Mostrar mensagens com a etiqueta Gente de Almada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gente de Almada. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, julho 08, 2019

Tudo tem um Princípio...


«A ideia de que somos pessoas boas está completamente errada. Este é o melhor exemplo.» 

Foi desta forma que o Rui reagiu à má educação de uma criança, que além de gritar, ainda começou a mexer nos objectos pessoais que algumas pessoas tinham na mesa ao lado, com a complacência dos pais e a irritação do avô.

Como os pais pareciam assistir ao "filme" de camarote, o senhor de mais idade, levantou-se, pegou na mão da criança com pouca meiguice e foi dar uma volta pelas redondezas, para alívio das pessoas que estavam na esplanada, que começaram a sentir os gritos, quase como música de fundo, cada vez mais longínqua.

A Teresa disse que não se tratava de uma questão de bondade ou maldade, mas sim de educação.

«Educação?» Insistiu o Rui. «Devias ter uma bisca destas lá em casa, sempre queria ver o que lhe fazias. Não me digas que o enchias de porrada?»

«Não. Não o enchia de porrada, mas também não lhe fazia as vontades nem sorria com os espectáculos que ele deve dar em todo o lado, como os paizinhos.»

Claro que a Teresa tinha toda a razão, o que estava ali em causa era sobretudo um problema de educação, de exemplos, que poderiam começar no hábito de se respeitar o outro (falo de respeito e não de "respeitinho"), que começa a entrar em desuso...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, junho 07, 2019

A Ligação de Belarmino a Almada


Ainda a propósito do Belarmino (o original...) Fragoso, descobri há pouco tempo que uma das suas últimas ocupações foi carregar e descarregar as mercadorias dos vendedores do Mercado de Almada, na Rua da Olivença.

Descobri-o por um mero acaso. Estávamos a almoçar o nosso bacalhau com grão da Olivença das segundas-feiras quando passou um fulano rente à nossa mesa, que cumprimentou o Carlos. Quando ele se afastou o Carlos confidenciou-nos que o salvara uma vez de levar pancada, ao puxá-lo para longe, depois deste insultar o antigo "boxeur", sem saber com quem se estava a meter...

Depois acrescentou que ele morrera de uma forma completamente estúpida, que tinha sido atropelado próximo do mercado, quando trabalhava...

Baptista Bastos, que entrevistou o Belarmino no excelente filme do Fernando Lopes dedicou-lhe um bonito obituário no "Diário Popular": «No corpo debilitado do velho campeão de meios-leves emergiram todas as doenças que a fome e a miséria arrastam. “Não passo de um campeão deitado” – dissera, há dias, a um de nós, que o fora ouvir, para narrar, seguidamente, a história resplandescente de um homem comum que se guindara às galáxias das grandes estrelas, para tombar na noite medonha como um cometa transviado do rumo certo.»

O mais curioso, é que a primeira vez que ouvi falar da ligação de Belarmino a Almada, foi de uma forma negativa. Além de o retratarem da pior forma possível, acrescentaram que morara numa barraca, entre o Pragal e a Caparica e que tinha morrido na miséria (sem especificarem...). Contaram-me esta história no começo dos anos 1990. Não sei se alguma vez morou neste local, sei sim, que quando faleceu morava num anexo da Praceta Francisco Noronha, na cidade de Almada...

(Fotografia de Luís Eme - Pragal)

sábado, maio 18, 2019

«Imaginar, é outra forma de saber»


Claro que quem não tem o hábito de "imaginar", de saltitar, por exemplo, entre a Lua e o cais do Ginjal, dificilmente percebe o que a Beatriz tentou dizer à Laura.

Sentados quase à frente de pessoas de outras nações, que falavam francês, italiano, espanhol, alemão e inglês, reparámos num grupo animado, que falava com os cotovelos, com as mãos, com os olhos e com o sorriso.

A Laura, curiosa como a Eva (dizem...), queria muito saber que palavras despertavam toda aquela linguagem gestual. A Beatriz sorriu-lhe e preferiu contar o que via, à sua maneira (através da imaginação...). A Laura não achou muita piada. E disse que isso era outra coisa.

A Beatriz não se ficou e explicou-lhe que «imaginar é outra forma de saber.»

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, maio 02, 2019

Conversas, Queixas e Coisas Loucas...


Nos últimos tempos ouço muitas queixas sobre os outros, essa imensidão de gente.

Reparo que fico mais vezes calado, também com pouca vontade de ouvir. Sei que me falta aprender a levantar das cadeiras ou bancos, atrás de qualquer coisa imaginária, deixando os outros de boca ou de olhos abertos à espantalho...

Falando mais a sério, acho que não mudámos assim tanto. O que mudou foi o "mundo à nossa volta".

Sim, faz-me confusão escutar algumas pessoas que têm o facebook, a dizerem mal desta rede social. É quase como as pessoas que gostam tanto de espreitar pelo buraco da fechadura, como de criticar o que vêem...

Sabia que podia ser possível chamar "puta" a uma mulher dentro de oitenta comentários, utilizando oitenta palavras diferentes. Mas não acreditei. A imaginação é outra coisa... Mais parecida com querer ter asas e voar.

Mas não deixa de ser triste, que a cobardia comece a ser mais celebrada que a coragem, da mesma forma que a mentira tente deixar de ter pernas curtas...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quarta-feira, março 27, 2019

«O Verão fora de época deixa cada vez mais gente maluca»


Sorri, quando ouvi uma senhora, com idade suficiente para saber muito desta vidinha, exclamar: «O Verão fora de época deixa cada vez mais gente maluca.»

Ela até podia estar a falar dos incendiários, que começaram a riscar fósforos e acender isqueiros mais cedo. Mas não, estava a falar de um maluco qualquer que passou no centro da cidade a uma velocidade proibitiva,  ao volante de um carro vermelho que só não provocou nenhuma vitima, por uma questão de sorte...

E estava cheia de razão.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, fevereiro 16, 2019

«A malta nova não presta!»


Há frases, que mesmo que sejam mentirosas, ditas muitas vezes começam a passar por verdades.

Há minutos, quando vinha para casa, ouvi uma senhora de alguma idade, a dizer a outra, em jeito de desabafo:«a malta nova não presta». 
Não sei que exemplos ela tem lá por casa, sei sim, que as generalizações são quase sempre injustas.

E também sei, por experiência própria, que se a malta nova não presta, a culpa é de quem os educa e lhes vai oferecendo maus exemplos de vida, ao longo dos anos. Sim, e os os pais e avós, aparecem logo na primeira fila.

Como pai tenho plena consciência de alguns dos erros que tenho cometido, mesmo que sempre tenha tentado que eles tenham, pelo menos um dos pés, colocado em terra firme.

Foi por isso que gostei de ouvir o exemplo que receberam dois amigos esta semana, também já com alguma idade, - tal como a senhora do desabafo -, que ao terem um furo num dos pneus do carro, ao cair da noite, no centro da cidade, a única ajuda que lhes foi oferecida, foi a de três jovens, em momentos diferentes. Um deles até acabou por ser decisivo, porque a idade não perdoa e eles estavam com dificuldades em desapertar as porcas da jante...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, dezembro 22, 2018

A Publicidade Diária de que "O Crime Compensa"...


Achei piada o desabafo do senhor de idade, quando a companheira lhe disse, provavelmente por se sentirem enganados por alguém, que andava meio mundo a enganar o outro meio: «Oh mulher, olha que eles já são muito mais de metade.»

Fiquei a pensar naquelas palavras, entre a rudeza e a experiência de vida, e tanto eu como os meus botões concordámos com o homem, cansado como uma boa parte de nós, de escutar diariamente na televisão, casos e mais casos de corrupção protagonizados por gente que se apropriou de milhões (a lista não tem apenas banqueiros, há também  antigos ministros e secretários de estado, autarcas, gestores, dirigentes associativos, etc). Gente que continua em liberdade e a viver de uma forma faustosa.

Cada vez tenho menos dúvidas que a forma como a nossa justiça funciona (lenta, tendenciosa e injusta), é determinante para o aumento de vigaristas, um pouco por todo o lado, "desequilibrando a balança".

E tudo graças à publicidade diária, de que "o crime compensa"... 

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, dezembro 03, 2018

As Boas e as Más Memórias...


Não deixa de ser curioso o que as pessoas fazem com as memórias. 

Para algumas pessoas, as más são para esconder em qualquer baú, que existe algures dentro de nós. Se puderem dão preferência às coisas boas, porque sabem que os dias felizes são bem melhores que os outros...

Embora isto tanto possa acontecer, voluntária como involuntariamente. Sim, podemos ser nós a querer esconder os passados maus (o que nem sempre se consegue com sucesso...), ou pode ser a própria memória a trocar-nos as voltas...

Lembrei-me disto quando um grupo de octagenários me falaram da "fome" que os perseguiu durante a infância, enquanto a Europa se "autodestruia" na Segunda Guerra Mundial.

Falaram desses tempos sem qualquer problema, cientes, de que há coisas na vida que não são para esquecer...

Recordaram com emoção o senhor Oliveira, que andava pela Vila de Almada a distribuir pão, com um pequeno carrinho (quase em jeito de "caixa de pão"), pelos lares dos sócios da Cooperativa Almadense (era praticamente toda a gente, porque a "caderneta" permitia pagar tudo no final do mês, mesmo nos meses que tinham mais de trinta dias...). Com ele havia pão para todos, sabia que o pão não se negava a ninguém...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 08, 2018

"Arte e Criatividade" em Almada


Uma das exposições que gosto sempre de ver na Oficina de Cultura de Almada é a do concurso "Arte e Criatividade", que nos mostra a arte e a sensibilidade das pessoas com deficiência do Concelho.

Gostei de tudo, mas achei "O Quintal da Alegria" (fotografia), um trabalho colectivo da Associação Alma Sã, especial...

(Fotografia de Luís Eme) 

sábado, novembro 03, 2018

Os Meus "Teatros" de Rua...


Desde pequeno que falo e penso alto.

Nunca entendi a coisa como algo de muito "anormal" ou de singular... Mas sei que tanto pode ser analisado como um mau hábito adquirido cedo (no meu caso particular...), ou uma anomalia qualquer, um problema de parafusos, com mais ou menos aperto.

Acho a coisa tão normal que raramente penso no assunto, muito menos escrevo. Mas ontem, ao fazer o que faço todos os dias assim que saio de casa, fiquei a pensar.

Atravessei o campo aberto que além de parque de estacionamento, é o meu "corta-caminho", que me ajuda a aproximar do centro da cidade, sem gastar toda a borracha dos ténis. E como de costume, vinha a conversar com os meus botões. Uns metros mais à frente  fui surpreendido pelo ruído de um casal jovem, que acabara de sair de dentro do carro. Quando olhei para trás vi-os a sorrir. Continuei, sem perceber muito bem qual era a piada. Só uns metros mais à frente é que percebi que fora o meu "monólogo", que os ligara à terra... 

Acabei por sorrir também, só para mim, ao pensar que a minha passagem sonora os fez pensar que estavam na presença de mais um dos muitos "maluquinhos de Almada".

Quase que me apetece dizer: são estas pequenas alegrias, que fazem com que valha a pena andar a falar sozinho pelas ruas da cidade.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 11, 2018

Um Verdadeiro Parque da Paz...


O Parque da Paz é o pulmão verde de Almada.

Se há uma conquista de Abril memorável no Concelho de Almada, é este lugar, cheio de verde, de animais, e claro, de paz...


Como se pode ver pelas imagens, é bom para brincar e também para ler...

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, julho 07, 2018

As Gentes do Café...


Estava no café e ao olhar para os clientes, reparei que conheço alguns há mais de vinte anos, e tudo começou por ali...

Claro que também há entre eles, algumas pessoas com quem nunca troquei uma palavra, nem mesmo um bom dia ou uma boa tarde (são o caso do casal que aparece na fotografia, entretidos a folhear os jornais com que enchiam a mesa...).

Fixei-me mais numa senhora, que já deve ter perto de noventa anos. Quando a conheci já enviuvara há alguns anos. Reparei que não mudou muito entre os setenta e os noventa (posso estar enganado, até por nunca ter consultado o seu bilhete de identidade...). Está um pouco mais dura de ouvido, mas continua a vestir-se com elegância e a oferecer-me um bom dia ou um boa tarde, sempre que nos encontramos...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, junho 27, 2018

Gente do Nosso Dia a Dia...


O vai e vem do cacilheiro é sempre prometedor para as vendedeiras que se colocam por ali, bem na frente, da gente apressada que sai da barca e quer chegar a casa...

Elas têm sempre fruta da época, do Outono ao Verão. 

Há também uma senhora que vende roupa (talvez tenha sorte, pelo menos nos dias ventosos, com turistas mais distraídos...).

De vez enquanto também aparece por ali um vendedor de queijos e enchidos.

A vida é isto.  Fazer um ou outro malabarismo, para ver se se soltam umas moedas dos bolsos dos viageiros, de pequeno ou médio curso...

Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 21, 2018

Os Muros Invisíveis que Construímos...


Ao cruzar-me com um rapaz ligeiramente mais velho que eu, lembrei-me de um episódio festivo que aconteceu há pouco tempo, em que me deixei ficar, quase "fechado", dentro de um grupo de amigos. Na altura não pensei muito no caso, mas sempre que o vejo,  recordo a cena, a sua chegada, a tentativa de intromissão, e o fazerem de conta que ele não estava ali (papel bem interpretado pelas mulheres, que estavam em maioria...). Inteligente, bebeu o café e foi embora.

Nunca me falou no assunto, mas como tenho o velho hábito de me colocar no seu lugar, imagino que se deve ter sentido incomodado, até por nos conhecer a todos, uns melhores que outros.

Com o tempo fui percebendo que havia pelo menos dois grupos entre estas gentes das culturas (talvez tivesse um pé nos dois (mas só os dedos...), por me dar bem com praticamente todos os seus elementos. E ele até é do outro grupo...

Quem evita fazer parte destes grupos demasiado fechados, que gostam de perder tempo a falar de "coisas pequeninas", acaba por ser olhado de lado pelas duas partes. No meu caso pessoal, acho que isso nem acontece. Mas não era nada que me incomodasse, até por passar ao lado de uma série de intrigas (sei sempre depois...), que acabam por ter efeitos nocivos na relação entre uns e outros, e no meio onde estamos inseridos. 

Mas nós humanos somos mesmo assim. Desde os tempos da escola primária que nos habituamos a querer os nossos amigos só para nós e a construir "muros invisíveis"...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 15, 2018

Culturas, há Mesmo Muitas...


A cultura geral de cada um de nós acaba por ser opcional. Ou seja, perdemos tempo sobretudo com o que nos interessa saber.

Pensei nisto ao perceber que um daqueles fulanos que achamos "limitados" e com quem não podemos falar de tudo, conhecia de fio a pavio as pessoas do seu "bairro", e não menos importante, as suas vidinhas, mesmo nas partes que poderiam interessar às revistas que gostam de inventar amores, aqui e ali.

Achei piada à quantidade de coisas que ele sabia sobre algumas pessoas que eu conhecia há anos (namoros, casamentos, adultérios, separações, etc). 

Afinal pensava que as conhecia...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, abril 09, 2018

Cargaleiro e "A Essência da Forma"...


Ao visitar a exposição "A Essência da Forma" na Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, no Seixal, pensei várias coisas.

Mas no essencial tudo aquilo me soube a pouco, mesmo gostando da maior parte dos painéis de azulejos de Manuel Cargaleiro e também dos de Siza Vieira.


Sei que a ideia inicial era ir mais longe... mas a cidade de Castelo Branco antecipou-se  e acabou por ser a grande privilegiada com a instalação de um museu muito mais rico e diversificado, sobre a obra artística e sobre as peças que foi coleccionando (inclusive obras em cerâmica de grandes figuras do mundo da arte, como Pablo Picasso...).

Mas pelo menos o Seixal aproveitou o que Almada não quis... apesar de Manuel Cargaleiro ter muito mais de uma costela almadense, pois foi no Concelho que se fez homem e artista...

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, março 04, 2018

A Importância (ou não) dos Dias...


De há uns tempos para cá noto que algumas pessoas antecipam as datas de comemorações importantes, quase sempre apenas por conveniências próprias. Fico com a sensação de que estão com medo de que as suas iniciativas acabem por ser um fracasso, graças à provável "concorrência" nos dias festivos...

Um desses exemplos é comemoração do Dia Internacional da Mulher em Almada, pela União de Juntas Urbanas. Há pelo menos três anos que esta data é antecipada.

Este ano também reparo que se está a preparar uma homenagem a Alexandre Castanheira (por algumas associações almadenses, inclusive as a que pertenço...), que terá lugar a 17 de Março e onde se publicita o Dia Mundial da Poesia. 

Não sei de quem partiu a ideia, mas não me parece muito inteligente esta antecipação, porque uma coisa é o Dia Mundial da Poesia, outra é uma homenagem a Alexandre Castanheira, que nos deixou este ano, que entre outras coisas, foi um grande poeta de Almada.

Por este andar, e com esta nova filosofia, qualquer dia começamos a festejar os nossos aniversários, quando nos apetecer...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, fevereiro 04, 2018

Cacilhas Aproxima-se do Pior Algarve...


Nas três últimas vezes  que fomos jantar a Cacilhas (três restaurantes diferentes...) notámos duas coisas: pagámos mais e fomos pior servidos que o que era habitual.

Não me agrada nada esta "aproximação" aos piores exemplos do Algarve, nos tempos em que esta região quase se "transvestia" numa colónia inglesa. 

Tenho alguma pena que os donos dos restaurantes não percebam que vão ser eles que irão ficar a perder, a médio prazo, porque os turistas podem só vir a Cacilhas uma vez, mas os portugueses (que continuam a estar em maioria...) nunca gostaram de "comer gato por lebre"...

Era bom que pensassem no assunto, porque ainda vão a tempo de inverter esta má prática, de pensarem apenas no lucro. A sua experiência devia dizer-lhes que os clientes satisfeitos voltam sempre, ao contrário dos outros... 

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Uma Exposição Especial...

Hoje quando estava a montar a exposição de desenho, "Arte com Humor", da autoria de Mário Nery, revivi alguns episódios - e algumas pessoas - memoráveis. Isso aconteceu porque muitas das caricaturas expostas retratam temáticas da "Tertúlia do Dragão", que se realizou entre 2002 e 2013, organizada pela SCALA no café almadense, "Dragão Vermelho"...

A exposição será inaugurada amanhã às 16 horas, na sede / galeria da SCALA (rua Conde Ferreira - Almada) e merece ser visitada por todos os que gostam de Arte...

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Ir Atrás do Cartaz e Encontrar Gente...


Quando resolvi tirar esta fotografia, fui atrás do cartaz estranho do concerto de Marilyn Manson (somos tantas vezes atraídos por coisas estranhas...). Já estava pronto para disparar quando reparei no casal de idosos que esperava o autocarro. Foi por isso que fingi que não estavam lá...

Só depois de olhar a fotografia no computador é que reparei no olhar da senhora, que de alguma forma posou para a fotografia, ao contrário do companheiro, que fez de conta que não era nada com ele, "à homem"...

(Fotografia de Luís Eme)