Mostrar mensagens com a etiqueta Abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Abril. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, abril 30, 2019

A Grande Conquista de Abril em Almada


É provável que me esteja a repetir, no tema que escolhi para fechar Abril aqui no Largo.

Nada que que preocupe, porque o Parque da Paz de Almada (a grande - e agradável - área verde, mesmo rente à cidade...) foi uma das obras de que a antiga presidente do Município de Almada, Maria Emília de Sousa, mais se orgulhou durante os seus mandatos (e tem motivos para isso...).


Tive o privilégio de o ver nascer e crescer, usufruindo com grande satisfação da sua beleza natural ao longo dos anos. 

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, abril 26, 2019

Dia 26 Continua Abril em Almada...


As escolas do Concelho nos últimos anos têm comemorado o 25 de Abril com arte e engenho, através de uma exposição artística colectiva, patente na Oficina de Cultura de Almada.


Eu passei por lá hoje, e como de costume, gostei do que vi...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, abril 25, 2019

O Dia que Começa a Ser Apenas uma Boa Memória...


Tudo arrefece, até as comemorações dos dias bonitos e felizes, como foi o memorável 25 de Abril, magnificamente caracterizado pela nossa poeta maior, Sophia de Mello Breyner Andresen.

Claro que me faz confusão que este dia ainda não seja de todos (claro que não estou a falar da gente que fugiu para Espanha e para o Brasil...), que 45 anos depois ainda existam manobras divisionistas, quase sempre partidárias. Algo que se nota mais do que devia, um desses exemplos é Almada.

Apesar destas pequenas coisas continua a saber bem dizer, em conjunto, com gritos ou não, "25 de Abril Sempre!", ou desejar feliz dia da Liberdade, como desejei à minutos aos meus cunhados...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quarta-feira, abril 24, 2019

O Dia que Ainda Não É...


O 24 de Abril na actualidade é sobretudo um dia de antecipações de festas por todo o País (entre nós joga-se muito na "antecipação", para ficarmos primeiro na fotografia que os outros...).

Mas há 45 anos a história era muito diferente...

Ao contrário do que por vezes se diz por aí, a preparação da Revolução foi um segredo muito bem guardado. Isso ficou a dever-se em grande parte ao facto de ter sido protagonizado por militares, que normalmente são disciplinados e têm um sentido de honra diferente do comum dos mortais. Por outro lado sabiam o que estava em risco, caso falhasse a tentativa de Golpe de Estado. Pelo que quanto menos pessoas soubessem e estivessem envolvidas melhor (especialmente para elas). 

Mesmo no dia 25 de Abril havia alguma desconfiança, pelo menos nos sectores mais politizados, pois não sabiam muito bem se o golpe era democrático ou da extrema direita (Kaúlza de Arriaga conseguia estar à direita do regime...). Foi por isso que houve quem se mantivesse na "clandestinidade" por mais alguns dias, e até meses...).

Ou seja, o dia 24 de Abril de 1974, para a maioria dos portugueses foi um dia igual aos outros. Tanto para quem ouvia as "conversas em família" como para quem conspirava contra a falsa "primavera marcelista".

A DGS continuou a perseguir e a querer prender "comunistas"... e os antifascistas continuaram a tentar antecipar os seus passos, fugindo sempre que podiam...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, abril 01, 2019

Um Dia que se Banalizou...


Graças às mentiras diárias, espalhadas por todos os meios de comunicação (especialmente pelas redes sociais...), o dia um de Abril perdeu a importância, e graça, que tinha...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, agosto 11, 2018

Um Verdadeiro Parque da Paz...


O Parque da Paz é o pulmão verde de Almada.

Se há uma conquista de Abril memorável no Concelho de Almada, é este lugar, cheio de verde, de animais, e claro, de paz...


Como se pode ver pelas imagens, é bom para brincar e também para ler...

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, abril 28, 2018

Abril nos Campos...


Não é novidade nenhuma dizer que Abril e Maio são os meses mais bonitos do ano.

Este ano, graças a toda esta água que tem descido dos céus, ainda se encontram mais floridos.

Por termos a memória curta, até nos apetece dizer "não me lembro de passar por aqui nesta estrada e ver as bermas com tantas flores", mesmo sabendo que é quase assim todos os anos.

Claro que quando chove menos, os "jardins selvagens" ficam um pouco mais pobres, porque as plantas são iguais a todos os seres vivos, há algumas de maior sensibilidade, que precisam mais de água que outras...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 26, 2018

O Dia Seguinte...


Acho que as pessoas fingem acreditar no grito que deram ontem, em uníssono, o habitual "Abril Sempre!"

Digo isto porque fazem muito pouco para que este mês (e os outros...) seja mais que uma boa memória.

Eu sei que não é de agora. Toda esta "liturgia televisiva", que nos quer levar até ao esquecimento, com a oferta de anestesiantes constantes, começou logo em 1976, primeiro com alguma timidez, e também com a utilização de vários disfarces. 

Foi por isso que nem foi preciso esperar muito tempo para que o "poder" voltasse para as mãos das famílias que mandavam no país a 24 de Abril, com a brandura e a vénia dos "democratas" que cerravam fileiras nos partidos de poder (PS, PSD e CDS). 

Mas os "donos disto tudo" foram ainda mais longe, agradecidos, trouxeram-nos para a sua "corte", com os escândalos e roubos que todos conhecemos e pagamos... 

Claro que para o ano, gritamos novamente em uníssono, o habitual "Abril Sempre!"

(Fotografia de Luís Eme - esta imagem não aparece aqui por acaso, durante este tempo tivemos um governante que fingia que não era político e esteve no poder durante 20 anos, e ao mesmo tempo que condecorou dois antigos inspectores da PIDE, "esqueceu" e ignorou o nosso herói maior da Revolução de Abril...)

quarta-feira, abril 25, 2018

Almada Cantou "Abril Sempre" com os Xutos


Almada voltou a ter a música como grande atractivo da Festa da Liberdade. Começou ainda a 24 com Gisela João (mas o fado perde tanto em espectáculos de massas...), depois escutámos um coro, infantil e juvenil, que cantou a nossa Grândola, o cântico da liberdade da autoria do nosso maior poeta-cantor,  o inesquecível Zeca Afonso.

Mudou-se a página do 24 para 25 com o tradicional fogo de artífico... e depois veio o grande concerto da noite, com a única verdadeira banda de rock portuguesa, os "Xutos e Pontapés".

Os largos milhares de pessoas que inundaram as praças S. João Baptista e da Liberdade (não me lembro de as ver com tanta gente...), saíram satisfeitas, porque o Tim, o Kalu, o Cabeleira e o Gui, continuam em grande (mesmo sem o carismático Zé Pedro...) e ofereceram aos almadenses um concerto inesquecível.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 24, 2018

Pensar no 24 de Abril...


Infelizmente, não há muito tempo, estivemos mais próximos que nunca, do 24 de Abril. Foi quando tivemos um primeiro-ministro a mandar os nossos jovens para fora (e muitos tiveram mesmo que ir, para conseguir um trabalho...).

Eu escrevi um poema e tirei uma fotografia (encenada, em que o actor é o meu filho, que se as coisas não tivessem mudado para melhor, bem poderia também ter de partir), que fizeram parte da minha exposição de fotografia com poesia, "Cravos da Liberdade" de 2014...

Abril Floria


Fazias as malas
enquanto lá fora ABRIL FLORIA.
Sabias que não havia
lugar para ti neste país
onde se continua a fingir

que se vive em democracia…

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 08, 2018

Os Homens, a Justiça e a História...


Como era previsível, a prisão de Lula da Silva, antigo presidente do Brasil e líder histórico do Partido dos Trabalhadores (PT), foi transformada em "telenovela", com a exploração habitual das emoções dos apoiantes e dos quase inimigos (percebe-se pelas entrevistas a populares, que ele consegue despertar o melhor e pior que nos caracteriza como humanos...).

Como a maior parte das pessoas de esquerda, tenho simpatia pelo antigo sindicalista e presidente, por ter transformado o Brasil num país mais justo, ao mesmo tempo que o transformava numa potência económica emergente, nas américas.

Além de ter fechado os olhos a muitas "negociatas", protagonizadas pelos seus companheiros do governo e do partido, é provável que também tenha sucumbido à habitual troca de favores - geralmente são sempre bastante tentadores -, pelo poder económico. Ou seja, as acusações podem fazer sentido. 

Mas não esqueço que o Brasil é um país especial, basta ver a forma como Dilma Rousseff foi afastada da presidência, num processo mais político que judicial, pouco provável num país com uma democracia plena. Segundo os especialistas, as acusações que o condenaram a uma pena de 12 anos e que o levaram agora à prisão, no nosso país não teriam consistência suficiente para o colocarem atrás das grades...

Mas o que me choca mais é a perseguição e o ódio de que é vitima. Isso só prova que deve ter retirado privilégios e poder a muita gente das classes mais favorecidas.

Há quem compare Lula a Sócrates, mas eu acho que não existe qualquer comparação possível, quer pelos seus passados quer pelos seus presentes. A única personagem da nossa história recente de que encontro alguns traços de proximidade, é Otelo. Sobretudo pela sua aparente ingenuidade e generosidade.

(Fotografia de Autor Desconhecido)

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Parque da Paz

Se há um lugar em Almada, que me enche de orgulho, é o Parque da Paz, o pulmão verde da Cidade, que vi nascer, crescer e tornar-se um lugar aprazível, para todos os que gostam do contacto com a natureza. Podemos andar, correr ou ficar por ali, parados, na relva ou nos bancos, a ver o tempo passar...


E sim, é uma das boas Conquistas de Abril e do Poder Local. Sem sombra de dúvida.

(Fotografias de Luís Eme - frescas, de hoje de manhã)

sexta-feira, janeiro 26, 2018

Um Grande Livro de Miguel Carvalho


Acabei de ler "Quando Portugal Ardeu", da autoria do jornalista Miguel Carvalho da "Visão".

É um grande livro (curiosamente também pelo número de páginas, mais de quinhentas...), que, como o sub-título indica, fala-nos das histórias e segredos da violência no pós-25 de Abril, dos incêndios a sedes de partidos de esquerda (quase sempre do PCP...), dos atentados bombistas, que ceifaram mais vidas do que eu imaginara...

Além de estar muito bem escrito (tem também a acção e dinâmica capaz de nos prender às suas páginas do inicio ao fim), oferece-nos inúmeros documentos e testemunhos inéditos, com várias entrevistas a alguns protagonistas desse Verão que aqueceu muito mais a Norte que a Sul.

O jornalista Miguel Carvalho, ao jeito de reportagem, fala de tudo e de todos, relatando o que de mais importante (e grave) se passou, sem ocultar os nomes das pessoas que estiveram envolvidas, em ambos os lados da barricada.

Eu tinha onze, doze anos, quando aconteceram todos estes acontecimentos. Morava nas Caldas da Rainha, uma cidade pacata e conservadora, onde nunca se sentiram os "calores" da Revolução (eu pelo menos nunca dei por eles...). Desses tempos recordo as histórias das "mocas" de Rio Maior - provavelmente devido à relativa proximidade - e pouco mais.

Sabia que a ignorância das pessoas era explorada pela igreja e pelas grandes famílias, através de mentiras quase infantis sobre o comunismo (a famosa injecção atrás da orelha dos velhos, assim como os infanticídios...), mas sem ter a noção da gravidade da perseguição que foi feita, com a morte de vários inocentes, que estavam no local errado, à hora errada...

Sabia do envolvimento da Igreja (o famoso cónego Melo ficou quase tão conhecido como a Sé de Braga...), com a extrema direita  (quase tudo gente ligada ao antigo regime, muitos estavam em Espanha...) do ELP e do MDLP, mas não imaginava por exemplo, que nestes núcleos havia mesmo quem sonhasse com uma espécie de  "restauração" a Norte de Rio Maior, apesar de saber que o general Pires Veloso tinha sido alcunhado como o "vice-rei do Norte"...

Recomendo este livro a todos aqueles que se interessam pela nossa história recente.

quarta-feira, dezembro 13, 2017

Os Tempos da História e dos Homens...


Um amigo, Capitão de Abril, convidou-me hoje para almoçar e assistir à conversa / debate com o Comandante Almada Contreiras, na sede da Associação 25 de Abril, da série, "ESTÓRIAS... Do e Com ABRIL (Capitães)".

Além da excelente intervenção do convidado (ilustrada com alguns aspectos pitorescos...), que teve como foco principal a preparação da Revolução de Abril e dos acontecimentos que a precederam (onde teve um papel importante como responsável pelas comunicações), foi muito bom ouvir outras vozes que viveram todos aqueles acontecimentos, que o questionaram, mas que também tentaram clarificar algumas "nebulosas", que ainda permanecem bem vivas (especialmente sobre vinte e cinco de Novembro...), como foi o caso de Pezarat Correia, Martins Guerreiro ou Otelo Saraiva de Carvalho, entre outros "Capitães de Abril". 

Foi por isso que foi bom ouvir o coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, falar na organização de um encontro / debate sobre o 25 de Novembro de 1975, para que existam aproximações à verdade dos acontecimentos, o que tem sido difícil, porque continuam a existir, pelo menos, duas versões dos acontecimentos, uma dos "derrotados", outra dos "vencedores"...

Todas estas contradições que ainda se mantêm, são reveladoras de que 40 anos é muito pouco tempo na história dos países...

(Óleo de René Magritte)

segunda-feira, novembro 27, 2017

As Mulheres Assassinadas e as Forças de Segurança


Eu tinha pensado escrever esta semana sobre a forma como nos relacionamos com as mulheres e vice-versa, mas o artigo que a Fernanda Câncio publica hoje no Diário de Notícias (Mulheres Mortas), "cortou-me o pio". Artigo que aconselho todas as pessoas a lerem.

A Fernanda relata um caso, um dos mais graves que li, e que me tinha passado ao lado, pelos menos com todos estes pormenores. O que me choca mais é a conivência das forças de segurança e autoridade (GNR), que se limitaram a assistir a um assassinato, sem esboçarem um só gesto para defender a vítima de maus tratos e a filha.

É quase um lugar comum dizer que é mais que tempo de mudar, que é uma vergonha a forma como alguns agentes de autoridade tratam todos estes casos, sendo coniventes (e até co-responsáveis) por muitas das mortes que têm ocorrido nos últimos anos, por tratarem ocorrências graves de violência doméstica com uma ligeireza incompreensível. 

Será que ainda não perceberam que o país mudou, assim como as leis e a sociedade? É que a Revolução de Abril aconteceu há mais de 43 anos....

(Óleo de Michael Malm)

terça-feira, abril 25, 2017

The Gift: Um Grito de Liberdade em Abril e em Almada

Hoje, neste dia que continua a ser festivo e a ter cravos em abundância, apetece-me escrever sobre o espectáculo que os "The Gift" deram em Almada, no começo da madrugada.

Todos eles são excelentes como criadores e como músicos, mas a Sónia Tavares supera tudo com a sua voz única, ao qual junta uma entrega, uma simpatia e uma presença, extraordinárias. Interpreta de forma magnifica o papel de "verdadeiro animal de palco".


Foi um excelente grito de liberdade do nosso único grupo que me dá a sensação, que se não fosse português, já tinha feito uma enorme carreira internacional.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, novembro 28, 2016

Revoluções e Palavras em Novembro

Falava-se do 25 de Abril por ser 25 de Novembro.

No início eram quase a "antítese" (o céu e o inferno), mesmo que na mesa estivesse alguém que tinha feito parte deste último movimento, que apenas queria devolver a democracia ao país, acabar com os exageros cada vez mais perigosos, de tantos esquerdistas agrupados em mil e um partidos, que tanto poderiam ser maoistas, como marxistas e leninistas. As amplas liberdades deram-lhes a possibilidade de andarem armados (também em parvos, mas andavam mesmo com armas de verdade). Habituaram-se a ocupar tudo o que parecesse vazio, sempre em "nome do povo" (que costas tão largas que tu sempre tiveste...).

Foi então que a memória os recordou desses tempos cheios de "polícias" (quase todos gadelhudos e com barba revolucionária...), que tiveram o seu auge no dia 28 de Setembro, um dos dias em que puderam virar quase de pernas para o ar todos os carros que lhes apareceram à frente...

Eu sabia que o 25 de Novembro não tinha sido feito para que tudo voltasse a ser como dantes. Para que as famílias exiladas no Brasil e em Espanha regressassem com vontade de "reconquistar" os seus impérios nacionalizados (o que acabou por acontecer, mais ano menos ano...), ao mesmo tempo que se fingiam "vitimas" e pediam indemnizações milionárias ao Estado (e não é que alguns as receberam mesmo?).

Entretanto voltei ao presente. 

E não é que dois dias depois das "iscas" o "melhor administrador de bancos deste país" (só pode ser isso ou algo parecido...) pediu a demissão. 

Um homem passeava na rua com uma folha que parecia um mapa e que abria aqui e ali, para mostrar que fulano era filho de beltrano e neto se sicrano. Talvez por um mero acaso, lá voltavam as velhas famílias, que sempre se "governaram bem" neste país, ora disfarçados de banqueiros, ora de empresários, e sempre "de sucesso!", à baila...

E eu fiquei a pensar que mais importante que saber de onde tinham vindo tantos ministros, secretários de estado, deputados e gestores, com nomes que eram tão familiares a Salazar, era o que tinham feito para chegar até aqui...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 26, 2016

Os Campos Verdejantes da Beira

Passei este fim de semana - que recebeu mais um dia de "borla" em nome da Liberdade -, na Beira Baixa.

Gostei de ver os campos floridos e cheios de água.

É bom sinal para a agricultura e para a pastorícia da região que  nos oferece, entre outras coisas, tão bons queijos de cabra e ovelha.

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 25, 2016

Abril Sem Idade


ABRIL SEM IDADE

Abril é um poema sem idade
Que invade o sonho dos poetas
E lhes lembra a Praça da Liberdade
Que encontraram de portas abertas

Fizeram da praça uma canção
Que percorreram de mãos dadas
Com o povo e as forças armadas
Dando vivas à Revolução

 Saudaram os capitães-coragem
Erguendo um cravo encarnado
E gritaram de punho fechado
- Já chega de malandragem!

Apesar dos anos passados
Continuam na Praça da Liberdade
E exclamam encantados,
Abril é um poema sem idade!

Luís [Alves] Milheiro


sexta-feira, abril 15, 2016

Um Dia de Muita Água

O dia ainda não chegou ao fim e já nos ofereceu água suficiente para trazer por alguns momentos os ribeiros, os rios e os lagos à cidade. Eu sei que até o tempo dela, pelo menos se seguirmos à letra a sabedoria popular que nos diz que Abril é o mês das águas mil.

Durante o almoço circulei por algumas ruas que ficaram com o alcatrão submerso. Embora conduzisse devagar, "dei banho" a pelo menos um senhor. O mais grave é que era provavelmente um bom samaritano, que estava a querer limpar uma sarjeta. 

O Sol apareceu aqui e ali, quase armado em político, a querer dizer que o dia nem estava tão mau como se pintava por aí (e aqui...). E com vontade de nos lembrar o bem que esta chuvinha faz às hortas e aos rios.

Esta fotografia tem minutos, foi tirada na estrada da "Boca do Vento", com o S. Pedro a querer dar mais um grito, que ainda era normal ouvir no século XIX: 'Aí vai água!»

(Fotografia de Luís Eme)