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domingo, maio 12, 2019

«A colecção de arte não volta para as suas mãos»


Um amigo, mais entendido que eu em leis, assegurava-me há alguns meses, que a Colecção Berardo, que está no Museu com o mesmo nome, no CCB, já não saía das mãos do Estado. Falou-me inclusive da tentativa frustrada dos representantes do "dono" de levarem para fora algumas das sua obras mais valiosas, para serem leiloadas.

Depois do espectáculo protagonizado pelo "comendador" na Assembleia da República (onde até tem por lá uma sobrinha...), não sei se será assim...

Joe Berardo, bem acompanhado por um "advogado-ponto", disse  apenas o que quis, sem perder a oportunidade de se rir na cara dos deputados da comissão que o recebeu, sempre que lhe foi possível.

Claro que nada disto é novidade, já passaram pelo Parlamento, vários "berardos", que se limitaram a brincar com coisas sérias, sem que os deputados corem de vergonha ou façam alguma coisa, para alterar este estado de coisas.

(Fotografia de Luís Eme - Alcântara - 45 anos depois de Abril, ainda não conseguimos resolver este problema, continuamos a ser nós, os pobres, a pagar a "crise"...)

domingo, maio 05, 2019

"Por Teu Livre Pensamento"


Hoje não visitei o Oeste apenas por ser "Dia da Mãe".


Antes de almoçar com a minha Mãe e com o meu Irmão, nas Caldas, passei por Peniche, onde visitei o agora Museu Nacional da Resistência e Liberdade. 

Museu que combina muito melhor com o velho Forte de Peniche, que uma qualquer Pousada de luxo... 

E de alguma forma também homenageei o meu avô paterno,  neste visita, pois ele é um dos 2510 prisioneiros que são evocados no paredão metálico, com a gravação dos seus nomes...

(Fotografias de Luís Eme - Peniche)

sábado, dezembro 08, 2018

Fotografia, Razões e Emoções no Chiado


Hoje estive no Museu de Arte Contemporânea do Chiado, para ver a exposição "Carlos Relvas (1838 - 1894) Vistas Inéditas de Portugal" e para participar na sessão de retratos em cenário de época, através do processo fotográfico do século XIX, realizado pelo Silverbox Studio.

Não menos agradável foi visitar a exposição, "Arte Portuguesa, Razões e Emoções", que faz uma viagem pelas artes plásticas dos últimos 150 anos, com mais de 200 obras de quase 100 artistas.


Gostei particularmente da forma como as obras estão expostas, quase em módulos (sete): "Espelho de Almas";  "O Poder da Imagem"; "Uma Cultura Moderna"; "Cuidado com a Pintura!"; "Formas de Comunicação e Contestação"; "Linguagens e  Experimentação" e "Pós Moderno".

Apetece-me destacar as obras de Tomás da Anunciação (merecido pela sua qualidade e por se comemorar este ano o bicentenário do seu nascimento). Almada Negreiros também é especial, assim como Jorge Vieira, cujas esculturas são únicas. 


Deixo para o fim uma curiosidade, também está em exposição uma obra do poeta Alexandre O'Neill (um desenho a tinta da china com colagem, dos seus tempos surrealistas).

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, setembro 23, 2018

Sexo Coloca Serralves em Alta


O Museu de Serralves está em alta graças à exposição de  Robert Mapplethorpe,  um fotógrafo inglês, excêntrico, que podemos considerar produto do movimento "hippie" e das tendências artísticas que se lhe seguiram, em que a diferença, o choque e a polémica, passaram a ser mais importantes que a chamada "beleza artística".

Muitas das suas fotografias são autobiográficas e exploram a sua vivência homossexual (fotografou amantes, focando os seus órgãos sexuais e também publicitou cenas de sadomasoquismo e bondage). Se hoje continua a não ser um autor consensual, imaginem na época... Sim, ainda  quem fale de pornografia, quando olha para os seus retratos, embora isso seja nitidamente outra coisa.

Mas vamos lá regressar ao Museu de Serralves e às 159 fotografias de Mapplethorpe...

Quando se soube que tinha sido colocada uma área restrita (com acesso apenas a maiores de 18 anos, com as tais as imagens com órgãos sexuais e de sadomasoquismo), houve logo um coro de indignados a falar de uma "decisão censória" da instituição, inclusive o anterior director artístico de Serralves (eu diria que não havia necessidade)...


Talvez tenha sido por isso que o primeiro a "abandonar o barco" foi o actual director artístico, João Ribas (demissão ainda cheia de "nuvens", embora ele tenha sido o principal alvo de todas as críticas...). 

O Conselho de Administração da Fundação de Serralves (onde também "mora" Pacheco Pereira, um dos nossos "paladinos da liberdade") divulgou um comunicado, em que diz praticamente nada, embora tente "lavar as mãos" e dizer que tudo o que aconteceu estava previsto, não proibiu, nem mandou retirar nada, as 159 fotografias foram todas escolhidas por João Ribas, que também é o curador da exposição.

Claro que nos próximos dias deverão surgir mais explicações, de parte a parte. A não ser que Ribas opte pelo silêncio e acabe por ser "réu e vítima" de todo este processo.

O título que coloquei nesta posta, além de ser provocatório, não deixa de ser verdade. A polémica e o objecto desta exposição - especialmente as duas salas onde o acesso é restrito a maiores de 18 anos -, vão levar muita gente curiosa a Serralves, e ainda bem. Vão ficar agradadas com o Museu, com os jardins e por que não, com a exposição, com e sem sexo?

(Fotografia de Robert Mapplethorpe - Patti Smith, sua companheira e musa inspiradora)

quarta-feira, junho 06, 2018

Gostar de Palavras como "Descobrimentos"...


Sempre gostei de história e de "estórias". Isso explica em grande parte que tenha escolhido este curso no mundo universitário e que também já tenha alguma obra publicada, neste campo aberto, povoado de documentos e memórias.

Tenho acompanhado com alguma leveza a discussão em torno do "Museu dos Descobrimentos" (palavra que faz cócegas a muitos "puristas"...), que outros preferem que seja das Descobertas, da Expansão ou ainda da História de Portugal.

Mesmo sabendo que a história que nos ensinaram na escola até ao secundário estava muito ficcionada (alguns resquícios do Estado Novo ainda se mantiveram presentes algum tempo depois de Abril...), não nos devemos envergonhar do que fizemos há quinhentos anos, até porque o que ficou para o Mundo é bem mais importante que outros legados, que não nos deixam nada orgulhosos, como povo.

É por isso que gosto da palavra "Descobrimentos", pelo seu peso histórico e social. Nunca achei, nem acho, que seja necessário arranjar-lhe sinónimos (como "Achamento" ou outra coisa qualquer...), para agradar aos outros ou por Salazar ter usado e abusado tanto deste nosso passado mais glorioso, quase sempre em nome de um "império caduco" e não pela importância universal que tivemos como navegadores e "descobridores"...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 09, 2018

Cargaleiro e "A Essência da Forma"...


Ao visitar a exposição "A Essência da Forma" na Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, no Seixal, pensei várias coisas.

Mas no essencial tudo aquilo me soube a pouco, mesmo gostando da maior parte dos painéis de azulejos de Manuel Cargaleiro e também dos de Siza Vieira.


Sei que a ideia inicial era ir mais longe... mas a cidade de Castelo Branco antecipou-se  e acabou por ser a grande privilegiada com a instalação de um museu muito mais rico e diversificado, sobre a obra artística e sobre as peças que foi coleccionando (inclusive obras em cerâmica de grandes figuras do mundo da arte, como Pablo Picasso...).

Mas pelo menos o Seixal aproveitou o que Almada não quis... apesar de Manuel Cargaleiro ter muito mais de uma costela almadense, pois foi no Concelho que se fez homem e artista...

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, setembro 13, 2017

Um Centro de Artes Especial...

Passei pelas Caldas e quase sem dar por isso, entrei nos jardins povoados de esculturas do Centro de Artes, que apresentam os espaços museológicos de António Duarte, Barata-Feyo, João Fragoso, Leopoldo de Almeida e o Espaço da Concas (que estava fechado...).

Ainda não conhecia o Museu Leopoldo de Almeida e fiquei maravilhado com a arte deste grande escultor, que fez coisas extraordinárias como o Padrão dos Descobrimentos, entre centenas de obras históricas, que estão espalhadas pelo país.


Antes de partir, ainda entrei na "Casa de António Duarte", onde fiquei maravilhado com os gessos do quase atelier e com tantas outras preciosidades... Como as damas desta fotografia... e claro dos bustos, de tanta gente bonita.

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, julho 14, 2017

Eu Escolhia, "Indiferença"...


Este quadro do meu conterrâneo, José Malhoa, que me habituei a ver desde pequeno, representado em tamanho grande pela estátua que dá às boas vindas aos visitantes do seu Museu, no coração do Parque das Caldas da Rainha, tem "oficialmente" dois títulos.

Tanto pode ser o "Atelier do Artista" como "Descanso do Modelo". 

Mas eu preferia chamar-lhe "Indiferença". De um lado está o artista a fumar um cigarro e a ver o esboço, do outro está a modelo a olhar para outras telas, enquanto o tempo vai passando, sem se esquecer que é paga à hora... Por muito desconfortável que seja estar ali, apenas com um trapinho a fingir que esconde alguma coisa do seu corpo.

(Óleo de José Malhoa)

segunda-feira, outubro 31, 2016

"Peregrinação" ao MAAT e a Belém

Ontem fiquei com a sensação que todos os caminhos iam dar a Belém.

Havia gente por todo o lado. Claro que o MAAT é a grande atracção do momento, pelo menos para os portugueses - grandes amantes de borlas... -  para ver as vistas e para ser o interior (ainda pouco artístico...). Embora a sensação com que se fica, é que tirando a beleza arquitectónica do novo museu, pouco mais há para ver...

Os "pasteis de belém" continuam a ser a "mina" de sempre (filas intermináveis para comprar esta delicia...). Muita gente nos jardins, nas imediações dos Jerónimos, junto ao padrão dos Descobrimentos (e de certeza junto à Torre...).

Tudo isto faz com que não consiga perceber como é que o país continua a marcar passo, com toda esta "peregrinação" diária, de centenas milhares de estrangeiros pelos lugares da moda  (e também pelos outros) da Capital...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 22, 2016

A Noite Europeia dos Museus

Ontem festejou-se a Noite Europeia dos Museus e foi possível visitar uma boa parte dos espaços museológicos lisboetas, gratuitamente, entre as 18 e as 23 horas.
Em boa hora fomos de carro para a Capital, porque se estivéssemos à espera da boleia da iniciativa "Museus em Movimento" (no papel bastante interessante com duas rotas prometedoras...), perderíamos mais tempo na fila à espera de transporte que nas filas de entrada dos museus.
Fomos directos para o Palácio da Ajuda, a pensar nos meus filhos que ainda não o tinham visitado. Foi uma visita agradável com bastante gente, mas bem organizada, com espaço para todos "olharem".
Já no exterior esperámos alguns minutos pela chegada da tal carrinha,  até decidirmos ir para Belém (em boa hora) em transporte próprio.


Fomos conhecer o novo Museu dos Coches (e também espreitámos o antigo, para ver o contraste...) Apesar de ser gigantesco, é um espaço "frio", demasiado "barracão". Embora não possa ficar com os tectos e as paredes do "Picadeiro Real", estou convencido que poderia ser mais "museu"...
Acabámos por jantar em Belém (com bom preço bom serviço e boa comida). Foi bom verificar que a passagem de tantos estrangeiros por esta zona turística não inflacionou as ementas.
Ainda tínhamos pensado visitar o Museu de Arte Antiga (sem qualquer dúvida um dos melhores museus lisboetas), mas já passava das 22 horas e a percepção de que era capaz de ser complicado estacionar o carro nas imediações, acabaram por fazer com que esta visita ficasse guardada para outra oportunidade...

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, abril 17, 2016

A História e a Beleza que os Museus nos Mostram


Às vezes somos sugestionados a fazer perguntas a nós próprios, por conversas que temos ou leituras que fazemos.

Foi o que me aconteceu ontem ao ler a entrevista de Penelope Curtis na "E" (revista do "Expresso"), a britânica que dirige actualmente o Museu Gulbenkian.

De uma forma natural vi-me a perguntar a mim próprio, porque razão gostava tanto de visitar museus... não foi difícil chegar à resposta, além de me sentir bem naquela atmosfera (normalmente rodeado de coisas únicas...), há a história e a beleza que faz parte de cada uma destas casas, que podem ser tão diferentes na sua temática e tão iguais nos seus objectivos.

E depois existem os silêncios destas salas (prefiro os museus com pouca gente...), que nos podem dizer tanto. Não sou daquelas pessoas que passam horas a olhar para uma peça. Vou sempre andando. Só paro mais que uns segundos quando sinto que há um pormenor diferente que me chama a atenção. Não deixa de ser curioso, que nos museus de arte, olho com muito mais atenção para as esculturas que há meia dúzia de anos. Reparo mais nos pormenores, na forma como está modelado o corpo ou o rosto, naquilo que as mãos seguram, para onde nos leva o seu olhar...

Somos o que somos. Não sei se os meus filhos vão gostar de museus no futuro. Às vezes a fartura enjoa, espero que não seja o caso...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 18, 2015

Na Véspera do Dia dos Museus


Quando se festeja qualquer dia, há sempre aquela mania de dizer que se devia festejar todos os dias, etc.

Infelizmente com os Museus, tal não é possível. Há sempre uma dia que é melhor que os outros (aliás uma manhã...), o domingo, pelo menos nos museus que ainda nos oferecem uma "borla"...

Digo isso porque ontem fui barrado no Museu do Chiado, com o pedido de quatro euros e meio pela entrada.

Fiquei a saber que desde o Verão passado também se paga aos domingos neste museu (a excepção é o primeiro domingo de cada mês).

Por uma questão de bom senso (meu, claro) decidi esperar pelo primeiro domingo de Junho...

Mas o senhor da bilheteira disse-me que se lá fosse hoje deixava-me entrar de graça.

Não, não foi pelos meus "lindos olhos", mas apenas por hoje se comemorar o Dia Internacional dos Museus.

O óleo é de Chris Chapman (mas acho que não podem levar o cão...).

terça-feira, fevereiro 03, 2015

A Nudez na Arte


A nudez sempre foi um dos motivos de inspiração dos artistas plásticos, especialmente nas épocas em que as mulheres andavam vestidas na rua, praticamente dos tornozelos até ao pescoço.

Acho que isso acontecia por razões que não se prendiam, apenas pelo fascínio da descoberta das curvas dos corpos femininos, tão escondidos...

A nudez acabava por simbolizar a liberdade. Ainda por cima era uma liberdade consentida pelos poderes de então (nem mesmo a igreja torcia o nariz, não faltam por aí anjos despidos, mesmo no interior de mosteiros e conventos), porque na arte quase tudo era permitido, pelo menos desde a Grécia e Roma, na antiguidade clássica.

Acho que o quadro era olhado como uma representação e nunca como um retrato....

O óleo é de John Nava.

domingo, agosto 31, 2014

Amanhã já Não há Brinquedos...


O Museu do Brinquedo de Sintra abre hoje pela última vez ao público, depois do Município local deixar de subsidiar esta instituição.

Só espero que os proprietários deste espólio, com mais de 60 mil peças, chegue a acordo com a Câmara Municipal de Lisboa - ou com outra instituição Lisboeta -, para a sua instalação na Capital (num curto espaço de tempo) seja uma realidade, onde terá, sem qualquer dúvida, mais visibilidade e visitantes que em Sintra.

sábado, maio 18, 2013

Hoje é o Dia dos Museus


Hoje é aquele dia em que nos devemos lembrar que existem museus. É só uma vez por ano e não faz doer. Alguns são mesmo uma delicia para os olhos.

E nós temos tantos, dos bons...

O óleo é de Iris Frederix.

domingo, janeiro 06, 2013

Ainda as Imagens


Não tenho dúvidas que a nossa relação com as imagens depende bastante da nossa educação e do meio onde estamos inseridos.

Quem raramente vai a museus ou a exposições, à partida sente uma maior indiferença  pelo poder da imagem, enquanto objecto comunicativo.

Embora as Caldas da Rainha possuam museus mais apelativos e de maior qualidade artística que os de Almada, tenho quase a certeza que têm uma relação mais afastada com a cidade e com os cidadãos.

Embora muito boa gente tente desvalorizar as diferenças entre a políticas de direita e de esquerda, elas saltam à vista quando olho para estes dois exemplos. De um lado está as Caldas, que continua a alimentar uma cultura elitista, para a meia dúzia de "iluminados" do costume, enquanto Almada pratica uma politica cultural mais massiva e aberta a toda a população. 

Claro que nunca se chega a todo o lado. Da mesma forma que há muitos caldenses que nunca pisaram o Museu José Malhoa, também há muitos almadenses que nunca visitaram a Casa da Cerca...

O óleo é de Saghar Pezeshkian.

domingo, dezembro 30, 2012

A Janela das Memórias


Aquela janela tinha tanta memória...

O que mais me encantou foram os livros e os jornais amarelecidos quase amontoados nas prateleiras.

Quando o João me perguntou se o queria ajudar a organizar toda aquela papelada, fui incapaz de dizer que não, mesmo sabendo que não tinha assim tanto tempo livre...

Só de pensar nas coisas interessantes que poderei descobrir dentro daqueles jornais antigos, apetece-me começar a remexer todo aquele mundo, que se encontra fechado, desde a morte do senhor Ferreira, há mais de dez anos.

O óleo é de John Frederick Peto.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Se Isto é Verdade, Talvez Comece a Acreditar na "Teoria da Injecção"


Ao passar pelas "Brumas da Memória" da
Joana, fiquei estupefacto.

A ser verdade esta história dos museus, começo a acreditar que dão qualquer coisa esquisita às pessoas que vão para o governo, tipo injecção na orelha.

Não estava à espera que uma pessoa que sempre demonstrou ter ideias próprias sobre a coisa da cultura, começasse por se revelar enquanto governante, "autista" e "mentiroso", qualidades que usou várias vezes para definir o primeiro-ministro anterior.

Talvez seja melhor para o Francisco José Viegas passar a ser apenas o doutor Francisco Viegas, ou então simplesmente, José Viegas...

O óleo é de Otto Lange, e define bem os políticos como "espalhadores de música".

quarta-feira, maio 18, 2011

Não Querem Visitar o Museu do Chiado?


Claro que sabem que hoje é o Dia Internacional dos Museus.


É uma boa oportunidade para revisitarmos o nosso (ou os nossos...) museu preferido.

Se estivesse nas Caldas, de certeza que passava pelo Museu José Malhoa. Como estou em Almada, garanto-vos que vou passar pela Casa da Cerca.

A sugestão que vos dou - se por acaso estiverem por Lisboa -, é visitarem o Museu do Chiado, que tem duas belas exposições patentes ao público (visitei-as no domingo), uma de pintura e outra de fotografia.

Falo-vos de, "Arte Portuguesa do Século XIX", com alguns dos quadros mais belos da história da pintura portuguesa, da autoria de: Columbano Bordalo Pinheiro, José Malhoa, João Vaz, Cristino da Silva, Tomás da Anunciação, Silva Porto, Marques de Oliveira, Francisco Metrass, Alfredo Keil, Carlos Reis, Aurélia de Sousa, Henrique Pousão, etc.

A outra exposição também tem muita qualidade e é da autoria de Adelino Lyon de Castro, "O Fardo das Imagens (1945 - 1953)". Quem gosta da beleza do preto e branco não a deve perder.

E depois têm a esplanada do pequeno jardim, calma e agradável, onde contamos com a companhia de gente bonita, imortalizada pelo bronze...

domingo, março 20, 2011

Encontro no Museu

A manhã solarenta de domingo tornava tudo mais agradável, até a "espera" inesperada no interior do cacilheiro grande, que se encheu de carros, graças à corrida pela ponte, que por alguns momentos ficou aberta apenas a atletas, preparados para "invadirem" as avenidas ribeirinhas da Cidade Branca, a correr a a andar.

Caminhava para o Chiado quando me lembrei de telefonar a uma amiga, que tinha vindo à Capital, por um bom motivo, o lançamento do livro da Graça.

Fiquei a saber que estava na Gulbenkian, na companhia de duas boas amigas.

Entrei na estação do metro e minutos depois estava à conversa na esplanada deste espaço encantador, com as três senhoras do Norte, não menos encantadoras.

A "roda" alargou-se pouco tempo depois, com a chegada de mais um amigo comum, que ficaria para o almoço, ao contrário de mim, que era esperado em casa...

O tempo parece sempre curto quando a companhia é agradável e a conversa parece inesgotável...


O óleo é de Pauline Roche.