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quinta-feira, julho 11, 2019

O "Carrossel" do Tempo...


Este autêntico "carrossel" do tempo, que faz com que num dia esteja 26 graus, no dia seguinte 40 e no outro dia 30, deixa marcas no corpo, especialmente a quem já não vai para novo.

Excelente ideia a destes rapazolas, de voltarem a nadar nas praias do Tejo da Outra Banda, mais concretamente, no Ginjal, quase reféns da "tentação" de subirem para dentro da barca, que fica por ali à beira-rio, no Verão...

Também me apeteceu descer, despir-me e sentir a frescura das águas do Tejo.

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

segunda-feira, junho 17, 2019

Estamos Cada Vez Mais Apanhados pelo Clima...


Embora o poder do dinheiro continue a ditar as regras de quase tudo, há várias coisas que não consegue controlar.

A mais poderosa é a natureza, que está cada vez mais rebelde e responde sempre que lhe apetece, de uma forma mexida e barulhenta, tanto no mar, na terra como no ar...

Descobrimos mudanças todos dias, em pequenas coisas, como por exemplo esta normalidade de ser "outono" em todas as outras estações. Sim, agora caem folhas no Inverno, na Primavera e no Verão...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, abril 14, 2019

É Só a Maré Baixa...


Eu sei que esta imagem até podia retratar um daqueles lugares onde o Tejo corre quase como um ribeiro (cada vez mais comum, pelo menos antes do "melhor rio da minha aldeia" dar um forte abraço ao Rio Zêzere, na vila de Constância...).

Mas não, é só a "maré baixa", numa baía, aqui bem perto...

(Fotografia de Luís Eme - Seixal)

segunda-feira, abril 08, 2019

As Lixeiras Urbanas...


Faz-me muita confusão esta nossa capacidade de criar lixeiras. Basta encontrar um lugar meio escondido, e é logo utilizado para deitar todo o género de porcarias que já não nos fazem volta.

Embora reconheça que algumas delas sejam criadas por romenos (como a da fotografia), mendigos profissionais, facilmente reconhecidos pela sua falta de higiene e por viverem de mão estendida à porta de superfícies comerciais.

A roupa que usam é quase sempre retirada dos recolectores de instituições, espalhados pelas cidades. Roupa que depois de usada, é deitada fora, a poucos metros de casas abandonadas, em ruínas, que vão transformando em habitações provisórias de curta duração...

Do que eu não tenho dúvidas, é que se as Câmaras  e as Juntas de Freguesia estivessem mais atentas, limpando estes espaços, assim que começam a ser utilizados da pior forma, eliminavam-se muitas destas lixeiras a céu aberto...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quarta-feira, março 20, 2019

Nem os Alertas da Natureza Param a Selvajaria Ambiental...


Eu sei que devíamos andar por aqui um pouco mais assustados, até por já termos percebido, que nem mesmo as catástrofes naturais, cada vez mais banais, retraem a vontade cega e selvagem, de subjugar, tudo e todos, ao poder do dinheiro.

Moçambique agora fica logo ali ao virar da esquina, mas não sei se muda alguma coisa...

Até porque as lágrimas de crocodilo, como de costume, não resolvem nada...

Continuo a pensar que os "donos do mundo" acham que  estão imunes a todas as tragédias, e que vão ficar por cá, uns para "semente", outros "para contar".

Pobres diabos, ainda não perceberam que a ilusão é uma coisa terrível, até mesmo para os mágicos...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Os "Amigos" do Tejo...


Sei que lá para os lados de Vila Velha de Rodão o Tejo está cheio de amigos, que o gostam de pintar de cores escuras.

Sei que em Cacilhas as coisas são muito diferentes, mas mesmo assim encontrei um empregado de restaurante a deitar a porcaria que tinha numa caixa de plástico para o Rio. 

Disse-lhe que o Tejo já deixara de ser caixote do lixo, há algum tempo. Embaraçado, respondeu que não estava a deitar fora lixo. Talvez achasse que estava a dar de comer aos peixes com os restos de comida...

Quando eu já em encontrava afastado, chamou-me palhaço, entre outras coisas. Contei até cinco e continuei a minha marcha, sem voltar a olhar para trás...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, novembro 04, 2018

Navegar é Preciso...


Quem gosta de navegar, só não sai para o mar se estiver mesmo um dia de temporal.

Tal como os surfistas, os velejadores também não prescindem do contacto com o rio e o mar, de Janeiro a Dezembro... 

Há mesmo quem prefira dias com mau tempo no canal. Sem vento e frio, não há aventura nem acção digna de um verdadeiro marinheiro.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

Um Novo Animal Doméstico...


As gaivotas estão cada vez mais próximas de nós.

Parecem querer ter o mesmo estatuto dos pombos e transformarem-se em aves urbanas e não marítimas.


Talvez seja uma questão de sobrevivência. Um bom exemplo é esta imagem que registei hoje em Almada...

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Estão a Matar o Tejo, com a Passividade do Costume...

Há vários anos que os ambientalistas e habitantes da zona mais poluída do Tejo (entre Vila Velha de Ródão e Abrantes...) denunciam os atentados à natureza e ao Rio - de "tantas aldeias", que são mais belas graças às suas águas... - perpetuados de uma forma mais grave, por pelo menos duas ou três fábricas ligadas a indústrias de transformação. As multas têm sido tão irrisórias que os seus donos continuam a "assobiar" para o lado, perante a passividade dos agentes governamentais (há pelo menos quatro ministérios envolvidos, directa e indirectamente: Ambiente, Agricultura, Justiça e Administração Interna).

O mais curioso é serem estas fábricas a colocarem processos por difamação a alguns ambientalistas e a pedirem-lhe indemnizações de milhões, por estes denunciarem as práticas criminosas e chamarem "os bois pelos nomes"...

Começa a ser trágico que este país continue a ser de "faz de conta", como se percebe quase diariamente, pelas notícias que lemos, vimos e escutamos. E que tenhamos tantos governantes tão longe da "ética socialista" e sem um pingo de vergonha na cara, bons sobretudo a varrer a "porcaria" para debaixo do tapete.

(Fotografia de Paulo Cunha)

segunda-feira, outubro 30, 2017

Uma "Tribo" Especial do Tejo...

No domingo de manhã o Ginjal estava cheio de pescadores (sem contar com o concurso de pesca do "Liberdade"...). Mesmo o Rio estava com mais pequenas embarcações do que é normal, lá para o meio. Provavelmente era dia de "peixe"...

Fui andando e já no cais do Olho de Boi deparei com uma cena digna de ser filmada. Um casal de meia idade estava à pesca e quando passei o homem estava entretido a "limpar" a beira do cais. Ia chamando nomes aos colegas que deixavam por ali bocados de trapos velhos, garrafas e sapos de plástico, ao mesmo tempo que ia empurrando lixo com as botas, para as águas do Tejo.

Estive quase tentado a chamar-lhe a atenção, mas não quis estragar o passeio da manhã. Limitei-me a abanar a cabeça, sem deixar de sentir o olhar desconfiado da mulher do pescador cravado no meu rosto (não sei quem são, nem se pagam alguma renda para estarem ali, sei apenas que agem como se as imediações da antiga fábrica da Companhia Portuguesa de Pesca fossem sua propriedade).

Embora esteja longe de ser inédito, não gostei nada de ver mais um elemento da "tribo" - que devia estar na primeira fila para proteger o Rio -, a contribuir para a sua transformação em "esgoto"...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, outubro 19, 2017

Quando a "Vingança" se Serve Quente...

As declarações dos líderes do PSD e do CDS (a pedirem a "cabeça" do primeiro-ministro, depois da ministra da Administração Interna se demitir...) são o retrato dos políticos do nosso país. Em vez de se unirem para combaterem um mal comum, do qual os governantes que foram poder no país ( nacional e local), pelo menos nos últimos trinta anos, tem grandes responsabilidades (para não recuar mais no tempo...), tentam sempre retirar dividendos políticos da desgraça alheia. 

Além de demonstrar falta de sentido de Estado e de carácter (tanto à esquerda como à direita), é apenas mais um indicador de que as "tricas políticas" são mais importantes que a resolução dos problemas graves que o país atravessa, como é o caso do ordenamento do território...

Um português da Marinha Grande explica muito bem as razões da tragédia do Pinhal do Rei, no distrito de Leiria (que podem ser generalizadas...), na reportagem publicada hoje no DN e assinada por Paula Sofia Luz: 
«Gabriel Roldão estabelece uma relação direta entre "a entrada de Durão Barroso no governo e o momento em que começou a deteriorar-se a administração dos serviços florestais". Mas a verdade é que as oficinas de carpintaria, de mecânica, estaleiros de reparação das estradas, serração de madeiras, entre outros serviços, foram sendo paulatinamente encerrados. "Nessa altura [2001] estava projetado fazer-se a recuperação das casas da mata. Houve um concurso nacional, o prazo era muito curto, a câmara não se apercebeu, e eu mesmo fui ter com o presidente de então Álvaro Órfão para concorrer à aquisição das casas que foram dos guardas-florestais", conta Roldão. Nessa altura já aposentado, ajudou a fazer os projetos, que deveriam ter sido entregues até 28 de fevereiro de 2001. Mas a 26 desse mês, dois dias antes, Durão Barroso revoga a portaria anterior. Os projetos nunca saíram da gaveta. As casas ficaram abandonadas, algumas arderam no incêndio de domingo. "Foi todo um descalabro que acabou com o Pinhal de Leiria. A direção dos serviços florestais foi descapitalizada. Deixou de funcionar o que existia: escola de guardas-florestais, escola de resinagem." A machadada final dá-se em 2008, quando os guardas-florestais são integrados na GNR, "uma organização militar onde estavam desenquadrados", sustenta Roldão, certo de que "a responsabilidade de vigilância e policiamento terminou aí. Até hoje nunca vi uma única brigada da GNR a policiar a mata".»

(Fotografia de Luís Barra - Lusa)

terça-feira, outubro 17, 2017

Morre-se um Pouco Todos os Dias...

Vamos morrendo um pouco todos os dias, mas há dias em que "morremos" vários anos seguidos...

Foi mais ou menos isto que a mulher de mais de setenta anos disse, quando à hora das telenovelas começou a chover, e todos voltámos a sorrir na esplanada coberta...

Ninguém lhe respondeu. Fingimos todos estar mais interessados na chuva que estava a lavar as ruas e a disfarçar o nosso sentimento de culpa, por não conseguirmos fazer nada, para alterar o rumo de um país que gosta de aproximações ao abismo.

Mas a mulher precisava de desabafar. E continuou a falar, a dizer o que quase todos sentíamos: «Agora não foram só duas ou três terras queimadas, foi o país quase todo. Todos conhecemos uma aldeia ou uma vila que ficou destruída, ou alguém que tem um familiar ou amigo que perdeu tudo...» 

E continuou, agora mais enraivecida: «E nenhum destes bandidos que governa se vai embora.» Nós continuámos a fingir-nos entretidos com os fios de água que caíam e já formavam poças.

A mulher que falava por nós todos ainda foi capaz de dizer: «Só espero que não desate a chover sem parar. Só faltava virem as cheias a seguir...»

(Fotografia de Rui Oliveira - N.Magazine)

segunda-feira, outubro 16, 2017

Mais um Dia para (não) Esquecer...

Embora o dia tenha estado cinzento, a temperatura não desceu, nem a chuva apareceu...

A tragédia de ontem continuou pela noite e pelo dia fora...

O número de mortos também foi aumentando e tudo indica que ultrapassará as quatro dezenas, assim como o número de incêndios que deverá ter batido todos os recordes...

Embora sejam  poucos os concelhos sem fogos, a norte do Tejo, há uma zona que me é mais especial que as outras, refiro-me ao Pinhal de Leiria, o tal que a história nos diz que foi plantado por El Rei Dom Dinis (uma Mata Nacional que ficou por limpar durante todo o Verão...), que ocupava quilómetros e quilómetros da costa, nos concelhos da Marinha Grande e de Leiria.

Era um lugar extremamente agradável de férias, que permitia conjugar o campo e a praia. Era o sítio ideal para a habitual pausa de mar, em que se aproveitava para almoçar e para fazer a sesta...

Espero que os políticos não continuem a encolher os ombros e a culpar o tempo e os privados. 

(Fotografia de Luís Lobo  - retirada do blogue da Graça)

terça-feira, outubro 03, 2017

O Calor Perdeu a Graça...

Não gosto nada deste Outubro com temperaturas de mais de trinta graus. Já não me apetece andar de calções, muito menos ir dar um mergulho à praia.

E também olho com alguma apreensão para o que se está a passar com muitos dos nossos solos... estão a tornarem-se "pedra", com cada vez menor capacidade de absorção, e que podem tornar trágicas as primeira chuvas (mas espero que chova ainda em Outubro, mesmo sem ser agricultor...).

Este desabafo não tem nada que ver com o Sol (ele pode aparecer sempre, com temperaturas amenas, pouco acima dos vinte graus, ou até abaixo...). Aliás o Sol nunca foi inimigo da chuva, podem aparecer no mesmo dia e tudo...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 22, 2017

Publicidade Obscena

Quando vi esta página de publicidade (paga) no maior jornal português ("Expresso"), pensei logo em guardá-la. Achei-a tão pertinente como polémica, por ser notoriamente mais um produto da "pós-verdade".

Compreendo que a Celpa (Associação da Indústria Papeleira) faça o seu papel e defenda os interesses dos seus associados. Já não compreendo que ninguém questione o conteúdo da publicidade, até por ser "enganosa", para não lhe chamar outra coisa. Muito menos que eles se assumam como "a economia portuguesa"...

Nem vou sequer abordar o facto da indústria da celulose ser o sector que retira mais dividendos dos incêndios (a par dos vendedores de equipamentos para bombeiros e das empresas que alugam helicópteros e aviões...). Vou sim questionar: como é possível um país pequeno e sem grandes recursos, gastar todos os anos milhões de euros no combate aos incêndios (muitas vezes mais do que gastaria em prevenção...), com a complacência de todos os partidos com assento parlamentar e até da Europa.

É por isso que espero que o que aconteceu às 64 vítimas do maior incêndio de que se tem memória no nosso país, signifique finalmente um ponto de viragem na política seguida pelos nossos governos, quer no ordenamento do território, quer num melhor aproveitamento dos solos agrícolas e florestais de Norte a Sul.

quarta-feira, junho 21, 2017

Um Homem Maior que o País (mesmo assim não é ouvido por quem de direito...)


Se há coisa que me faz confusão é o facto de nos últimos 40 anos, quase ninguém ter dado ouvidos à pessoa que melhor tem defendido o país em termos ambientais, sempre com propostas e respostas assertivas. Falo do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que o site da "Visão" recuperou com grande sentido de oportunidade, uma sua entrevista realizada no Verão de 2003, em que ele diz coisas como:

«(incêndios) A grande causa é um mau ordenamento do território, ou seja, a florestação extensiva com pinheiros e eucaliptos, de madeira para as celuloses e para a construção civil. O problema foi uma má ideia para o País, a de que Portugal é um país florestal. Lançou-se a ideia de que, tirando 12% de solos férteis, tudo o resto só tem possibilidades económicas em termos de povoamentos florestais industriais.»

«Houve toda uma política de desprestígio do mundo rural tendo por base a ideia de que era inferior ao mundo urbano. Despovoámos os campos e essa gente toda veio para a cidade. Hoje, enfrenta o desemprego. Esqueceram-se que o homem do futuro vai ser cada vez mais o homem das duas culturas, da urbana e da rural. Hoje, 30% das pessoas que praticam a agricultura económica na Europa não são agricultores. É gente que vive na cidade, tem lá o seu escritório e tem uma herdade no campo onde vai aos fins-de-semana. A expansão urbana aumenta e não podemos viver sem a agricultura senão morremos à fome.»

«Defendi uma regionalização há muito tempo, que deu origem a um documento de que os grandes partidos fizeram muita troça. Dividia o País em cerca de 30 regiões naturais, áreas de paisagem ordenada, que estavam já organizadas histórica e geograficamente.
São as terras de Basto, as terras de Santa Maria, as terras de Sousa, a Bord'água do Tejo, etc. O País é isso e não é outra coisa. Esta regionalização podia contribuir para a efectivação dos planos de ordenação da paisagem, com uma participação democrática das respectivas populações.»

Muito do que Ribeiro Telles diz quase todos sabemos, mas nunca se viu um único ministro ou secretário de Estado, a seguir as suas palavras... - alguns até são capazes de mudarem de passeio se o encontrarem na rua. Ou seja, andamos há décadas a destruir o nosso país, sem que quem exerce o poder, faça o que lhe compete: defender a natureza e o ambiente.

(Fotografia de autor desconhecido)
                                            

segunda-feira, junho 19, 2017

As Reacções à Tragédia do Distrito de Leiria

Sem poder dizer se isso é bom ou mau (pelo menos parece-me positivo), estou surpreendido com algumas das reacções à grande tragédia que atingiu os concelhos de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos.  

O que mais estranhei até ao momento foi a contenção da "direita" que foi governo antes da "gerigonça", por normalmente serem bons a "jogar baixo", ao ponto de culparem os sucessores  por erros próprios (cometidos quando governavam). Provavelmente fizeram-no a pensar nas últimas sondagens (cada vez mais baixas...) e não por qualquer coisa parecida com sentido de estado ou respeito pelas vitimas.

Mesmo os comentadores ultra liberais não trouxeram muitas achas para a fogueira. Criticaram as palavras "conciliadoras" e quase "conclusivas"  do Presidente da República - com razão, até por se saber muito pouco sobre o que aconteceu... -, que mais uma vez falou demais... E também questionaram - mais uma vez, bem - o não fecho atempadamente das vias rodoviárias atingidas pelo incêndio, com os resultados que todos sabemos... 

Sem se apontar dedos, a quem quer que seja, acho que é importante abordar tudo aquilo que não correu bem (neste e noutros incêndios), e fazer-se mesmo alguma coisa, para que uma tragédia destas dimensões não volte a acontecer. Se nos limitarmos a culpar a "trovoada seca" e a "assobiar para o lado", um dia destes já não há árvores para arderem (nem mesmo eucaliptos...) neste nosso canto, demasiado quente para o meu gosto. 

Sem querer ser "moralista", sei que todos temos de mudar de atitude. Vivermos melhor ou pior, depende cada vez mais da forma como nos relacionamos com a Natureza. E é já hoje, não temos tempo para esperar por amanhã... 

(Fotografia de Miguel A. Lopes - retirada do site do "D. Notícias")

quarta-feira, janeiro 25, 2017

O Lixo que Deixamos nos Oceanos e nos Rios...

Não é nenhuma novidade que uma boa parte de nós trata da pior maneira possível os lugares por onde passa.

Mesmo assim, fiquei parado a ver a reportagem televisiva sobre o lixo que deixamos nos oceanos e o mal que fazemos a todos os seres vivos que vivem por lá... Mal que também nos chega, mais tarde ou mais cedo, nem que seja no prato, através do peixe ou do marisco que consumimos...

Esta fotografia foi tirada na praia da Fonte da Pipa, na nossa margem do Tejo. É um bom exemplo das coisas que deitamos "água fora"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 17, 2017

Dizem que Vem aí o Frio...


Andam há meia-dúzia de dias a dizerem que vem aí o frio, que a temperatura vai descer a "pique", de Norte a Sul

É bom para quem gosta de neve. É mau para quem detesta o gelo.

Nós que moramos rente ao Tejo, sabemos que o rio dificilmente deixa que caiam flocos de neve ou que se faça sky (ou sku). O que não quer dizer, que o tal frio anunciado não nos gele os ossinhos...

Mas acredito que não vai ser nenhum drama. Os muitos dias com quarenta graus à sombra do último Verão, não são mais agradáveis, pelo menos para mim.

(Fotografia de Wolf Suschitzky)

sábado, agosto 08, 2015

Um Rio Belo que Não Resiste a Tudo


Falei muito levemente de um Rio que já não existe, ontem, aqui no "Largo".

A nossa memória é muitas vezes curta. Eu tento lutar contra isso. Às vezes faço mesmo algum esforço por ter memória, especialmente quando não se tratam de coisas agradáveis... 

Há trinta anos as margens do Tejo (especialmente a Norte...) eram castanhas durante o ano inteiro. Nem mesmo no Verão o azul solar conseguia fazer milagres. 

Ainda não existiam as estações de tratamento de resíduos sólidos e a maior parte dos esgotos da região de Lisboa eram deitados para o Tejo.

Só a meio do Rio é que as coisas amenizavam e embora as águas permanecessem turvas, o verde conseguia vencer o castanho, muito graças ao Oceano, que estava logo ali...