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terça-feira, outubro 03, 2017

O Calor Perdeu a Graça...

Não gosto nada deste Outubro com temperaturas de mais de trinta graus. Já não me apetece andar de calções, muito menos ir dar um mergulho à praia.

E também olho com alguma apreensão para o que se está a passar com muitos dos nossos solos... estão a tornarem-se "pedra", com cada vez menor capacidade de absorção, e que podem tornar trágicas as primeira chuvas (mas espero que chova ainda em Outubro, mesmo sem ser agricultor...).

Este desabafo não tem nada que ver com o Sol (ele pode aparecer sempre, com temperaturas amenas, pouco acima dos vinte graus, ou até abaixo...). Aliás o Sol nunca foi inimigo da chuva, podem aparecer no mesmo dia e tudo...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 11, 2017

A Dúvida está Sempre em Crescimento...

Os anos passam e a dúvida cresce, ao ponto de colocar quase toda uma vida em causa...

Já lhes chamaram muita coisa, até egoístas. Podem ter sido tudo, menos isso... 

A mulher fica com os olhos húmidos quando revive o que sofreu na prisão, na clandestinidade, no exílio... mas sobretudo, por não ter visto o seu filho crescer. O homem afaga-lhe o cabelo, com o carinho de quem nunca deixou de amar.

Sabe que não foi a mãe que devia ter sido. É por isso que percebe a ausência do seu Carlos, que teve de abandonar com menos de um ano e deixar ao cuidado dos pais.

O homem tenta desculpá-los com as incidências da própria vida, com a dificuldade que sempre tiveram em conviver com a injustiça nos locais de trabalho, com as perseguições, o desemprego, e a luta colectiva, que alguém tinha de travar...

Mas a solidão passa o tempo todo a pregar-lhes partidas. Pensam demasiado na vida.

Olham para o país com desconsolo, porque já não sabem se tudo o que sofreram valeu a pena. Não sabem explicar as razões, mas a verdade é que os patrões continuaram, e continuam, a roubar o povo, cada vez com mais descaramento.

Olham para o filho com orgulho por ter conseguido ter uma vida melhor que eles, mas sentem muito, muito, a sua ausência...

(Fotografia de Sena da Silva)

quarta-feira, novembro 23, 2016

Árvore de Outono à Beira Tejo

Hoje de manhã andei a passear pelos campos, sem perder o Tejo de vista, na zona do Monte da Caparica.

Uma das boas surpresas que encontrei foi esta árvore, quase outonal.

Apesar do frio de Novembro o Sol estava bastante brilhante e intenso (fiz bem "vadiar" hoje porque, segundo os meteorologistas, amanhã espera-nos um dia cinzento)... 

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 28, 2016

Verão no Fim de Outubro...

Nos últimos dias a temperatura voltou a subir e quem continua de férias - os nossos queridos turistas - aproveita bem o Sol que pinta os seus corpos num cor de rosa tardio à beira Tejo.

Penso em nós, "povos do sul da Europa", com mais fama que proveito de gostarmos pouco de trabalhar, entre outras coisas, que gostam de dizer para lá da Baviera.

Mas depois recebemos diariamente milhares de turistas, de todas as idades, maioritariamente vindos da tal zona onde os "europeus" se fartam de trabalhar (eu sei que os emigrantes devem ser os que mais contam para esta média...) e fico confuso, sem conseguir perceber como é que toda esta gente pode viver permanentemente em férias...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, outubro 06, 2016

O Mar de Outubro

Não me lembro de um "Verão" tão longo, nem da possibilidade de andar apenas de camisa no Outono.

Claro que isso não altera em nada as minhas rotinas diárias. Mesmo gostando do mar, não sinto qualquer atractivo pela praia em Outubro. Talvez seja um sintoma de velhice...

Mas ao olhar o Oceano, sinto que ele já se rendeu ao Outono. A ondulação é diferente e até a areia tem outra cor, vitima do facto de o Sol não subir tão alto, Está mais preguiçoso, acorda mais tarde e também se vai embora mais cedo...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 01, 2016

A Melancolia e o Sentimento de Perda de Outubro...

É curioso o mês de Outubro ser o mês da música.

Sempre achei este mês o mais estranho do calendário.

Claro que já não experimento o sentimento de perda do fim da adolescência começo da idade adulta (foram vários os amores de Verão que ficaram enterrados na areia...), mas a melancolia continua bem presente, de mão dada com o Outono das folhas caídas e das árvores tristes e nuas. Outono esse que este ano anda brincar às escondidas, escolhendo este Verão que quer durar pelo menos meio ano, como "esconderijo da sorte"...

Estou a escrever a e a ouvir Hamilton Leithauser, que nem sequer sabia de que terra é, sei apenas que é (ou era...) vocalista dos "The Walkmen", mas que me sabe bem ouvir a solo.

Escolhi esta fotografia com o Hamilton, um banco de jardim e a caixa da sua guitarra, porque é desta estação, pouco dada a alegrias.

Mas nem tudo é mau em Outubro. Costumo escrever bastante neste mês em que sinto que acabam mais coisas do que começam...

(Fotografia de autor desconhecido)

terça-feira, setembro 30, 2014

O Cinema é Mesmo uma Paixão


Embora Outubro seja o mês da música, aqui no "Largo", vai ser o mês do cinema, mas sem exclusividades.

Ou seja, haverá outras portas abertas para além do "grande ecran" (é tão diferente ver um filme no cinema e em casa na televisão...), de mãos dadas a outras artes, e claro, sempre com uma perspectiva pessoal.

Sei que num mês não cabem todos os filmes e actores que gosto... mas isso até pode ser um bom pronúncio, talvez não me falte assunto pelo Outubro fora...

domingo, outubro 27, 2013

Pouco Mais Resta que o Amor


As grandes vitimas deste tempo miserável são as pessoas de idade.

Não são apenas os cortes injustos nas reformas. É também o aumento de rendas, da luz, da água, do gáz. A dificuldade em conseguirem uma consulta médica no centro de saúde onde estão inscritos.

Talvez tenham razão. Talvez estes governantes os querem matar de "tortura", com a passagem dos dias cada vez mais difícil de suportar.

Sabem que pouco mais lhes resta, para além do amor das suas companheiras ou dos seus filhos... 

É por isso que nem querem pensar na vida de todos aqueles que ainda tem de suportar a solidão, cada vez mais amarga e dorida, à medida que os anos passam... 

(se usasse música no "Largo" podia muito bem colocar por aqui uma das várias canções de Lou Reed, cantadas quase como um grito de revolta, perante esta sociedade que deixa cada vez mais a desejar, em sua homenagem...)

segunda-feira, outubro 21, 2013

A Cor Dourada (e as outras...)


O Sol passa mais rapidamente por cima de nós, ao ponto de não conseguir destruir todas as sombras. A temperatura também vai descendo, tornando tudo mais ameno. 

Outro sinal de mudança são as cores que nos rodeiam. Não é apenas o azul e o verde que dão lugar ao dourado e ao cinzento, as tonalidades das roupas das pessoas também perdem vida e escondem mais os corpos...

O óleo é de Ernesto Arrisueno.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Verão no Outono


Hoje fui almoçar com à minha mãe às Caldas.

Como de costume, passeei um pouco pela cidade.

Por ser Outono, "dei um pulo" à Mata das Caldas, para tirar retratos e para pisar as folhas caídas...

Claro que esteve um dia de tudo menos de Outono.

Quando regressava à grande Cidade, reparei que a temperatura registada no carro era 31 graus.

quinta-feira, setembro 26, 2013

A Liberdade às Vezes Tem um Preço Demasiado Alto


Há muito a ideia que os "sem abrigo" são todos uns desgraçadinhos, desde velhos  e maluquinhos abandonados pelas famílias a toxicodependentes e alcoólicos, sem lugar onde "cair mortos", para além da rua, claro.

Para todos nós que vivemos uma vida aparentemente normal, faz-nos confusão que alguém possa abandonar o lar, para viver por aí sem eira nem beira, apenas em nome da sua liberdade individual. Ou seja, apenas para ser quem é, e não o que os querem que ele seja.

Há vários casos destes, de gente que prefere andar perdida pelas ruas da "Grande Cidade", a ter de cumprir regras e "obrigações", que não são as suas. 

É uma opção perigosa, porque a vagabundagem tem códigos e maneiras de sobreviver, que os podem afastar de vez do "nosso mundo".

Felizmente existem regressos. Eu conheço pelo menos dois que acabaram por ser bem sucedidos. Isso aconteceu por sorte, porque todos nós sabemos que o talento não é coisa que seja muito reconhecida, neste país de "espertalhaços"...

O óleo é de Óscar Bluemner.

quarta-feira, setembro 18, 2013

O Espelho é uma Mentira


Cada vez gosta menos de se olhar ao espelho.

Continua a sentir-se jovem, não consegue ser a mulher que aparece ao espelho, as rugas, o cabelo ralo, os vincos, tudo aquilo lhe parece fantasmagórico.

Não tem coragem de dizer a ninguém que o mundo sem velhos era mais bonito, mas que era, era...

E nem fala das dores que passaram a ser crónicas, nas costas, nas pernas, nos joelhos, nos braços, nas mãos...

Olha para a bengala e finge que não precisa dela, nem mesmo para andar nos passeios esburacados da cidade.

Mas o pior é mesmo o espelho, que bem podia ser menos mentiroso e dar-lhe a idade que sente e quer ter...

sábado, outubro 20, 2012

A Merda do Outono


«Num só dia, hoje, comecei a ler Al Sur De Los Párpados, o terceiro romance que escreveu o Enrique Vila-Matas, terminei um conto com o qual andava engalfinhado há semanas, comprei uma garrafa de Jack Daniel's e ouvi a chuva metralhando o empedrado da praceta — a merda do Outono, enfim. Também me lembrei de dois amigos doentes, um dos quais já nada deve ser capaz de salvar (não existem milagres, não existem milagres, se existissem milagres ele não adoeceria e viveria para sempre). Vai muito provavelmente morrer sem que nos voltemos a ver nem a falar, deitado numa cama de hospital, sedado, quando devia estar a trabalhar nos seus poemas melancólicos, a rir, a contar longos episódios domésticos, a escrever crónicas sobre os desmandos do país (e logo agora, quando mais precisamos dele). Não nos veremos e não há nisso mal nenhum. Quando me lembro dele, sempre que me lembrar dele, terá os olhos franzidos num sorriso amável ou de troça, e estará ainda a desculpar-se por não me ter ainda mandado um texto qualquer que prometeu e até está na desktop do computador, para ele não se esquecer. Não faz mal. Não tenho pressa. Vou continuar à espera do texto, de que se ponha bom e possa voltar a falar ao telefone, para me perguntar pelo meu filho e me contar coisas de serralheiros e mulheres da limpeza, se li este livro ou aquele, e a dizer-me frases do Stendhal sem ser por nada.»

Este belo texto foi escrito e publicado por Manuel Jorge Marmelo, no seu blogue, "Teatro Anatómico". Foi através dele que percebi que Manuel António Pina estava muito doente. 

Aproveito esta oportunidade para homenagear o grande poeta do Norte, mas também o autor desta crónica tão expressiva, um dos jornalistas despedido pelo "Publico", no despedimento colectivo que não é mais que a morte anunciada de um dos melhores jornais portugueses. 

Como ele tem razão. O Outono tem a sua beleza, mas para alguns de nós, não deixa de ser uma merda, pelo que se perde...


O óleo é de Ian Ledward.

segunda-feira, outubro 15, 2012

O Sol Também Deixa de Ser Para Todos


Já há tantas coisas por aí que não são para todos, que o Sol poderia fazer um esforço e continuar a passar por todas as ruas.

Isso só faz com que seja mais difícil esquecer os dramas que nos visitam quase todos os dias, sem esquecer as apreensões que estes maus governantes, que nem sequer conseguem ser aprendizes de feiticeiros, nos provocam, dia após dia.

Nunca ninguém mentiu tão descaradamente, nunca ninguém nos deu a sensação tão  forte de não saber o que anda a fazer, destruindo mês após mês, o pouco que vai restando da nossa economia. 

O pior de tudo é perceber que só saem do poder, quando forem empurrados pela porta  da frente ou dos fundos, só não sabemos quando, nem por quem.

O presidente da República não age nem reage, apenas faz o papel de "bandarra", dizendo que já tinha avisado que isto ia acontecer, de preferência pelas novas formas de comunicação virtuais...

Será que com tantos assessores, ninguém lhe diz que o seu papel não é o de "avisador"?

O óleo é de Elena Montull (substitui pela primeira vez uma imagem neste blogue, quase porque sim...).

domingo, outubro 24, 2010

Sinais de Outono

Há cada vez mais sinais de Outono à nossa volta.

No começo da manhã e ao fim da tarde já se notam diferenças na temperatura, somos obrigados a vestir um casaco ou uma camisola para nos protegermos do frio.


Mas onde se notam mais os sinais de Outono, é nos campos, com as folhas das árvores a ganharem tonalidades entre o dourado e o castanho, ao mesmo tempo que começam a esvoaçar com o vento, que também sopra mais forte de Norte e de Sul.

Hoje vi voar e cair a primeira folha a meus pés...


O óleo é de Luís Serrano.

segunda-feira, setembro 22, 2008

O Outono Começa Hoje...

O Outono começa hoje...

com de costume,
ele promete trazer uma mão cheia de coisas.
(nem sequer estava a pensar na chuva de madrugada...)
Contrapõe a nostalgia que se sente da estação leve e quente,
com a frescura no começo da manhã e ao fim de tarde,
o aconchego das roupas mais quentes,
os dias mais curtos e nocturnos,
os dourados das folhas que "pintam" o chão,
os cinzentos das nuvens que enchem o céu...
e também a água-pé e o vinho novo,
as castanhas que perfumam as ruas de Lisboa...
e alguma chuva, pois...

O óleo "Outono" é de José Malhoa.