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quinta-feira, janeiro 17, 2019

A Minha Margem ("tão feinha")...


Hoje, enquanto olhava a para a minha margem, do alto do cacilheiro, pensei nas palavras de meu pai, quando se referia a Cacilhas, Ginjal, Fonte da Pipa e restantes lugares, desta Outra Banda: «sabes, o Tejo deve-se sentir um bocado envergonhado por ter uma margem tão feinha, incapaz de reflectir a sua luz.»

Por muito que goste deste lado do Rio, sei que ele tinha toda a razão. O "exotismo" da ruína e do abandono, só é sentido por quem passa por aqui com alma de turista...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Os "Amigos" do Tejo...


Sei que lá para os lados de Vila Velha de Rodão o Tejo está cheio de amigos, que o gostam de pintar de cores escuras.

Sei que em Cacilhas as coisas são muito diferentes, mas mesmo assim encontrei um empregado de restaurante a deitar a porcaria que tinha numa caixa de plástico para o Rio. 

Disse-lhe que o Tejo já deixara de ser caixote do lixo, há algum tempo. Embaraçado, respondeu que não estava a deitar fora lixo. Talvez achasse que estava a dar de comer aos peixes com os restos de comida...

Quando eu já em encontrava afastado, chamou-me palhaço, entre outras coisas. Contei até cinco e continuei a minha marcha, sem voltar a olhar para trás...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, dezembro 30, 2018

Viver à Sombra da História da Gastronomia de Cacilhas...


As minhas últimas visitas a restaurantes cacilhenses, ofereceram-me sempre histórias para contar, mas daquelas que não são muito boas para recordar.

A última passou-se na noite de 26 de Dezembro, e acabou por ser a mais caricata de todas (por se terem passado coisas que ainda nunca me tinham acontecido, em qualquer "casa de pasto"...).

Fizemos os nossos pedidos e só meia-hora depois, quando o prato do meu filho já estava na mesa, é que informaram a minha companheira, de que afinal não tinham o peixe que ela pedira... Acabou por pedir outra coisa, depois de perguntar se não lhe poderiam ter dito logo que já não tinham aquele prato. 

Mas o pior ainda estava para vir...

Quando eu e o meu filho já estávamos quase a acabar a refeição, perguntámos pelo prato da minha filha... o empregado atrapalhado correu para a cozinha e percebemos pela conversa que alguém se esquecera de o registar... e confeccionar. Mas não tiveram coragem de o dizer, só quando foram confrontados, é que o assumiram e se encheram de desculpas.

Como devem calcular mostrámos o nosso descontentamento, falando inclusive da forma displicente como fomos servidos. Pois nem sequer se preocuparam em trazer os pratos pedidos sensivelmente ao mesmo tempo, como se fossemos uns estranhos...

Lá estiveram a fazer o prato à pressa, mal confeccionado, para variar...

É importante deixar registada esta estatística; nas últimas seis vezes que fomos a restaurantes cacilhenses, quatro fomos mal servidos (e não menos importante, os preços na ementa nunca pararam de subir...). 

Moral da história: nos próximos tempos, temos uma certeza, não iremos almoçar ou jantar a Cacilhas.

Mas lamentamos este quase "ultraje", que prejudica a gastronomia e o turismo local, por alguns comerciantes não saberem lidar muito bem com a "galinha de ovos de ouro" que têm nas mãos. Era bom que as suas preocupações não se limitassem à subida dos preços das refeições, porque a qualidade da alimentação e do serviço, são determinantes para que os clientes voltem às suas casas.

Se pensam que os "turistas são para enganar, por que só passam por cá uma vez" (embora depois todos os clientes acabem por ser vitimas da mesma "filosofia"...), o tempo acabará por lhes dar a melhor das lições...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, junho 27, 2018

Gente do Nosso Dia a Dia...


O vai e vem do cacilheiro é sempre prometedor para as vendedeiras que se colocam por ali, bem na frente, da gente apressada que sai da barca e quer chegar a casa...

Elas têm sempre fruta da época, do Outono ao Verão. 

Há também uma senhora que vende roupa (talvez tenha sorte, pelo menos nos dias ventosos, com turistas mais distraídos...).

De vez enquanto também aparece por ali um vendedor de queijos e enchidos.

A vida é isto.  Fazer um ou outro malabarismo, para ver se se soltam umas moedas dos bolsos dos viageiros, de pequeno ou médio curso...

Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 30, 2018

Pequenas Grandes Provocações num Dia Especial...


Uma loja em Almada com gestão asiática prepara-se para reabrir amanhã, no dia do trabalhador. Acredito que no seu país natal não liguem a essas "ninharias", que chamamos de "feriados", e que nos são tão agradáveis...

Como já vem sendo hábito, aquele senhor merceeiro, Alexandre qualquer coisa Santos, também deve fazer a habitual investida às carteiras dos portugueses, com "descontos incríveis", para festejar o Primeiro de Maio com os trabalhadores.

É assim o capitalismo, nem nos dá descanso no nosso dia...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, março 05, 2018

Um Retrato de Inverno...


A legenda da fotografia, podia ser "olhar a chuva a cair", embora esse olhar pudesse ser forçado, por quem está à espera do autocarro ou de uma boleia que tarda em chegar.

Também ilustra muito bem a quantidade de água que tem caído nos últimos dias, que espero tenha minorado os efeitos da "seca" de Norte a Sul...

(Fotografia de Luís Eme - Largo de Cacilhas)

domingo, fevereiro 04, 2018

Cacilhas Aproxima-se do Pior Algarve...


Nas três últimas vezes  que fomos jantar a Cacilhas (três restaurantes diferentes...) notámos duas coisas: pagámos mais e fomos pior servidos que o que era habitual.

Não me agrada nada esta "aproximação" aos piores exemplos do Algarve, nos tempos em que esta região quase se "transvestia" numa colónia inglesa. 

Tenho alguma pena que os donos dos restaurantes não percebam que vão ser eles que irão ficar a perder, a médio prazo, porque os turistas podem só vir a Cacilhas uma vez, mas os portugueses (que continuam a estar em maioria...) nunca gostaram de "comer gato por lebre"...

Era bom que pensassem no assunto, porque ainda vão a tempo de inverter esta má prática, de pensarem apenas no lucro. A sua experiência devia dizer-lhes que os clientes satisfeitos voltam sempre, ao contrário dos outros... 

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, dezembro 17, 2017

"Artistas" no Ginjal...

Hoje, em mais um dos meus passeios rente ao Tejo, descobri um grupo de "pintores" de paredes, a oferecerem novas tonalidades no exterior do velho restaurante, "Gonçalves", que provavelmente tem colorido os muros abandonados do Ginjal.

Percebi que estavam a pintar letras, pelo que não acredito que tenham feito algo de surpreendente ou de artístico...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, setembro 20, 2017

O Pescador da Romeira e o seu Fiel Amigo

Este foi um dos "bonecos" a que achei mais graça da vasta "colecção" que dá vida aos muros das fábricas abandonadas do Caramujo e arredores.

O pescador entre o sonhador e o sonolento, sentado a pescar e a "cachimbar" na companhia do seu fiel companheiro, iluminado pelo Farol de Cacilhas, que passou a ter uma nova função, oferecer a luz de palco aos peixes...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 09, 2017

Aproveitar o Vento no Tejo...

Bebi café, comprei o jornal e fui andar.

O vento "empurrou-me" até ao miradouro da Boca do Vento.

Olhei o Ginjal e descobri mais que um motivo de interesse. Percebi que tinha de descer... Não as escadas ("trancadas" por uma grade metálica há uma eternidade...), mas a estrada quase íngreme para o Olho de Boi.

Já na Fonte da Pipa, aproveitei a maré baixa para tirar fotografias repetidas.

Mas o cenário na Praia das Lavadeiras era novo. Além da praia com ondas e bastante areia havia também duas barcas fundeadas, bem aproveitadas em ângulos e lugares diferentes.

E já no regresso a Cacilhas, descubro quase uma regata de navegadores, capazes de dançar com a música e o sopro do vento.

(Fotografia de Luís Eme) 

sexta-feira, junho 09, 2017

O Cacilheiro e os Dois Amigos do Sul...

Estava a olhar o Rio da janela do cacilheiro quando duas vozes maduras atrás de mim me chamaram a atenção.

Pelo jeito de falar percebi que eram alentejanos e falavam de uma mulher qualquer como se fossem dois adolescentes. Não tinha um nome, era apenas a "magana", como às vezes escutamos em anedotas.

Um deles gabou-se de dançar com ela numa festa, acrescentando que foi cá uma esfrega, ao mesmo tempo que o marido emborcava copos de vinho no bar. O outro para não ficar atrás contou um episódio romanesco que aconteceu num café, em que ela se ofereceu quase toda.

A conversa só acabou quando a barca laranja chegou a Cacilhas e os dois sessentões desapareceram no meio da multidão que se deslocava na direcção das paragens dos autocarros.

Não me lembro de ver dois homens de cabelo esbranquiçado a conversar com tanto entusiasmo de uma "magana", que era do clube das  "frescas" (foi outra das palavras mais batidas no diálogo quase quente), pelos exemplos relatados...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 21, 2017

Uma Descoberta ao Café (sobre o Romeu)...


Hoje acabei por parar uns bons minutos na esplanada da "Rifera", do bom do Fernando, para beber um café e ficar a conversar com o Carlos Durão, que tem uma peculiaridade especial, quando lhe fazemos uma pergunta ele oferece-nos quase sempre várias respostas, indo buscar sempre mais pessoas e lugares, graças à sua "memória de elefante". 

Falámos sobre Cacilhas e o Romeu Correia acabou por vir à baila, porque sabia que o Carlos me podia dizer algo que desconhecia... E disse mesmo. Primeiro começou por me falar do Arrobas do seu seu filho Gregório, grande futebolista do Sporting e do Atlético, depois lá veio a surpresa...

Quando o Carlos resolveu transformar a "Fonte da Alegria" (que pertencia à família) no restaurante e snack-bar mais moderno de Cacilhas, "O Farol" (que continua bem vivo e a manter o mesmo nome, logo à saída dos cacilheiros, na esquina, entre o Largo de Cacilhas e o começo do Cais do Ginjal), em Abril de 1961, recordou que nos dias de nevoeiro passou a ter um cliente habitual logo pela manhã, que aproveitava a quase paragem da circulação dos transportes fluviais, devido à falta de visibilidade no Tejo, para ficar numa das mesas de "O Farol", a escrever as suas histórias, provavelmente desejoso de que o nevoeiro se mantivesse pela manhã fora...

E esta? Acabei por descobrir mais um café onde o Romeu escreveu...

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Estes Tempos Cheios de Promessas e de Incertezas...

Às vezes precisamos que alguém nos diga apenas o que pensa, sobre isto e aquilo. Sem nada na manga.

Acho que foi isso que fez com que a Rita fingisse que queria beber comigo um último café em 2016. Até apanhou o cacilheiro e veio à terra de encanto do "Xico Maravilhas", para trocar umas prosas.

Embora ela já tivesse decidido o que fazer com a proposta de trabalho, tentadora e perigosa, que recebera, queria saber a minha opinião. Se eu achava, bem, mal ou assim assim, o que ela já decidira. Devo ser dos piores conselheiros, por achar que estas decisões são sempre muito pessoais.

Mesmo assim penso que ela escolheu o melhor. Preferiu continuar no certo e quase sempre agradável, sem se deixar levar pela meia dúzia de euros a mais no final do mês. E não digo isso por vivermos no tempo das incertezas.

Ela não gostou de "tantas promessas". Eu também não tinha gostado...

Lembrei-lhe que podíamos ser polícias (e eu até estive perto, um ano qualquer...), pois ambos temos faro para "vigaristas".

Ela disse que sim. Recordou com um sorriso algumas cenas em que trocámos sinais com os olhos, quando recebemos a visita de "vendedores de banha da cobra".

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 04, 2016

As Duas Lisboas...

A Rita hoje resolveu dividir Lisboa em dois. De um lado ficou a cidade que recebe todos aqueles que trabalham e ultrapassam diariamente as múltiplas fronteiras invisíveis, ora dentro de transportes públicos ora em carros lentos que se deixam engolir pelas filas intermináveis que os trazem e levam para os subúrbios da Capital.

Do outro  está a cidade prazenteira que abraça turistas de todas as idades, que descobrem encantos até nas obras que irritam os lisboetas. Tiram fotografias e talvez pensem que Lisboa é como Roma, uma daquelas cidades onde é fácil tropeçar em "escavações arqueológicas".

Mas a dualidade não parou aqui...

Se nunca houve tantas "casas de pasto", com vistas deslumbrantes, plantadas nos cumes das sete colinas, que em vez de terem cozinheiros têm chefes, tal como hotéis com todas as estrelas possíveis e imagináveis, os "hostels" também crescem como cogumelos (e irritam cada vez mais os donos das grandes cadeias de hotelaria). E também continuam a existir imensas tascas com refeições económicas, que ainda têm as ementas só em português.

Ela também não acha muita piada aos "turistas de pé descalço", que se deliciam a fazer cruzeiros no Tejo nos cacilheiros com travessias por pouco mais que um euro e comem sardinhas e carapaus assados nos restaurantes de Cacilhas, como se fossem manjares de deuses.

Perguntei-lhe se queria que existissem dois tipos de bilhetes, uns para os de dentro e outros para os de fora. Abanou os ombros. Limitou-se a dizer que ainda bem que era sexta-feira...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, novembro 01, 2016

A "Ronca" do Cacilheiro Desvia as Atenções

Se tivesse de escolher uma legenda para esta fotografia, tirada ao fim da tarde, em Cacilhas, só podia ser: «A "ronca" do Cacilheiro desviou as atenções e interrompeu o "sermão aos peixes" dado pelo padre, na habitual comemoração do "Milagre da Nossa Senhora do Bom Sucesso de Cacilhas".

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, outubro 12, 2016

«Esta gente tem medo de olhar para o Tejo»

Pensei em ti e tentei escrever um poema sobre o que pensavas (e que eu concordava em parte...), quando chegavas a Cacilhas.

Não conseguias gostar de nada. Achavas que não podia existir pior cartão de visita que um lugarejo tão feio, e que maltratasse tanto o Tejo...

Hoje as coisas estão um bocadinho melhores, talvez até gostasses de passear pela Rua Direita, mas sei que é muito pouco.

Entretanto encontrei um recorte de jornal com a notícia sobre a discussão de um dos plano de pormenor locais, em que um  ou dois apaixonados por cidades com torres, queria transformar o morro de Cacilhas num prédio de 100 andares. Se era para ser atracção turística, era uma coisa muito pobrezinha, ali quase ao lado da Fragata e do Submarino, mais a lembrar Pequim que Nova Iorque.

Fiquei a imaginar o que me dirias sobre essa coisa. Talvez me perguntasses quem seriam as pessoas que queriam morar num prédio com tantos andares... Talvez me falasses dos prédios da Reboleira que mais ano menos anos acabam por implodir...

Um dia chegámos a Cacilhas e o barco já não nos quis levar. Ocupámos os vinte minutos que distavam da próxima viagem para Lisboa com um passeio curto pelo Ginjal. Uma das coisas que dissestes foi: «esta gente tem medo de olhar para o Tejo.»

Talvez tenham mesmo medo e precisem de uma torre para olharem o "Rio da Minha Aldeia" de alto para baixo. Como se o Tejo fosse menino para perder a sua grandeza...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, setembro 04, 2016

Tornar Certa a Incerteza...


Recebi este livro hoje, de presente.

Ao olhar para o título escolhido por Pierre Hourcade, senti que tenho mesmo de tornar certa esta incerteza, tenho de trazer o Fernando, nem que seja apenas por um fim de tarde e começo de noite, a Cacilhas...

(Sabes, só por isso valeu a pena...)

E posso acrescentar que o pequeno conto já tem pelo menos duas vidas e uma frase escolhida do Fernando, para o começo da primeira página:

«Quando às vezes me debruço sobre o mundo, vejo ao longe, indo do porto ou voltando a ele, as velas dos barcos dos pescadores, e o meu coração tem saudades imaginárias da terra onde nunca esteve.»

quinta-feira, agosto 04, 2016

Cacilhas com Barcas

Hoje e amanhã é possível visitar alguns veleiros de grande porte, que estão acostados no Largo de Cacilhas, como é o caso do "Crioula" (na foto).

Esta iniciativa faz parte das comemorações do 50.º aniversário da inauguração da Ponte sobre o Tejo (baptizada "Ponte Salazar" até Abril de 1974 e depois "Ponte 25 de Abril" - muito mais bonito, diga-se de passagem...).

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 02, 2016

O Primeiro de Maio Nunca foi para Todos

Irrita-me que um supermercado continue a abrir as portas no Dia do Trabalhador, acenando com promoções de metade do preço a um povo, que continua refém de uma economia capitalista, que acha que é com ordenados baixos e trabalho precário que vamos lá.

Mas depois  passeio pelas Caldas da Rainha e vejo a Praça da Fruta cheia de gente (vendedores e compradores...) e fico sem saber o que pensar. Embora estes  vendedores trabalhem por conta própria e aproveitem o fluxo turístico do domingo  (quer também foi o Dia da Mãe, um bom dia para as floristas, porque é sempre bonito oferecer flores...), para colmatar os dias de menor movimento.

E nem vou falar dos restaurantes, das filas intermináveis em Cacilhas, de gente que esperou quase duas horas para almoçar...

É então que me lembro, estupidamente, que o Primeiro de Maio nunca foi para todos...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 13, 2016

Tempo de Pescadores de Água Doce

Este tempo estranho, com bocados de Inverno que se misturam com a Primavera e até com o Verão (que já queima quando ficamos demasiado tempo ao Sol...), atrai bastantes pescadores à beira Tejo, pelo menos na sua margem esquerda.

Normalmente são homens de meia idade, muito metidos consigo próprios, que fingem ter atenção apenas para as águas, que mudam constantemente de cor.

Aqueles que são mais faladores, juntam-se em bandos. É pelas suas palavras é possível descobrir que alguns são mais entendidos que outros na arte, ou pelo menos fingem... ao ponto de dizerem qual é o sitio exacto onde "está a dar peixe".

E é mesmo verdade. Falamos do tempo, quando não temos mais nada para dizer.

(Fotografia de Luís Eme)