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quinta-feira, agosto 08, 2019

O Cidadão Comum, os Políticos e os Sindicatos...


Há já algum tempo que os sindicatos têm vindo a perder a sua relevância na sociedade. Isso acontece fundamentalmente por duas razões: o aumento da precariedade no trabalho (quem trabalha como prestador de serviços, quase que não tem patrão, muito menos direitos ou sindicatos para os defender...); e a dificuldade dos sindicatos em se adequarem aos novos tempos (alterarem as suas formas de luta e a comunicação com os trabalhadores).

Uma das formas de reagir a todas as mudanças foi a transformação das manifestações e das greves em algo mais incisivo, chamando a atenção das pessoas quase sempre de uma forma negativa, já que é sobretudo o cidadão comum que é prejudicado, nas formas de luta escolhidas.

E é por isso que se percebe, cada vez mais, que o "feitiço se está a virar contra o feiticeiro". Os grevistas conseguem com que a maior parte da população se coloque contra eles, porque são sempre elas a serem afectadas nos transportes, nos hospitais ou em quaisquer outros serviços públicos que necessitem. Ao mesmo tempo permitem a "resistência" dos patrões e do Estado, que sentem ter a maior parte dos cidadãos no seu lado e não lhes dão o que querem...

E se os políticos forem "habilidosos" como é o caso de António Costa, ainda conseguem obter dividendos eleitorais (como se notou nas eleições europeias...) ao mesmo tempo que deixam a oposição "com os pés e as mãos atados".

(Fotografia de Luís Eme - Vidais)

quinta-feira, abril 18, 2019

O Tempo das Greves "Selvagens"...


Já percebemos, depois da greve dos enfermeiros aos blocos operatórios, e de agora, dos motoristas que transportam materiais perigosos, que vale quase tudo, para que sejam conseguidos os objectivos propostos pelos seus sindicatos.

Mas não deixa de ser estranho, que se opte por prejudicar,  fundamentalmente, quem não tem qualquer responsabilidade pela sua situação, ao ponto de conseguirem essa coisa extraordinária, de virar a maior parte das pessoas contra eles...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

terça-feira, abril 16, 2019

Esta Coisa da Liberdade Tem que se lhe Diga...


Sempre coloquei o direito à greve no mesmo patamar  do direito ao trabalho. Nunca gostei dos chamados "piquetes de greve", que tentam proibir, de todas as formas possíveis (inclusive utilizando a violência...) os trabalhadores de exercerem este seu direito.

Sei que a liberdade é outra coisa, oposta à tentativa de obrigarmos os outros a fazerem o que nós queremos...

Outro coisa cada vez mais perigosa, é o "alarme noticioso" (horas e horas a transmitir a mesma notícia...) que, neste caso particular, faz com as pessoas pensem que vem aí o caos e corram para as filas das bombas de gasolina...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, dezembro 21, 2018

Populismo? Não, Obrigado!


A resposta dos portugueses aos muitos convites para vestirem coletes amarelos hoje (que falta de imaginação...), foi a que se esperava (ou a que eu esperava).

Se por um lado, os revolucionários das "redes sociais" continuam a ter alguma dificuldade (e medo) em entrar no mundo real, por outro, as pessoas não gostam muito de protestar apenas porque sim.

Já se sabia que a "anarquia" da organização deste movimento, poderia ser aproveitada pelos nacionalistas do "cabelo rapado, botas da tropa e vivas ao salazar", para tentarem tomar conta dos acontecimentos e dar nas vistas, especialmente na Capital, onde se sabia que as televisões iam estar atentas (coitadas não tiveram grande espectáculo, apesar das várias tentativas de dar voz aos "revolucionários" para as câmaras...). E parece que sim (até tentaram ficar "cativos" dos guardiões do poder), que foi, pelos testemunhos de alguns participantes, que se queixaram de ser "ameaçados de morte"...

Quem deve ter tido pena de não participar, foi a nossa (salvo seja) Assunção. E o amarelo até lhe fica bem...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 15, 2018

Um Dia de (aparente) Mudança ...


Há momentos únicos, umas vezes por razões que a razão desconhece, outras por que a espontaneidade e o sentimento colectivo podem surpreender o mais incrédulo. Foi assim no dia 15 de Setembro de 2012, que obrigou Passos Coelho a mudar ligeiramente de rumo...

Hoje as coisas estão mais complicadas, porque temos um primeiro-ministro desarmante, que até consegue deixar quase sem palavras de protesto o "rei dos sindicalistas"...

Mas o meu propósito é deixar aqui o poema que escrevi sobre este dia exaltante, com tanta gente na rua a dar vivas à Liberdade, à Democracia e à Unidade... (poema que faz parte da "3.ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA, patente na sede /galeria desta associação almadense).


15 de Setembro de 2012 

Não sei quantos éramos
Não perdi tempo a contar
Sei apenas que éramos muitos
Os que estávamos ali a caminhar.
Queríamos um outro país
Ainda com espaço para sonhar.

Mas sabíamos que não íamos lá
Apenas pelo sonho.

Era preciso lutar!

E de punho erguido
O povo voltou a gritar
Que se estivesse unido
Jamais seria vencido
Mas mais importante
que aquele grito
Era acreditar.

Sabíamos que não íamos lá
Apenas pelo sonho.

Era preciso lutar!


Luís [Alves] Milheiro

domingo, abril 05, 2015

O Mundo que Não Muda...


Há "cruzes" da qual nunca nos conseguimos libertar...

A "guerra" pelo poder não continua muito diferente de há dois mil anos.

Uma boa parte dos políticos continua a servir-se da "cegueira" das multidões, que continua a ser um dos maiores perigos dos nossos dias.

Gente que se serve do descontentamento dos outros, para atingir fins, quase sempre diferentes dos prometidos...

Ou seja, Jesus, se aparecer por aqui, certamente não se conseguirá livrar da "cruz". Haverá sempre gente ávida, na primeira fila para o apedrejar e cuspir...

O óleo é de Pompero Batoni.

sexta-feira, novembro 08, 2013

O País dos Xailes Negros


A senhora septagenária, que vestia de negro desde que perdera o companheiro, há mais de vinte anos, nunca tinha visto tantos jovens juntos, vestidos com roupas da mesma cor que as suas.

Num primeiro olhar ainda pensou que poderiam ser órfãos, que se estavam ali a manifestar por qualquer coisa contra o governo. Qualquer direito retirado. Não fosse este um tempo de tantas manifestações e de tanta perda...

Mas depois de olhar melhor, reparou que algumas moças tinham cabelo vermelho, brincos no nariz e até alguns desenhos na pele. Eles não lhe ficavam atrás. além de usarem penteados esquisitos, também tinham os braços pintados e usavam brincos para lá das orelhas. E era raro aquele que não tinha uma garrafa na mão.

Percebeu rapidamente que a única coisa que tinham em comum era a cor da roupa. Foi por isso que mudou de rua e lançou um louvado seja Deus, para quem a ouvisse. 

Num pequeno momento de ausência de fé, pensou que o o mundo talvez seja mesmo uma causa perdida, apesar das orações e dos mil enganos que se vendem por aí. Talvez o seu marido estivesse certo e não existisse nenhum Deus.

Ao ter noção da heresia que invadiu os seus pensamentos, benzeu-se, na tentativa frustrada de afastar os mil demónios que andam por aí à solta, com toda a certeza. 

O óleo é de Will Barnet.

sexta-feira, junho 21, 2013

O Futebol Deixa de ser o Ópio do Povo na "Pátria do Futebol"


O Brasil não deixou de ser a "pátria do futebol", mas o "desporto-rei" parece que já não é o ópio do povo, felizmente.

O povo brasileiro aproveitou a realização da Taça das Confederações, um ensaio para o Mundial de futebol que se realiza no próximo ano, para vir para a rua protestar contra as várias arbitrariedades de que continua a ser vitima.

O aumento dos transportes públicos foi apenas o rastilho, depois vieram a "lume" coisas como  a educação, saúde, emprego, que estão longe de ser um direito para todos.

Não aceitam que haja dinheiro para estádios e não para escolas e hospitais, tão necessários.

E de pouco valem as palavras do "rei" Péle ou de outros "ídolos de pés de barro", que não fazem mais que defender a sua "galinha dos ovos de ouro"...


segunda-feira, junho 17, 2013

Sim à Greve dos Professores


Estou solidário com a greve dos professores, mesmo sabendo que foi marcada num dia de exames.

Estou convicto que não mudaria de opinião se um dos meus filhos fosse "vitima" desta paralisação.

Sei que as greves para fazerem sentido, têm de fazer mossa, como é o caso. Tem de alterar a "ordem das coisas", têm de nos fazer pensar. E a educação vai de mal a pior e os menos culpados são os professores e os alunos.

Não acho muita piada ao sindicalista de Coimbra, mas acho ainda menos às manipulações dos governantes, que tentam passar a imagem que os professores é que são os maus da fita e que não querem chegar a qualquer tipo de acordo.

O óleo é de Katherine Frazer.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

A Inveja do Português pelo Vizinho do Lado


Uma das coisas que me faz confusão é ver os portugueses mais preocupados com a reforma do vizinho do lado - longe de ser milionária, mas ligeiramente superior à sua... -, que com as reformas obscenas de vários políticos e gestores públicos, obtidas apenas com uma dúzia (e até menos) de anos de trabalho, quase sempre incompetente. 

Ainda este fim de semana assisti a um episódio, que exemplifica muito bem este sentimento. Falou-se da greve dos estivadores e reparei que a maioria das pessoas estava "inflamada" pelas frases espalhadas por aí, por vários "agentes governamentais", de que os estivadores recebiam ordenados milionários e fingiam que trabalhavam, para fazerem horas extraordinárias.

Uma das coisas que foi puxada para a conversa foi a reforma de um conhecido, que tinha trabalhado no Porto de Lisboa e recebia dois mil e poucos euros, apesar de ainda não ter sessenta anos. Fiquei a saber entretanto que na mesa mais ao lado a dita reforma estava quase em "leilão", já ia em mais de três mil euros...

Em silêncio, pensei logo no Portas e nos seus "independentistas", bons na contra-informação. Como o governo não está a conseguir controlar os movimentos grevistas dos estivadores, espalha pelo país que estes ganham ordenados milionários, na tentativa de virar a "opinião pública" contra eles. E parece que está a conseguir passar a mensagem...

Este país é tão estranho, que os catrogas, os belezas, os miras, os félixes, os leites, os medinas, os coelhos, os cavacos, os loureiros, os gomes, os soares, etc, conseguem estar imunes a tudo, até à inveja dos portugueses pelas suas reformas milionárias.  Estes preferem reservar a sua "invejazinha" para os vizinhos de lado, inclusive os que vivem pior que eles...

O óleo é de Fred Cress.


sexta-feira, novembro 23, 2012

A Única Coisa que Sei


Não sei se isso se aprende ou se nasce connosco. A única coisa que sei, é que tenho tendência para estar sempre do lado dos fracos, mesmo quando a razão parece querer fugir-lhe debaixo dos pés.

Sei que  nunca vou estar do lado dos israelitas, da mesma forma que nunca estarei do lado dos polícias de intervenção, ou de outra coisa qualquer. Por mais forte e cobarde que seja a "intinfada"...

E tanto se disse e escreveu sobre estes dois temas pela semana fora. 

Eu? Não escrevi praticamente nada, mas continuo aqui, no mesmo lado da barricada dos fracos e desprotegidos. Ao lado daqueles que  atiram pedras ou são capazes de sabotar os "Canhões de Navarone" espalhados pelo mundo.

A ilustração é retirada das histórias de Corto Maltese, do grande Hugo Pratt.

sábado, setembro 15, 2012

Na Rua Sem Medo!


Parece que desta vez houve dificuldades na contagem do povo que saíu à rua e invadiu a Avenida da República, para "desaguar" na Praça de Espanha.

Ainda não ouvi ninguém avançar com números, eu que estive lá, posso adiantar que havia gente para encher muitos estádios de futebol. Muitos mesmo.

E pensar que o secretário geral da CGTP, o grande "estratega" das nossas manifestações, limitou-se a ver a malta a passar no meio da Avenida.

Eu Vou, e Tu?


Eu sou um dos muitos que estarão na praça José Fontana, às 17 horas.