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sexta-feira, agosto 09, 2019

Uma História de Amor, "Para Sempre"...


Sair de casa de manhã e sentir aquele cheiro a terra molhada, que só a chuva de Verão consegue oferecer, tem sempre um gosto especial para mim.

Não estou a dizer isto apenas por já não estar de férias, ou não ter a cabeça na praia.

Acho que se trata mesmo de uma história de amor, daquelas "para sempre", por este perfume natural...

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)

sexta-feira, abril 19, 2019

«A Vida é uma chatice!»


A mulher que estava na caixa do supermercado, ao mesmo tempo que puxava do porta-moedas (ainda há pessoas antigas que usam estas pequenas carteiras...) disse, com um ar farto e cansado: «A vida é uma chatice!»

Ninguém lhe respondeu. Parece-me que as pessoas têm medo de gastar as palavras. É uma poupança incrível, por essas ruas fora...

Sai para a rua e as nuvens dançavam por cima de nós, a brincar ao "esconde esconde" com o Sol. Foi quando passou por mim um homem, cujo rosto nunca mais esqueci, provavelmente pela  memória da sua quase "filosofia de rua". 

Eu conto. O senhor foi apanhado a agarrar um guarda-chuva alheio à saída do café e quando lhe perguntaram, se não tinha vergonha de estar a roubar o chapéu, ele devolveu à procedência uma frase lapidar, ao mesmo tempo que voltava a colocar o guarda-chuva no mesmo sítio: «Não. Está a chover lá fora e o chapéu dava-me jeito. Feio, feio, é roubar descaradamente como o Salgado. Devia dizer-lhe para ele voltar a pôr o dinheiro que nos roubou no banco.» E saiu porta fora, sem esperar resposta.

Curiosamente, desta vez o "filósofo" trazia um chapéu de chuva na mão.

À medida que ele se afastava, fique a pensar que deve continuar a não ter medo de "gastar as palavras"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, abril 04, 2019

«Que se lixe o turismo, venha a chuva!»


Ontem começaste a falar de um cheiro que se sentia nas redondezas. Andámos mais uns metros pela rua e o cheiro manteve-se. Não é nada de muito anormal, se nos lembrarmos dos cãozinhos que espalham o seu chichi pelos passeios ou das pessoas que deitam o lixo para o chão, mesmo que os contentores estejam vazios...

No regresso a casa consegui convencer-te a fazermos o caminho mais longo.

Acabámos por passar pelo Ginjal e reparámos que as esplanadas estavam vazias, numa fuga ao vento desagradável e às nuvens que se limitavam a ameaçar chuva.

Foi quando desabafaste: «Que se lixe o turismo, venha a chuva!» Até lembraste um samba que falava de chuva durante dez dias sem parar. Podia ser chato para nós, mas era bom para os rios e os campos (e ruas, claro...).

Hoje o panorama é um pouco diferente. Aqui perto de casa, já se sente o cheiro a terra molhada... Embora a água caia com alguma timidez...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, janeiro 20, 2019

O Mar do Néon" é só para Disfarçar...


Chove um dia e complica quase tudo da nossa vidinha.

E não é só por nos molharmos, dos pés à cabeça, por não gostarmos de sair à rua de guarda-chuvas, é toda a confusão que se gera, na cabeça das pessoas, que depois se transfere para os carros que formam filas nas estradas, com buzinadelas e exaltações, de quem nunca se habitua ao pior do Inverno.

Até acabamos por nos sentir aliviados com o vento gelado, como este domingueiro, que tem soprado desde madrugada, porque sempre há Sol... pelo menos fora das sombras...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, abril 28, 2018

Abril nos Campos...


Não é novidade nenhuma dizer que Abril e Maio são os meses mais bonitos do ano.

Este ano, graças a toda esta água que tem descido dos céus, ainda se encontram mais floridos.

Por termos a memória curta, até nos apetece dizer "não me lembro de passar por aqui nesta estrada e ver as bermas com tantas flores", mesmo sabendo que é quase assim todos os anos.

Claro que quando chove menos, os "jardins selvagens" ficam um pouco mais pobres, porque as plantas são iguais a todos os seres vivos, há algumas de maior sensibilidade, que precisam mais de água que outras...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 17, 2018

Os Caprichos da Natureza...


Acho que ninguém esperava este mês de Março, tão invernoso, ao ponto de até ter direito a tempestades com nome de gente e muitos dias com alertas vermelhos e laranjas de Norte a Sul.

Ninguém deve ter dúvidas que os tempos de seca já estão mais ou menos esquecidos (até voltámos a ter cheias no Ribatejo...).

Ninguém explica estes caprichos da natureza, muito menos os meteorologistas...

Só a sabedoria popular é nos faz sorrir... Ao ponto de me fazer escolher dois ditados, no mínimo curiosos:

«Março marçagão, de manhã cara de anjo, à noite cara de ladrão.»

«Março frio ou molhado, enche o celeiro e farta o gado.»

Era bom que este último fintasse a ficção e se tornasse realidade... mas não sei não. Segundo os antigos, o tempo começou a ficar "destrambelhado" quando o homem decidiu ir de visita à Lua...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, março 05, 2018

Um Retrato de Inverno...


A legenda da fotografia, podia ser "olhar a chuva a cair", embora esse olhar pudesse ser forçado, por quem está à espera do autocarro ou de uma boleia que tarda em chegar.

Também ilustra muito bem a quantidade de água que tem caído nos últimos dias, que espero tenha minorado os efeitos da "seca" de Norte a Sul...

(Fotografia de Luís Eme - Largo de Cacilhas)

sábado, março 03, 2018

Marcas do Mau Tempo no Ginjal...


Hoje passeei de manhã pelo Ginjal e pude olhar algumas marcas que ficaram do mau tempo...


Dizem que é desta que o "plano de pormenor" vai avançar, e que vai nascer mesmo algo novo rente ao Tejo.


Espero que sim, porque há zonas do Ginjal que se percebe que já não aguentam um ou outro Inverno mais rigoroso...

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, dezembro 09, 2017

A Torre e a "Ana"...

Amanhã vamos ter a visita da "Ana", sim os nossos temporais também já são baptizados como os que fustigam a costa das Américas.

Apesar dos avisos de mau tempo (vento e chuva...), penso que ainda não é desta que a velha torre da velha fábrica de cortiça perde mais de meia dúzia de tijolos...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 23, 2017

As Gaivotas em Terra de Manhã...

Apesar do Sol furar as nuvens ainda pouco escuras, pela manhã, as gaivotas já adivinhavam o pior para a tarde, à beira do Tejo, pelo menos na Capital...

Notei que não há qualquer sinal dos turistas desistirem de Lisboa, nem mesmo no penúltimo mês do ano. 

À tarde, já na Outra Banda, andei pelas ruas quase desertas de chapéu de chuva, a ver se molhava os pés (e consegui). As pessoas abençoam a chuva mas preferem ficar em casa a vê-la cair, do lado de dentro das janelas.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 17, 2017

Morre-se um Pouco Todos os Dias...

Vamos morrendo um pouco todos os dias, mas há dias em que "morremos" vários anos seguidos...

Foi mais ou menos isto que a mulher de mais de setenta anos disse, quando à hora das telenovelas começou a chover, e todos voltámos a sorrir na esplanada coberta...

Ninguém lhe respondeu. Fingimos todos estar mais interessados na chuva que estava a lavar as ruas e a disfarçar o nosso sentimento de culpa, por não conseguirmos fazer nada, para alterar o rumo de um país que gosta de aproximações ao abismo.

Mas a mulher precisava de desabafar. E continuou a falar, a dizer o que quase todos sentíamos: «Agora não foram só duas ou três terras queimadas, foi o país quase todo. Todos conhecemos uma aldeia ou uma vila que ficou destruída, ou alguém que tem um familiar ou amigo que perdeu tudo...» 

E continuou, agora mais enraivecida: «E nenhum destes bandidos que governa se vai embora.» Nós continuámos a fingir-nos entretidos com os fios de água que caíam e já formavam poças.

A mulher que falava por nós todos ainda foi capaz de dizer: «Só espero que não desate a chover sem parar. Só faltava virem as cheias a seguir...»

(Fotografia de Rui Oliveira - N.Magazine)

terça-feira, outubro 03, 2017

O Calor Perdeu a Graça...

Não gosto nada deste Outubro com temperaturas de mais de trinta graus. Já não me apetece andar de calções, muito menos ir dar um mergulho à praia.

E também olho com alguma apreensão para o que se está a passar com muitos dos nossos solos... estão a tornarem-se "pedra", com cada vez menor capacidade de absorção, e que podem tornar trágicas as primeira chuvas (mas espero que chova ainda em Outubro, mesmo sem ser agricultor...).

Este desabafo não tem nada que ver com o Sol (ele pode aparecer sempre, com temperaturas amenas, pouco acima dos vinte graus, ou até abaixo...). Aliás o Sol nunca foi inimigo da chuva, podem aparecer no mesmo dia e tudo...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 26, 2017

Domingo de Manhã...


Chovia mas era preciso ir à rua, pois faltava o bacon para o peixe no forno para o almoço.

E lá fui eu, passear à chuva. Desde que bem vestido, bem calçado e com chapéu de chuva, gosto de andar por ai a deambular pelas ruas, com menos gente que o habitual para um domingo de manhã, com a companhia da água que vai lavando as ruas.

Sei que enquanto caminho surge sempre alguma coisa que me faz pensar, mesmo que seja só um pouco, como aconteceu quando passei rente ao restaurante mexicano, que descubro quase sempre vazio. Desta vez olhei lá para dentro e os meus olhos esbateram nos das menina solitária que estava ao balcão. Pela forma fixa como olhava percebi que não estava ali...

Pensei que nunca ali tinha entrado para comer ou beber o que quer que fosse. Nunca fui grande adepto dos molhos picantes, mas eles deviam ter pensado nisso quando abriram a casa e a ementa também devia ter pratos mais suaves, com toda a certeza.

Muitas vezes nem sequer damos uma oportunidade aos donos... de pelo menos experimentarmos o seu serviço uma vez, para termos uma opinião formada. E é assim que muitas casas de comércio acabam por fechar...

Não vale a pena falarmos ou pensarmos nas famosas "penas", depois de terem fechado as portas... Mas não há nada a fazer, nós somos assim,  umas vezes ligeiramente, outras muito distraídos. Tantas vezes que acordamos tarde demais...

Um pouco mais à frente comprei o jornal, apenas porque sim. Sei que é um vício que ainda permanece, talvez por ter medo de um dia chegar ali e ver que só existem raspadinhas, lotarias, cigarros e outras bugigangas que as pessoas compram... e nada de jornais.

(Óleo de Suzanne Lalique)

domingo, janeiro 29, 2017

Talvez Seja Bom Ver a Chuva a Cair no Meio do Oceano...

Chove e o mundo avança.

Quem gosta de dar passeios de domingo no veleiro que detesta estar parado na doca, não se deve preocupar muito com a chuva. Talvez até goste de levar com os salpicos molhados no rosto, como se estivesse a enfrentar uma tempestade...

Embora hoje tenha chovido muito menos que ontem. 

Talvez o velejador solitário tenha aproveitado uma aberta e fosse apenas até ao largo de Cascais... Talvez.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 26, 2017

As Palavras Trocadas Entre um Café e um Rapaz...

Os dias de chuva como o de hoje são bons para estarmos debaixo de telha, rente a uma janela, a beber um café e a conversar sobre tudo o que apareça na mesa, ou que nos entra pela porta dentro, como aconteceu com o rapaz que aparece nas telenovelas e andou de um lado para o outro, a olhar para todos os lados, à espera de ser reconhecido. Se por acaso o conheceram, fizeram todos vista grossa, e ainda bem. Eu não fazia ideia quem era, foi a Rita que me fez um retrato breve do actor que apareceu por ali a querer testar a sua popularidade (deve ter ficado desiludido...) e que fiquei a saber que faz parte do "clube das novelas da TVI", que eu por um mero acaso não vejo.

Esta vontade de reconhecimento saltou logo para a mesa. Ambos ficámos a pensar no porquê desta necessidade de ter a "estrela de famoso"? De sentir o olhar dos outros em cima de nós?

Sim, é  cada vez mais um imperativo social, como esta minha companheira dos jogos de palavras disse. Mas ambos sabemos que é sobretudo uma aposta pessoal. Eu disse que deveria ter a ver também com a forma como gostamos de nos ver ao espelho e no reflexo das montras, nas fotografias e nos filmes. A Rita disse que sim, acrescentando que ainda bem que éramos do outro clube, dos que gostam mais de olhar que de serem olhados...

Foi uma boa maneira de nos despedirmos com um sorriso, sem pensarmos muito na chuva que nos iria perseguir durante a tarde nas ruas.

(Fotografia de Jean Philippe Charbonnier)

quarta-feira, junho 15, 2016

O Tempo, Perturbado e Indeciso...

Se há alguém que anda ainda mais perturbado que nós, é o tempo...

Perturbado e indeciso. É esta a explicação mais fácil que encontro para narrar os abraços do sol e da chuva a meio de Junho.

Até porque sei que este "casamento" nunca será feliz nem duradouro.

Com a agravante de nos encher de pequenos problemas, que começam e acabam quando olhamos para a janela e para o guarda roupa, quase em simultâneo...

(Óleo de Stanislaw Kanocki)

quinta-feira, maio 05, 2016

Chuva, Sol e Mais Qualquer Coisa


Parece que vamos ter chuva por uns dias.

Depois do almoço pensei que não deveria ser nada de dramático, se acontecesse como hoje, em que fomos brindados com a aparição do Sol. Quase que nem será preciso usar o chapéu de chuva, até porque o calor continua, pelo menos hoje.

Já a meio da tarde, o cinzento voltou e conseguiu esconder o Sol. A chuva também deve estar por minutos, só não sei se vem de avião, de autocarro ou de barco...

Dizem que a temperatura vai descer. Espero que sim, porque não acho muita piada  ao "caldo" que nos é oferecido com a mistura entre a chuva e as temperaturas altas, que nos leva quase de viagem à África tropical.

(Fotografia de Julie de Waroquier)

sexta-feira, abril 15, 2016

Um Dia de Muita Água

O dia ainda não chegou ao fim e já nos ofereceu água suficiente para trazer por alguns momentos os ribeiros, os rios e os lagos à cidade. Eu sei que até o tempo dela, pelo menos se seguirmos à letra a sabedoria popular que nos diz que Abril é o mês das águas mil.

Durante o almoço circulei por algumas ruas que ficaram com o alcatrão submerso. Embora conduzisse devagar, "dei banho" a pelo menos um senhor. O mais grave é que era provavelmente um bom samaritano, que estava a querer limpar uma sarjeta. 

O Sol apareceu aqui e ali, quase armado em político, a querer dizer que o dia nem estava tão mau como se pintava por aí (e aqui...). E com vontade de nos lembrar o bem que esta chuvinha faz às hortas e aos rios.

Esta fotografia tem minutos, foi tirada na estrada da "Boca do Vento", com o S. Pedro a querer dar mais um grito, que ainda era normal ouvir no século XIX: 'Aí vai água!»

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 05, 2016

Olhares e Pensamentos Rente ao Tejo

Apesar da instabilidade do tempo, resolvi dar o primeiro passeio do ano pelo Ginjal.

Estava a precisar de andar e também de me encontrar com todas aquelas coisas boas que gostam de aparecer do nada.

O vento soprava forte e foi amigo ao empurrar as nuvens mais cinzentas para outras bandas. Só quando já estava no coração de Almada é que começou a chuviscar. E nada que pedisse chapéu.

Não só me senti bem com a caminhada solitária, como estive mais produtivo no resto do dia. 

O Tejo tem destas coisas...

(Fotografia de Luís Eme, da esplanada do restaurante "Ponto Final")

domingo, janeiro 03, 2016

«A chuva é quase uma prisão.»


Quando ela disse, «A chuva é quase uma prisão», a primeira imagem que me surgiu foi a minha filha divertida na rua a meter os pés nas poças de água, nestes dias molhados.

Eu e quase todos nós enquanto crianças fomos assim. Eu e o meu irmão tínhamos um "desporto" de inverno terrível, que era ver quem é que conseguia salpicar mais o outro nas poças que nos apareciam no caminho... Algo que a mãe detestava, não só por ficarmos molhados, mas também por ficarmos sujos de lama. Normalmente isto acontecia a caminho do bairro da nossa meninice, que só conheceu o alcatrão quase no começo da nossa adolescência...

Comecei a sorrir graças às minhas memórias, algo que a deixou intrigada.

Claro que a chuva está longe de simbolizar a liberdade, não é por acaso que se vêm menos pessoas nas ruas, mas se estivermos bem calçados e de chapéu de chuva, até nem é mau de todo ver e saborear a água a cair...

(Fotografia de André Kertész)