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domingo, setembro 01, 2019

Aveiro e Viseu, Duas Belas Surpresas


No desvio que fizemos para o Litoral Norte, vindos da Beira-Baixa, passámos por Viseu e depois por Aveiro.


Ficámos agradavelmente surpreendidos com o crescimento destas duas cidades e com a sua aposta, bastante equilibrada no turismo. 

Conseguem aproveitar, de uma forma inteligente, o que têm de melhor para oferecer a quem vem de fora (Centro Histórico de Viseu e a Ria de Aveiro...).

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, agosto 31, 2019

A "Grande Evasão" no Porto...


Não são apenas os prémios e as notícias embrulhadas em papel publicitário, que nos dizem que Portugal "está na moda". 

Todos nós, que andamos por aí pela rua, sentimos pelo movimento, quase excessivo, e também pelas vozes com que nos cruzamos, que somos mesmo um dos destinos mais procurados do Sul da Europa...

Claro que nem todas as cidades são iguais, umas estão mais preparadas que outras, para receberem toda esta gente que vem de fora.

Digo isto porque finalmente descobri este novo Porto, fortemente empenhado no turismo (e felizmente com muita coisa bonita para oferecer...). 

Embora tenha ficado com a sensação de que há muito mais gente pelas ruas da Capital do Norte, que em Lisboa, sei que esta comparação é ilusória, porque o Porto é uma cidade mais curta e estreita, que a "terra dos mouros".

Mas gostei de ver as ruas limpas e sem buracos, assim como uma boa parte dos edifícios recuperados, alguns deles cheios de histórias.

(Fotografia de Luís Eme - Vila Nova de Gaia)

terça-feira, agosto 06, 2019

As Passadeiras Estão Quase Sempre no Sítio Errado...


Claro que este título não é para ser levado à letra, embora se fique com a sensação de que uma boa parte de nós olha para as "zebras" das nossas ruas desta forma, preferindo atravessá-las um pouco antes ou um pouco depois.

Há uma ou outra passadeira mal colocada (como as que surgem logo depois de curvas e com pouca visibilidade, para os peões e para os condutores), mas todos sabemos que o problema não começa nem acaba aí.

Há sim o gosto de "infringir", de atravessar as ruas onde nos dá mais jeito, esquecendo que também existem "multas" para peões...

O problema não seria tão grave, se não fossem as pessoas de mais idade (com menos reflexos, menos visão e menos audição...), a escolherem quase sempre o caminho mais curto para chegar ao "lado de lá"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, abril 19, 2019

«A Vida é uma chatice!»


A mulher que estava na caixa do supermercado, ao mesmo tempo que puxava do porta-moedas (ainda há pessoas antigas que usam estas pequenas carteiras...) disse, com um ar farto e cansado: «A vida é uma chatice!»

Ninguém lhe respondeu. Parece-me que as pessoas têm medo de gastar as palavras. É uma poupança incrível, por essas ruas fora...

Sai para a rua e as nuvens dançavam por cima de nós, a brincar ao "esconde esconde" com o Sol. Foi quando passou por mim um homem, cujo rosto nunca mais esqueci, provavelmente pela  memória da sua quase "filosofia de rua". 

Eu conto. O senhor foi apanhado a agarrar um guarda-chuva alheio à saída do café e quando lhe perguntaram, se não tinha vergonha de estar a roubar o chapéu, ele devolveu à procedência uma frase lapidar, ao mesmo tempo que voltava a colocar o guarda-chuva no mesmo sítio: «Não. Está a chover lá fora e o chapéu dava-me jeito. Feio, feio, é roubar descaradamente como o Salgado. Devia dizer-lhe para ele voltar a pôr o dinheiro que nos roubou no banco.» E saiu porta fora, sem esperar resposta.

Curiosamente, desta vez o "filósofo" trazia um chapéu de chuva na mão.

À medida que ele se afastava, fique a pensar que deve continuar a não ter medo de "gastar as palavras"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

segunda-feira, abril 08, 2019

As Lixeiras Urbanas...


Faz-me muita confusão esta nossa capacidade de criar lixeiras. Basta encontrar um lugar meio escondido, e é logo utilizado para deitar todo o género de porcarias que já não nos fazem volta.

Embora reconheça que algumas delas sejam criadas por romenos (como a da fotografia), mendigos profissionais, facilmente reconhecidos pela sua falta de higiene e por viverem de mão estendida à porta de superfícies comerciais.

A roupa que usam é quase sempre retirada dos recolectores de instituições, espalhados pelas cidades. Roupa que depois de usada, é deitada fora, a poucos metros de casas abandonadas, em ruínas, que vão transformando em habitações provisórias de curta duração...

Do que eu não tenho dúvidas, é que se as Câmaras  e as Juntas de Freguesia estivessem mais atentas, limpando estes espaços, assim que começam a ser utilizados da pior forma, eliminavam-se muitas destas lixeiras a céu aberto...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Temos Passado, mas não Temos Futuro...


Apesar de todas as mudanças económicas e sociais que têm transformado a nossa sociedade, ainda  se sente que a história das localidades têm uma influência directa no comportamento das pessoas. Ou seja, uma cidade que tem como principal actividade económica o comércio, será sempre diferente de uma localidade com profundas raízes industriais, seja em Portugal ou na China. E, obviamente, a mentalidade das pessoas também será diferente.

Mas não sei até quando é que será possível compor estes "retratos"...

Digo isto por que nos tempos que correm, as localidades começam ser mais difíceis de caracterizar. O comércio mudou completamente (está quase tudo centralizado nas grandes superfícies comerciais, esvaziando o coração das cidades...) . E a industria também vive num outro paradigma (quase toda ela é mecanizada e não emprega milhares e milhares de pessoas como noutros tempos...).

Poderei mesmo dar o exemplo das minhas cidades (Caldas da Rainha e Almada). A primeira  tinha no comércio o seu grande alicerce socioeconómico, a segunda tinha profundas raízes industriais (no sector naval e corticeiro). Ambas vivem hoje tempos de grande indefinição, que poderão provocar inclusive "crises de identidade", num futuro próximo.

Só não sei é se se há espaço para vivermos quase exclusivamente de serviços e de turismo, de Norte a Sul do País...

(Fotografia de Luís Eme - Seixal)

domingo, dezembro 16, 2018

Os Cães da "Rua Mestre Adrião (Pescador)"


Os cães da "Rua do Mestre Adrião (pescador)", na Costa de Caparica, de alguma forma são uns felizardos, pelo menos, segundo o meu olhar, como em tantas outras, onde os deixam ser simplesmente cães.

Têm liberdade quanto baste, andam nas ruas à vontade, sem ter de vestir camisolas quando saem à rua, ou de ficar fechados dentro da marquise...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, dezembro 07, 2018

Músicas na Cidade...


Sempre gostei de ouvir música nas ruas. 

Além de dar vida aos lugares anima as pessoas, especialmente as que trabalham diariamente e que têm muito menos motivos de sorrir, que os imensos turistas, de várias latitudes, que andam por aqui, sobretudo a namorar Lisboa.

E é esta "nova cidade", povoada de turistas, que faz com que a oferta aumente, assim como a qualidade dos cantores e instrumentistas. 

Quase que podemos ouvir todo o tipo de música, com agrado. Nem custa quase nada depositar uma moeda na caixa do instrumento, ou no chapéu da ordem...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Olhares com Linhas


Ultimamente tenho tirado fotografias a olhar as "linhas" de edifícios e das ruas. Os telhados, as esquinas e as escadas, têm me merecido uma atenção especial, e sem que exista uma qualquer "ordem natural" da coisa.

Acho que isto de tirar retratos, muitas vezes, funciona quase por simpatia. E penso que se trata de algo, mais instintivo que racional. 

É quase um pacto, ou um "segredo", entre o olhar e o dedo...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 01, 2018

A Boa da Sabedoria Popular...


A sabedoria popular ajuda-nos, não a encontrar explicações para o inexplicável, mas a relativizar o nosso quotidiano, quase sempre de uma forma irónica e metafórica.

Claro que quando diz que "não há mal que sempre dure", esquece-se de muita gente, que vive "num autêntico calvário" diário, gente que nem sequer consegue fingir-se feliz, se esquecermos esse turbilhão a que chamam Natal (nesta quadra surgem sempre uns milhares de beneméritos, inesperados, inclusive as senhoras das revistas, que colocam aventais para a fotografia e para a televisão, quando estão a "cozinhar" ou a "servir" os pobrezinhos...).

Natal que já anda por aí nas montras, nos anúncios publicitários e nas cabecinhas de muitas pessoas...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 14, 2018

Esta Vida de Cão...


Ontem fui perseguido de uma forma ligeira por um cão, aparentemente vadio. Andou atrás, ao meu lado, à minha frente, uns bons mil metros.

Olhava-me como não quer a coisa, mas ia mantendo a distância, sem abrir a boca e sem me perder de vista.

Reparei nas cicatrizes no focinho e no lombo, feitas por gente como nós. Pensei que, nem mesmo assim, ele deixava de acreditar nos "humanos"...

Talvez fosse o cão que morou durante algum tempo no quintal paralelo ao da minha sogra, que várias vezes recebeu das minhas mãos alguns ossos, para "enganar" a aparente falta de alimentação. Mas se era, estava muito mais velho, marcado e feio...

Desta vez, como precisava de comprar pão, acabei por lhe trazer uma lata de um "paté" especial para caninos. Mas quando saí da loja já ele já se tinha feito à estrada. Tive de o perseguir. Quando me viu ficou na defensiva. Como todos nós, sente-se mais confortável a seguir que a ser perseguido...

Dei-lhe quase um grito, ele lá parou e ficou a olhar-me, na dúvida, a alguma distância. Abri a lata, mostrei-lha e coloquei-a rente aos contentores e virei costas...

Assim que me viu a ir à minha vida, quase que correu, para ver a surpresa que o esperava...

A caminho de casa, lá fui pensando nos muitos "amigos" de animais que andam por aí, que além de os abandonarem à sua sorte, gostam de os tratar como "sacos de pancada"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, maio 29, 2018

Aquela Gente, Parada no Tempo...


O mundo continua a ter mais que uma velocidade, tal como o nosso país... ainda tão desigual, apesar de todas as modernices. Achei curioso, que num tempo em que quase toda a gente se delicia com o facebook, mesmo em lugares quase remotos, haja algumas coisas que não mudam, provavelmente por conveniência de ambas as partes...

Senti aquela pequena cidade de província como quase uma aldeia. Claro que aqueles velhos hábitos podiam ser vividos só naquela rua, naquele bairro. Mas mesmo assim senti-me mais surpreendido que deslocado, ao perceber que naquele café, praticamente só com homens, que usavam todas as palavras,  com mais ou menos sujidade, animadamente, enquanto acalmavam o estômago com tremoços, amendoins  e minis. Só o tema de conversa era demasiado previsível, o Sporting, que era vivido com demasiada paixão por aqueles lados.

O meu "guia" ao perceber a minha surpresa por viajar no tempo, de regresso ao século XX, perguntou-me se queria visitar o salão de chá, onde estava a outra "metade" do bairro, Teve o cuidado de me informar que por lá a conversa era outra, não menos interessante. Sim, as mulheres falavam  dos episódios das telenovelas, e sobretudo, da vidinha interessante das "ausentes"...

Disse-lhe que não, enquanto também refrescava a garganta com uma imperial e ouvia os palpites sofridos daqueles homens, aparentemente com "corações de leão".

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 10, 2018

O Hábito (perdido) de Mudar de Casa...


Estava ali sentado a ouvi-la falar da sua infância e juventude, da alegria que sentia quando mudava de casa, sem ter de sair da mesma cidade.

A mãe era a principal mentora destas "mudanças", que às vezes aconteciam quase sem sair da mesma rua. Mudou pelo menos oito vezes de casa dos anos sessenta aos anos oitenta.

Já adulta e casada não conseguiu fazer como a mãe, embora lhe apetecesse muitas vezes mudar de casa, e até de cidade... Mas nessa altura era mais difícil alugar casas, as pessoas preferiam comprar e vender.

Só com a proximidade da crise, que nos haveria de trazer uma "troika" bem manhosa, é que se voltaram a ver casas com "escritos" nas janelas e os arrendamentos voltaram a "reinar" no mercado imobiliário.

E ela só agora ia mudar novamente de casa. Curiosamente estava apreensiva. Como gostaria de sentir a alegria dos tempos da infância e da juventude, de ir ter uma outra casa, uma nova janela, e claro, uma nova rua...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

Um Novo Animal Doméstico...


As gaivotas estão cada vez mais próximas de nós.

Parecem querer ter o mesmo estatuto dos pombos e transformarem-se em aves urbanas e não marítimas.


Talvez seja uma questão de sobrevivência. Um bom exemplo é esta imagem que registei hoje em Almada...

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, dezembro 25, 2017

O Natal é uma Lupa






O Natal é uma Lupa

De onde é que chegou tanta gente?

Pergunta o poeta cínico e curioso
habituado a uma cidade diferente,
mas ninguém responde ao seu tom jocoso

Todos querem agarrar a felicidade

inventada dentro de sacos de presentes
e nas luzes das casas e ruas da cidade
até prometem ser ligeiramente diferentes

Eles querem lá saber de quem nasceu

em Belém embrulhado em palhinhas
se ele era Jesus ou apenas um Judeu
querem sim é o Pai Natal das prendinhas

Até disseram que os pobres da rua

tinham sido contratados, eram actores
que tinham grande intimidade com a lua
cheiravam bem e não mostravam as dores

Parece que todos dão amor de graça

debaixo do rótulo de uma data especial
até ignoram os poetas da desgraça 
que não sorriem nem dizem Feliz Natal


Luís [Alves] Milheiro


(Fotografia de autor desconhecido)


quinta-feira, setembro 28, 2017

A Identidade (ou falta dela) dos Espaços...

O prédio onde moro tem menos de  20 condóminos, mas nos últimos tempos está a viver uma realidade nova. Depois de anos e anos em que os moradores eram os próprios donos das casas, agora vive o fenómeno do aluguer, da rotatividade das pessoas, ao ponto de termos a sensação de encontrar quase todos os dias gente nova a entrar e a sair do edifício, sem sabermos a  que fracção pertencem.

Esta nova identidade do prédio tem quase sempre mais contras que prós, porque a maneira de olhar para as pequenas coisas é completamente diferente. Por norma o dono de um apartamento tem um cuidado que os inquilinos normalmente não têm, desde o manter a porta da rua, aberta ou fechada, ao uso do elevador, passando pelo ruído nas escadas, há uma falta de sentido de posse que altera tudo... 

E claro, deixa de haver o tratamento de aldeia e de bairro, são quase todos "autómatos", que não conhecem palavras tão simples como o dom dia ou o boa tarde.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 23, 2017

Olhar para Dentro da Cidade

Gosto de olhar para dentro da cidade, estacionado por breves momentos em alguns "miradouros", inesperados, capazes de me oferecerem uma outra maneira de ver o casario imenso de Almada. 

Claro que nem sempre fico satisfeito com o que descubro, de repente a "urbe" parece-me um pouco mais alta, mais larga, e também mais "encaixotada", pelo menos quando comparada com o que vou vendo quando passo pelas ruas.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 19, 2017

Os Muros da Romeira Voltaram a Sorrir...

Graças ao Festival Urbano, que se realizou no fim de semana de 9 e 10 de Setembro na Romeira (Cova da Piedade), os seus muros e ruas abandonadas voltaram a sorrir...


Embora seja um lugar cada vez mais abandonado, vale a pena visitar para ver a arte dos nossos artistas de rua.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 21, 2017

As Árvores do Meu Contentamento...

Não tenho a certeza se somos mesmo o "povo que odeia árvores", como alguém disse em conversa. Sei que pelo menos não costumamos morrer de amor por elas...

Algumas oferecem boas sombras, outras dão frutos saborosos (lembrei-me de uma certa figueira...). Mas a maioria cresce ao deus dará...

Há um desinteresse muito grande pela floresta, por toda a gente, explicou o velho sábio, reformado dos campos há uns bons vinte anos. Quase toda a gente se veio embora, para não morrer de solidão e miséria. A esposa acrescentou que o campo era muito bonito e agradável, especialmente na Primavera, mas que dava muito trabalho manter tudo aquilo limpo... então apanhar as ervas, era trabalhar para o boneco.

Talvez seja esse o pensamento generalizado de quem se rende aos matagais, que crescem um pouco por todo o lado...

Depois de toda esta conversa, não há nada como dar um passeio pelo "parque da paz", em Almada, onde neste Agosto farto e ardente, a relva ainda permanece verde e as árvores conseguem sorrir, a quem passa e a quem lhes procura a sombra...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, julho 03, 2017

Quase o Melhor Prédio do Mundo...


Quatro casas alugadas depois, sente que conseguiu o equilíbrio necessário entre um bom espaço físico e uma paisagem humana secundária, cumpridora da frase feita, "vive e deixa viver".

Quando lhe dizem que mora no "prédio dos velhinhos", sorri, mas o que lhe apetece dizer é que mora quase no melhor edifício do mundo.

Lembra-se vagamente de cães a ladrarem, de criancinhas a chorarem, mas sobretudo da gente bruta que entrava no prédio depois da uma da manhã quase aos gritos, e que quando entravam em casa, não dispensavam o bater com a porta, como se o eco desta fosse um "despertador" para a vizinhança.

Uma vez chamou a atenção ao casal de trintões que morava à sua frente. Responderam-lhe com maus modos e olharam-no de alto a baixo com olhares quase assassinos, oferecendo-lhe outra frase batida, "quem está mal muda-se". E ele assim que pôde, mudou-se mesmo. 

É por isso que em apenas dois anos já vai na quarta casa (bateu o recorde de permanência nesta última, sete meses), mas tudo indica que é para continuar, até por gostar das vistas, do bocadinho de Tejo que consegue ver se se colocar em cima de um escadote na janela da sala.  

(Fotografia de Luís Eme)