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domingo, junho 09, 2019

Criticar a Justiça é das Coisas mais Fáceis do Mundo


Já depois de escrever o texto de ontem, publicado aqui no "Largo", li a crónica publicada no "Expresso", de Maria José Morgado, em que ela nos apresenta alguns dados estatísticos, que no mínimo, devem-nos deixar a pensar.

Ela aborda a luta contra a corrupção, sem deixar de focar as "montanhas que parem ratos" (de 604 comunicações de crimes só resultaram 19 condenações...), analisando os dados fornecidos pelo Conselho de Prevenção da Corrupção.

Quando ela refere: «O CPC recebeu no ano de 2018, descontadas as cifras negras e a fragilidade dos números alcançados, um total de 604 comunicações de crimes económicos, dos quais os principais diziam respeito a 248 crimes de corrupção, 153 de peculato e 17 de prevaricação. Deste universo, destacam-se as comunicações de crimes com indícios probatórios, das quais resultaram 73 acusações, 19 condenações, três Suspensões Provisórias do Processo e duas absolvições. As conclusões são más.»

É importante referir ainda que 48% destes crimes comunicados aconteceram em Autarquias...

Escolhi o título "Criticar a Justiça é das Coisas mais Fáceis do Mundo", porque é a verdade. 

Raramente perguntamos, por que razão os processos que chegam aos tribunais revelam "tantas" deficiências e fragilidades nas investigações. Enquanto o Ministério Público e a Polícia Judiciária se debatem diariamente com problemas, como a falta de pessoal ou a utilização de meios técnicos ultrapassados, os "criminosos de colarinho branco" podem contratar os melhores escritórios de advogados (peritos na leitura das leis, que muitas vezes foram eles próprios que redigiram...).

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, maio 16, 2019

Cambalhotas & Negócios da China


Estou a escrever ao mesmo tempo que a televisão transmite uma reportagem sobre os prédios da seguradora Fidelidade - comprada pelos chineses -, e os seus inquilinos, convidados a sair das suas casas de décadas...

Sei que não vale a pena ouvir a líder do CDS, Assunção Cristas, sobre estes problemas sociais, que têm afectado milhares de pessoas em Lisboa e no Porto. Apesar de ter sido graças a ela que se alterou a "lei das rendas", sei que não tinha qualquer problema em dar mais uma "cambalhota" e dizer que "a culpa é do Costa"...

A Cristas é um dos nossos melhores exemplos de políticos sem memória e sem carácter. É por isso que é capaz de discursar na Assembleia da República e nas Ruas como se fosse uma representante de um partido de esquerda e defendesse o povo...

Infelizmente é graças a estes "defensores do povo", que somos um dos países mais desiguais e injustos da Europa.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, maio 12, 2019

«A colecção de arte não volta para as suas mãos»


Um amigo, mais entendido que eu em leis, assegurava-me há alguns meses, que a Colecção Berardo, que está no Museu com o mesmo nome, no CCB, já não saía das mãos do Estado. Falou-me inclusive da tentativa frustrada dos representantes do "dono" de levarem para fora algumas das sua obras mais valiosas, para serem leiloadas.

Depois do espectáculo protagonizado pelo "comendador" na Assembleia da República (onde até tem por lá uma sobrinha...), não sei se será assim...

Joe Berardo, bem acompanhado por um "advogado-ponto", disse  apenas o que quis, sem perder a oportunidade de se rir na cara dos deputados da comissão que o recebeu, sempre que lhe foi possível.

Claro que nada disto é novidade, já passaram pelo Parlamento, vários "berardos", que se limitaram a brincar com coisas sérias, sem que os deputados corem de vergonha ou façam alguma coisa, para alterar este estado de coisas.

(Fotografia de Luís Eme - Alcântara - 45 anos depois de Abril, ainda não conseguimos resolver este problema, continuamos a ser nós, os pobres, a pagar a "crise"...)

quinta-feira, março 14, 2019

O Poder e a Autocrítica (aliás, a falta dela)...


Quando falo com pessoas que já foram "poder", de um modo geral, noto a ausência de qualquer palavra, por mais simples que seja, de autocrítica.

Parece que fizeram tudo bem feito. E fazem questão de manter sempre uma barreira (por vezes gigantesca...) entre o "nós" e o "eles".

Talvez seja por isso que existe a tendência para alterar quase tudo, mesmo o que está bem (e é a coisa que mais me desagrada em qualquer governo, local ou nacional...), quando regressam ao poder.

Só que isto, pelo menos no meu entender, é uma prova da "perfeita estupidez" (normalmente disfarçada de "esperteza"...) de quem ocupa o poder. 

Só uma pessoa estúpida é que vai alterar o que está bem, por outra coisa, pior, sem sequer pensar nos danos que irá provocar a terceiros, apenas por que sim...

(Fotografia de Luís Eme - Olivais)

terça-feira, janeiro 29, 2019

«Afinal, ele é como nós!»


A expressão que escolhi como título deste texto, é dita vezes sem conta, quando políticos como o nosso Presidente da Republica, andam por aí, misturados com o povo, oferecendo-lhe a melhor da atenções na passagem em revista dos seus anseios e problemas. E se eles forem de "prometer", são capazes de dizer que irão até ao "fim do mundo", para tentar resolver os ditos problemas.

Lembrei-me de escrever sobre isto ao ver o bom do Santana Lopes na televisão a visitar o Bairro da Jamaica, no Seixal, naquela que terá sido uma das suas primeiras saída para o terreno,  em pré-campanha eleitoral, pelo seu Aliança.

Neste caso particular, os moradores do bairro, só não devem ter dito que ele era como eles, por causa da diferença da cor de pele...

Mas atenção, este "menino guerreiro", é dos melhores em campanhas eleitorais. Os partidos da direita que se cuidem (e até o próprio PS). Diz o que as pessoas gostam de ouvir, de uma forma clara e concisa, sem se perder em abraços, beijinhos e selfies. Ou seja, a palavra da moda (que parece assustar tanta gente...), há muito que faz parte do seu vocabulário político.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, dezembro 13, 2018

«Não é o paraíso, mas está menos mal do que se diz por aí...»


Já não se escrevem cartas, nem mesmo postais...

Se escrevesse, com data, sabia que quando chegasse ao seu destino, o "mundo" já era muito diferente. Pelo menos este mundo, que nos é apresentado a todas as horas pelos canais de notícias.

Mesmo assim, eu digo-te, como vejo o nosso país. E olha que não me parece ser o que dizem alguns jornais, nem o que mostram as notícias da televisão.

Não é o paraíso, que engana os olhos dos franceses, belgas, italianos, alemães, holandeses e até espanhóis, mas está menos mal do que se diz por aí...

Dito por outras palavras, não é o lugar onde tudo está mal. Mesmo que os estivadores, os bombeiros, os enfermeiros, os professores, os juízes (e tantos mais, que "não têm voz"...), tenham a sua razão e prometam não parar de lutar... Curiosamente com a quase satisfação dos dois partidos da direita (até se conseguem aproximar, a espaços, da esquerda mais radical, na "aparente" defesa dos direitos dos trabalhadores...). Lutam ambos pela "sobrevivência política", embora sejam péssimos a vender "banha da cobra", pelo menos quando comparados com o governo. Mas não precisavam de ir tão longe. Se um deles parece  ter dentro de si uma "ala psiquiátrica", onde não existem limites, na guerra pelo poder, o outro é comandado por uma líder do mais populista que tem existido por cá. Promete ser capaz de tudo para chegar ao poder.

O ideal era que não se vendesse tanta "banha da cobra" por parte do governo nem se continuasse à procura do "diabo" por parte da oposição. Mas sei que isso não existe... 

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, novembro 28, 2018

Somos o que Somos...


Somos mais de falar que de agir.

Por vezes este comportamento revela-se trágico, como sucedeu há poucos dias em Borba.

No calor da tragédia, fala-se do assunto com gravidade,  procuram-se culpados, enumeram-se mudanças, para  no fim voltar tudo a ficar na mesma.

Além do exemplo da fotografia (gostava de saber porque razão ninguém retira as manilhas dos rios, se já não tem qualquer utilidade...), encontram-se com facilidade coisas mais graves para todos nós. Por exemplo, a "estrada da morte" de Pedrogão já foi esquecida. Todos sabemos que o não falta, de norte a sul, são estradas rodeadas de árvores assim que acaba o alcatrão, mesmo das "perigosas", os famosos eucaliptos (com muita publicidade "positiva" paga...) e pinheiros...

Somos o que somos, infelizmente (devia dizer, tristemente ou miseravelmente...).

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 10, 2018

Um Hábito cada Vez mais Normal...


Esta mania dos políticos nos quererem passar "atestados de estupidez",  fiados na sua "chica-espertice", começa a ultrapassar todos os limites.

Já todos tínhamos percebido que uma boa parte deles gosta de "dourar" os currículos com cursos que nunca frequentaram, e cargos que nunca ocuparam, 

Depois há as dezenas de histórias com dinheiros de casas, viagens e fatiotas, do domínio da ficção... mas aceites, porque "os políticos têm ordenados baixos" (pobres coitados, devem receber pouco mais que o ordenado mínimo, tal como a maioria dos portugueses...). 

Só faltava mesmo a "denúncia" (feita pelos seus próprios pares...), de um registo duplo indevido na "folha de presenças" (algo que deve ser mais comum do que parece)...

Como se começou a falar de investigações, com a polícia judiciária e o ministério público ao "barulho", a senhora deputada que registou a presença do senhor Silvano, resolveu "dar a cara" e falar da "normalidade" da partilha de "senhas" dos computadores pessoais do grupo parlamentar... e pior ainda, de distracção. Sim, registou o nome do colega de bancada, sem perceber que o estava a fazer, e logo por duas vezes...

Não menos grave é o presidente do seu partido, achar que tudo isto não passam de "fair-divers"... Pelo menos o líder parlamentar teve a decência de dizer que nunca partilhou a sua "senha" com ninguém...

Tenho de acabar este texto com uma pergunta óbvia: como é que "gente deste calibre" chegou ao parlamento, onde nos está a representar?

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 22, 2018

A Má Política e o Mau Jornalismo de Mão Dada...


Os partidos de direita e algum jornalismo pouco livre e tendencioso ("Expresso", "Correio da Manhã", "Observador", "Sábado"...), acharam por bem fazer da substituição de Joana Marques Vidal, como Procuradora Geral da República, um caso político. Até foram capazes de utilizar palavras como "saneamento" e "perseguição", em algo que até aqui tem sido consensual: a autonomia do Ministério Público e a separação de poderes com que se rege a nossa Constituição, só terão a ganhar com um mandato único de seis anos do procurador ou procuradora geral da República.

A pressão exercida sobre o Governo, o Presidente da República e a própria Joana Marques Vidal, só iria fazer com que a desejada renovação do cargo deixasse a Procuradora refém de uma direita - cada vez menos séria e mais trauliteira  - e de um jornalismo, cada vez menos pluralista.

Mas o mais grave é a forma como acabam por tentar comprometer a própria justiça portuguesa, pois com esta tentativa de transformarem Joana Marques Vidal numa "heroína insubstituível", tentam oferecer a imagem de que não existe  no nosso país "mais ninguém" capaz de exercer este cargo com independência e isenção.

E nem vale a pena falar da "pressão" que tem sido exercida há meses sobre o futuro Procurador Geral da República, antes de ele, ou ela, serem escolhidos...

segunda-feira, setembro 17, 2018

O País Real e o "País do Costa"...


Já todos percebemos que o "país do Costa" é quase uma pequena maravilha, onde tudo funciona bem e se vive muito melhor que nos tempos do "pesadelo da troyka".

O problema é quando enfrentamos o país real, depois da esquina, que é bem diferente da "terra do Costa". Por aqui tudo aumenta, menos os ordenados...

E se tivermos a "sorte" de viver próximo de um "centro de atracções para turistas", descobrimos ainda mais novidades: um país com restaurantes de ementas em inglês e com preços quase proibidos para os nativos (deve ser por isso que o português está a fugir dos preçários...); um país com mercearias orientais prontas para vender garrafas de água grandes a euro e meio, a quem não peça água em português; um país com esplanadas que vendem em pleno dia imperiais ao preço de bares e discotecas...

E não vou falar da saúde, da educação, dos combustíveis e das rendas de casa. Fazem parte do tal pacote "onde tudo aumenta"...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, setembro 12, 2018

«Não me digam que estavam à espera que as coisas mudassem por cá, no nosso cantinho!»


Mesmo que não seja hábito dizermos que andamos a "virar frangos" há muito tempo, ou utilizar outro lugar comum ainda menos eloquente, «desta gente espera-se tudo», é notório que começamos a ser cada vez menos crédulos. Parece-me que o único que escapa da nossa mesa é o Manel, o mesmo bom rapaz de sempre.

Ou seja, não conseguimos passar ao lado das últimas notícias sobre os "chico-espertos" de Pedrogão Grande, que se aproveitaram da existência das habituais "vírgulas", que existem nos contratos, com a cumplicidade de alguém  ligado à autarquia, para conseguirem uma casinha nova, nas suas segundas e terceiras habitações, à conta de donativos, que só foram possíveis graças à boa vontade de milhares de portugueses.

Houve quem falasse como se este acontecimento fosse uma coisa "anormal"  no nosso país. Foi preciso a Rita colocar ordem na mesa e dizer: «Não me digam que estavam à espera que as coisas mudassem por cá, no nosso cantinho!»

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 20, 2018

Não foi Promessa, Apenas Vontade...


Pensava que ainda não era nesta semana que ia falar daquelas coisas que nos irritam, da sensação estranha, de que não somos um país melhor porque a "dúzia e meia de pessoas" que nos  têm governado, gosta de nos ver sofrer...

Mas nem é preciso estarmos com muita atenção para descobrirmos diariamente coisas estúpidas, daquelas que "ninguém" tenta resolver... 

Talvez os tais governantes também gostem de ver "sofrer" quem nos visita...

Sei, por exemplo, que algo se passa de estranho no Cais de Sodré (praticamente de Janeiro a Dezembro...), onde é cada vez mais difícil circular dentro da estação, devido ao aglomerado de turistas, que formam filas e filas, viradas tanto para norte e para sul, apenas porque querem muito conhecer a Baía de Cascais. 

Tento passar rapidamente, mas quando olho de lado para aquele cenário, fico com a sensação de que mais gente nas bilheteiras e mais máquinas a funcionar, eram capazes de resolver o assunto...

(Eu sei que não frequento o aeroporto, onde segundo as notícias ainda se torna mais fácil ficar com os cabelos eriçados... )

É por isso que me espanta este "masoquismo" de quem nos visita. Felizmente os preços baixos (que vão subindo levemente...) e os nossos sorrisos parece que vão chegando para as encomendas...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 10, 2018

O Exemplo Maior da Nossa "República da Mediocridade"...


Temos dezenas e dezenas de maus exemplos da nossa "República da Mediocridade", da saúde à administração interna que, de ano para ano parecem agravar-se, apesar de algumas tentativas infrutíferas de alguns "sonhadores", para melhorar o estado das coisas...

Onde ninguém tenta melhorar nada, há já mais de 30 anos (pelo menos desde o famoso "cavaquistão"...) é nos nossos transportes ferroviários.

A sensação com que se fica (sei que não sou o único que fico...), é que todos aqueles que têm sido escolhidos para administrar a CP, têm como objectivos principais da sua gestão, o aumento dos passivos da empresa, a redução de horários e composições e  a degradação das condições oferecidas aos utilizadores deste transporte histórico, cuja resistência é digna de realce. 

Só mesmo o comboio é que conseguia aguentar todos estes ataques violentos, perpetuados, de Norte a Sul. Talvez por deslizar em carris de ferro...

Era bom que alguém fizesse um dia a história deste transporte, sem se esquecer de frisar todos os jogos de interesse que foram desviando as mercadorias e as pessoas, das linhas férreas para as auto-estradas. E claro, os nomes dos administradores, do arco governativo do costume (PS, PSD e CDS) que sempre demonstraram mais vontade em servir interesse particulares, em prejuízo dos do Estado e de todos nós...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 09, 2018

Surrealismo Infernal em Agosto...


Nem sei por onde começar, nem o que escrever...

O primeiro-ministro resolve falar ao povo misturando velas e bolos de aniversário, à habitual propaganda do sucesso e da excepção que confirma a regra.

A líder do CDS tenta tirar dividendos da desgraça alheia, como de costume.

Os estudiosos da "sociedade protectora do eucalipto" aproveitam para afirmar, aqui e ali, que a culpa dos fogos tanto é dos sobreiros, dos carvalhos e azinheiras, como da sua árvore preferida.

A protecção civil muda as chefias e o porta-voz...

Os jornalistas televisivos fingem que não dormem e continuam numa correria, de terra em terra, em busca de pessoas que gostem de colocar "a boca no trombone" e tenham contas a ajustar com alguém.

A gente anónima atingida pela desgraça pergunta, "porquê?". à resposta violenta da natureza que, apesar do rasto de destruição que deixa, continua a não ser levada a sério...

Exemplos? Apesar do susto, a árvore que dá sombra ao quintal e à casa, promete continuar por lá...

E com muitas mais asneiras pelo meio, Monchique continua a arder, ao sétimo dia.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 20, 2018

O País dos Ricos Cada Vez mais Ricos e dos Pobres Cada Vez Mais Pobres...


Há uns dias escrevi aqui no "Largo" sobre as diferenças e os preconceitos que existem dentro de nós.

Mas sei que a verdadeira diferença que existe no nosso país (e nos outros, claro...), é entre pobres e ricos.

Os ricos, mesmo que sejam castanhos, amarelos, azuis ou vermelhos, são sempre tolerados, porque o dinheiro tem o "poder" de esconder (na gaveta ou no armário) todos os preconceitos ou diferenças que aparentemente possam existir.

Já o pobre, mesmo que seja branquinho e bonitinho... é sempre tratado como pobre...

E infelizmente esta diferença tem-se acentuado nos últimos anos. O capitalismo selvagem que se vai ocupando do nosso Planeta, faz com que o fosso entre ricos e pobres seja cada vez maior...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 28, 2018

A Dificuldade Maior em Sermos Bem Informados...


Há muito que o espectáculo venceu a "batalha" da informação na comunicação social.

Por razões quase naturais, a "festa" começou na televisão, passou para a rádio, e depois, chegou aos jornais, que também se habituaram a "vender gato por lebre" (basta ler a primeira página e depois passar os olhos pelas notícias que estão no "miolo"...).

Não menos relevante é a importância que se dá ao artigo de opinião e aos comentadores do que quer que seja. Parece que a notícia neutra, que relata apenas factos, deixou de ter importância... porque não emociona, não tem "sangue".

Talvez seja por isso que uma boa parte dos portugueses, não sabe muito bem o que é a Eutanásia, nem o que vai ser votado amanhã na Assembleia da República.

Como de costume, os fundamentalistas do "sim" e do não", - do que quer que seja -, provam que são bons nas campanhas de "desinformação"...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 24, 2018

O Espelho "Salazarento" na Política...


Claro que não gosto de ex-primeiro-ministros corruptos, mas também me incomoda o falso "retrato" que se tenta fazer de alguns políticos, aos quais só falta dizer que saíram mais pobres depois de terem sido governantes do país. Normalmente são colados à imagem "séria" de Salazar, mais falsa que judas, que a direita tanto gosta de apregoar...

Cavaco Silva e Passos Coelho são os dois ex-primeiro-ministros mais próximos desse paradigma, na chamada "terceira República". Se o primeiro acabou por estragar esta imagem, quando as famosas acções do BPN e a troca de vivendas no reino dos algarves se tornaram públicas, o segundo ainda continua a ser elogiado por continuar a viver em Massamá e passar férias na Manta Rota (até um dia destes, provavelmente, quando descobrirem que afinal também  "mudou de vida")...

(Fotografia de autor desconhecido)

quinta-feira, abril 26, 2018

O Dia Seguinte...


Acho que as pessoas fingem acreditar no grito que deram ontem, em uníssono, o habitual "Abril Sempre!"

Digo isto porque fazem muito pouco para que este mês (e os outros...) seja mais que uma boa memória.

Eu sei que não é de agora. Toda esta "liturgia televisiva", que nos quer levar até ao esquecimento, com a oferta de anestesiantes constantes, começou logo em 1976, primeiro com alguma timidez, e também com a utilização de vários disfarces. 

Foi por isso que nem foi preciso esperar muito tempo para que o "poder" voltasse para as mãos das famílias que mandavam no país a 24 de Abril, com a brandura e a vénia dos "democratas" que cerravam fileiras nos partidos de poder (PS, PSD e CDS). 

Mas os "donos disto tudo" foram ainda mais longe, agradecidos, trouxeram-nos para a sua "corte", com os escândalos e roubos que todos conhecemos e pagamos... 

Claro que para o ano, gritamos novamente em uníssono, o habitual "Abril Sempre!"

(Fotografia de Luís Eme - esta imagem não aparece aqui por acaso, durante este tempo tivemos um governante que fingia que não era político e esteve no poder durante 20 anos, e ao mesmo tempo que condecorou dois antigos inspectores da PIDE, "esqueceu" e ignorou o nosso herói maior da Revolução de Abril...)

sábado, fevereiro 24, 2018

Ilusões, Cambalhotas e Mentiras...

Se há classe de quem se pode esperar quase tudo, é a dos políticos.

É por isso que nem estranho as palavras ditas hoje por Assunção Cristas, líder do CDS:

«Queremos um CDS que já não é visto como partido 'dos ricos', 'dos patrões' ou 'dos quadros', mas é o partido de todos, de todas as idades, homens e mulheres, rapazes e raparigas, que valorizam mais o trabalho, o mérito, as ideias, o afinco, a credibilidade, e, sobretudo, a imaginação, a força criativa e o entusiamo.»

Mas não deixa de ser curioso, todo este "esvaziamento" ideológico coincidir com mais uma "crise existencial" do PSD...

Percebe-se, que se der votos, o CDS até volta a ser um partido democrata, a caminho do socialismo, como aconteceu em 1974 e 1975...

A luta pelo poder faz com que os políticos utilizem todas as armas, assim com todos os números de circo, mesmo aqueles que agora são proibidos, que metem tigres e leões (que agora são mais PSD)...

(Fotografia de Luís Eme) 

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Estás a Fugir para Onde, Democracia?

O que se está a passar no Sporting e no PSD são apenas dois bons exemplos de que a democracia já deixou de ser o que era, e há já algum tempo.

Não vale a pena estar a culpar os EUA e o Trump, porque os nossos problemas ainda não são os deles. Por muito que gostemos de andar em rebanho e de ficar à espera que os outros decidam por nós, ainda não chegámos à América.

Mas é triste quando um dirigente desportivo acha que deve decidir quais os jornais que devemos ler, ou a televisão e rádio que devemos ver e ouvir. E ainda é mais triste, se há uma ou duas pessoas que fazem o que ele quer...

No PSD, embora as coisas se passem de uma forma diferente, todos sabemos que a democracia não é aquilo. Percebe-se à légua que a minoria não aceitou e não consegue respeitar a escolha da maioria dos militantes. E ainda antes do seu presidente começar a trabalhar, os jogos de bastidores já se iniciaram, com o objectivo de "minar" o caminho do novo líder. Mas não deixa de ser triste, que os social-democratas em vez de fazerem oposição à verdadeira oposição política, combatam o próprio partido. 

Quem deve esfregar as mãos de contente com este cenário é uma tal Cristas... (da mesma forma que o Benfica e o seu presidente também devem estar muito agradecidos ao líder dos rivais).

(Fotografia de Luís Eme)