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sexta-feira, agosto 16, 2019
terça-feira, agosto 13, 2019
Os "Galegos" do Século XXI...
É normal encontrarmos nos lugares onde se junta mais gente (de preferência turistas...), os "galegos do século XXI", que tem a vantagem de não andar com o respectivo barril de água a fazer a distribuição, quase casa a casa - dizem os antigos que era assim que se fazia em Lisboa e arredores, no começo do século XX.
"Os modernos" instalam-se em lugares estratégicos com geleiras, carregadas de garrafas pequenas de água, que vendem cada unidade a um euro, aos muitos sequiosos desprevenidos que andam por aí, a passear ao Sol...
E o lucro é pouco menos que cem por cento...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, julho 13, 2019
Lisboa e Nuno Saraiva
Hoje, por um mero acaso, quando ia descer pelo elevador, perto do Largo do Caldas, para a Baixa, descubro uma exposição de Nuno Saraiva (num edifício da Junta de Freguesia...), com alguns dos seus "bonecos", a maioria sobre Lisboa.
E como tem sido boa a sua parceria com a Capital, com os folhetos com a programação das Festas dos Santos Populares a parecerem quase catálogos artísticos.
O Saraiva até estava presente e tudo (talvez a inauguração tivesse acontecido algum tempo antes...), a conversar com amigos.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sexta-feira, junho 28, 2019
quarta-feira, junho 26, 2019
Os Dias Grandes e os "Operários Europeus"...
Nestes dias grandes, em que às vinte e uma hora ainda é dia, sabe bem andar por aí pelas ruas.
E por estes dias ainda temos a vantagem de o calor dos "quarenta" andar fugido um pouco mais para norte, ou seja, afastou-se ligeiramente dos povos do Sul do Mediterrâneo, que segundo os "operários europeus" (que passam o ano inteiro em férias no nosso país...), se escondem atrás do sol, para não fazerem nenhum.
Embora nós é que sejamos "alérgicos" ao trabalho, nunca percebi muito bem como é que milhões de pessoas por esse Mundo fora (e de todas as idades...) podem andar quase sempre de férias. Sei que a riqueza sempre esteve mal distribuída, mas mesmo assim, acho estranho ver tantos ingleses, alemães, holandeses, franceses, suecos e noruegueses (e fico-me por aqui), a quererem roubar-nos o nosso Sol, nas esplanadas ou nos degraus que se ergueram à beira Tejo...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, junho 18, 2019
Lisboa, Uma Cidade (ainda) Diferente...
Lisboa é uma cidade muito diferente de das grandes capitais europeias.
Embora possua uma beleza muito própria - graças ao pitoresco que se cola aos bairros antigos, e também à luz que reflecte nas suas sete colinas e também nas águas calmas do Tejo -, está longe de ser uma cidade funcional e bem estruturada como Paris, Londres ou Berlim.
Felizmente tem vários milhões a menos de habitantes, quando comparada com as grandes cidades europeias, o que faz com que ainda seja possível circular com alguma tranquilidade pelas suas ruas, fora das chamadas horas de ponta...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sexta-feira, junho 14, 2019
O Mundo Azul e o Mundo Cor de Rosa
Apesar da existência de alguma pressão televisiva (nos programas de entretenimento e nas novelas), para que se olhe para tudo o que nos rodeia com "normalidade", a vida (tal como ela é...) nem sempre nos deixa acompanhar o "progresso"...
Eu sei que às vezes só o descobrimos quando "a boca resolve fugir para a verdade"...
Eu sei que às vezes só o descobrimos quando "a boca resolve fugir para a verdade"...
Se os dois homens estrangeiros de meia idade (talvez ingleses, pela forma cuidada como se exprimiam em inglês...), que vestiam roupas de cores vivas, não tivessem caído nas boas graças de um grupo de três mulheres maduras, sempre atentas ao quotidiano, eu não estaria aqui a escrever este fait-diver.
Elas, meio brincar meio a sério, foram dizendo que não deixavam os seus homens saírem à rua naqueles "preparos" (achei graça a esta palavra, fez-me lembrar a minha avó, mesmo que tenha sido dita de forma jocosa...), com calças vermelhas, verde alface ou camisas amarelas ou cor de laranja. Acrescentaram mais alguns pormenores pitorescos, ligados aos cabelos e ao penteados (e até às sobrancelhas...).
Ainda bem que continuamos a não falar das mesmas coisas que as mulheres... Umas vezes por distracção, outras por pudor, e outras ainda, pela simples razão de nem sempre coincidirmos nos gostos e nos pensamentos...
Elas, meio brincar meio a sério, foram dizendo que não deixavam os seus homens saírem à rua naqueles "preparos" (achei graça a esta palavra, fez-me lembrar a minha avó, mesmo que tenha sido dita de forma jocosa...), com calças vermelhas, verde alface ou camisas amarelas ou cor de laranja. Acrescentaram mais alguns pormenores pitorescos, ligados aos cabelos e ao penteados (e até às sobrancelhas...).
Ainda bem que continuamos a não falar das mesmas coisas que as mulheres... Umas vezes por distracção, outras por pudor, e outras ainda, pela simples razão de nem sempre coincidirmos nos gostos e nos pensamentos...
Ao escutar as três senhoras, lembrei-me das pessoas modernas, que em nome da "igualdade", querem acabar com os mundos "azul e cor de rosa".
Mundos que ainda nos continuam a diferenciar (mesmo que tenham o dedo do comércio) assim que vimos ao mundo...
Mundos que ainda nos continuam a diferenciar (mesmo que tenham o dedo do comércio) assim que vimos ao mundo...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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quarta-feira, junho 05, 2019
A Feira com Livros...
A meio da tarde lá me resolvi a ir dar uma volta pela Feira do Livro.
Desta vez até fiz uma lista com nove livros... Lista que não saiu do bolso.
A bem do comércio livreiro fabricaram mais "praças" (continuo a não achar muita piada a esta moda...).
Mesmo assim acabei por comprar quase uma dúzia de livros, graças a algumas "pechinchas" da "Cotovia" e a dois livros ou três livros da "Quetzal", que também estavam com um bom preço.
O mais curioso, é que com esta invenção das "praças" e de ter de olhar para todo o lado, acabei por nem sequer ver os livros da "Don Quixote" (e havia dois na tal lista)...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quinta-feira, maio 30, 2019
quinta-feira, maio 23, 2019
quinta-feira, maio 16, 2019
Cambalhotas & Negócios da China
Estou a escrever ao mesmo tempo que a televisão transmite uma reportagem sobre os prédios da seguradora Fidelidade - comprada pelos chineses -, e os seus inquilinos, convidados a sair das suas casas de décadas...
Sei que não vale a pena ouvir a líder do CDS, Assunção Cristas, sobre estes problemas sociais, que têm afectado milhares de pessoas em Lisboa e no Porto. Apesar de ter sido graças a ela que se alterou a "lei das rendas", sei que não tinha qualquer problema em dar mais uma "cambalhota" e dizer que "a culpa é do Costa"...
A Cristas é um dos nossos melhores exemplos de políticos sem memória e sem carácter. É por isso que é capaz de discursar na Assembleia da República e nas Ruas como se fosse uma representante de um partido de esquerda e defendesse o povo...
Infelizmente é graças a estes "defensores do povo", que somos um dos países mais desiguais e injustos da Europa.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, maio 14, 2019
Quando os "Passarões" da Rua da Cristina Foram Parar à "Gaiola"...
A história era simples, o Rui, o Jorge e o Zeca, os falsos "heróis" da Rua da Cristina tinham sido apanhados, em flagrante, por um casal de polícias que usara o disfarce de turistas, dos apetecíveis, com boas máquinas fotográficas, computadores e notas de euros com três algarismos, para os levar à certa.
"Pinóquio", o maior contador de histórias das redondezas, esqueceu por momentos as suas patranhas e resolveu usar os seus exemplos para aconselhar a rapaziada mais nova, a não tentar "voar alto demais".
Quem não conhecesse a história de vida das três "aves de arribação" - como era o meu caso -, que tinham sido engaioladas, por andarem demasiado descontraídos pelas ruas, esquecidos que nas profissões de risco "a distracção é quase sempre a morte do artista"... não conseguia deixar de sorrir pela arte do "Pinóquio", que à medida que ia falando, ia arranjando um lugar no "cinema", para aqueles três rapazolas que adoravam dar nas vistas, quase sempre pelos piores motivos.
Nunca os tratou pelo nome próprio, mas sim pelos "nomes de guerra", que curiosamente também foram uma invenção sua.
Só alguém com a sua imaginação era capaz de baptizar o Jorge de "Canário", que além de falar pelos três, adorava dar música aos "camones", aliás, às "camones". O Rui ficou o "Corvo", por ser o mais misterioso e também o mestre dos silêncios. E o Zeca só podia ser o "Melro", o finório e espertalhaço do trio, sempre cheio de ideias mirabolantes, roubadas das séries e dos filmes.
O mais curioso, foi perceber que a rapaziada jovem tinha percebido a lição do "Pinóquio", sem perder o sorriso...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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terça-feira, abril 23, 2019
Fernando Ricardo José Pessoa Reis Saramago
Finalmente li, do princípio ao fim, "O Ano da Morte de Ricardo Reis" de José Saramago.
Ao chegar à última página, pergunto a mim próprio, porque razão interrompi duas vezes (praticamente no início...) a sua leitura...
Não é um livro com uma história empolgante, mas faz uma ligação extraordinária entre Fernando Pessoa, Lisboa e um dos seus heterónimos. E claro sobre o que se foi passando no mundo nesse ano de 1936 (como a Guerra Civil de Espanha e toda a sua envolvência, interna e externa) e também no nosso "burgo", com várias referências a acontecimentos e figuras, num tempo que corria de feição a Salazar. como foi o caso a Revolta dos Marinheiros em Setembro nas águas do Tejo (com várias referências a Almada...).
Gostei da Lídia, a criada do hotel, amante e mãe do futuro filho de Ricardo Reis, personagem pouco instruída, mas com nada de burra, como aconteceu com tantas pessoas que Saramago deve ter conhecido pela vida fora, não fosse ele de origens humildes (penso que surge no livro em sua homenagem...).
Percebo muito bem todos aqueles que acham "O Ano da Morte de Ricardo Reis", um dos grandes livros que leram. Especialmente os amantes de Fernando Pessoa, que está presente da primeira à última página (e não apenas quando faz as suas "aparições")...
Achei que a melhor maneira de festejar o Dia Mundial do Livro, foi fazer a referência a este livro especial, que tem dentro de si Lisboa, Fernando Pessoa, e sobretudo José Saramago, o nosso único Nobel da Literatura.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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quinta-feira, março 21, 2019
quarta-feira, fevereiro 27, 2019
Quando era Tudo a Brincar...
Embora nunca tenha ganho o totobola, quando os boletins tinham 13 jogos, nunca me dei mal com este número, que dizem ser do azar, nem deixei de gostar de me cruzar com gatos pretos, aqui e ali.
O que é mais curioso, é dizerem-se tantas coisas, tal como o seu contrário, nesta espécie de "corredor místico", ao ponto de tornarem a vida um tanto ou quanto difícil para os supersticiosos.
Acho piada aos desportistas, que não só se benzem, como fazem questão de entrar nos estádios, nas pistas e nos pavilhões, com o pé direito. Quando fazia desporto nunca liguei a esse pormenor... Nem me lembro de ver companheiros a benzerem-se, antes dos jogos ou das corridas. Talvez fosse tudo demasiado a brincar, que nem sequer sentíamos necessidade (e vontade) de "apelar aos deuses", esses eternos distraídos.
Pois foi, encontrei um amigo que não via há mais de duas décadas. Recordámos algumas aventuras desportivas, e pessoas... Tanta gente amiga que resolveu passar na nossa mesa e dar-nos um olá.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Exageros que Sabem Bem...
Só hoje é que li a reportagem sobre o Ginjal, que saiu na edição do "Diário de Notícias" em papel (no sábado).
A única coisa nova que descobri foi que um cliente que chegara de Istambul, depois de ter andado entre a Europa e as Ásia, chamara à mesa mais próxima do Tejo, do restaurante "Ponto Final", "a melhor mesa de restaurante do mundo".
Mesa essa que fica quase dentro do rio, numa varanda aberta que espreita Lisboa.
Mesa essa que fica quase dentro do rio, numa varanda aberta que espreita Lisboa.
Este é um daqueles exageros que sabem bem... especialmente para os donos do restaurante, que informaram que depois desta "publicidade" começaram a receber reservas com meses de antecedência para a dita mesa (a última da direita na fotografia, a tal mais "dentro do rio").
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
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sexta-feira, fevereiro 22, 2019
Uma Galeria Diferente...
Há já alguns dias que era para falar das Carpintarias de São Lázaro (ao cima da rua com o mesmo nome, depois do Martim Moniz), que foram transformadas em galeria de arte (género XL...), que pode ser muitas coisas.
Neste momento acolhe a exposição de Jorge Molder ("Jogo de 54 cartas"). Eu que até nem aprecio muito o género, verifiquei que até nem fica nada mal ali, graças ao espaço.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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segunda-feira, fevereiro 18, 2019
Os Tempos em que Não Existimos...
«São mais, muito mais do que pensamos, os tempos em que não existimos.»
Ainda repliquei que existimos sempre, apenas fingimos que não estamos cá. Nada que convencesse a Rita, que hoje estava diferente, demasiado melancólica para o meu gosto.
Esperava que ela fosse mais longe, mas não. Não lhe apeteceu falar dos seus problemas. Podiam ser coisas de casa, coisa do trabalho... ou deste tempo, do céu cinzento, que nunca fez bem a ninguém.
Depois, já no cacilheiro, senti que ela tinha razão. Há períodos das nossas vidas que estão pintados de branco, onde parece que não se passou nada... pelo menos, marcante, algo que permanecesse na "arca das memórias"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, fevereiro 06, 2019
«A inteligência é uma chatice do caraças»
Ele ali estava, com um café e um cálice com uma aguardente velha à sua frente, preparado para defender, mais uma das suas causas perdidas.
Começou por dizer que «a inteligência é uma chatice do caraças.»
E depois continuou o monólogo, enquanto acompanhava com o olhar uma mulher bonita. «As gajas é que são espertas, quando querem namorar com um pássaro qualquer, preferem alguém para partilhar a futilidade, a diversão e o prazer. A inteligência é uma das coisas que ficam sempre à entrada da porta, tal como os chapéus de chuva.»
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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sexta-feira, fevereiro 01, 2019
Dia de "Tejo-Mar"...
Não tinha urgência em ir a Lisboa, mas apeteceu-me atravessar o rio com ondas, navegar por alguns minutos nas suas águas mexidas, no interior do cacilheiro, que desafiou sem medo, o rio que gosto de chamar, "Tejo-Mar".
Não ter uma boa companhia para o almoço (as decisões de última hora têm destas coisas...), fez com que voltasse mais cedo para a minha margem.
Gostei de sentir as ruas de Lisboa sem a azáfama de outros dias. Gostei que os turistas se assustassem com o "temporal" e tivessem ficado nos hotéis (e hosteis...), e espero, também dentro de alguns museus...
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
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