
Abril é um poema sem idade
Que invade o sonho dos poetas
E lhes lembra a Praça da Liberdade
Que encontraram de portas abertas
Fizeram da praça uma canção
Que percorreram de mãos dadas
Com o povo e as forças armadas
Dando vivas à Revolução
Saudaram os capitães-coragem
Erguendo um cravo encarnado
E gritaram de punho fechado
- Já chega de malandragem!
Apesar dos anos passados
Continuam na Praça da Liberdade
E exclamam encantados,
Abril é um poema sem idade!
E lhes lembra a Praça da Liberdade
Que encontraram de portas abertas
Fizeram da praça uma canção
Que percorreram de mãos dadas
Com o povo e as forças armadas
Dando vivas à Revolução
Saudaram os capitães-coragem
Erguendo um cravo encarnado
E gritaram de punho fechado
- Já chega de malandragem!
Apesar dos anos passados
Continuam na Praça da Liberdade
E exclamam encantados,
Abril é um poema sem idade!
Este poema foi escrito por mim para uma colectânea de poetas de Almada, da SCALA, publicada pela Junta de Freguesia da Charneca de Caparica em 2001, nas comemorações da Revolução, com o título "Abril Depois de Abril".
Escolhi o belo cartaz da autoria da pintora Vieira da Silva, para ilustrar o poema.