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segunda-feira, maio 13, 2019

Sei que Não há Desculpa Possível


Hoje ao almoço com alguns amigos percebi que não é nada de anormal, desculparmos as gentes que governam Angola há várias décadas,  com os malefícios do poder. Só que uma coisa não tem nada a ver com outra.

Eles poderiam ter usado o poder (e o dinheiro...) para tornar a sociedade angolana mais justa, até por pertencerem a um partido que em tempos que já lá vão, foi marxista (muitos deles até estudaram na antiga União Soviética...), e não apenas em benefício próprio.

Os nossos governantes também fingiram que não se passava nada em Angola, porque importante, importante, era que algum do dinheiro angolano fosse esbanjado no nosso país. E tanto podia ser em imobiliário como em bugigangas das lojas de luxo da Avenida da Liberdade... 

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, junho 15, 2017

Ai que Saudades da Frescura do Oeste...

Não há muitos sítios que nos permitam escapar a esta "febre marroquina", que quer transformar a Península Ibérica quase numa espécie de "áfrica europeia", por muito que isso possa agradar a alguns turistas que adoram torrar a pele, sem precisar de visitar as praias de mar.

Tenho saudades do meu Oeste, do microclima que faz das Caldas da Rainha um lugar um pouco mais ameno e de a Foz do Arelho uma praia fresca, mesmo no Verão...

E sem precisar de ir tão longe, nas redondezas de Sintra também é possível escapar das temperaturas altas...

É caso para dizer: benditas Serras de Sintra e de Montejunto.

(Fotografia de Luís Eme - se o tempo continuar assim, vai haver mais moçoilas de biquini pela cidade...)

sábado, maio 27, 2017

O Poder, um Povo e um Relógio...


Ao ler a notícia publicada no "Diário de Notícias" sobre um dos filhos do presidente de Angola, Danilo dos Santos, que  arrematou esta quinta-feira, num leilão em Cannes, um relógio Franck Muller por 500 mil euros, que provocou a reacção do actor Will Smith que disse: «Ele é demasiado novo para ter 500 mil euros», pensei noutras coisas.

A mim não me preocupa nada a idade de Danilo, o rebento mais novo do mais que tudo de Angola. Preocupam-me sim os milhões que passam fome e vivem ao "deus dará", especialmente rente a Luanda…

Ou seja, a ausência de tudo aquilo que deveria ser importante para um futuro líder. E o Danilo, deve ter tido uma educação esmerada, mas infelizmente para os angolanos aprendeu muito pouco sobre ética, justiça ou humanismo, seguindo os péssimos exemplos de "novo-riquismo" da gente que ocupa o poder nos países africanos…

(Ilustração de Chichorro)

segunda-feira, agosto 22, 2016

Os Políticos e os Porcos que sabem Andar de Bicicleta...


A presença oficial do CDS (e de Paulo Portas...) no Congresso do MPLA em Angola  podia entrar naquelas historietas em que há sempre alguns fulanos a afirmarem que viram o porco do costume "a andar de bicicleta"...

Mas não, foi mesmo verdade. E até mandaram um  "deputado afro", que quase se torceu todo em elogios, aquele governo exemplar

Este procedimento retrata muito bem os políticos portugueses que têm ocupado cargos de poder nas últimas décadas, sempre sorridentes, agachados e de mão esticada para com os "donos de Angola".

Pouco importa se Angola é uma "democracia a fingir" ou se voltou a ser o país com a maior taxa de mortalidade infantil do mundo. Os diamantes e o petróleo são bem mais importantes que a democracia e as criancinhas...

(Fotografia de Sebastião Salgado)

sexta-feira, novembro 13, 2015

O Alto Preço da Liberdade


As explosões e os atentados que colocaram Paris em estado de sítio, esta noite, podem ser várias coisas. Um aviso sangrento, é com toda a certeza. E terá repercussões por toda a Europa. 

Se o objectivo pretendido é dar início a uma inversão da marcha do Oriente na direcção do Velho Continente, ele será conseguido. Os muros já se começaram a erguer...

Mesmo nós, quase esquecidos neste canto da Europa, ao ponto de pensarmos que somos demasiado pequenos para servir de alvo terrorista, também iremos mudar de atitude, a breve trecho.

Infelizmente o nosso futuro é sermos cada vez menos livres, para felicidade de quem gosta de controlar e condicionar os outros (são cada vez mais...).

Pode ser um reflexo da idade, mas cada vez acredito menos na chamada "bondade humana"...

A fotografia é de Edouard Boubat.

quarta-feira, abril 16, 2014

Um Povo Sem Memória...


Eu sei que não gostamos muito de pensar, e muito menos de recuar no tempo e rebuscar as nossas memórias.

Essa é uma das explicações para sermos governados pela "mesma gente" há quase quarenta anos, com os resultados que todos conhecemos...

Mas o pior são as contas que todos gostam de fazer, entre o deve e o haver da Revolução dos Cravos.

Quem não gosta muito de pensar, diz que a única coisa que realmente ficou de 1974 foi a liberdade, e mesmo essa, tem dias.

A ignorância sempre foi atrevida, claro que ficaram muitas mais coisas. Não podemos pensar o país apenas pelos últimos quatro anos, em que nos têm sonegado muitas das "conquistas de Abril", especialmente em termos laborais.

Antes da Revolução a maior parte das aldeias do nosso país não tinham electricidade, água canalizada, saneamento nem tão pouco acessos por estradas decentes (em muitos casos eram caminhos de cabras...). Havia quem morresse sem ter sido consultado uma única vez por um médico. As pessoas nunca liam a realidade dos factos nos jornais ou revistas, liam sim a realidade dos censores, que cortavam tudo o que achavam "subversivo". Existia uma polícia política que se alimentava de uma rede de bufos, em quase todas as ruas, que prendia quem lhes apetecia, quase sempre sem culpa formada. E para o fim deixo o pior: havia uma guerra nas províncias ultramarinas que matava e mutilava todos os anos milhares de jovens, que eram obrigados a matar e a morrer pela "pátria", depois de serem enfiados nos paquetes da Companhia Nacional de Navegação em direcção a Angola, Moçambique e Guiné...

Felizmente, Abril, deu-nos muito mais que a Liberdade, até nos deu o tal livre pensamento, que muitos não gostam de exercitar, vá-se lá saber porquê...

O óleo é de Mark Okrassa.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Um Adeus Anunciado


Embora as televisões se estejam a esforçar para "esgotar" a vida de Nelson Mandela, não o irão conseguir, por mais horas que usem de emissão.

Também não vejo esta notícia da morte do "Madiba", como algo triste e trágico. Até por ser algo que já se esperava há algum tempo.  

O mais importante é aproveitarmos o seu exemplo e os seus ensinamentos, como cidadão do mundo de excepção.

A maior pena que tenho é que Nelson Mandela não tenha sido um elemento inspirador para a maior parte dos países do continente africano, que preferem o clima de"guerra" e de grandes contrastes sociais, à paz e à solidariedade.

O óleo é de Victor Bregeda.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Provavelmente Somos Mesmo uns "Merdas"


O "preto" da rua de baixo disse sem qualquer problema, que o português é um "merdas", quando o Necas lhe tentou ensaboar o juizo, pelas afirmações do "camarada presidente dos santos".

Não sei se ele estava a pensar nas afirmações de Passos Coelho, quando este afirmou que ia "baixar as calças" até ver os amigos angolanos satisfeitos. Pelo menos eu pensei...

Hoje ouvi nas notícias do almoço que a repartição de finanças de Idanha-a-Nova irá fechar e que quem precisar de tratar de qualquer coisinha, terá de se deslocar a Castelo Branco.

Se fossemos um país de gente como deve ser, os moradores do Concelho de Idanha (e de outros tantos concelhos que irão ficar sem as ditas repartições), deixavam de tratar do que quer que fosse com o "fisco", passando à situação de "clandestinos fiscais".

Há coisas que podem soar a provocação, como as palavras do "preto" da rua de baixo, mas que ele sabe do que fala, sabe...

(Foto tirada no Verão na Barragem de Idanha-a-Nova)

segunda-feira, outubro 07, 2013

O Mar é a Única Estrada da Liberdade no Sonho...


O mar é a única estrada da liberdade no sonho de milhares de seres humanos que vivem abaixo do limiar da pobreza nas várias Áfricas e querem uma vida diferente, para melhor.

A Europa, apesar das crises, continua a ser um lugar onde os aventureiros que compram uma passagem para a outra margem, pensam, ser diferente. Onde se respeitam os direitos humanos. Tem dias...

É por isso que viajam atrás do sonho, o tal que lhe pode dar uma vida menos desigual.

A ilha de Lampedusa é apenas mais um sinal, um sinal que arrepia e que faz com que não apeteça nada escrever sobre a "morte" e sobre o seu negócio.

Egipto e Síria são dois retratos mais à mão de um mundo pintado de sangue, que nos dizem que o mundo caminha mesmo como o caranguejo.

O óleo é de Tomasz Setowski.

domingo, julho 07, 2013

A Sombra e o Sol


A sombra costuma brincar às escondidas com o Sol e normalmente é agradável de se estar.

A não ser que se veja  invadida por uma destas vagas de calor, que de vez em quando chegam ao nosso país, sopradas pelos camelos do Norte de África.

Só nos resta andar com uma roupa leve, beber bastante água, e claro, não nos esquecermos do chapéu, quando deixarmos a sombra...

O óleo é de Boris Grigoriev.

terça-feira, maio 28, 2013

Mia Couto, Prémio Camões


Fiquei bastante satisfeito com a entrega do "Prémio Camões" a Mia Couto, um dos grandes escritores da literatura africana e da língua portuguesa.

Há alguns meses, escrevi assim sobre o Mia: «A literatura é sobretudo invenção, tanto na forma de escrita como na temática. E Mia Couto é óptimo nessas duas tarefas, tendo quase sempre a preocupação de dar voz a quem ainda não a tem, sempre com uma grande preocupação social, especialmente em relação às mulheres, que continuam a ser  figuras secundárias no dia a dia africano, mas não nos seus livros.»

terça-feira, janeiro 29, 2013

Regresso Forçado a Casa


Hoje ouvi um desabafo que me deixou surpreendido, mais por ignorância que por outra coisa, 

Escutei alguém a fazer um retrato da crise, através das movimentações das pessoas no bairro onde cresceu.

Disse que há trinta anos aquele lugar não tinha apenas uma identidade, havia um pouco de tudo, como acontecia em qualquer bairro suburbano.

Dez anos depois as coisas mudaram, aquele bairro tornou-se quase todo negro, povoado  maioritariamente por gente de várias Áfricas.

Hoje é quase como há trinta anos. Voltou a ficar mais claro porque houve muita gente que regressou, que teve de deixar as casas compradas em lugares mais agradáveis e com melhor qualidade de vida, sobretudo por causa do desemprego.

É apenas mais um sinal destes tempos, em que somos forçados a perder muitas coisas que pensávamos que eram um dado adquirido nas nossas vidas...

O óleo é de Manfred Honig.

terça-feira, novembro 13, 2012

As "Virgens Ofendidas" Angolanas


Já tinha observado os angolanos a fazerem muitos papeis nos "palcos" do nosso país, quase que só faltava mesmo este último,  o de "virgens ofendidas", encenado nos últimos dias nas páginas do "Jornal de Angola".

O subsolo de Angola é tão rico, que quase que se levantam do chão diamantes, ouro e petróleo. Esta "coisa" tem fabricado uma quantidade considerável de governantes milionários, que têm uma fixação especial em comprar um pouco de tudo o que mexe (ainda por cima em saldo...), no país que os invadiu e colonizou. 

Sempre atentos às notícias (também são donos de jornais...) sobre o BPN e outros negócios estranhos, não gostaram nada de receber um tratamento discriminatório. Queriam ter a mesma atenção que tiveram (e têm) os amigos Dias Loureiro, Miguel Relvas, entre outros, por parte da nossa justiça.

Nesta "comédia" não deixa de ser curioso ver ainda os "actores" africanos a queixarem-se de perseguição das companhias do PSD e do CDS, que têm sido tão amigas...

Num tempo em que a Cultura, os nossos teatros e os nossos actores estão quase ao abandono, eis que surge de Angola concorrência improvável e desleal...

O óleo é de Alexander Klingspor.

quinta-feira, junho 21, 2012

"O Retorno" é um Grande Romance


Gostei muito de ler "O Retorno". 

Há muito tempo que um livro não me sugeria ideias e me obrigava a escrever. Só por esta razão, tinha motivos de sobra por me sentir satisfeito, mas o romance da Dulce é muito mais que isso.

É um livro escrito com a alma, não apenas sobre uma família, mas sobre largas as centenas de milhares, que se viram no meio de uma guerra, que as obrigou a regressar a um país, que tinha muito pouco para lhes dar (eles sabiam, tinham partido para fugir da fome e da falta de perspectivas...).

A personagem principal - que também é o narrador -, está muito bem caracterizada, talvez até bem demais paras um jovem adolescente...

É um livro muito importante, até a nível histórico, pois relata pormenorizadamente "o retorno" de todos aqueles que tiveram de deixar tudo o que tinham construído, em Angola e Moçambique, e passaram provavelmente, pelo momento mais dramático das suas vidas, enfiados em hotéis superlotados, de Norte a Sul, a viver quase de esmolas, olhados tantas vezes de lado por terem o carimbo pouco amistoso de "retornados", e a fama de tratarem os pretos como escravos...

Logo que possa vou ler os outros livros da Dulce Maria Cardoso, uma grande escritora, sem qualquer dúvida.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Estrangeiro? Não Obrigado. Quanto Muito Diferente.


Não é o que estão a pensar, não é um nega ao nosso primeiro-ministro, que está sempre a pensar no bem-estar dos portugueses, até os aconselha a emigrarem, especialmente professores, para o reino do Eduardo dos Santos.

Chamaram-me "estrangeiro", por já ter as prendas de Natal compradas a uma série de dias, escapando às filas intermináveis nas estradas que vão desaguar nos centros comerciais, sem falar das no interior das lojas.

Só no centro da cidade de Almada é que não se nota a correria atrás dos últimos presentes.

Isto não é de modo nenhum uma critica às pessoas que inundam as grandes superfícies atrás das últimas oportunidades. Percebo-as melhor que há um ano. No meio de tanta indefinição, aproveitam enquanto ainda há dinheiro...

O óleo é de Andrezej Gudanski.

terça-feira, março 15, 2011

A Cor do Jazz

O rapaz de cor era o mais bem vestido da sala. Ninguém diria que ele estava ali, para uma simples audição, com aquele fato cinzento claro de cetim, que fazia conjunto com um colete e gravata creme.

Os outros jovens olhavam-no de lado, com ar de gozo, pela sua figura pitoresca. Ainda escutei um mais atrevido a perguntar ao colega de lado se não gostava de ter uma fatiota daquelas. Este limitou-se a sorrir.

Embora eu também sorrisse com o comentário, pensei noutras coisas: no orgulho do rapaz que estava ali para impressionar, com a música e com o estilo já de artista, por mais ultrapassado que parecesse. Percebi que ele, como africano que era, preferia o brilho de África, ao baço da Europa. E que belas cores nos oferece o continente africano...

O brilho exterior manteve-se intacto quando ele pegou no saxofone e nos deixou a todos boquiabertos. Além de vestir bem, o negro era mesmo bom músico. O melhor daquele grupo.

Durante o intervalo da audição o David confessou-me que já estava à espera de algo musical igual à roupa do jovem. E claro, contou-me uma das suas histórias de músico errante, a da excepção, que lhe dizia que todos os negros eram músicos. Nos anos setenta estava a actuar em Paris, num cine-teatro, com uma "big-band" e antes do espectáculo era costume fazerem horas no bar a trocarem aventuras. Foi então que perguntou a um jovem de cor que estava por ali, que instrumento tocava, ele disse em francês que "tocava cadeiras". David ficou sem perceber que instrumento era aquele, até que um colega da banda lhe disse com um sorriso de orelha a orelha, que o rapaz era um dos "arrumadores" da sala...
A vida continuou a ajudá-lo a ver em cada negro um músico e a perceber que a imprevisibilidade do jazz vive sobretudo da cor africana. Também não chegámos a nenhuma conclusão por os homens serem mais de tocar e as mulheres de cantar...

O óleo é de Tjarko Ten Have.

domingo, fevereiro 07, 2010

Diário do Meu Tio (três)

«Às vezes penso que nenhum de nós conseguiu ser feliz.

Perdemos o brilho dos olhos, lá, e sei lá que mais.
Só muitos anos depois de ter voltado, já com cabelos brancos e com os teus primos grandes, é que consegui chorar a ver um filme.
Acho que passamos tempo demais a fugir das emoções. Temos medo de fraquejar, como se as lágrimas fossem a arma dos fracos. Mas é tudo mentira, as lágrimas libertam-nos de tantas coisas.»

Nota: O meu tio um dia resolveu falar-me da guerra, depois de eu o ter questionado várias vezes sobre alguns pormenores e receber sempre respostas evasivas.
Seleccionei algumas das coisas que me disse, que coloquei aqui, sem saber muito bem porquê.
Sei que são poucas as pessoas que falam dos momentos que viveram a combater os inimigos, falam apenas da copofonia das cidades, do clima, das mulatinhas e pouco mais. É compreensível, nenhum de nós gosta de falar de coisas sobre as quais não sente qualquer orgulho. Acho que quem viveu a guerra com alguma intensidade, não fala nisso porque sente que deixou por lá um pedaço da alma, regressou sem a capacidade de sorrir e viver, que tinha antes...
E nem vale a pena falar dos pesadelos...

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Diário do Meu Tio (dois)

«Sentir-me culpado? Na altura não. Hoje sim. Mas é impossível alterar o passado...

Sermos muito novos e pouco politizados era uma desvantagem para nós e uma vantagem para os nossos comandantes. Qualquer lavagem ao cérebro fazia com que sentíssemos que nós éramos os bons e os pretos os maus.
Nem sequer me lembro de alguma vez me questionar que aquela terra era deles.
Até isso era compreensível, se passeasses por qualquer cidade moderna, eram os brancos que mandavam e eram donos de tudo.»

sábado, janeiro 30, 2010

Diário do Meu Tio (um)

«Do meu grupo de amigos fui o único que fui à "guerra", fui o único que fiz parte de uma tropa especial. Isso tornou-me vaidoso, parecia um pavão e olhava com sobranceria para os meus companheiros, que se limitaram a fazer parte da logistica do exército, sem tempo e vontade para brincarem às guerras.

Hoje sinto vergonha da minha figura, de peito inchado, nas fotografias e na rua, mas nessa altura sentia orgulho em ser um deles, em fazer parte do clube dos "guerrilheiros" no mato e na cidade.»