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domingo, setembro 30, 2018

Reflexões Leves neste Fim de Setembro Quente...


Já tínhamos percebido (mais para o mais que para o menos...), mas este ano ficámos sem qualquer dúvida que a estação de Verão precisa mesmo de ajustes. Se olharmos para as temperaturas de Maio a Setembro, contamos com cinco meses de roupas mais leves, banhos no mar e a possibilidade sempre agradável de olhar o mundo pelas esplanadas...

Quem fica a perder é a Primavera e o Outono (embora também floresça mais cedo e desde Agosto que se assiste à queda de folhas...).

Está tudo a mudar, e sem darmos por ela, estamos todos a ficar "apanhados do clima", como diz o Valdemar, cada vez melhor no seu inglês de praia, porque as "garles" de pele clara, andam por cá, quase de Janeiro a Janeiro...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 20, 2015

«Os espelhos nunca nos dizem tudo.»


Quando a Rita disse: «Somos mesmo fruta do tempo», olhámos-a e ficámos à espera de qualquer pista, sem sabermos muito bem o que viria a seguir.

Foi então que ela apontou para as nuvens cinzentas que andavam a cirandar por cima de nós e a ameaçar-nos com uns baldes de água. 

Continuou enigmática e acrescentou que «Os espelhos nunca nos dizem tudo.»

O Adriano sorriu e respondeu-lhe: «Depende dos espelhos e depende dos olhares. Se andarmos por aí, distraídos podemos esquecer quase tudo, até este céu que gosta de usar os nossos olhos como reflector.»

A Marta que não é mulher de falar, é mais de ouvir, sorriu enquanto  amaldiçoava o Inverno que estava quase a chegar e ela sem poder hibernar. deixando-nos também a sorrir com a sua frase quase sincera: «Se pudesse ia embora para uma toca qualquer e só voltava na Primavera...»

Mais uma vez reparei nas diferenças quase evidentes entre o masculino e o feminino, na nossa elementar distracção e facilidade de viramos as costas a estes pequenos contratempos, como é o caso de um céu carregado de nuvens...

O óleo é de Carolyn Pyfron.

domingo, setembro 06, 2015

Setembro é Isto...


Este quadro de Henri Lebasque  simboliza muito o mês de Setembro.

Dias mais curtos e ventosos, sombras bem mais frescas e noites a pedirem camisolas e calças nos passeios que ainda se fazem, pelo menos ao fim de semana.

Apesar da sua beleza, com dias azuis, surge com mais facilidade algum desanimo, como o evidenciado pelo rapaz, de mãos nos bolsos e camisola de mangas compridas. Porque não há como mudar o tempo (máquinas com viagens pelo passado ou futuro só nos filmes...).

terça-feira, abril 14, 2015

O Teu Jardim com Memórias


Ninguém diria que tinhas um jardim tão bonito dentro da cidade.

Gostei de passear dentro desse quase segredo centenário que continua a ser "guardado" como uma verdadeira jóia de família.

Percebi que nem precisava de ter flores exóticas (tem sim roseiras de quase todas  as cores...) para ser tão amado.

Disseste-me que aquela jardim tinha sido uma "invenção" dos homens da casa. Não achei estranho. Acabei por acrescentar que o meu avô materno também tinha muito orgulho no seu jardim. Era bonito e invejado por todos aqueles que passavam pela nossa rua de Salir de Matos, aos domingos de manhã, a caminho da missa, vindos de outras aldeias.

Era quase um terreno sagrado. Eu e o meu irmão (conhecidos pelo cão e o gato, quase sempre em eternas correrias um atrás do outro...) evitávamos "batalhas" naquele lugar, que aprendemos a amar, provavelmente por gostarmos do avô...

O óleo é de Joseph Kleisch.

sexta-feira, março 20, 2015

Tanta Coisa Para Dizer


Dizem que hoje chegou a Primavera, não sei se é totalmente verdade (neste momento lá fora o céu está a escurecer...).

Mas isso também não é o mais importante, pode chegar amanhã ou depois. É preciso é que chegue e fique por uns tempos.

E que traga na sua mala, entre outras coisas, dias maiores e mais prazenteiros. Sei que havia tanto para dizer sobre esta prima, mas fico-me por aqui, só a pensar nas mudanças nos campos...

O óleo é de Guiseppe Muscio.

sábado, fevereiro 21, 2015

É Quase, Quase, Verão...


A meio da manhã começa a estar de tal forma agradável, que até chegamos a pensar que o Verão já anda a querer bater à porta.

Claro que é um exagero, mas caminhamos mesmo para um tempo de quase só duas estações (as mais duras e fortes...), o Inverno e o Verão, que conseguem, com a maior das facilidades, meter o Outono e a Primavera no bolso...

Sei que é tudo passageiro, ainda falta a "estação das chuvas", mas que conseguimos desequilibrar a "máquina do tempo", lá isso conseguimos.

Mas já quase todos estávamos a precisar de um calorzito...

O óleo é de Linda Pochesci.

quarta-feira, abril 24, 2013

As Flores de Abril


Ela sabia que as flores da Revolução, as flores de Abril, eram encarnadas e eram cravos...

Mesmo assim escolheu umas coisas amarelas, bonitas, que eu nem sequer sabia o nome, mas que não eram cravos.

Perguntei-lhe porque razão tinha comprado aquelas flores e não cravos. Disse-me com sorriso, que eram as mais bonitas.

Ainda acrescentei que estávamos em Abril. Ela disse que sim, mas também estávamos na Primavera, a estação de todas as flores e cores...

Olhei para a jarra e fiquei por ali em silêncio, uns segundos, antes de pegar num livro e partir para outros lados.

Não voltei a falar de flores com ela, até porque ela tinha razão, a Primavera não fazia qualquer tipo de distinção entre plantas, dava-lhes cores e perfumes diferentes, mas a beleza continuava lá...

Quando saísse à rua comprava cravos e colocava-os numa outra jarra...

O óleo é de Jean Pierre Gilret.

sexta-feira, novembro 02, 2012

Este Ano Parece que Temos Inverno


Este ano parece que temos Inverno.

E não é um Inverno qualquer, até trouxe a estação das chuvas, que tem andado por outras bandas nos últimos tempos.

Eu sei que provavelmente daqui a quase nada, já estamos fartos da água que escorre do céu, de andar de chapéu aberto pelas ruas, a fintar as poças de água.

O óleo é de Diana Garcez de Marcelia.

sábado, outubro 20, 2012

A Merda do Outono


«Num só dia, hoje, comecei a ler Al Sur De Los Párpados, o terceiro romance que escreveu o Enrique Vila-Matas, terminei um conto com o qual andava engalfinhado há semanas, comprei uma garrafa de Jack Daniel's e ouvi a chuva metralhando o empedrado da praceta — a merda do Outono, enfim. Também me lembrei de dois amigos doentes, um dos quais já nada deve ser capaz de salvar (não existem milagres, não existem milagres, se existissem milagres ele não adoeceria e viveria para sempre). Vai muito provavelmente morrer sem que nos voltemos a ver nem a falar, deitado numa cama de hospital, sedado, quando devia estar a trabalhar nos seus poemas melancólicos, a rir, a contar longos episódios domésticos, a escrever crónicas sobre os desmandos do país (e logo agora, quando mais precisamos dele). Não nos veremos e não há nisso mal nenhum. Quando me lembro dele, sempre que me lembrar dele, terá os olhos franzidos num sorriso amável ou de troça, e estará ainda a desculpar-se por não me ter ainda mandado um texto qualquer que prometeu e até está na desktop do computador, para ele não se esquecer. Não faz mal. Não tenho pressa. Vou continuar à espera do texto, de que se ponha bom e possa voltar a falar ao telefone, para me perguntar pelo meu filho e me contar coisas de serralheiros e mulheres da limpeza, se li este livro ou aquele, e a dizer-me frases do Stendhal sem ser por nada.»

Este belo texto foi escrito e publicado por Manuel Jorge Marmelo, no seu blogue, "Teatro Anatómico". Foi através dele que percebi que Manuel António Pina estava muito doente. 

Aproveito esta oportunidade para homenagear o grande poeta do Norte, mas também o autor desta crónica tão expressiva, um dos jornalistas despedido pelo "Publico", no despedimento colectivo que não é mais que a morte anunciada de um dos melhores jornais portugueses. 

Como ele tem razão. O Outono tem a sua beleza, mas para alguns de nós, não deixa de ser uma merda, pelo que se perde...


O óleo é de Ian Ledward.

quinta-feira, outubro 18, 2012

A Paixão e a Curiosidade pelo Outro


A paixão e a curiosidade pelo outro pode levar algumas pessoas a terem atitudes que podem no mínimo soar a doentias.

É o caso do Maurice, que todas as manhãs sai de casa e se senta num banco rente a qualquer estação de transportes, onde fica uma boa meia hora a olhar quem passa, para lá e para cá. Olha como se fosse um fotógrafo, mesmo que se tenha esquecido da máquina, ou um pintor, sem pincel e tela.

Vê de tudo, gente que caminha a várias velocidades, que olha quase sem ver, gente bonita, gente feia, uns que saíram de casa como se fossem a qualquer festa, outros que  preferem acompanhar um enterro.

A sua estação preferida é a das barcas, no Cais Sodré, apenas porque tem no Tejo, a um dedo de distância, um elemento que desequilibra qualquer balança.

Quando regressa a casa está de cara feliz, pronto para escrever sobre as pessoas que olhou e desconhece. É por isso que se vê obrigado a arranjar-lhes vidas novas nas suas histórias de papel,  sem querer inventar nada.

O óleo é de Sérgio Cerchi.

terça-feira, setembro 18, 2012

Verão até ao Inverno


Com todas estas mudanças climáticas, cada vez mais agudizadas, até parece que passámos a ter apenas duas estações, Verão e Inverno. O Outono e a Primavera apenas dão uns ligeiros ares da sua graça. 

E nos últimos anos quem tem conquistado mais espaço  é o Verão. 

Quase que é Verão de Março a Outubro...

Mesmo assim tenho pensado que 2013 é capaz de ser um ano de muita água (sem ironia, sem pensar em políticos...), de barragens a transbordar, e de cheias, para variar.

Talvez até tenha de comprar umas galochas...

O óleo é de Laine Kainaize.

quinta-feira, abril 05, 2012

A Páscoa é uma Mulher


Colocando de parte a religiosidade da quadra, tal como todas as tradições seguidas de Norte a Sul, olho para a Páscoa sobretudo como uma mulher florida.

Este pensamento acabou por ser concretizado como texto, graças ao encontro feliz com este óleo de Jean-Claude Desplanques.

quarta-feira, outubro 26, 2011

O Outono Não Veio


O Outono, conhecido como a meia estação, este ano não veio, pelo menos com o seu requinte habitual. Não houve espaço sequer para prepararmos as roupas quentes, quanto mais para a nostalgia das folhas caídas...


Embora seja uma estação bonita, com as folhas a pintarem os jardins e os seus caminhos de castanho dourado, sempre a achei triste.

Pior que o Outono, só mesmo o Inverno.

Embora goste da cor cinzenta, não há nada como o céu azul, para começar bem o dia...

quinta-feira, agosto 25, 2011

A Estação Oriental do Saldanha


Uma das coisas que me irrita quando apanho o metro até ao Campo Pequeno, é ter de mudar de linha duas vezes, apesar do percurso ser relativamente curto.


Foi por isso que no "regresso a casa", decidi apanhar a linha vermelha no Saldanha e mudar apenas uma vez de linha, na Alameda.

Nunca tinha descido até à "Estação Oriental do Saldanha" e foi uma decisão feliz. Encontrei um espaço muito agradável, com frases e desenhos (muito Almada...), que chamam a atenção ao transeunte mais distraído. como esta que fotografei...

terça-feira, julho 12, 2011

«Os Barcos Morrem Quase Sempre de Pé.»


O velho pescador disse que os barcos que chegavam a velhos morriam quase sempre de pé, mesmo quando eram abandonados na areia, entregues ao frio do Inverno e ao calor do Verão.


Incapaz de contrariar a sabedoria do homem do mar, fiquei em silêncio, embora me lembrasse dos barcos que morriam de pernas para o ar, que os donos viravam ao contrário para todo o sempre.

E eu sabia que havia um pouco de tudo no "cemitério de barcos" da lagoa.

Claro que ele deveria ter na mente uma qualquer alegoria que não percebi, por não pertencer aquele mundo de gente salgada pela vida.

O óleo é de Jaume Laporta.

terça-feira, abril 05, 2011

Um Dia Quente e Salgado


Não sei se vai estar mau tempo no canal, sei apenas que dias como o de hoje, tomados pelo sopro quente dos desertos do Sul, transportam sempre algo de estranho e pouco agradável no ar.

Ainda por cima sinto que Abril gosta de ser Primavera, não precisa, nem quer ser Verão.


Não sei se é chuva ou tempestade que vem aí, mas coisa boa não deve ser.


Gosto muito mais do mar primaveril, com a maresia fresca e agradável, distante deste "braseiro" fora de tempo.


O óleo é de Philippe Vercelloti.

segunda-feira, março 21, 2011

Primavera com Poesia e Árvores

21 de Março já era uma data especial, por ser o começo da Primavera, a mais bela e sedutora, de todas as estações em que se divide o ano.
Agora é também o "Dia Mundial da Poesia" e o "Dia Mundial da Floresta", ou seja, uma bela oportunidade para se ler um poema (mesmo que seja em casa...) e também para plantar ou simplesmente abraçar uma árvore.

domingo, janeiro 16, 2011

«Deus dá com uma mão e tira com a outra.»

Ninguém estava à espera que a Rita sintetizasse as diferenças do mundo com uma simples frase.

Frase dita de uma forma irónica e com um sorriso nos lábios. Percebia-se que Rita aceitava as regras do "jogo da vida", que nos eram impostas, por alguém que nunca dava a cara, pelo menos de uma forma visível, mas não em silêncio.

O mais curioso foi ter sido o frio e a humidade a convidarem o Verão para se juntar à mesa...

Tudo começou com uma conversa simples sobre o facto da roupa não secar no estendal, com este tempo, mais inglês que português. Todos sentiam a falta do "Deus-Sol", por coisas tão simples como abrir as janelas de par em par.

Depois vieram outras comparações. Mas a melhor de todas foi a da Rita. Depois de falar das saudades do mar e da praia, disse que num planeta normal não devia ser permitido alguém gostar do Verão e do mar e ter a pele branca, povoada de sardas e de cabelos ruivos.

Sem perder o sorriso disse a tal frase-chave: «Deus dá com uma mão e tira com a outra.»

Rita tem toda a razão. E Deus, entre outras coisas, é um brincalhão...

O óleo é de Eva Navarro.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Afinal são Namorados...

Quando me preparava para sair de casa e levar a minha filhota à escola ela olhou a janela e disse-me:

- Está nevoeiro.
- Pois está. - respondi eu, acrescentando - e humidade.
- Não sabes que sempre que está nevoeiro, há humidade?
- Sei, eles até são primos.
- Não são nada, são namorados.
- Namorados? Boa.
Para acabar a conversa, ofereceu-me um sorriso daqueles óptimos para começar o dia.

Estamos sempre a aprender, especialmente com as crianças. E de facto o nevoeiro é masculino e a humidade feminina...
O óleo é de Pere Ventura Júlia.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Manhã em Tons Nocturnos

O dia tem estado tão estranho.

A meio da manhã fiquei com a sensação que estava a anoitecer.

O Sol anda a brincar às escondidas com as nuvens e de vez enquanto deve-lhes espetar uma "alfinetava" e chove uma chuva manhosa como o tempo.

Este Outono já é mais Inverno que outra coisa...


A fotografia quase pintura é de Zravko Mandic.