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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Esquecido do Carnaval


Se não visse uns miúdos vestidos como se fossem para um baile de máscaras nas suas escolas, nem me lembrava que estamos no carnaval.

Contei isto ao café, assumindo que estava a ficar velho. Do outro lado disseram que eram apenas sinais de maturidade, de quem já não tem muita vontade de viver a fingir nem de se meter em "carnavais".

Também disse que não tinha achado piada ver um miúdo fardado de polícia. Embora soubesse que isso aconteceu porque olhamos sempre para o outro pelo nosso prisma do "mundo". E como eu me vestiria mais facilmente de ladrão que de "chui"... 

Mas há sempre a possibilidade do pai ou o avô serem polícias e de ele sentir um orgulho enorme em se vestir desta maneira...

(Óleo de Pablo Picasso)

terça-feira, fevereiro 17, 2015

O Carnaval do Ano Inteiro Ofusca a Folia Carnavalesca no nosso País



Tenho cada vez menos dúvidas de que é cada vez mais difícil ter espírito carnavalesco no nosso país, com tantos exemplos diários de gente com máscaras e a "transvestir-se"...

E o "pagode" tem valido a pena, anda por aí tudo a solta, menos o "metralha" nº 44, sabe-se lá porquê...

O óleo é de Georges Corominas.

domingo, março 02, 2014

Travessia para um Intervalo


Vou dar descanso aos quadros e durante todo este mês de Março só vou colorir as minhas palavras com fotografias também da minha autoria.

Provavelmente as palavras não vão gostar muito, talvez torçam o nariz, mas como eu é que sou o dono do "pedaço"...

Hoje devia colocar um mascarado por aqui, mas este domingo gordito está tão chocho. E ficou o Tejo, um Cacilheiro e o Ginjal

Sem fugir do Carnaval, é caso para dizer: pobres garotas que desfilam nas nossas quase "escolas de samba", de Norte a Sul, com mais léu que roupa, neste domingo sem Sol.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O Carnaval da Fotografia


A fotógrafa Cindy Sherman tem uma particularidade muito singular, é a própria modelo de uma grande parte das suas fotografias, pelo menos as artísticas, que tentam abrir novos caminhos nesta Arte.

Como esta, que achámos bastante "carnavalesca", pelo cunho exibicionista da autora.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

O Baile de Máscaras


No domingo gordo o primeiro-ministro foi vaiado mas como tinha levado a máscara de "conciliador",  aproximou-se das massas, com demasiada "pieguice", diga-se de passagem, quase a querer dançar o "corridinho", e a fingir, que afinal era a brincar...

Já o presidente da República não foi capaz de sair de casa no domingo (até viu a missa na televisão...). Depois de andar o ano inteiro "mascarado", não encontrou uma máscara que lhe agradasse, para levar ao "baile" da escola António Arroio. Ainda telefonou ao Santana Lopes para lhe emprestar a do "calimero", mas este não foi nisso. Para agravar ainda mais a situação, a "malta" da comunicação social distorce tudo o que ele diz e faz. A sorte dele é perder apenas cinco minutos diários a ler jornais...

É por estas e por outras, que tanto um como o outro, suspiram de satisfação por nesta terça-feira, já não ser Carnaval (pensam eles)...

O óleo é de Georges Corominas.

domingo, janeiro 15, 2012

O Tal Jornalismo de Referência...

Não sei o que dizer a esta publicidade.


Não tenho conhecimento de um jornal oferecer "vespas", direitinhas para velhos e novos "fura-greves" (grande incentivo)...


A sorte do "Expresso" (e de outros que tais...) é não existirem "agências" a medirem o lixo que se oferece por aí, misturado com notícias...

sábado, março 05, 2011

O Carnaval

O Carnaval sempre foi uma efeméride de "libertação", especialmente nos tempos em que não existiam "grandes liberdades" no nosso país.
Penso que tal como a "Revista à Portuguesa", o Carnaval fica sempre a perder em democracia, porque é dificil ir além do óbvio. Por exemplo, o Sócrates ou o Cavaco, já não enganam ninguém, é quase uma banalidade fazer humor com as suas "figurinhas"...


O óleo é de Andrei Markin, e leva-nos a outros carnavais, a outros "bailes de máscaras"...

quarta-feira, novembro 10, 2010

Os Collans

Há uma peça de roupa feminina que sempre me causou alguma impressão, pelo seu aspecto escorregadio, falo dos collans (o espartilho e a cinta já não são do meu tempo..).
Não falo totalmente de cor, nos finais dos anos oitenta, princípios dos anos noventa do século passado, fazia parte de um grupo de amigos almadenses, que não dispensavam a noite de Carnaval em Sesimbra, primeiro no pavilhão e depois na sede de algumas colectividades, que já não recordo o nome. Lembro-me que uma delas realizava os bailes num salão antigo, apalaçado e engraçado.
Num desses anos de folia houve alguém que deu o mote, que tínhamos de nos mascarar de "matrafonas", já não sei com que argumento. Foi a primeira e única vez que vesti os ditos collans, por baixo da saia da irmã de um amigo.
Além de sentir que os collans eram um objecto demasiado estranho no corpo, ainda tive de passar a noite a puxá-los para cima...
O Carnaval também serve para isto, para perceber alguns porquês das peças de roupa feminina...

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Talvez...

Talvez este seja o tempo mais apropriado para o nosso Carnaval. Este frio e até esta chuva de Fevereiro...

Digo isto porque noto que nunca tivemos muito jeito para esta festa, embora reconheça que existam algumas terras especiais, que sempre se esforçaram por alimentar esta tradição, graças à força de vontade de meia-dúzia de "malucos", que sempre adoraram pregar partidas aos outros.
Com o aparecimento das primeiras novelas o nosso carnaval começou a ser ainda mais "descaracterizado", apareceram as primeiras escolas de samba "foleiro" e as miúdas (e graúdas, claro...) começaram a deixar, ano após ano, peças de roupa em casa (ainda ontem vi num desfile do Algarve uma moçoila praticamente nua, apenas com o corpo pintado, pouco preocupada com os chuviscos e estas temperaturas agradáveis, fazendo uso do dito que quem corre por gosto não cansa...). E se antes ainda existiam, aqui e ali, pedaços de um entrudo português, eles começaram a voar e não mais voltaram...
Até os reis e as rainhas começaram a ser importados do "país irmão"...
Talvez a excepção continue a ser Torres Vedras, com as suas "matrafonas" e alguma sátira verdadeiramente portuguesa. Aqui também pode surgir mais uma questão: porquê este gosto dos homens de se transvestirem de mulheres? Haverá várias explicações, para além da experiência perigosa e aliciante de desfilar de sapatos de tacão alto ou de sentir o desconforto dos colants, que adoram descer pela cintura abaixo...
Em Almada o carnaval sempre foi uma coisa de quinta categoria. A única tradição que existia e que se perdeu, foi o "enterro do carnaval".
Por outro lado, tenho a sensação de que as pessoas foram perdendo a vontade de brincar ao carnaval. Talvez por verificarem que a época se foi banalizando, com tantos "foliões" a brincarem ao carnaval o ano inteiro, influenciados ou não, por gente do calibre do "palhaço" madeirense, que não deixa de fumar charutos cubanos e de se rir o ano inteiro, à nossa custa...
O óleo é de Howard Hodgkin.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

A Luta Pelo Melhor Carnaval...

Os telejornais neste entrudo são uma delícia e tentam abrir "guerras" entre os carnavais de Torres Vedras, Loulé e Ovar.
Por cá prefiro o de Torres Vedras, por ser o mais português, em tudo, até no desfile quase caótico, com tudo á molhada e fé no rei Momo.
Almada? Almada continua, com grande proabilidade, a concorrer para o título do pior carnaval do país. A festividade resume-se a uma volta com música de cassete quase pirata, em frente da tribuna dos eleitos, à boa maneira romana...
Recordo os muitos corsos carnavalescos das Caldas, da minha infância e juventude, onde a alegria extravazava para lá dos figurantes, sendo permitido saltar as cordas ao fim de algumas voltas e participar na festa, que durava várias horas, sempre em grande alegria...

A fotografia de Jorge Almeida Lima é do Carnaval de 1905, em Lisboa, com duas "matrafonas" vestidas à época...