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terça-feira, fevereiro 05, 2013

Esperar sem Alcançar


Nunca quis ganhar o "estatuto" estranho de fazer esperar os outros, nem nunca percebi tal "filosofia", seguida por uma série de gente, que mesmo sem estar ocupada, deixa passar o tempo, porque acha que os outros têm de esperar...

Não sei se aprenderam esta mania nos consultórios dos médicos, onde é quase "letra de lei" fazer com que os doentes aqueçam bem as cadeiras da sala de espera.

O único "estatuto" que já ganhei há algum tempo, é não esperar por quem não me merece tal condescendência. Deixo recado, como fiz hoje, à secretária dos que estão em reunião, que tenho uma reunião a seguir e que não posso esperar mais...

Na "visitação" pelas fotografias de amigos, deixo aqui esta  do Largo de Cacilhas, quando o abastecimento de gasolina era feito nesta bomba, quase manual, da autoria de Fernando Barão.

sábado, maio 29, 2010

Inventar o Amor no Largo

Não foi a primeira vez que os descobri no Largo, cada um no seu canto a fumar um cigarro.

Ele encostado à parede, quase na entrada larga da oficina, ela sentada no banco de madeira colocado em frente à loja onde trabalha.
Ambos jovens e bonitos, entretém-se a deitar fumo para o ar e a fingir que não se vêem, embora troquem olhares tímidos, aqui e ali, talvez a inventar um amor.
Não sei (nem eles, acho eu...) se um dia vão encontrar coragem para se sentarem os dois no banco de madeira, onde além de partilharem o prazer do cigarro, também poderão contar o que lhes apetecer das suas vidas...
O banco é de António Ferrão.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Outro Largo da Memória...


Eu sabia que o nome deste blogue não era original.
É por isso que faço, com todo o gosto, referência a um outro "Largo da Memória", o livro de contos de Homero Serpa.
Homero Serpa é um jornalista desportivo que fez parte do mais célebre quinteto do jornalismo desportivo, com quem aprendi a gostar e a perceber de futebol, de desporto e de tantas outras coisas...
Estou a falar de Carlos Pinhão, Alfredo Farinha, Carlos Miranda, Vitor Santos e Homero Serpa.
Conheci os três primeiros, especialmente o Carlos Pinhão, uma das minhas grandes referências no jornalismo.
Homero Serpa, não conheço pessoalmente, embora me seja bastante familiar, nas suas crónicas e nas suas histórias...

sábado, maio 05, 2007

O Largo de Cacilhas


Faz-me confusão a forma como se trocam os nomes das ruas e dos largos. Muitas vezes sem qualquer aviso ou razão aparente.
O que vale é que há lugares, que por mais nomes que lhes dêm, nunca se adaptam aos topónimos oficiais.
Um dos exemplos é o actual Largo Alfredo Diniz (ou Alex Diniz), um dos mártires da Liberdade, militante do PCP e operário dos Estaleiros do Parry & Son, em Cacilhas, assassinado de uma forma cobarde pela PIDE nos anos quarenta.
Antes fora Largo Costa Pinto, um político do século XIX, que foi um grande benfeitor do Concelho e de Cacilhas.
Mas para os cacilhenses, sempre foi, e continua a ser, simplesmente o Largo de Cacilhas...
A fotografia é da autoria de Júlio Diniz, datada de Outubro de 1948, durante as comemorações do Centenário da Incrível Almadense.