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sexta-feira, janeiro 11, 2019

Os Artistas que se Alimentam de Sorrisos...


Ainda em relação ao que escrevi ontem, faz-me alguma confusão, que se convoquem tantas vezes os palhaços, em discussões ou mal entendidos, como se estes fossem personagens do piorio, e não os artistas generosos, que passam o tempo a labutar por um mão cheia de sorrisos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, dezembro 12, 2018

Cinema, Circo e Palavras...


Estávamos a falar de cinema, de "O Livro de Imagem", de Jean-Luc Godard e do bom que era encontrarmos-nos para conversarmos sobre o que parece interessar cada vez a menos pessoas, quando fomos interrompidos por uns "meliantes" que ocuparam as mesas ao lado e  davam mostras de ter bebido mais que a conta, mesmo que ainda estivéssemos na hora de almoço.

Nós falávamos de cinema e eles aparentemente de circo. Apontavam o dedo a uns tipos com artes de "fantoches" e "palhaços", ausentes, ao mesmo tempo que assumiam o seu papel de "ursos" e "camelos" (palavras deles), no palco da vida...

Olhámos uns para os outros e passámos quase a falar com sinais, sem condições de nos ouvirmos, tal era a "festa" alheia. Esperámos que aquela "vaga" despachasse os cafés e águas ardentes e continuasse a sua marcha.

E depois ficámos pelo "circo", já não conseguimos voltar ao "Livro" de Godard...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, dezembro 09, 2018

Ir ao Circo e Sentir a Falta da Magia da Infância...


Hoje fui ao  circo, algo que não fazia há já alguns anos.

O mais curioso é sentir que aquilo que gostava mais na infância, é o que acabo por achar menos graça nos dias de hoje: os palhaços.

Na infância gostava de ir ao circo, com os meus pais e o meu mano, sobretudo por eles. Tudo o que faziam me fazia sorrir. Agora sinto que tudo o que transmitem no palco é demasiado vulgar e rabiscado...

Apesar de ter noção de que os animais deste espectáculo são retirados do seu habitat natural para serem explorados, e muitas vezes maltratados, também sei que foi graças ao "maior espectáculo do mundo", que muitas crianças viram pela primeira vez animais da selva...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 06, 2017

Os Teatros da Vida...


Ontem ao ler uma reportagem sobre o circo (com mais de vinte anos...), apeteceu-me escrever uma peça de teatro. 

Claro que teria de ser sobre os palhaços, os antigos, a histórica dupla do palhaço rico e do palhaço pobre, que quase já não fazem ninguém sorrir... E não é apenas por usarem piadas gastas pelo tempo.

O objectivo é conseguir que a personagem principal se debata com os vários problemas da profissão. Embora um deles seja o espaço cada vez mais reduzido para a vida de saltimbanco, o maior de todos é ele ter a percepção de que o que se chama humor inteligente, não tem qualquer futuro no circo, porque as poucas pessoas que se sentam nas cadeiras e nos bancos, não estão ali para se rirem meia-hora depois das piadas...

(Óleo de Kim Leutwyler)

quarta-feira, novembro 09, 2016

Ora Aqui Está uma Quarta-Feira, Farta em Conversas e Emoções...


Ao cair da noite de ontem fomos surpreendidos pela notícia inesperada da rendição às autoridades de Pedro Dias, conhecido como o "Piloto", o suspeito de dois homicídios que andava a monte há quatro semanas.

E para colocar os especialistas do crime da TVI e CM a "roerem meias de sem abrigo", teve ainda a  lata de oferecer o exclusivo da sua entrega à RTP.

Apesar de se ter tornado quase num "herói" cinéfilo de filmes de acção (provavelmente sem ter saído muitas vezes do "quentinho" de algum lar amigo...), e ser suspeito de todas as peripécias que aconteceram por aqueles lados e descoberto por essa Europa fora, não consigo sentir qualquer simpatia pela personagem.

Compreendo o seu medo de ser apanhado pela GNR e fico à espera das "versões" que se seguem (ele para já diz-se inocente...), em mais uma daquelas "séries" que prometem durar várias temporadas...

Ao começo da manhã outra surpresa (pelo menos para mim...), a vitória de Donald Trump nas presidenciais americanas. A primeira coisa que me apetece dizer é que os americanos só têm o que merecem, que foi nada mais nada menos que aquilo que a maioria dos votantes escolheram.

Claro que gostava de ser surpreendido pela positiva, perceber que afinal ele não é tão "maluquinho" como gosta de mostrar na televisão e descobrir alguém mais inteligente e sensato que o último presidente eleito pelos republicanos...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

A Teimosia Com e Sem Ruído

Já era noite quando dei por mim a pensar na teimosia, ou melhor, no facto de todos sermos teimosos. A única diferença é a forma como agimos, com muito ou pouco ruído...

Há quem não consiga ser teimoso sem uma boa discussão, da mesma forma que há quem consiga ser teimoso sem qualquer discussão. Isto assim escrito, até parece cómico.

Nós ao almoço fazemos demasiado barulho no restaurante, com o sorriso dos empregados (umas vezes mais amarelo que outras...), que não devem perceber muito bem como é que refilamos tanto uns com os outros e continuamos amigos. Claro que se estiverem com atenção, percebem que há por ali muito "teatro", muita provocação, daquela que apenas pretende soltar o riso sem sizo. E também muita teimosia, da tal ruidosa. A boa, aquela em que pouco fica por dizer...

Depois de largar aquela gente barulhenta e boa, sou confrontado com a tal teimosia silenciosa, ao telemóvel. Essa mesmo, que é quase sempre cobarde, de quem prefere agir sem ruído, na calada do dia ou da noite...

É quando concluo que a sabedoria popular às vezes está errada, porque nem sempre quem cala consente. Por vezes prefere fingir que sim, para depois fazer que não...

É por isso que gosto muito mais dos meus queridos amigos teimosos e ruidosos.

(Óleo de Jean Gabriel Domergue)

sábado, janeiro 18, 2014

É Preciso Sorrir!


Quase que me passava ao lado, que hoje se comemora o "Dia Internacional do Riso".

Num tempo em que quase só se lembramos do circo, no Natal, em que se chama "palhaços" a políticos, quando se tem medo de dizer que são mentirosos, incompetentes  e corruptos, terei de lembrar estes Artistas, que continuam a fazer os possíveis e os impossíveis, para nos roubar um sorriso, e que são únicos.

O óleo é de  Lima Junior.

sábado, outubro 05, 2013

O Cavalo Mais Versátil do Cinema


O filme começou como acabou, praticamente sem dinheiro.

Nos primeiros dias havia muita alegria e curiosidade. Entre outras coisas, a malta achou piada a não existência de camarins, ao ter de partilhar uma tenda de campismo quase gigante, onde era possível ver as miúdas quase nuas, quando se preparavam para as cenas.

Depois a coisa perdeu algumas graça. É sempre assim.

Mas quem mais "sofreu" com a imaginação do realizador foi o "Tristonho", que era o único cavalo presente e teve de fazer três papeis diferentes, ou seja, deixar-se pintar de duas maneiras diferentes, além do seu castanho natural, bonito.

Quem assistiu às filmagens achou piada à confusão, embora pensasse que se tratava de uma brincadeira de "gente pobre", a imitar o quase Circo das pequenas e curtas companhias que se esforçavam para oferecer alegria às gentes das pequenas cidades e vilas.

O óleo é de Sarah Morton.

terça-feira, outubro 16, 2012

Quando se Enchia a Barriga de Esmolas...


Há mais de vinte anos, quando ainda não tínhamos sido invadidos pelos romenos, nem havia tanta gente perdida pelos cantos das ruas, escrevi algo sobre os pedintes de Lisboa.

«Lisboa é Capital de tanta coisa, até de pedintes militantes. Na Baixa Lisboeta é rara a esquina que não tem alguém com a mão esticada ou com o boné no chão, quando as mãos estão ocupadas a dedilhar qualquer instrumento musical. Muitos exibem os defeitos de fabrico ou dos acidentes da vida, outros fazem o número do desgraçadinho e vão perdendo a vergonha, à medida que enchem a barriga de esmolas.»

Quando descobri estas palavras, percebi o quanto estavam desactualizadas.  Nestes tempos de crises, já nem aos ceguinhos que se passeiam pelas carruagens do metro, se dá esmola, quanto mais aos profissionais da Roménia, que alternam a pedinchice com a venda do "borda de água", e claro, com as  "ofertas" da gente distraída que se passeia pela Cidade...

O óleo é de David Dalla Venezia.

quinta-feira, abril 26, 2012

«Já foste quase feliz?»


Quando ela começava a falar da sua vida, nunca sabia onde começava a verdade e onde acabava a ficção. Talvez fosse isso que me deixava fascinado a ouvi-la, de cigarro no canto da boca, a fabricar nuvens cinzentas que aligeiravam o azul dos seus olhos.

No meio de tantas profissões, tantas cidades, tantos mundos, perguntei-lhe: «já foste quase feliz?» Ela respondeu-me com apenas um «sim». Percebeu que o meu silêncio pedia desenvolvimentos e foi então que me falou e encantou com a história da sua passagem pelo circo do tio, onde foi bailarina, trapezista, amazona, equilibrista e mulher-palhaço.

Sorri e disse-lhe que ela além de contar, também devia escrever as suas histórias...

Desculpou-se e disse que escrever nunca foi o seu forte, sempre deu muitos erros...

O óleo é de Jean-Claude Desplanques.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Um Mês num Ano, um Ano num Mês

Chega o mês de Dezembro e voltamos a ouvir falar do circo, é como se este bonito espectáculo se resumisse a um único mês no ano inteiro.

Claro que há uns "resistentes" (pequenas companhias...) que fazem pela vida sempre que lhes é possível. Quando o tempo aquece e surgem as feiras e festas populares, partem em digressão com paragens por cidades, vilas e aldeias, que ainda mantêm o gosto pelas velhas tradições...

Foi um espectáculo que fez parte da minha infância, nas feiras de S. João e de 15 de Agosto, que se realizavam nas Caldas da Rainha, onde cresci.

Não restam muitas dúvidas que estes tempos são muito travessos para uma boa parte das coisas que chamamos "tradicionais", desde o comércio até às diversões...

O óleo é de Josep Baquês.