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domingo, agosto 05, 2018

Coisas Pouco Compreensíveis...


Desde sexta-feira que a Serra de Monchique arde. 

O combate ao fogo não só não tem conseguido os resultados desejados, como 48 horas depois, atingiu-se o seu ponto mais crítico, com a aproximação do incêndio à Vila e com a destruição de várias casas.

Este é mais um exemplo do pouco que se tem feito no nosso país, se ignoramos a limpeza  de algumas matas e pinhais e o reforço de meios, quase forçados pelas mortes de 2017.

Em 2003 ardeu quase 90 % da área florestal da Serra de Monchique. Em 2010 a Serra voltava a ser notícia como um potencial "barril de pólvora". E em 2018 é o que todos assistimos, via televisão...

Faz-me confusão que a Serra continue a ser tão vulnerável e tão inacessível, que não se tenham criado, por exemplo, mais "corta-fogos" (asseiros...) e caminhos, para evitar novas tragédias, como a que está a ocorrer neste momento...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, agosto 29, 2017

A Natureza é Cá uma Coisa...

As piores perspectivas concretizaram-se... Não me lembro de ver a Barragem da Idanha-a-Nova com tão pouca água, como neste Agosto maldito.

Nesta fotografia (que é quase no mesmo lugar onde tirei a outra... a paisagem estava de tal forma alterada, que tive dificuldade em fazer o registo no mesmo local), onde agora está o carro, em Abril, ficaria submerso...

Em quatro meses tanta coisa que mudou. A natureza é cá uma coisa...

sexta-feira, março 20, 2015

Tanta Coisa Para Dizer


Dizem que hoje chegou a Primavera, não sei se é totalmente verdade (neste momento lá fora o céu está a escurecer...).

Mas isso também não é o mais importante, pode chegar amanhã ou depois. É preciso é que chegue e fique por uns tempos.

E que traga na sua mala, entre outras coisas, dias maiores e mais prazenteiros. Sei que havia tanto para dizer sobre esta prima, mas fico-me por aqui, só a pensar nas mudanças nos campos...

O óleo é de Guiseppe Muscio.

quinta-feira, março 21, 2013

A Poesia, as Árvores e a Vida


Hoje é dia de poesias, mas também de árvores, que nem sempre amamos como devíamos, ou seja, como elementos fundamentais para as nossas vidas.

Estava indeciso, não sabia bem que poema deixar aqui... até me decidir pela "Rua Direita" do meu amigo Orlando Laranjeiro, poeta de Almada e do mundo...


Rua Direita

Minha rua, minha paixão
Minha infância, meu passado
Rua do meu coração
Meu caminho recordado

Eras linda calcetada
Alegre e escorregadia
Hoje estás alcatroada
Estás mais escura e mais fria

Foste rua de esperança
Passeio de namorados
Olhos vivos de criança
E encontro de reformados

Foste palco de cegada
Desfile e manifestação
Menina bonita d’Almada
E passagem de procissão

Rua da fraternidade
De peditório e funerais
Anseio de liberdade
E berço de ideais

Sede de colectividades
Escola musical
Centro de rivalidades
E referência cultural

És a testemunha viva
Dos feitos que Almada encerra
És a memória colectiva
Do povo da nossa Terra

E mesmo que ultrapassada
Velha, suja e estreita
Não há avenida em Almada
Que valha a rua Direita.

O óleo é de  Nicolas Curmer.              

terça-feira, janeiro 22, 2013

Quando as Árvores Decidem Morrer Deitadas


Um dos aspectos mais tenebrosos destes dias de vendaval, foram as muitas árvores que se deixaram derrotar e decidiram morrer deitadas, contrariando o velho hábito de se despedirem da vida de pé.

E tanto posso falar das árvores centenárias da Serra de Sintra, do Parque das Caldas da Rainha e de tantos outros lugares quase paradiziacos, como de árvores produtivas como as oliveiras, laranjeiras ou pereiros, que também não aguentaram as tropelias do tempo.

O óleo é de Z. Z. Wei.

terça-feira, julho 24, 2012

Brincar com Coisas Sérias


Há pelo menos uma dúzia de anos que os nossos governantes e os responsáveis pela protecção civil andam a brincar com coisas sérias, fingindo ignorar os prejuízos causados pelos incêndios de Verão, ano após ano.

Como de costume o que se passou na Serra do Caldeirão não terá grandes consequências, talvez role uma ou outra cabeça, na "farsa" a que já estamos habituados, para que tudo fique na mesma. Mas é triste que para alguns "teóricos" as reuniões estratégicas sejam mais importantes que o combate aos incêndios no terreno, mesmo quando estão casas e populações em risco. 

Quando fui para o Sul, para fugir aos "chupistas" da Via do Infante, percorri uma estrada secundária, passando por Loulé e São Brás de Alportel, tendo ao meu lado esquerdo tudo o que agora ardeu. Imagino como tudo ficou, em vez do verde, surge agora um cinzento, quase mortifero, que arrepia qualquer pessoa normal.

Quando vim para cima, também fugi das estradas taxadas e aproveitei para visitar as Minas de S. Domingos, entre outras terras perdidas no interior alentejano.

Achei estranho, que até nestas regiões, pobres em água, proliferassem tantos eucaliptos.

Mesmo que a indústria da celulose seja muito poderosa e chefiada por alguns barões do poder, é tempo de dizer basta, apesar da sua vontade de continuar a rearborizar o país com estas árvores, boas para secar tudo à sua volta e lhes encher os bolsos.

Para quando a tal reordenação do território, prometida, ano após ano, que aposta na diversidade e na riqueza ambiental?

O óleo é de Rob Evans.


terça-feira, junho 12, 2012

Dias Vivos


Gosto destes dias em que o vento sopra, em que se sente que há vida à nossa volta, até conseguimos ouvir as árvores a falar...

É como se nos falassem da revolta que sentem pelas atrocidades que lhes fazemos. Até o rio ganha ondas e som, como se fosse um mar pequenino.

Gosto muito de sentir o pulsar da natureza.

E claro, também gosto de ver os teus cabelos ao vento...

O óleo é de Yigal Ozeri.

domingo, junho 03, 2012

Lisboa dos Jacarandás, dos Pombos e de Outras Coisas Mais


Hoje apeteceu-me ir a Campo de Ourique, com passagem pelo Jardim da Estrela.

Gostei de ver o Jardim bem cuidado e cheio de gente, de todas as idades, assim como dos jacanradás, que rodeavam a Basílica da Estrela.

Acabei por descer pela Lapa até São Bento, onde tirei esta fotografia, a quase um palmo de um pombo que insistiu em ficar na fotografia, sem deixar de me mirar...

segunda-feira, março 21, 2011

Primavera com Poesia e Árvores

21 de Março já era uma data especial, por ser o começo da Primavera, a mais bela e sedutora, de todas as estações em que se divide o ano.
Agora é também o "Dia Mundial da Poesia" e o "Dia Mundial da Floresta", ou seja, uma bela oportunidade para se ler um poema (mesmo que seja em casa...) e também para plantar ou simplesmente abraçar uma árvore.

domingo, outubro 24, 2010

Sinais de Outono

Há cada vez mais sinais de Outono à nossa volta.

No começo da manhã e ao fim da tarde já se notam diferenças na temperatura, somos obrigados a vestir um casaco ou uma camisola para nos protegermos do frio.


Mas onde se notam mais os sinais de Outono, é nos campos, com as folhas das árvores a ganharem tonalidades entre o dourado e o castanho, ao mesmo tempo que começam a esvoaçar com o vento, que também sopra mais forte de Norte e de Sul.

Hoje vi voar e cair a primeira folha a meus pés...


O óleo é de Luís Serrano.

quinta-feira, abril 26, 2007

As Árvores da Minha Terra


As árvores da minha terra são os sobreiros, não os raquíticos sobreiros do Alentejo que até os naturais apoucam, chamando-lhes chaparros, mas árvores fortes, altas, imponentes que três homens, ou até mais, teriam dificuldade de abarcar. Conheço um a um cada sobreiro dos Pereiros e sei o ruído que o vento faz na sua copa no Inverno, quando criava o ambiente fantástico para as histórias da minha avó Rosalina.
Duram vidas e vidas, os sobreiros da minha terra, e o do Vale Frechoso já era adulto no tempo do meu avô.
Pelo solstício de Inverno, mandava a tradição que os rapazes cortassem furtivamente uma grande árvore para acenderem uma fogueira enorme no adro da igreja e para esse auto de fé o meu avô recomendava sempre o sobreiro do Vale Frechoso que ficava na extrema da sua propriedade e lhe ensombrava a horta e prometia-lhes vinho à discrição para aquela noite de festa.
Este foi um dos raros sobreiros mal amados dos Pereiros, mas já então era tão corpulento que se tornou impossível abatê-lo o que o salvou de uma morte certa.
A última árvore sacrificada nesta celebração, um sobreiro, ou uma oliveira, já lá vão setenta anos, desencadeou uma forte repressão por parte das autoridades concelhias que chegaram tarde para evitar o abate, mas ameaçaram prender todos os homens, se a queimassem.
Passou o Natal, estava a chegar o Ano Novo e aquele monte de lenha ali estava no meio do adro á espera de destino! E aquela festa que sempre fora dos homens e principalmente dos rapazes, foi então feita pelas mulheres que, sorrateiramente, lhe deitaram o fogo, com a coragem que àqueles faltou.
Terá sido o último ano em que se celebrou, pelo fogo, o prenúncio do crescer dos dias e o sobreiro do Vale Frechoso lá continuou majestoso, espalhando os seus ramos e a sua sombra num raio de muitos metros, parece que não passa um ano por ele, como se diz aos velhos, quando os revemos.
Que a sorte e o deus das árvores proteja os sobreiros dos Pereiros contra as pragas que estão a matar os chaparritos do Alentejo que, embora feios, magrizelas, raquíticos, têm, como os nossos, o direito de viver e de ser felizes.

Mais um texto de Joaquim Nascimento...