Mostrar mensagens com a etiqueta Benfica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Benfica. Mostrar todas as mensagens

domingo, janeiro 27, 2019

Olhar para Dentro e para Fora dos Estádios...


Os campos de futebol sempre foram lugares especiais. Antes da Revolução de Abril, eram os únicos lugares onde se podia insultar quem quer que seja, sem sofrer qualquer tipo de represália.

Sei do que falo, porque visitei o velho Campo da Mata, das Caldas da Rainha com seis anos, de mão dada com o meu pai (1968, 1969...). Nunca antes tinha assistido a um espectáculo do género. Algumas pessoas até eram capazes de pensar que fazia parte do bilhete de ingresso, encher o campo de insultos e palavras feias, a partir das bancadas, dirigidas quase sempre para o árbitro, fiscais de linha e os jogadores adversários.

Felizmente o meu pai fazia parte de outro filme, talvez por ser mais de interiorizar que de exteriorizar as emoções. E eu segui o seu exemplo. Posso dizer com algum orgulho, que nunca fui a um estádio para insultar quem quer que fosse...

Quando ia ao futebol, ia à procura de algo que raramente encontrava, o chamado "futebol espectáculo", com beleza e emoção. Senti essa emoção sobretudo durante a adolescência (o período em que acompanhei mais os jogos de futebol do Caldas e fazia quase "claque" com os meus amigos...) e nos chamados jogos grandes no Estádio da Luz, em que o Terceiro Anel tanto abanava como tremia (abanava mesmo com o bater de pés dos sócios e também  ficava mais pequeno quando o Benfica perdia...).

O jornalismo desportivo roubou o adepto  fez com que assistisse aos jogos com outro olhar (o mais curioso, é que isto aconteceu naturalmente...). E depois deixei mesmo de visitar os estádios (nos últimos vinte anos devo ter assistido ao vivo a três ou quatro jogos de futebol, o último dos quais foi muito bom, quando na época passada voltei ao Campo da Mata, na companhia do meu irmão, para ver o meu Caldas passar às meias-finais da Taça de Portugal...). Embora também deva confessar, que não consigo estar muito atento aos jogos de futebol nos estádios. As reacções das pessoas (até mesmo as insultuosas...) distraem-me com grande facilidade e perco-me mais pelas bancadas que pelo relvado...

Mas não é apenas por isto que não vou aos estádios. Embora reconheça que os jogos do campeonato português são demasiado pobres, tanto em jogo jogado como em emoção. Foi o jornalismo que fez com que conhecesse o pior lado do futebol. O lado da "vigarice", da "batota" e da "violência". Escrevia no "Record" no tempo do famoso "Guarda Abel", que existiu mesmo, assim como as histórias que ainda se contam, aqui e ali,  sobre a figura e o bando armado que comandava, que infelizmente está ligado - da pior maneira - ao "reinado" do FC Porto no futebol dos anos noventa do século passado...

Acho que foi por conhecer este "lado negro" que, ao contrário do meu pai, não levei os meus filhos ao futebol pela mão. O meu filhote já devia ter uns dez anos quando entrou num estádio para ver um jogo de futebol. Foi a família toda, mais para satisfazer a sua curiosidade, que por outra coisa. Talvez por não ter muito jeito para jogar, nunca se deixou impressionar por tudo o que rodeia o futebol. E ainda bem. Ele a a irmã gostam do Sporting, porque a mãe fez alguma "publicidade enganosa" cá por casa, mas sem qualquer tipo de "doença".

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

sexta-feira, novembro 30, 2018

Um Triângulo Humano que Começa a ser Perigoso...


Como simpatizante do Benfica incomoda-me o triângulo formado entre Luís Filipe Vieira, Rui Vitória e Jorge Jesus.

Muito menos aceito que depois de demitir o treinador, o presidente tenha voltado com a palavra atrás. Até porque Rui Vitória não é o Jorge Jesus...

Ou seja, neste momento não acredito que as coisas melhorem com Rui Vitória. Mas também não acredito que Jorge Jesus seja a solução para o futuro do Benfica (embora goste do futebol praticado pelas suas equipas...).

Começo a acreditar que a solução para os problemas do Benfica passe por uma "terceira via", fora deste triângulo. Um presidente que não seja o "único dono do clube" (nem esteja envolvido em suspeitas de corrupção...) e um treinador que goste de jovens, de ganhar, e não menos importante: que a sua equipa jogue um futebol empolgante, que gostamos de chamar "à Benfica"...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 11, 2018

O Benfica, a Clubite, a Justiça e o Jornalismo de Sarjeta


Tenho evitado falar sobre o que se tem passado com o Benfica nos últimos tempos, com o clube a ser vitima de uma campanha de "desinformação" e "intoxicação", sem paralelo no nosso país, por parte dos dois clubes rivais (querem evitar o "penta" a todo o custo...). Campanha que se tem estendido a algum jornalismo que se alimenta sobretudo das "meias-verdades" e meias-mentiras", com manchetes e capas fabricadas diariamente (mesmo que os títulos muitas vezes tenham pouco a ver com o conteúdo das notícias...), com um único objectivo: vender gato por lebre.

A campanha começou com os "vouchers", depois foram os "e-mails"  e agora são "toupeiras"...

Embora não procure desvalorizar as investigações em curso - nem inocentar ninguém -, faz-me um bocado confusão a leitura que se está a fazer deste último processo. Por mais voltas que dê, não consigo perceber  a posição de algum jornalismo, tão "escandalizado com as toupeiras", quando eles são useiros e vezeiros na utilização dos mesmos métodos, conseguindo ter acesso a partes de processos em segredo de justiça, que só podem ser divulgados pelos vários agentes envolvidos na respectiva investigação (ministério público, polícia judiciária e tribunais...).

Do ponto de vista criminal, não consigo perceber a diferença que existe entre um dirigente desportivo e um jornalista, quando ambos utilizam os mesmos métodos para se apropriarem de informação privilegiada fornecida por terceiros, para benefício próprio. 

(Ilustração de Otto Lange)

domingo, outubro 01, 2017

Crónica de um Adeus Esperado (ou talvez não)...


Segundo a tradição - e também legislação - hoje não é dia para falar de partidos, eleições, governantes, etc. É por isso que vou escrever sobre algo de que gosto muito, mas que está povoado de zonas cinzentas, de gente que nunca gostou profundamente de desporto, particularmente de futebol. A única coisa que os motiva são as vitórias dos seus clubes, com a ajuda de árbitros, fiscais de linha ou juristas, demasiado coloridos.

Já disse várias vezes que gosto do Benfica. Penso que a única razão que encontro para "este gostar" é a "magia" da fotografia do José Águas, a sorrir, com a Taça dos Clubes Campeões Europeus, pendurada num quadro na sala da casa do vizinho de cima, no prédio onde vivi a minha meninice, no Bairro dos Arneiros, nas Caldas da Rainha. Até porque lá por casa era tudo "lagarto", a mãe, o pai e o mano.

Mas o que eu quero mesmo é falar de futebol, da actualidade, mas sem me afastar dos relvados. Falar apenas dos jogadores, dos treinadores e da bola. Neste caso particular, falar da "crise" do Benfica, do seu treinador e dos seus jogadores.

Como não tenho a memória curta, não esqueço que o Benfica que praticou melhor futebol nos últimos vinte anos, foi o de Jorge Jesus. Até ao momento Rui Vitória demonstrou ser um bom líder, sereno, competente, mas, talvez demasiado "frio" e "apagado". Pelo menos é essa a ideia que passa, para quem vê a sua equipa do Benfica a jogar, mais calculista que apaixonada por um futebol desgarrado e bonito.

Jorge Jesus só provou, que de facto é um grande treinador, na época seguinte a ter perdido "tudo" (podia ter sido Campeão Nacional, ganhar a Liga Europa e vencer a Taça de Portugal...). Conseguiu colocar os pés no chão e vencer os dois campeonatos seguintes, praticamente com os mesmos jogadores...

Rui Vitória para muitos tem hoje um "teste de fogo", na Madeira. Para mim, nem por isso. O seu verdadeiro teste é conseguir retirar da equipa "jogadores intocáveis", como é o caso de Luisão, que pode ser muito importante como líder no balneário, mas que já não tem capacidade física para ser titular de uma equipa com a grandeza do Benfica. E claro, conseguir que o "Benfica jogue à Benfica" (sempre a querer ganhar, em qualquer relvado...), o que ainda não aconteceu esta época.

Voltando ainda ao Luisão, muito mal vai o Benfica se não tem um jogador com qualidade suficiente para o substituir...

(Fotografia de autor desconhecido - mas eu gostava que fosse do grande Nuno Ferrari)

domingo, setembro 17, 2017

Utopias Futebolísticas...

Ontem, ainda antes do almoço, assisti a uma discussão lamentável sobre clubes de futebol (sim, quando apenas de fala do Benfica e do Sporting, de presidentes, directores de comunicação, etc, fala-se de tudo menos de futebol...). Os argumentos utilizados por ambas as partes foram como costuma ser hábito, rasteiros e ofensivos. 


Embora estivesse de fora da conversa e não fosse "doente da bola", quando vim para casa, fiquei a pensar que se não gostasse do Benfica, era indiferente a todo aquele folclore, a todas aquelas artimanhas de quem quer ganhar a qualquer preço, que tanto pode ser com a ajuda do árbitro, do poste ou até do defesa adversário, que às vezes se engana na baliza.

Mas é péssimo que os estádios tenham cada vez mais espectadores que vão assistir aos jogos apenas para verem os seus clubes ganharem (alguns até passam o tempo todo de costas para o relvado...), mesmo que joguem um futebol miserável, e ganhem com uma grande penalidade que só existiu no apito do árbitro...

Sei que toda esta "nuvem de fumo" é provocada pelas direcções de comunicação de clubes, compostas por jornalistas (como é que esta gente alguma vez podia ser isenta no exercício da sua profissão, já que passa o tempo todo a "incendiar" o futebol?), capazes de tudo para promoverem os seus "patrões" ou para denegrir a imagem dos adversários.

O mais engraçado, é que no final do dia nem fiquei chateado por o Benfica ter perdido no Boavista. Lembrei-me dos muitos jogos que tem ganho com "sorte", sem ser a melhor equipa em campo. E que talvez lhe faça bem, que aconteça o contrário... Talvez os seus dirigentes percebam que é mais importante contratar um bom guarda-redes e um bom defesa central, que continuarem a pensar que são as "camisolas encarnadas" que ganham os jogos...

(Ilustração de Enoch C. Bolles)

domingo, agosto 06, 2017

É Bom para o Negócio, Mas...

Foi uma manhã de domingo de Agosto que se disfarçou de segunda-feira. com os jornais desportivos a desaparecerem ainda antes do diário que mais vende, graças a mais uma vitória do "glorioso". Já não consegui apanhar "A Bola", fiquei-me pelo "Record".

Na conversa  que tive com o vendedor de jornais, ele não me conseguiu explicar muito bem esta loucura em torno do Benfica, embora ela venha desde os tempos que abriu a tabacaria, ainda nos anos 1960... Uns culpavam o Eusébio, mas ele sabe que é mais que isso. Foram as primeiras Taças dos Clubes Campeões Europeus, e foi também o Águas, o Costa Pereira, o Coluna, o Cávem, o Simões, e tantos outros. 

Foi um tempo de grandes vitórias pelo mundo fora, de um país habituado a perder em quase tudo...

Coça a cabeça e diz que se o Benfica não tivesse voltado a ganhar nos últimos anos, talvez já não existissem os três desportivos diários.

Mesmo sem morrer de amor pelos "lampiões" diz: «Não sei quantos são, mas pode ter a certeza que os que compram jornais, são mais que os sportinguistas e portistas juntos.»

(Fotografia retirada do site do "D. Notícias")

domingo, maio 14, 2017

Sábado Escrito com "Três Éfes"...


É impossível não dizer nada sobre o dia de ontem, um sábado escrito com "três éfes".

Como devem ter lido por aqui, muito antes de sábado já estava "intoxicado" com  Fátima. Isso não tem nada que ver com o Papa Francisco, de quem é difícil não gostar (tal como acontecia com João Paulo II), devido à forma simples e directa com que fala de todos os problemas que nos rodeiam. Tem a ver sobretudo com uma igreja que continua a alimentar "milagres" e "segredos", que nem sequer dão grandes histórias de ficção...

O segundo éfe foi sobretudo agradável para mim e para todos os benfiquistas. O Benfica sagrou-se campeão nacional e conquistou pela primeira vez na sua história quatro títulos consecutivos. Mas não me agradou apenas por ser o meu clube, agradou-me por nunca ter assistido a tantas manifestações de mau perder por parte dos responsáveis do Sporting e do FC Porto, colocando tudo e todos em causa, semana após semana. Estes últimos até baptizaram o campeonato de "liga salazar"...

Mas o mais surpreendente (e até mais saboroso) acabou por ser o último "éfe", não de fado, mas de "festival" (da eurovisão), com a vitória de Salvador Sobral, um rapaz calmo e simples (que grande conferência de imprensa!), que encantou a Europa com uma balada, bela e sentida, cantada em português...

(Fotografia de Nino Migliori)

segunda-feira, maio 16, 2016

Uma Segunda Feira Mais Luminosa

Hoje acordei com mais vontade de fazer coisas, com uma maior disponibilidade para enfrentar a semana (a agenda indica muito movimento e acção...) que está agora a começar.

Há vários factores para que isso aconteça. O primeiro é este Sol que entrou pela cozinha, assim que conseguiu subir mais alto que as casas da rua das traseiras. O segundo é a vitória do Benfica no campeonato de futebol (mesmo que não sejamos "doentes da bola", acabamos por nos deixar influenciar pelos bons e maus resultados dos clubes que gostamos). O terceiro é a esperança de que esta semana continue a ser alimentada por este Sol e também pela nossa luz, essa mesmo que nos faz sorrir naturalmente...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 15, 2016

Vê de Vitória


Porque continuo a acreditar que não vale tudo, na vida e no futebol, espero que Rui Vitória e o Benfica sejam os vencedores da nossa Primeira Liga, que termina daqui a hora e meia.

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, outubro 26, 2015

Uma Outra Religião, com Outro Jesus


Dando continuidade ao que escrevi ontem, para mal de todos os pecados dos benfiquistas (onde me incluo...), o Jesus parece que é mesmo Salvador, os sportinguistas que o digam, não é todos os dias que se chega ao Estádio do Benfica e se ganha por três a zero. 

Agora falando mais a sério, é bom percebermos que se há alguém que acredita nele próprio, é o agora treinador do Sporting. Consegue suplantar as suas limitações técnicas e linguísticas com uma enorme força de vencer. E os resultados estão à vista.

Eu sei que tem tido sorte. Mas a sorte normalmente procura-se, não é coisa para vir ter connosco, apenas porque sim.

Ao contrário do que já se diz por aí, que ele agora até já aposta na formação, em Alvalade. É mentira. Ele continua a apostar nos melhores jogadores, que por mera curiosidade, no clube leonino, além de terem crescido na Academia, também são portugueses.

E também lamento que o Benfica não tenha aceitado com mais "fair-play" a sua saída (até por ser do conhecimento público que se iria mudar de paradigma no clube, investindo-se mais na formação e menos nos mercados). 

domingo, outubro 25, 2015

O Conforto e a Alegria que Vêm de Fora...


Há muito que não me apercebia, de uma forma tão nítida, o quanto era importante que o Benfica ganhasse, para o conforto, ainda que por apenas algumas horas, daquele "Vencido da Vida", que saiu de casa cedo, com o cachecol encarnado ao pescoço.

Conhecia-o de vista. Era pouco mais velho que eu e estava desempregado há tempo demais, ao ponto de não se lembrar de quando tinha tido um emprego certo. A sua vida era feita de biscates, fazia tudo para ganhar uns cobres, para o tabaco, para o tinto e para o Benfica, quando tinha mesmo de ser.

Este domingo era um desses dias. Nem sequer se assustou com a chuva matinal. Calçou as botas de borracha, certo que por ali não iria entrar água, assim como o seu impermeável. Não queria perder a oportunidade de se associar às assobiadelas monumentais que iriam oferecer ao Jesus no estádio, esse traidor. Pior que ele só o Cavaco. Mas como ele disse, hoje não era dia de se falar de política. Era dia de gritar pelo Glorioso.

Encostado ao balcão do café, disse ao empregado que nem se importava que o Benfica ganhasse só por um zero, mas iam ser pelo menos dois ou três, com o Jonas e o Mitroglou (nem se enganou ao dizer o nome do grego, sabia mais de português que o Jesus...) a trocarem os olhos aos defesas dos "lagartos".

Percebi o quanto ele precisava de se sentir feliz, de ter uma alegria, ainda que fosse só por umas horas. Só era preciso que os jogadores encarnados estivessem pelos ajustes...

quarta-feira, setembro 30, 2015

Não Consigo Ignorar Esta Vitória


Ao contrário de uma boa parte dos benfiquistas que conheço, sempre tive a sensação que Rui Vitória era melhor treinador para o Benfica e para o futebol português que Jorge Jesus.

Há pelo menos três diferenças que já registo com agrado.

A primeira diferença deu-se na formação da equipa, que normalmente jogava com um único jogador português no onze. Com o novo treinador jogam pelo menos três, e dois deles andam pelos vinte anos de idade.

A segunda diferença aconteceu hoje, este Benfica é uma equipa para todas as competições e não apenas para consumo interno ou para a "II divisão europeia".

A terceira diferença reside no comportamento ponderado de Rui Vitória, que sabe que não é o melhor treinador do mundo, ao contrário do colega de profissão. que foi para Alvalade.

Mas penso que a melhor resposta do Rui para o Jesus está guardada para o "derby", mas dentro de campo e não nas conferências de imprensa...

 (A  fotografia é do site de "A Bola")

quarta-feira, maio 14, 2014

A Normalidade e a Alarvidade Televisiva


Depois do almoço escrevi isto:

«Hoje é dia de "estagiar" e de apenas ligar a televisão uns minutos antes do começo da final da Liga Europa, entre o Benfica e o Sevilha. Palavra de benfiquista!
Acho impossível aguentar esta programação, de manhã à noite, apenas focada  no Benfica. Como de costume, povoada de lugares comuns e de repetições. É no mínimo doentio.
Normalmente para se defenderem, dizem que é isto que o povo quer e gosta.
Não sei a que povo se referem... sei apenas que era preferível falarem, ainda que levemente, dos muitos interesses comerciais que giram à volta destes acontecimentos.
E eu sou benfiquista. Imagino como se devem sentir os simpatizantes de outros clubes...
E claro que quero que o Benfica ganhe.»

Telefonaram-me e como não tinha escolhido uma imagem, este texto acabou por ficar apenas como "rascunho".

Já depois do final do jogo, pensei que toda aquela euforia exagerada dos meios de comunicação (que só falou filmarem os benfiquistas nos mictórios de Turim), só poderia levar a estados depressivos exagerados, após a derrota benfiquista...

Se os jogos fossem encarados com normalidade, sem toda esta pressão, talvez as bolas entrassem com mais facilidade nas balizas. Talvez...

A foto foi retirada do site "A Bola".

quinta-feira, maio 01, 2014

Benfica de Maio


Apesar de hoje ser o Dia do Trabalhador, que continua a ser banalizado pelo "senhor pingo doce", o grande destaque do dia vai para o Benfica, que apesar de hoje ser tradicionalmente um dia de descanso e de festa, os seus atletas foram uns autênticos operários, unidos e solidários, na luta que travaram com os italianos da Juventus. 

Jogaram mais de 20 minutos com menos um jogador e os últimos nove com menos dois jogadores, devido à lesão de um dos seus grandes campeões, Garay. Tal como já tinha acontecido nos dois jogos que disputou com o FC Porto.

Há um atleta que merece  algumas palavras de homenagem, o capitão Luisão, que além de tirar uma bola de dentro da baliza, foi, o que tem sido durante toda a época, o grande "comandante" desta verdadeira equipa.

A fotografia foi retirada do site de "A Bola".

domingo, maio 12, 2013

O Homem Certo no Lugar Certo


Jorge Jesus não é outro Mourinho, como um "filósofo" tem andado a apregoar pro aí, por razões que só ele conhece, mas é um bom treinador, provavelmente, o ideal para o Benfica, nestes tempos difíceis.

Não tem o melhor discurso, embora isso não seja coisa que lhe tire o sono nem o faça mudar de "dialéctica", pois "os pontapés na gramática" já são uma imagem de marca.

Ainda bem que não mede cada palavra que diz, é natural frente às câmaras, ao contrário de Paulo Bento ou Vitor Pereira, que já deviam ter tido umas "lições" para enfrentarem os jornalistas com mais naturalidade e fugirem do discurso monocórdio.

Mas o mais importante é percebermos que Jorge Jesus percebe realmente de futebol e é capaz de construir equipas e valorizar jogadores. O único senão é ser muito teimoso. Mas até aqui parece ter melhorado. Este ano, se perder o título, não foi devido a apostas erradas como as que fez com Roberto ou Emerson nas últimas duas épocas.

Como Benfiquista espero que o Paços Ferreira termine a época da melhor maneira, com uma vitória na última jornada em casa frente ao FCP, e que o Benfica vença o Moreirense, claro...

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Uma Fotografia Memorável


Esta fotografia de Nuno Ferrari, um dos maiores fotojornalistas da história do desporto português e do jornal "A Bola", ficou na história do futebol, pelo seu simbolismo e pela classe de Eusébio, que durante largos anos foi considerado o nosso melhor futebolista de sempre.

Foi tirada durante o Mundial de 1966 em Inglaterra, quando a selecção portuguesa conquistou o terceiro lugar...

Hoje Eusébio tem um concorrente de peso, Cristiano Ronaldo, que embora os tempos sejam outros, penso já lhe tirou o ceptro de melhor de sempre, pelo menos em popularidade, até por jogar numa das melhores ligas do mundo, depois de ter passeado a sua classe na Inglaterra. 


Esta fotografia surge por aqui, também por o Benfica ter passado aos oitavos de final da Liga Europa, com duas vitórias.

sábado, novembro 26, 2011

O Essencial em Segundo Plano


Na última "posta" excedi-me em palavras e como deixei o essencial para o fim, nem todos os meus leitores lá chegaram.


É por essa razão que considero o comentário da Carol precioso, pois trouxe ao de cima uma "falsidade", que tem sido usada durante anos, à qual também dei relevo, propositadamente.

Quando a minha amiga falou que o pior pesadelo da vizinha eram as derrotas do Benfica, expliquei-lhe que se isso fosse verdade, a senhora só devia levar pancada meia dúzia de vezes por ano, porque o clube da Luz era o clube que mais vitórias alcançava nesse tempo, no nosso país.

Penso que é tão errado associar os bons chefes de família ao Benfica, como os agressores dos casos de violência doméstica. Deve-se associar sim, ao futebol, e a toda a alienação que provoca junto dos seus adeptos.

Muito triste é perceber que as pessoas têm uma vida tão pequena, que para se sentirem vencedores, têm de viver as vitórias e as derrotas dos seus clubes como se fossem suas, sejam elas do Benfica, do Sporting, do Porto ou do Cascalheira Futebol Clube. Infelizmente esta "cegueira" escolhe sempre inocentes como vitimas...

O óleo é de Luís de la Fuente.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Quando Ser Benfiquista ou Sportinguista Acaba por Ser o Menos Importante...


Não estou aqui a falar do Benfica, por amanhã ser dia de "derby" na Luz, nem tão pouco por ter decidido ser benfiquista numa família de sportinguistas.


Até porque já devia ser adolescente quando soube o porquê do sportinguismo da minha mãe. A história sobre o sportinguismo do meu pai ainda é mais recente. Como nunca lhe perguntei, ele também nunca me contou essa e tantas outras coisas que ficaram por contar sobre a sua vida. Há pouco tempo tive uma conversa deliciosa com o meu tio Valentim, em que ele desfiou um bom novelo de memórias sobre a sua infância e juventude. Fiquei a saber muitas coisas sobre o meu pai, o seu irmão mais velho que o trouxe para a Capital e foi tão importante na sua vida. Foi também no decorrer desta conversa que soube a razão do seu sportinguismo.

O meu pai e os irmãos nasceram na Beira Baixa, numa das muitas aldeia perdidas do interior, distantes do "mundo". Um dia apareceu lá na aldeia um tio, que trazia nos bolsos uns cromos do Sporting da Covilhã, que estava nessa altura na primeira divisão (nos anos quarenta do século passado), e acabou por os oferecer aos sobrinhos. Aquelas imagens a cores foram uma autêntica novidade para quem nunca saíra dali e pouco sabia sobre futebol. A alegria deles foi tanta que nunca mais deixaram de gostar das camisas listradas a verde e branco do Sporting da Covilhã e do de Portugal.

A minha mãe antes de ser sportinguista, começou por ser anti-benfiquista, porque durante a passagem do Caldas pela primeira divisão (nos anos cinquenta...), numa das visitas do Benfica este ficou alojado no Hotel Lisbonense e os seus craques resolveram levar da Cidade uns "recuerdos" sem avisar a gerência, tais como talheres, toalhas, copos, etc. Na altura isto foi um escândalo local, e quem não gostava da equipa da Luz ainda ficou a gostar menos, como foi o caso da minha mãe.

A outra razão para não ser benfiquista é muito mais arrepiante e foi-me contada há mais de vinte anos por uma amiga, que por uma razão qualquer me explicou porque não gostava do Benfica.

Quando ainda não se falava de violência doméstica, era costume um vizinho agredir a mulher e os filhos, especialmente quando o Benfica perdia, mesmo na casa ao lado dela. Toda a vizinhança ouvia a gritaria, o barulho de coisas a partirem-se e os choros, ao qual se seguia sempre um silêncio sepulcral. Ela também chorava muitas vezes no seu quarto, de raiva, por ninguém entrar naquela casa e parar aquele animal. Tinha catorze anos quando se mudou para o centro da cidade e deixou de assistir a este espectáculo degradante, mas nunca o esqueceu. Nem nunca conseguiu perdoar ao Benfica, mesmo que fosse apenas um elemento secundário em toda a história.

Naturalmente, não deixei de ser benfiquista por estas duas histórias. Na época ainda utilizei um argumento para defender o Benfica, mas nada de muito relevante para a história. Importante é dizer que tenho muita vergonha de todos os cobardes que aproveitam as derrotas e as vitórias de um desporto qualquer - que devia ser apenas isso -, para deitarem fora a raiva e a frustração de uma vida falhada, no corpo de inocentes, que se calam tempo demais, quase sempre por amor...

A fotografia é de Maurice Tabard.

segunda-feira, abril 04, 2011

Ser Benfiquista Não é Isto


Embora seja benfiquista, nunca vi nenhum jogo do clube no novo estádio, nem estou a pensar ver. Muito menos noutros estádios. A única excepção que me pode levar de novo ao futebol é a Selecção.


Há várias razões para que isso aconteça: o preço dos bilhetes; o comportamento das claques; a má qualidade dos jogos; a dualidade de critérios dos árbitros; a má gestão dos dirigentes; e sobretudo a mentira que existe em redor deste espectáculo
.

Há bastante tempo que não aparecem dirigentes à altura de um clube como o Benfica. Gente que além de tentar ter sucesso desportivo, tenha superioridade moral perante os adversários.

Não se pode passar o tempo a apontar o dedo ao presidente do F.C.Porto e depois usar-se a mesma "cartilha", ter comportamentos idênticos, como os de ontem, em que depois de se perder, com toda a justiça dentro do terreno de jogo, resolve-se inventar um "apagão", ao mesmo tempo que se liga o "sistema de rega". Ou seja, faz-se o jogo do Pinto da Costa e companhia, envergonhando uma boa parte dos benfiquistas, onde me incluo.

sábado, fevereiro 05, 2011

Um Pequeno Grande Jogador

Liedson (tal como Falcao, embora este tenha "roído" a corda no último momento, graças à "arte" do "pintinho" de desviar craques da Luz...) é um dos poucos jogadores do nosso campeonato que gostava que tivesse vestido a camisola da equipa benfiquista.


Apesar da baixa estatura, o "Levezinho" chega mais longe e mais alto que muitos grandes, e é quase sempre primeiro, por nunca desistir de um lance e ter a percepção rara do lugar e do tempo certo, no interior da área.

Ontem Liedson despediu-se de Alvalade da melhor maneira, com dois golos preciosos, que garantiram o empate do Sporting com o Naval, último classificado.

Vai deixar saudades aos sportinguistas e a todos aqueles que gostam de golos e de bom futebol.
Adenda: seja para "português" ver ou não, soube bem ouvir da sua boca, a disponibilidade para continuar a jogar pela Selecção, antes de partir para o Brasil. Até aqui é um exemplo para muito boa gente...