosto (nem todos, um pelo menos vai comigo, mas só em suporte de papel, coisa que não faltará nas férias...).

Já escolhi os livros que vamos levar para ler. Há alguns que não vão, apenas porque ultrapassam as quatrocentas páginas, ou seja, a fronteira que eu tracei para livros de "férias"...

Graças à possibilidade de deixar alguns "posts" programados na nossa ausência, nos próximos dias falarei dos tais livros que também vão de férias, mas para serem lidos. São cinco, acho que pelo menos quatro serão "devorados", sem grande dificuldade...

O óleo é de Júlio P. Bernarbó.

sábado, julho 13, 2013

O Mar é um Mundo


O mar é um mundo.

São muitas as suas atracções...

Reparo nisso nas conversas que tenho travado sobre as férias a Sul. 

Uns falam-me da água quente que chega de do lado africano do canal de Gibraltar, outros desse "desporto português", que a apanha da "cadelinha", à beira mar. Outros ainda da areia da praia ou das noites algarvias...

Nenhum me fala da poesia do mar, das ondas que falam, no seu vaivém...

Eu sei, a  poesia é mais de escrever que de falar. 

O óleo é de Horácio Cardozo.

sábado, julho 21, 2012

Lugares Sempre Aprazíveis


Como de costume, não nos limitámos a ficar no sossego da nossa "aldeia", Vila Real de Santo António, Tavira e Cacela-a-Velha, foram lugares onde passámos mais que uma vez, para beber café, ver as vistas ou fazer as compras necessárias...

A foto é de um mercado nocturno em Cacela-a-Velha, de artesanato regional, e não só...

sábado, junho 30, 2012

Chegaram as Férias...


Este óleo de Mihai Criste, azul e tão sugestivo, pode e deve ter várias interpretações.

Quando o olhei pensei que o Mar - embora seja do género masculino - tem muitas coisas femininas. E não estava a pensar apenas nas ondas. Pensava no som, no sabor e no cheiro...

Há, é verdade, daqui a algumas horas vou rumar até ao Sul. Mesmo sem subsídio de férias, este ano ainda deu para passar uma quinzena no Algarve. 

Para o ano, logo se vê...

sexta-feira, junho 08, 2012

A Janela Azul


Ao encontrar este óleo de Abdi Asbaghi, recordei-me da "janela azul" deliciosa, da casa dos avós da Lúcia, em Lagos.

Uma das coisas boas desse tempo era passear pela "meia-praia" e ouvir as histórias dos pescadores, quase de baleias...

Nessa época havia dois Algarves, um mais virado para os ingleses, em que as ementas e os empregados falavam connosco em "ingalês". E o outro, mais simples, da gente que gostava de ser quem era, que não tinham vergonha das suas origens. 

Gosto mais do Algarve de hoje, que é sobretudo português, em que toda aquela hipocrisia e subserviência, apenas com o intuito de caçar libras ou dólares, foi varrida para longe e não apenas para debaixo do tapete. 

domingo, março 25, 2012

A Sul


Não sou propriamente um convertido aos mares do Sul, mas sei que só é possível ter umas férias com sol todos os dias, do Alentejo até ao começo de África.

Gosto muito do mar selvagem e fresco do Oeste, e até daquela maresia que esconde o Sol, pelo menos até à hora do almoço, mas só para passear (por isso é que sempre fiz praia de tarde quando vivia nas Caldas...). Mas é péssimo perder metade dos dias de férias, por causa do "mau tempo no canal"...

Este óleo de  Claude  Gaveau, é muito Sul de Portugal, nem falta a pequena barca...

sábado, julho 16, 2011

Ir ao Sul e Voltar


Como de costume, vou deixar o "Largo" entregue aos seus frequentadores dilectos, que podem chegar sempre que quiserem ocupar um dos bancos protegidos pela sombra das árvores e ficar por aqui, a ver o mundo a circular...


Em Agosto volto, preparado para começar tudo de novo...

O óleo é de Giner Bueno.

quarta-feira, agosto 04, 2010

As Bolas e a Bolacha Americana

Uma das profissões ocasionais mais duras do Verão Algarvio, é a dos vendedores de bolas de berlim, que passam o dia no areal, a andar de um lado para o outro, com ditos e sons muito próprios.

Como é natural, alguns têm mais veia para o negócio, usam a voz, em falsetes entre o "pavaroti" e o "zé cabra", e claro, os sorrisos e a simpatia como servem a clientela.
No meio destes "heróis da areia", ainda aparecem uns "supers", como o da fotografia, que além das duas caixas de bolos e bolas nos braços, ainda trás às costas o "bidon" da bolacha americana, que parece estar de volta às praias...

terça-feira, agosto 03, 2010

Os "Vampiros" da Conquilha

Se há coisa que me faz confusão nas praias do sul, são as pessoas (de todas as idades...) munidas de saquitos ou garrafas de plástico a esgravatar a areia molhada da beira-mar, com os pés, em busca de conquilhas minúsculas...

Grande paciência! Talvez comam grandes barrigadas deste molusco, talvez...

O óleo é de Mark Meunier.

sábado, maio 05, 2007

O Café da Júlia


O Café da Júlia é um dos raros lugares de Albufeira onde ainda se ouve o falar algarvio, esse linguajar cantado, de tão marcada individualidade que um estranho, só com muito treino, consegue entender e, raramente, falar.
Ir ao café da Júlia, para além da bica e dos jornais diários, permite surpreender algumas conversas entre gente da terra e descobrir que ainda há quem fique marafado com as obras do polis, quem se preocupe com o afluxo turístico, quem saiba se está levante, ou quem se rale com outros pequenos nadas.
Há alguns anos este papel era repartido com o Café Bailote, ali ao lado, mais snobe na sua fisionomia de café central, mesas de tampo de mármore, bilhar ao meio da sala, café de saco, aguardente de medonho, espelhos embaciados e, mais tarde, a pintura cubista do seu proprietário nas paredes. Não resistiu á morte do dono e, depois de uma penosa decadência, fechou para obras, reabrindo como Ristorante, isso mesmo, o pé direito por metade, pouca luz, claustrofóbico, muitos cromados, mobiliário de plástico e dois quadros do Mestre. Ninguém como Bailote soube retractar a luz velada da noite algarvia no seu casario, nas açoteias, nas falésias e no mar, para o que lhe bastavam quatro cores, o ocre, o azul, o negro, o branco e alguns dos seus tons.
No café da Júlia ainda se pode pedir uma bica e beber uma imperial a gosto, leve, gasosa, dois dedos de espuma, à temperatura adequada e, com sorte, até nos podem servir um pires de cadelinhas, ou condelipas, ou lambujinhas, afinal mais três nomes para as conquilhas, abertas num fio de azeite, dois dentes de alho e muitos coentros, um molho que elas se encarregarão de engrossar, largando na frigideira a sua reserva de água e todo o sabor do mar!
Poucos em Albufeira lhe saberão dizer onde fica o café da Júlia, pois este nome é, por assim dizer, uma alcunha do tempo em que a sua proprietária, uma anafada senhora da terra, o dirigia recostada numa cadeira de verga, ainda estas cadeiras se fabricavam em Loulé e a China era um lugar inacessível.
Pergunte pela Pensão Silva e, se tiver sorte, talvez encontre um quarto vago, mesmo no centro da vila, onde se poderá hospedar à maneira antiga, dormida e pensão completa.

Joaquim Nascimento escreveu e dedicou esta prosa à sua cunhada Graciete que foi comensal da Pensão da Júlia durante alguns anos. Eu escolhi o óleo "À Beira Mar" de José Malhoa, que mesmo sendo na Praia das Maças, fica bem neste texto...

quarta-feira, abril 11, 2007

Albufeira


Em Albufeira, se conhecer as ruas estreitas sobre a falésia, pode espreitar o mar e livrar-se do barulho das ruas, do excesso de alguns prédios que lhe tapam a vista e até dos turistas que se atropelam, coitados, por falta de espaço vital. Percorra, então, o que resta da Vila antiga debruçada sobre o mar, olhe a última casa de açoteia e chaminé rendilhada, sente-se num banco ali à mão e contemple o azul até à linha do horizonte, céu e mar, olhe o peneco e a praia e descubra que praia é uma razoável extensão de areia dourada e fina, e não um amontoado de corpos queimando ao sol.
Albufeira está a lidar mal com o seu crescimento que reproduz, inexoravelmente, o modelo de todo o turismo algarvio, onde agora introduziram o golf.
O programa Polis, na vila antiga, tenta corrigir alguns aspectos mais negativos - eles dizem impactos, talvez de tiros - mas o que é mais visível neste esforço inglório feito de poeira e desconforto é a incapacidade de conter os automóveis fora do seu perímetro, a iluminação de boite, o piso de supermercado e, principalmente, o crescimento excessivo das esplanadas em frente dos restaurantes, quando se esperaria que todo este espaço fosse devolvido livre aos cidadãos. E nas suas costas continuam a plantar prédios, modificando o perfil das colinas, ocultando encostas, barrando linhas de água!
Nestes restaurantes-esplanada onde até o pobre frango da Guia teria vergonha de ser apresentado, nunca vai encontrar uns carapauzinhos fritos, como os que a Edite faz e põe na mesa acompanhados de salada fresca que perfuma com com orégãos e de um arroz de tomate malandrinho.
Se for à praça do peixe, ainda os compra, quase a saltar. Regresse a casa, aprenda a amanhá-los, salgue-os com a dose certa de sal grosso, espere que o tomem, passe-os por farinha e frite-os então em óleo bem quente o que, não sendo simples, cabe dentro dos seus dotes culinários e vai ocupar-lhe boa parte da manhã.
Em Albufeira, deve espreitar o mar e, se apurar o ouvido, ainda pode escutar as horas certas batidas pelo relógio da torre, horas laicas pois sino e torre são da Câmara.
Eu costumo contá-las pelos dedos, para não me enganar.
Mais um texto de Joaquim Nascimento, frequentador assíduo de um dos bancos cá do Largo.