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sexta-feira, setembro 01, 2017

Somos Piores do que Parecemos...


Não me vou deter nas doses (nem medir...) de hipocrisia que nos cercam, da gente com cinquenta caras, capazes de dizer uma coisa agora, e passado um minuto o seu contrário.

Porque onde revelamos realmente o que somos, é nas estradas... por pequenas e grandes coisas. Vou só dar dois exemplos.

Apesar de tudo o que aconteceu no nosso país nos últimos meses, durante os meses de Julho e Agosto vi, in loco, vários condutores, de ambos os sexos, a deitarem beatas acesas pela janela fora. Isso passou-se em autoestradas mas também em estradas nacionais ladeadas de árvores.

Por isso é que nem devia estranhar que o fulano que há minutos se atravessou à minha frente, de carro, numa das ruas da cidade, em vez de fazer um gesto amigável de desculpa, ainda tenha levantado os braços e dito coisas feias, por eu ter buzinado. Talvez ele precisasse de um ringue de boxe para acalmar as fúrias destes dias malditos, mas eu nem por isso... Isso acontece porque o blogue também acaba por ser um "ringue", onde podemos extravasar as "raivas", e nem vou falar do "facebook" e do "twitter", onde já existem "mac gregores" com fartura...

No fundo cada um de nós tem o "ringue" que quer e que merece.

Mas é lixado viver num mundo em que somos piores do que parecemos...

(Óleo de Marcello Dudovich)

quarta-feira, janeiro 27, 2016

O Homem Renascido (Ou Seria um Irmão Gémeo?)


Embora não dissesse nada a ninguém, não conseguia disfarçar a grande pena que sentia de si próprio, por chegar à etapa final sem ninguém. Era por isso que se entretinha a despejar copos de bagaço. Ao quinto começava a chorar como uma "madalena arrependida" e dizia coisas a que já ninguém ligava, muito menos as pedras da calçada.

A primeira vez que reparei nele foi quando o ouvi gritar: «nem a merda de um filho fui capaz de fazer.» Ali mesmo ao lado vi os companheiros de copos a rirem-se e a contarem histórias sobre as mulheres que lhe foram enfeitando a testa. como se ele não estivesse ali presente. Pouco tempo depois ele começou a chorar. Nada que afectasse os outros, que não pararam de rir nem de contar as histórias dos seus desamores, como se estivessem habituados aquele teatro trágico...

Voltei a encontrá-lo mais vezes, sempre com o mesmo registo.

Entretanto deve ter passado um ano e...

Não sei o que aconteceu nem qual foi a cambalhota que deu. Só sei que gostei de o ver de barba desfeita, vestido com uma roupa sem manchas, a beber um café apenas com a companhia de uma garrafa de água...

Talvez fosse outra pessoa. Quase um irmão gémeo.

(Fotografia de Francesc Catalã-Roca)

sexta-feira, janeiro 08, 2016

A Luta Diária pela Sobrevivência


Ontem era para escrever sobre Paris, sobre a Liberdade, sobre o jornalismo... ou seja, iria dizer meia-dúzia de lugares comuns, afastando-me do essencial: a desumanização, cada vez mais evidente, da sociedade.

Podia falar dos casos diários de violência doméstica, mas fico-me pela mãe madeirense que se suicidou, depois de ter envenenado o filho, de apenas onze anos. Depois de ler a notícia sobre este caso descobri que tudo isto aconteceu três semanas após o suicídio do seu companheiro, também por envenenamento.

Quando o caso foi motivo de conversa fiquei em silêncio. Em vez de dizer qualquer banalidade, fiquei a pensar na alteração do estado psicológico da senhora, ao ponto de a levar a fazer o que fez. E o seu quadro social não era para menos. Desempregada, doente com um cancro e depressiva, devia ter a sensação de que era cada vez mais um estorvo para todos. E provavelmente sentiu que o filho mais novo também estava a ser um "peso" para a filha e o genro, que lhe tinham dado abrigo.

Sou incapaz de a culpar do que quer que seja. Aliás, o que me preocupa mesmo é a distracção de toda a gente que vivia à sua volta...

(Óleo de Renato Gattuso)

sábado, dezembro 20, 2014

As Avarias das Máquinas que Já Fazem Parte da Nossa Vida


O meu computador resolveu meter "baixa", pelo que nos próximos tempos vou estar mais afastado do que tinha pensado, da blogosfera. Ou seja, estou com umas férias natalícias antecipadas destes jogos de palavras e de algum convívio, mesmo virtual.
 
Como costuma acontecer nestas coisas, estão por lá muitas coisas importantes, que não guardei no disco externo, porque pensamos que o nosso computador é "eterno". Espero que consigam resistir a esta "imtempéride" e que voltem a respirar, com alegria (principalmente para minha alegria, estão lá três livros inacabados...).
 
 É mais um "balde de água fria" para me despedir serm grandes saudades de 2014.
 
O óleo é de Javad Azarmehr.
 

terça-feira, junho 17, 2014

Esta Coisa Estranha que é a Vida


Devido a um problema físico estou retido em casa.

Isso faz com que não ligue diariamente o computador e esteja de alguma forma mais distante de todos os "mundos".

Do que sinto mais falta é das minha ruas, de poder andar por aí a dizer olá ao mundo...
Mas a vida é esta coisa estranha, que gosta de nos pregar partidas...

O óleo é de Frederic Kellogg.

quinta-feira, maio 16, 2013

«Paneleiros ainda vá que não vá, agora maricas...»


Não fazia ideia que um dos filhos do velho Amaro fosse homossexual.  Provavelmente por nunca ter achado que isso fosse muito importante, nem nunca ter tido grande proximidade com ele. Quem conhecia bem era o irmão, o Duarte.

Naquele momento era esse o tema de conversa na mesa onde me sentei. Diziam que irmão mais novo não lhe falava, pelo menos era o que constava nas redondezas. Pensei que se ele não lhe falava devia ser por outras coisas e não pela sua opção sexual. Opção  assumida, tardiamente, já depois de um casamento falhado e de muitos "enganos", inclusive a ele próprio, como também foi comentado.

Não é uma história invulgar neste país "brando" onde ainda tanta gente se esconde nos "roupeiros" das nossas vidas. Às vezes a vida inteira...

Não gostei dos termos usados pela generalidade das pessoas, para quem o rapaz (com mais de cinquenta anos...) era quase um coitadinho e um "doente", só faltou dizerem que alguém lhe tinha pegado "aquilo".

Fiz um esforço para não me meter na conversa e consegui. Mesmo quando um dos homens lhe fez uma espécie de elogio, dizendo que sempre fora um bom rapaz e que só tinha mesmo aquele "defeito". Ainda acrescentou: «ninguém diz que ele é "rabicholas" (foi esta a expressão utilizada...). Ainda bem que não anda pelas ruas a abanar-se todo nem veste as roupas da irmã.» Provocando gargalhada geral.

O sujeito, muito dono da sua sexualidade, acabou o seu discurso moralista com a frase: «Paneleiros ainda vá que não vá, agora maricas...»

O óleo é de Vladimir Kush.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O Desastre de Viver em Antecipação


Um dia destes dizem-me, «o Jorge morreu». Sei que fico triste, mesmo percebendo que talvez seja a libertação de uma vida demasiado triste e amargurada, de quem tem teimado ser doente a tempo inteiro desde a infância. 

Às vezes penso que o Jorge nasceu com a "morte" colada ao corpo. Fala vezes demais como se a sentisse como uma cicatriz no rosto, como se fosse forçado a encará-la sempre que se vê ao espelho ou no reflexo de qualquer montra.

Conhece mais médicos que  todos nós juntos, porque consegue transformar qualquer dor passageira num drama quase apocalíptico. 

Confessou-me um dia destes que se tivesse dinheiro fazia psicanálise à séria. Quase a sorrir acrescentou que havia sempre a possibilidade de  passar a gostar da morte, e sempre lhe podia propor casamento, para depois tentarem viver felizes para sempre.

Óscar Niemeyer foi a antítese de Jorge, quis viver todas as vidas que lhe deixaram, deixando uma obra ímpar no Brasil e no Mundo. A minha prima Ana escreveu hoje nas páginas do "Público" um perfil quase biográfico, "O poeta da linha curva", que vale a pena ler...

O óleo é de Zhang Wen Xin.

domingo, setembro 02, 2012

Emmanuel Nunes (1941-2012)


Emmanuel Nunes deixou-nos esta noite, num hospital de Paris, cidade onde vivia há várias décadas.

A música era o seu mundo, oferecendo-nos composições de grande qualidade, sendo a principal referência da chamada música erudita no nosso país. Como é costume acontecer aos génios, que não se limitam a  jogar futebol, alcançou mais êxito e reconhecimento fora das nossas fronteiras que em Portugal. 

Acredito que Emmanuel Nunes foi o nosso grande compositor do século XX.

sábado, agosto 25, 2012

A Caça às Bruxas


As perseguições doentias sempre me causaram repulsa. 

Sempre achei José Sócrates um mau primeiro-ministro, mas nunca percebi porque razão o tentaram atacar de todas as formas, lançando suspeitas de corrupção e compadrio, que nunca foram provadas, deixando quase sempre para segundo plano a sua péssima governação. 

Sinto o mesmo em relação a Lance Armstrong. Será que ele é mesmo o desportista mais esperto do mundo, já que conseguiu enganar e as centenas de brigadas do controle de anti-dopagem que lhe recolheram urina e de sangue, ao longo da sua carreira desportiva?

Mas o mais curioso é ele ser acusado dez anos depois, porque desistiu de se defender, cansado desta "caça às bruxas"...

sábado, junho 02, 2012

Uma Vida a Brincar, ou Talvez Não...


Não deve ser um fenómeno só de Almada, a existência de várias pessoas, que conseguiram ultrapassar os cinquenta anos, sem se afastarem das drogas leves e pesadas.

Há um casal que mora relativamente perto de mim, que se têm aguentado, de várias formas, nem sempre honestas, mas lá vão sobrevivendo...  Que eu saiba, tanto um como outro, numa trabalharam, pelo menos num emprego das nove às cinco.

Ele é extremamente activo, anda sempre aqui e ali, a encher o carro de tralhas que leva para a Feira da Ladra, às terças e aos sábados, onde tenta fazer algum dinheiro. A mulher é mais fina, durante algum tempo percebi que quase se oferecia para ajudar algumas velhinhas a atravessar a rua, sempre com uma grande conversa, com laivos de "banha da cobra", como pude testemunhar várias vezes no café.

O mais curioso é que hoje foi a primeira vez que ela falou comigo e para me pedir qualquer coisinha para dar de comer às duas filhinhas, perto da porta do supermercado.

Sem dizer qualquer palavra, peguei em cinquenta cêntimos e dei-lhe, mesmo sabendo que nunca teve qualquer filha. Provavelmente eu conheço-a melhor que ela a mim (é o que acontece quase sempre nestes casos).

Mesmo sabendo que a sua vida sempre foi um "truque", não deixei de olhar para as duas mulheres diferentes, a que antes passava a vida no café de perna traçada, a contar histórias de embalar a velhinhas, e a de agora, que se tornou numa pedinte, a pedir auxilio para as filhas que nunca teve, com uma daquelas vozes que fazem chorar as calçadas.

As únicas dúvidas que não tenho é que viver nunca foi fácil. O problema é que hoje os dias estão bem mais difíceis, para todos, com ou sem expedientes...

O óleo é de Olga Sinclair.

terça-feira, maio 15, 2012

O Mundo Parece um Lugar Estranho


Um homem pede-te um cigarro, dizes que não tens, acrescentas que não fumas. Ele não acredita e dá duas voltas rente a ti, até que se afasta.

Um segundo homem surge quase do nada e também te pede um cigarro, dizes que não tens, mas desta vez não acrescentas nada e o homem também não, acabando por se afastar.

Estás intimidado com o silêncio daquele lugar, quando te aparece uma terceira pessoa, para te salvar, para te levar dali para fora. 

Caminham de mãos dadas em silêncio e tu pensas que para a próxima vez que apareceres por ali compras um maço de cigarros, para matar o vicio àquela malta...

O óleo é de Beth Moon.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Da Independência à Dependência


Hoje é um dia especial, por duas razões importantes: uma nacional, outra mundial.


Provavelmente foi o último Primeiro de Dezembro que comemorámos como feriado. Se já pouca gente liga ao dia da nossa Restauração, no já longínquo ano de 1640, em que nos conseguimos ver livres dos espanhóis, daqui para a frente ainda cairá mais no esquecimento.

Também se comemora o Dia Mundial da Luta Contra a Sida, a doença mais traiçoeira e cobarde do nosso tempo. Infelizmente ainda não se descobriu a cura, mas graças aos avanços da medicina, tem sido possível melhorar a qualidade de vida dos doentes, permitindo que tenham uma vida quase normal.

O preconceito também tem diminuido. A Sida deixou de ser a doença das minorias, para passar a ser a doença dos descuidados e distraídos...

O óleo é de Vijender Sharma.

domingo, outubro 09, 2011

«E tu de que dores falas?»


Ontem de manhã estive alguns minutos sozinho de café. Foi bom, além de ter aprimorado a minha intervenção para o lançamento do livro do Aníbal à tarde, deu para ficar por ali a escutar as várias vozes que ecoavam no interior do "Repuxo".


As pessoas de idade maior continuam a ter uma predilecção para falar de medicamentos, radiografias, e claro, as doenças e as dores que transportam, tantas vezes usadas como medalhas...

Olhei para dentro de mim e perguntei: «e tu, de que dores falas?» Sorri, por saber que não falo, além de ainda não ter chegado à fase das dores, quando as tenho, não lhe dou muita atenção, para que elas vão embora.

E agora que falo nisso, parece que resulta...

O óleo é de Martin Riwnyj.

quarta-feira, maio 25, 2011

A Madrugada Também Chorou Naquele Dia Triste

Há muitos dias que não conseguia dormir mais que duas três horas por noite. Quem se cruzava com ela sentia que também estava a desaparecer, a deixar-se levar pela doença incurável do homem que amava.

Apesar da dor e mágoa, a vida obrigava-a a fingir que o mundo do outro lado da janela, continuava a sorrir todos os dias. Era por isso que todas as manhãs se colocava ao espelho, cobria as olheiras e dava alguma cor à sua palidez.

Antes de entrar no quarto ensaiava o seu melhor sorriso, tentando distribuir esperança onde já quase só voavam corvos.

Assim que os primeiros raios de luz apareceram naquela manhã, cresceu a vontade de partir daquele corpo e alma em sofrimento. Começou a ter dificuldade em respirar e tossiu várias vezes, ela levantou-se e quando entrou no quarto apenas teve tempo de receber o último sorriso do seu homem. Abraçou-o, levantou-o, abanou-o, mas não havia nada a fazer, chegara a sua hora...

Chorou copiosamente e quando se chegou à janela, reparou que também caíam fios de água lá fora, no romper da aurora.

Num abrir e fechar de olhos, passaram dez anos. Sobreviveu mas não esqueceu. Ainda chora, tal como a madrugada, em alguns começos de dia.

Não vai, nem quer, esquecer o único homem que amou e continua a amar. Sorri quando sente a sua presença de uma forma mais forte, em gestos simples, como um virar da cama, o colocar os talheres na mesa ou o escolher um livro para ler...

O óleo é de Pier Toffletti.

quarta-feira, maio 26, 2010

«Pelo Menos Agora, Poupas Dinheiro nos Sapatos»

Todos os dias descobrimos pelo menos uma história, que nos diz que a "filha da putice" não tem limites...

E quando ela se passa ao nosso lado, nem é bom falar...
Um homem antes de chegar as sessenta, teve de ser amputado da perna direita, devido a umas complicações surgidas com diabetes.
Ficou por casa vários meses, deprimido. Só saía quando era necessário, em cadeira de rodas. A primeira vez que nos cruzámos percebi a dificuldade que tinha em aceitar a sua nova situação. Uns tempos depois falei com ele, confessou-me que se sentia um peso para a família, um inútil. À boa maneira portuguesa, disse-lhe que ainda tinha uma perna e com uma prótese, poderia ganhar autonomia e deixar de ser o tal peso, para a família.
Foi por isso que gostei de o ver de muletas, a caminhar sozinho na rua.
Só não achei piada nenhuma ao velho estúpido que se cruzou com ele e disse: «pelo menos agora poupas dinheiro nos sapatos, só precisas de um.»
Ele piscou-me o olho, para não ligar, que o velho era ché-ché. Claro que se havia coisa que ele não era, era maluco. Era sim um daqueles fulanos sem graça que pensa ter piada, e com uma notória incapacidade de camuflar a "filha de putice".

O óleo é de Leonid Afromov.

quarta-feira, abril 29, 2009

Nada Resiste

Nada resiste ao desejo de "deixar marca", mesmo que essa marca seja apenas uma nódoa de tinta, pintada com a rebeldia de quem não sabe ser jovem...

Claro que a culpa não é destes rapazes e raparigas que parecem achar a "destruição" a coisa mais normal do mundo (inclusive a auto-destruição, como assisti "in loco" na noite de 24 para 25 de Abril, onde além de se encherem de álcool e droga, protagonizaram cenas demasiado tristes, num dia em que se festejava a Liberdade...).
A culpa é de nós, pais, que se auto-excluímos, cada vez mais, do papel de educadores, preferindo ficar a barafustar contra as políticas de educação nas escolas, em vez de exemplificarmos como se deve viver em sociedade, etc.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

A Nossa Publicidade (5)


Embora este anúncio seja ligeiramente sexista (parece que só os homens é que têm tosse de cão...), não deixa de ser engraçado e estar apropriado para a época.
Sim, basta uma distracção e lá vem o pingo no nariz e a tosse, quase sempre irritante, pelo menos para quem padece da constipação...
Como devem calcular, não tenho qualquer contrato marca, pelo que recomendo qualquer xarope, principalmente o caseiro, de cenoura...

quinta-feira, junho 14, 2007

Ontem Não Houve Apenas Festa...


António Variações e Al Berto morreram no mesmo dia, com a mesma doença, espaçados em 13 anos... a 13 de Junho, feriado de Lisboa, que homenageia Santo António.
Foram duas grandes figuras da cultura portuguesa. Eram ambos poetas, embora com registos artísticos muito diferentes... António gostava dos holofotes, de ser visível, de chocar; Al Berto, embora irreverente, não gostava tanto das luzes, e chocar, só com as palavras. E porque a sua arte está longe de ser efémera, continuam ambos presentes no nosso dia a dia, através dos seus poemas e canções...
A doença que falo é a SIDA ou AIDS, uma praga que surgiu nas duas últimas décadas do século vinte e continua à espreita por aí, em qualquer lugar, basta estarmos distraídos...

Este texto está ilustrado com uma serigrafia de Eduardo Luíz, num céu cheio de estrelas, como o António e o Al Berto.