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terça-feira, maio 07, 2019

Este Tempo dos "Campos Inclinados"...


Já o disse aqui, mais que uma vez, que uma das razões que me leva a evitar falar de futebol, é conhecer o seu lado menor, por já ter feito jornalismo desportivo. Sei bem demais que o chamado "desporto-rei", além de ser muito mal frequentado, é de tal forma apaixonante, que retira a lucidez a muito boa gente quando fala dos clubes que gostam.

Mas não posso, de maneira alguma, deixar de registar o que se passou ontem no Estádio do Bonfim, durante o jogo entre o Vitória de Setúbal e o Boavista. É muito triste vermos um árbitro a querer ser a "figura do jogo", pelos piores motivos. Tentou "inclinar" o relvado, utilizando uma dualidade de critérios tal, que mexeu com as emoções dos jogadores da casa, ao ponto de a equipa do Vitória ter acabado o jogo com apenas oito jogadores em campo... 

No final de campeonato olha-se sempre para cima, discutem-se os jogos do Benfica, do Porto e do Sporting e esquece-se o que se passa cá por baixo, em que há sempre uma ou outra equipa, que começa a ser "empurrada" para a Segunda Liga. Felizmente há muitas que conseguem resistir e ser mais fortes que as "decisões mentirosas dos árbitros". Espero que seja esse o caso do Vitória de Setúbal, no final da época.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, maio 15, 2018

Um Dia Negro Graças às Bestas Cobardes que Rodeiam o Futebol


É uma coisa impensável o que aconteceu hoje à tarde na Academia de Alcochete do Sporting.

Não há nada que justifique este ataque cobarde, por elementos de grupos, que há largos anos fazem o que querem nos estádios, com a complacência dos clubes e das autoridades. 

Infelizmente, neste caso particular, há um autor moral de todos estes acontecimentos, que nos últimos tempos tem insultado a inteligência de qualquer adepto de futebol.

As consequências podem ser de uma gravidade tal para o Sporting, que até poderão pôr em risco a presença dos principais jogadores da equipa principal, na final da Taça de Portugal, no próximo domingo.

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, maio 14, 2018

A Gente sem Memória dos Futebóis...


Todos sabemos que quanto maior é a exposição, mais doloroso é o esquecimento... E não só é mais fácil cair-se no "poço", como este se revela mais fundo. Ou seja, quem convive com o sucesso mediático, sabe muito bem que a "vertigem entre a besta e o bestial", é quase diária...

Onde esta realidade se torna mais evidente, é no mundo do futebol, um negócio capaz de arrastar multidões cegas e facilmente manipuláveis.

A última vítima deste "mundo cão" é Rui Patrício, que depois de ter "salvo" o Sporting de uma derrota em casa com o Benfica, com meia dúzia de defesas só ao alcance dos predestinados, foi o "bode expiatório" escolhido pelos adeptos frustrados pela derrota, no último jogo do campeonato, em que deixou entrar um "frango"... 

Claro que a sua escolha pelos adeptos não acontece por acaso. Ele também tem sido o escolhido pelo presidente como o "cabecilha" do grupo de "jogadores revoltosos", que é preciso varrer para fora do clube.

Rui Patrício felizmente já tem a estátua que merece, na sua Terra Natal, que desta vez nem foi ingrata. E ninguém conseguirá apagar a sua história no Sporting e no nosso país, em que é um dos nossos melhores guarda-redes de sempre (a par de Baia e Damas), nem mesmo um presidente que se julga dono e senhor do clube que devia ser de todos os sportinguistas e não apenas de alguns...

(Fotografia de Autor desconhecido)

domingo, setembro 17, 2017

Utopias Futebolísticas...

Ontem, ainda antes do almoço, assisti a uma discussão lamentável sobre clubes de futebol (sim, quando apenas de fala do Benfica e do Sporting, de presidentes, directores de comunicação, etc, fala-se de tudo menos de futebol...). Os argumentos utilizados por ambas as partes foram como costuma ser hábito, rasteiros e ofensivos. 


Embora estivesse de fora da conversa e não fosse "doente da bola", quando vim para casa, fiquei a pensar que se não gostasse do Benfica, era indiferente a todo aquele folclore, a todas aquelas artimanhas de quem quer ganhar a qualquer preço, que tanto pode ser com a ajuda do árbitro, do poste ou até do defesa adversário, que às vezes se engana na baliza.

Mas é péssimo que os estádios tenham cada vez mais espectadores que vão assistir aos jogos apenas para verem os seus clubes ganharem (alguns até passam o tempo todo de costas para o relvado...), mesmo que joguem um futebol miserável, e ganhem com uma grande penalidade que só existiu no apito do árbitro...

Sei que toda esta "nuvem de fumo" é provocada pelas direcções de comunicação de clubes, compostas por jornalistas (como é que esta gente alguma vez podia ser isenta no exercício da sua profissão, já que passa o tempo todo a "incendiar" o futebol?), capazes de tudo para promoverem os seus "patrões" ou para denegrir a imagem dos adversários.

O mais engraçado, é que no final do dia nem fiquei chateado por o Benfica ter perdido no Boavista. Lembrei-me dos muitos jogos que tem ganho com "sorte", sem ser a melhor equipa em campo. E que talvez lhe faça bem, que aconteça o contrário... Talvez os seus dirigentes percebam que é mais importante contratar um bom guarda-redes e um bom defesa central, que continuarem a pensar que são as "camisolas encarnadas" que ganham os jogos...

(Ilustração de Enoch C. Bolles)

segunda-feira, abril 03, 2017

Um Livro (Pouco) Profético...


Embora esteja hoje mais fora, do que quando escrevi o meu primeiro romance (e único...), em que "matei um árbitro", penso que a violência no futebol não tem aumentado, como nos tentam fazer crer. O que tem aumentado, sim, é o sentimento de impunidade. Mas é algo que tem alastrado por todos os sectores da sociedade...

E acaba por ser esse "sentimento" que pode levar tudo a perder, tal como a ausência de policiamento em jogos regionais (algo completamente irresponsável e absurdo).

O caso do "Canelas" (nome mesmo apropriado para aqueles rapazes...) é sintomático, pois desde o começo da época que 12 clubes do distrital do Porto se recusaram jogar com esta equipa, por tudo o que rodeava este grupo de "gentalha", habituada a fazer as suas próprias leis, dentro e fora dos estádios e na noite portista. Como de costume, quem poderia (e deveria) fazer alguma coisa, limitou-se a olhar para o lado e a assobiar para o ar.

E é provável que não existam responsáveis (para além do agressor), apesar da gravidade da situação. Talvez ainda sejam capazes de culpar os árbitros por não escreverem o que viam nos campos onde apitavam, nem as ameaças de que eram vítimas. Eles que continuam a ser os "parentes pobres" deste negócio, se esquecermos as "prima-donas" que apitam os jogos profissionais...

Mas não cabe na cabeça de ninguém que se deixe que um grupo de "arruaceiros", habituados a esgrimir argumentos nas bancadas dos estádios, também o possam fazer dentro dos estádios como atletas, e com a mesma impunidade com que o fazem por onde quer que passam...

segunda-feira, outubro 26, 2015

Uma Outra Religião, com Outro Jesus


Dando continuidade ao que escrevi ontem, para mal de todos os pecados dos benfiquistas (onde me incluo...), o Jesus parece que é mesmo Salvador, os sportinguistas que o digam, não é todos os dias que se chega ao Estádio do Benfica e se ganha por três a zero. 

Agora falando mais a sério, é bom percebermos que se há alguém que acredita nele próprio, é o agora treinador do Sporting. Consegue suplantar as suas limitações técnicas e linguísticas com uma enorme força de vencer. E os resultados estão à vista.

Eu sei que tem tido sorte. Mas a sorte normalmente procura-se, não é coisa para vir ter connosco, apenas porque sim.

Ao contrário do que já se diz por aí, que ele agora até já aposta na formação, em Alvalade. É mentira. Ele continua a apostar nos melhores jogadores, que por mera curiosidade, no clube leonino, além de terem crescido na Academia, também são portugueses.

E também lamento que o Benfica não tenha aceitado com mais "fair-play" a sua saída (até por ser do conhecimento público que se iria mudar de paradigma no clube, investindo-se mais na formação e menos nos mercados). 

domingo, outubro 25, 2015

O Conforto e a Alegria que Vêm de Fora...


Há muito que não me apercebia, de uma forma tão nítida, o quanto era importante que o Benfica ganhasse, para o conforto, ainda que por apenas algumas horas, daquele "Vencido da Vida", que saiu de casa cedo, com o cachecol encarnado ao pescoço.

Conhecia-o de vista. Era pouco mais velho que eu e estava desempregado há tempo demais, ao ponto de não se lembrar de quando tinha tido um emprego certo. A sua vida era feita de biscates, fazia tudo para ganhar uns cobres, para o tabaco, para o tinto e para o Benfica, quando tinha mesmo de ser.

Este domingo era um desses dias. Nem sequer se assustou com a chuva matinal. Calçou as botas de borracha, certo que por ali não iria entrar água, assim como o seu impermeável. Não queria perder a oportunidade de se associar às assobiadelas monumentais que iriam oferecer ao Jesus no estádio, esse traidor. Pior que ele só o Cavaco. Mas como ele disse, hoje não era dia de se falar de política. Era dia de gritar pelo Glorioso.

Encostado ao balcão do café, disse ao empregado que nem se importava que o Benfica ganhasse só por um zero, mas iam ser pelo menos dois ou três, com o Jonas e o Mitroglou (nem se enganou ao dizer o nome do grego, sabia mais de português que o Jesus...) a trocarem os olhos aos defesas dos "lagartos".

Percebi o quanto ele precisava de se sentir feliz, de ter uma alegria, ainda que fosse só por umas horas. Só era preciso que os jogadores encarnados estivessem pelos ajustes...

terça-feira, março 18, 2014

O Futebol Não Tem Direito a Ética?


Quando ouço ou leio gente como Miguel Sousa Tavares, Rui Gomes da Silva ou Eduardo Barroso, fico  perplexo. A sua "clubite aguda" faz com que ambos digam e escrevam coisas completamente absurdas. 

Mas o pior, é perceber que o mais importante para eles é que o seu clube ganhe, mesmo que seja com um fora de jogo que passou despercebido ou com uma grande penalidade inventada por um avançado com jeito para o "teatro dos trambolhões". 

Incomoda-me esta falta de ética, que é seguida por outras tantas figuras públicas com responsabilidades na nossa sociedade. 

São eles, ao lado da gente anónima, que transformam os estádios um "circos", onde tudo é possível, até chamar os piores nomes aos árbitros e adversários (e até aos próprios jogadores do clube...), muitas vezes de forma injusta.

Mas o pior de tudo é perceber que toda esta gente que "endoidece" com o futebol, não quer que ele se torne mais transparente, com menos casos. Querem sim, ser eles os  únicos beneficiados do tal "sistema".

É também por todas estas coisas que eu nos últimos quinze anos apenas entrei uma vez num estádio para assistir a um jogo de futebol...

segunda-feira, julho 01, 2013

O Futebol com Arte


Tinha pensado montar uma "montra de livros" aqui no "Largo", mas fui "atraiçoado" pela final da Taça das Confederações de Futebol, que o Brasil conquistou ontem, frente à Espanha, com todo o mérito.

Esta competição teve uma coisa muito positiva, apresentou Neymar ao mundo.

E Neymar é mesmo artista, está no patamar dos craques de excepção e penso que num futuro próximo será melhor que Messi e Cristiano Ronaldo. Digo isto porque tem a velocidade de Ronaldo, a arte de Messi, mas tem algo que falta aos dois, a beleza estonteante que imprime a cada lance de ataque.

Com 21 anos de idade, já é muito superior a ambos, quando tinham esta idade.

E também gostei de ver o Brasil derrotar a Espanha, talvez por algum "portuguesismo" e por estar farto daquele jogo curto de "cabine telefónica".

Depois do que aconteceu na última época em Espanha, não consigo ver em Casillas o bom guarda-redes de outros tempos, muito menos apreciar o bom futebol de Xavi e Iniesta, provavelmente por se terem metido em "guerras" que não são as suas, tendo sempre Mourinho como alvo.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O Meu Jornal das Segundas

A segunda-feira sempre foi, e é, um dia difícil para todos nós. Por ser o primeiro dia de qualquer coisa, que nem sempre é aquilo que desejamos ou merecemos.

Talvez por isso, começo muitas segundas a folhear as páginas de "A Bola".

Apesar da carga dramática que existe em vários acontecimentos do fim de semana desportivo, acaba sempre por ser uma leitura descontraída. Provavelmente por olhar para todas as reportagens e opiniões com a certeza de que o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira...
A escolha do jornal tem muito a ver com o facto de se encontrarem por ali, todas as classificações desportivas, da primeira liga aos regionais, passando pelas camadas jovens e pelas ditas "amadoras".
Além do Benfica, passo sempre os olhos pelo Caldas, pelos clubes de Almada (Cova da Piedade, Pescadores e Almada) e por outros "emblemas", que por razões várias, não consigo ser indiferente, mesmo que estejam em divisões inferiores (Belenenses, Boavista, S. Covilhã, Sesimbra, Gaierense, Peniche, etc), ou sejam de outros países, como o Real Madrid (hoje o clube internacional mais português) e o mítico Manchester United.
Parece consensual que o Benfica está em alta, mas dificilmente ultrapassará o F.C.Porto, um dos únicos clubes que ganha mesmo quando joga mal. No fim da tabela aparece agora o Portimonense, praticamente condenado à descida, graças à sua aposta num treinador cujo nome Carlos Azenha, bem poderia ser substituído por Carlos "Azelha". Até agora, nas suas passagens pelo Vitória de Setúbal e Portimonense, não conseguiu ganhar um único jogo na primeira liga.
Na segunda divisão o S. Covilhã foi vitima de um daqueles árbitros que nos deixam sempre na dúvida: se são realmente desonestos ou simplesmente incompetentes. Marcou uma grande penalidade contra a equipa serrana (que não existiu e até espantou os jogadores do Estoril...) e não marcou outra evidente (mão na bola...) a seu favor, que deixou os jogadores, treinador e adeptos completamente indignados. Achei curiosa a nota do jornal, que disse que João Pinto (o treinador) não compareceu na conferência de imprensa, por não estar em condições psicológicas para falar aos jornalistas...
É verdade, o árbitro chama-se Luís Catita...

São estas coisas que fazem com que o futebol não possa ser levado muito a sério. E espanta-me muito que as pessoas ainda vão aos estádios, porque os tempos são outros e há muita coisa para se fazer aos domingos, contrariamente ao que se passava antes de 1974...

E também me devia espantar por continuar a gostar de ler "A Bola", à segunda-feira. Mas há hábitos que não mudam...

A imagem que ilustra o texto não é inocente. É a forma de homenagear uma das maiores figuras do desporto português, o prof. Moniz Pereira, que fez noventa anos no dia 11 de Fevereiro...

quarta-feira, abril 28, 2010

Portugalidade ou Outra Coisa Qualquer

Sempre gostei do Barcelona. Foi sempre o meu clube de Espanha... mas este ano as coisas mudaram. De repente dei por mim a querer que o Real Madrid fosse campeão, provavelmente por causa do Cristiano Ronaldo. E também por não gostar do ar de rato de Messi, que agora ganha em todas as comparações...

Hoje também estava a torcer pela vitória do Inter (o meu clube preferido de Itália, desde sempre, por causa do equipamento...), mesmo sabendo que as equipas de Mourinho dão menos espectáculo que as de Guardiola...
Não sei explicar com muita racionalidade este gostar do Barcelona (continuo a gostar...) e querer que perca...

Na imagem o Fernando Couto e o Luís Henrique, com as cores do Barcelona a festejarem mais uma vitória...

sexta-feira, novembro 13, 2009

No Fio da Navalha

Gosto desta expressão, literária e cinéfila, tão utilizada quando as pessoas fazem do risco o seu dia a dia.

Confesso que não gosto muito de andar "no fio da navalha", embora precise de alguma pressão para produzir (até porque quando escrevemos, as boas ideias aparecem quase sempre fora de horas...).
Mas fui buscar esta frase devido ao risco que o novo treinador da Académica corre se deixar a "briosa" para ir para o Sporting. Mas como a nossa sociedade vive de imitações e André Vilas Boas agora é essencialmente tido como um "novo mourinho" (de quem foi adjunto) e não o André "Boas", que se estreou a meia dúzia de dias como treinador principal...
Não tenho dúvidas que se não se defender muito bem, poderá ser triturado por uma máquina especializada em "queimar" treinadores...
Por outro lado, nem sei se será a melhor solução para lidar com a pressão e os assobios de Alvalade. Penso que nesta altura se exigia experiência e maturidade para proteger o grupo de trabalho, demasiado jovem e debilitado.
Mas pode ser que o André seja dos que gostam de andar "no fio da navalha" e seja bom a lidar com "panelas de pressões"...
Escolhi esta imagem porque se há um lugar onde as pessoas parecem cartas de um baralho, é no futebol, onde são descartadas com a maior das facilidades, mesmo que se tratem de um dos "ases" em jogo...

domingo, novembro 01, 2009

Um Grande Treinador

Os últimos dois anos fizeram com que percebesse que Paulo Bento é um dos melhores treinadores portugueses de futebol na actualidade.

Embora tenha beneficiado da má situação financeira do clube (é a explicação óbvia para a sua passagem da equipa de juniores para a principal, sem qualquer tirocinio...), conseguiu ultrapassar com sucesso todas as "marés negras" que lhe apareceram pelo caminho, sendo o segundo treinador com mais tempo de permanência no clube de Alvalade. E se pensarmos que a grande aposta do Sporting tem sido a formação, e nunca o reforço da equipa, para que lutasse pelo título com o FCPorto, os resultados só se podem considerar excelentes.
A sua personalidade e capacidade de liderança têm banalizado as duvidosas limitações técnicas e tácticas apontadas na imprensa - com a história gasta do losângulo e de um único sistema de jogo (como se tal fosse possível, numa equipa de alto rendimento...).
Sei que não vai resistir muito mais tempo, porque alguns jogadores há muito tempo que o querem ver pelas costas (e são eles é que mandam, pelo menos dentro dos relvados...), mas isso não belisca o seu valor como treinador.
De todas as criticas que tenho lido a Paulo Bento, as mais "ranhosas" foram as do Jorge Gabriel. Provavelmente sonha um dia deixar a RTP para treinar o Sporting. Mas o melhor é ele descer à terra, porque ser treinador de futebol é muito diferente de apresentar concursos e programas da manhã...

sábado, setembro 19, 2009

O Jornalismo de "Causas"

Quando era uma rapaz mais jovem e inocente, acreditava que existia algures um verdadeiro jornalismo de causas, sem aspas.

Com o tempo (e sobretudo com a entrada na profissão...) fui percebendo que a tal "inocência" e "independência" só eram privilégio de alguns jornalistas: os que ainda não caminhavam para velhos, nem eram "lambe-botas".
As verdadeiras "causas" dos jornais sempre foram económicas e políticas, especialmente depois das privatizações dos principais títulos. Os "donos" sabem que para vender mais têm de se "colar" (ou pelo menos fingir...) a algo que seja importante e tenha peso da sociedade. Onde se nota mais esta "colagem" é no jornalismo desportivo, onde qualquer leitor sabe que "A Bola" é do Benfica, o "Record" do Sporting e "O Jogo" do FCPorto (pelo menos teoricamente).
Nos ditos jornais generalistas sempre houve o chamado "jogo-duplo", apoiado no bloco central, no PS e PSD, para não se perderem as benesses do "poder"...
As únicas excepções demasiado visíveis que recordo são: "O Independente" (que foi claramente anti-cavaquista), e agora o "Público" e a "TVI" (claramente anti-socráticos). Estão no seu direito, mas a sua obsessão pela vidinha destas figuras acaba sempre por os tornar ridículos, mais tarde ou mais cedo.
É por isso que tenho muita pena que o jornalismo de hoje seja mais "fretista" que nunca, que guarde notícias, para publicar com o objectivo de "queimar" ou "limpar" a imagem de quem interessa, nesse momento...
Já não sei o que falta bater no fundo, neste país...

segunda-feira, abril 14, 2008

Não é Trauliteiro Quem Quer...

Nos últimos anos, o que mais me tem irritado no futebol da segunda circular, têm sido as tentativas, frustradas, da imitação do discurso "trauliteiro" emanado pelo Papa do Norte.
Sempre que as coisas correm mal na Luz, lá vem o "vendedor de pneus", falar do "apito dourado"...e empurrar as culpas das derrotas, para cima dos árbitros...
Antes, na vizinhança, era o Dias da Cunha a discursar contra o "sistema", assim como outros papagaios menores, como o Malheiro, na Luz, sem esquecer a pandilha de Vale de Azevedo...
Tem sido um fartote de tiros de pólvora seca, para enganar e iludir os adeptos, que ainda não desistiram de visitar os estádios da Luz e o Alvalade XXI.
Todos nós sabemos que eles não sabem, nem conseguem chegar aos calcanhares do Papa, além de não terem seguidores fiéis como o "Bobby" e o "Tareco".
Mas também não é isso que se pretende nestes clubes (digo eu claro...). Pretende-se alguém cuja sabedoria e seriedade esteja acima destas quezílias, com vontade de construir realmente grandes equipas, e não de formar uma sociedade das nações, como é actualmente o Benfica (além do português, fala-se no balneário da luz: brasileiro, argentino, paraguaio, americano, grego, camaronês, jugoslavo, uruguaio, moçambicano, alemão, e claro o inglês...).
Até porque o verdadeiro "apito dourado" aconteceu nos anos noventa, onde realmente aconteceram coisas do arco da velha nos estádios de futebol, quando o guarda Abel e a sua trupe estavam no auge da "carreira".
Após a viragem do milénio a superioridade do Porto é de tal forma gritante dentro dos relvados, que só precisam que exista verdade desportiva, deixaram de necessitar de "jeitos", porque são nitidamente os melhores...
O boneco é do Rui, nos seus bons tempos da "Visão".