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quinta-feira, agosto 22, 2019

Mutações Quase Diárias...


As paredes do Ginjal são quase "terra sem lei", quem chega, munido de uma ou duas latas de spray, começa a fazer a sua "pintura de guerra", sem se preocupar (ou respeitar) com o trabalho e o "artista" anterior.

Às vezes até fica algo mais bonito, com mais cor ou sentido (como neste caso...). Outras nem por isso.

O mais curioso, é que alguns "artistas" que vêm de fora, podem nem sequer voltar uma segunda vez ao "local do crime"... 

Talvez essa seja a parte gira da coisa. Filma-se o "boneco", posta-se no instagram e já está.

A única coisa que me apetece dizer, é esta gente que "pinta paredes", está longe de ser recomendável, pelo menos no mundo das artes e dos artistas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, agosto 21, 2019

«Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»


Estava a deitar papeis fora quando descobri esta quase não pergunta. Fiquei na dúvida se era da minha autoria, se a tinha retirado das legendas de algum filme, ou se apanhei qualquer coisa parecida nas ruas.

Hoje de manhã, voltei a encontrá-la, aqui ao pé do computador. Pensei que ela por si só, já daria uma boa história, mesmo esquecendo o sexo (está aqui só para disfarçar)...

Antes de a escrever, li-a em voz alta: «Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»

Eu sei que terá muitas respostas, mais ou mais óbvias, sem termos de nos deitar em qualquer divã do mobiliário dos sobrinhos do Freud. Mas mesmo assim, dá que pensar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, julho 11, 2019

O "Carrossel" do Tempo...


Este autêntico "carrossel" do tempo, que faz com que num dia esteja 26 graus, no dia seguinte 40 e no outro dia 30, deixa marcas no corpo, especialmente a quem já não vai para novo.

Excelente ideia a destes rapazolas, de voltarem a nadar nas praias do Tejo da Outra Banda, mais concretamente, no Ginjal, quase reféns da "tentação" de subirem para dentro da barca, que fica por ali à beira-rio, no Verão...

Também me apeteceu descer, despir-me e sentir a frescura das águas do Tejo.

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

sábado, maio 18, 2019

«Imaginar, é outra forma de saber»


Claro que quem não tem o hábito de "imaginar", de saltitar, por exemplo, entre a Lua e o cais do Ginjal, dificilmente percebe o que a Beatriz tentou dizer à Laura.

Sentados quase à frente de pessoas de outras nações, que falavam francês, italiano, espanhol, alemão e inglês, reparámos num grupo animado, que falava com os cotovelos, com as mãos, com os olhos e com o sorriso.

A Laura, curiosa como a Eva (dizem...), queria muito saber que palavras despertavam toda aquela linguagem gestual. A Beatriz sorriu-lhe e preferiu contar o que via, à sua maneira (através da imaginação...). A Laura não achou muita piada. E disse que isso era outra coisa.

A Beatriz não se ficou e explicou-lhe que «imaginar é outra forma de saber.»

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, abril 04, 2019

«Que se lixe o turismo, venha a chuva!»


Ontem começaste a falar de um cheiro que se sentia nas redondezas. Andámos mais uns metros pela rua e o cheiro manteve-se. Não é nada de muito anormal, se nos lembrarmos dos cãozinhos que espalham o seu chichi pelos passeios ou das pessoas que deitam o lixo para o chão, mesmo que os contentores estejam vazios...

No regresso a casa consegui convencer-te a fazermos o caminho mais longo.

Acabámos por passar pelo Ginjal e reparámos que as esplanadas estavam vazias, numa fuga ao vento desagradável e às nuvens que se limitavam a ameaçar chuva.

Foi quando desabafaste: «Que se lixe o turismo, venha a chuva!» Até lembraste um samba que falava de chuva durante dez dias sem parar. Podia ser chato para nós, mas era bom para os rios e os campos (e ruas, claro...).

Hoje o panorama é um pouco diferente. Aqui perto de casa, já se sente o cheiro a terra molhada... Embora a água caia com alguma timidez...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, março 05, 2019

A Efemeridade das Coisas Dentro do Nosso Olhar


Andamos a fazer tudo para que o mundo nos fuja dos pés. 

Isso não acontece apenas graças ao nosso comportamento perante a natureza (continuamos a fazer "guerra" a tudo o que mexe e não controlamos...). Acontece sobretudo pela forma como transformámos o nosso dia a dia, ou deixámos transformar (cada vez lhe introduzimos mais "velocidade"...).

Já tinha pensado nisso várias vezes, mas nunca tinha feito a ligação dos meus pensamentos à realidade, como o fiz ontem.

De repente parei e durante cinco minutos fiquei a olhar com atenção para toda a gente que estava à minha volta.  Reparei que nem uma só pessoa olhava para as coisas de uma forma contemplativa. Limitavam-se a disparar vezes sem conta os telemóveis e a colocar as coisas "bonitas do mundo" lá dentro, fechadas. E depois passavam para outro "capítulo"...

Sem aprofundar muito a questão, percebi o quanto tudo se tornara efémero. Fotografa-se a paisagem, urbana ou natural, envia-se ou publica-se, e depois esquece-se...

Fiquei na dúvida, se temos medo que as coisas desapareçam, de um momento para o outro, ou se estamos cada vez mais reféns da "ideologia", de que é mais importante mostrar aos outros os sítios onde estivemos, que de nos deliciarmos com eles... 

Pensei ainda que estamos a deixar que as "máquinas" controlem cada vez mais as nossas vidas (e até as emoções...), fazendo com que percamos coisas tão simples, como a  capacidade de olhar, de nos encantarmos com o mundo que nos rodeia...

(Fotografia de Luís Eme - talvez nos falte tempo para nos sentarmos à beira de qualquer lugar, levar umas cervejas ou uma garrafa de vinho, tal como uma viola, ao mesmo tempo que cantamos e nos encantamos com o que os nossos olhos vêem... - Ginjal)

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Exageros que Sabem Bem...


Só hoje é que li a reportagem sobre o Ginjal, que saiu na edição do "Diário de Notícias" em papel (no sábado).

A única coisa nova que descobri foi que um cliente que chegara de Istambul, depois de ter andado entre a Europa e as Ásia, chamara à mesa mais próxima do Tejo, do restaurante "Ponto Final", "a melhor mesa de restaurante do mundo". 

Mesa essa que fica quase dentro do rio, numa varanda aberta que espreita Lisboa.

Este é um daqueles exageros que sabem bem... especialmente  para os donos do restaurante, que informaram que depois desta "publicidade" começaram a receber reservas com meses de antecedência para a dita mesa (a última da direita na fotografia, a tal mais "dentro do rio").

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sábado, fevereiro 23, 2019

Um Cheirinho a Verão...


As temperaturas subiram e houve logo quem deixasse as roupas mais pesadas em casa.

Segundo as notícias as praias encheram-se de gente, que fez a estreia na arte de "pintar o corpo" com os raios de Sol.

No Ginjal, ao fim da tarde, ainda se aproveitava este cheirinho a Verão, com muita gente a mostrar os braços...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, janeiro 17, 2019

A Minha Margem ("tão feinha")...


Hoje, enquanto olhava a para a minha margem, do alto do cacilheiro, pensei nas palavras de meu pai, quando se referia a Cacilhas, Ginjal, Fonte da Pipa e restantes lugares, desta Outra Banda: «sabes, o Tejo deve-se sentir um bocado envergonhado por ter uma margem tão feinha, incapaz de reflectir a sua luz.»

Por muito que goste deste lado do Rio, sei que ele tinha toda a razão. O "exotismo" da ruína e do abandono, só é sentido por quem passa por aqui com alma de turista...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Ensaio para o Banho...


É verdade, tirando a "maluquice" do dia primeiro de Janeiro, com a emoção do banho número um do ano, só as aves se atrevem à experimentar o gelo do Tejo.

Reparo que um ou outro pato, mergulha, depois aparece, voa ... e desaparece.

Mas do que eu falar é da gaivota, que quase se confunde com as cores da areia e da água, enquanto finge preparar-se para o banho...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, setembro 30, 2018

Reflexões Leves neste Fim de Setembro Quente...


Já tínhamos percebido (mais para o mais que para o menos...), mas este ano ficámos sem qualquer dúvida que a estação de Verão precisa mesmo de ajustes. Se olharmos para as temperaturas de Maio a Setembro, contamos com cinco meses de roupas mais leves, banhos no mar e a possibilidade sempre agradável de olhar o mundo pelas esplanadas...

Quem fica a perder é a Primavera e o Outono (embora também floresça mais cedo e desde Agosto que se assiste à queda de folhas...).

Está tudo a mudar, e sem darmos por ela, estamos todos a ficar "apanhados do clima", como diz o Valdemar, cada vez melhor no seu inglês de praia, porque as "garles" de pele clara, andam por cá, quase de Janeiro a Janeiro...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 04, 2018

"Roubar" Rostos e Corpos e Fingir que Não é Nada Connosco...


Sei que gosto da fotografia de uma forma estranha, ou pelo menos, pouco convencional.

Nunca serei um "repórter de festas", por falta de gosto e de jeito. Não gosto de ir contra os rostos dos outros, nem de expor pessoas que param para ficar nas fotografias.

Para mim a fotografia com pessoas é vida em movimento. A maior parte das vezes uso-as quase como objectos decorativos (tento que não tenham rosto, que possam ser qualquer pessoa...).

É por isso que o título deste texto faz algum sentido. Quando tiro fotografias com a componente humana, tento que possam ser "milhentas pessoas", opto quase sempre por as apanhar de costas ou de lado. Sei que também há algum pudor neste exercício (não quero ser apanhado a "roubar" rostos e corpos...).

Mas de longe a longe distraio-me e acontece o que aconteceu com esta fotografia (esta proximidade só foi possível graças ao zoom, mas mesmo assim elas olharam para a fotografia, com expressões e sentimentos diferentes. Se uma quase sorri, a outra apetece-lhe mandar-me para algum sítio)...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 06, 2018

A Banhos na Praia das Lavadeiras...


Apesar da água do Rio estar muito mais límpida que a da maioria das praias fluviais, vê-se muito pouca gente a tomar banho nas praias do Tejo na Margem Sul.

Hoje ao fim da tarde descobri três miúdos na Praia das Lavadeiras (rente aos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final").

Normalmente são os únicos que se atrevem a furar as águas calmas do Rio. Imagino que são crianças que gozam de alguma liberdade, com os pais a deixarem-nos entregues a eles próprios, enquanto trabalham...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 29, 2018

Ginjal, um Fascínio Especial...


O Ginjal é o local que mais tenho fotografado nos últimos anos.

Isso deve-se ao facto de ser o lugar de Almada por onde mais passeio a pé, normalmente ao fim da tarde.

Normalmente ando com uma pequena máquina fotográfica e aqui e ali, vou substituindo o meu olhar pelo visor, retratando as pessoas que passam (de lado ou detrás... para puderem ser qualquer pessoa), o rio com e sem barcas, e claro, as paredes, que mudam de "pinturas de guerra" com alguma regularidade.

No meio de tantos "bonecos" há sempre alguns que parecem mais especiais que outros, como aconteceu com estas três fotografias, com que participo na exposição, "Almada em Festa", que está patente na sede da SCALA...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, abril 12, 2018

A Realidade é Outra Coisa...


Estava a conversar  numa mesa de amigos sobre como estamos sempre em mudança, mesmo sem nos apercebermos... e sem que isso indique falta de coerência.

Acontece que somos sempre mais ignorantes do que imaginamos e gostamos de dar palpites sobre o que não conhecemos. Felizmente a idade vai-nos dando a sabedoria necessária (não a todos, para o mundo não perder a piada...), para ouvirmos, pelo menos tanto como falamos... e deixarmos de dizer coisas absurdas, apenas por que sim.

De repente distanciei-me das vozes e lembrei-me de dois pequenos exemplos, simples, de como as coisas na realidade eram diferentes das da minha cabeça. 

Recordei o meu sobrinho a tocar bateria na cave e eu a dizer-lhe que a batida dele era demasiado forte, ensurdecedora, como se fosse possível tocar este instrumento com suavidade... E depois da minha primeira aventura a sério como "marinheiro" de mar alto, como tripulante de um veleiro a sério (mais de doze metros). Ingenuamente pensava que era possível navegar sem sentir tanto o mar, esquecido de que uma barca com velas navega ao sabor do vento e enfrenta as ondas de frente, estando sempre longe da estabilidade de qualquer paquete...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, março 16, 2018

Paredes do Ginjal em Constante Mudança...


As paredes dos velhos armazéns e dos muros do Ginjal sofrem mudanças, mais constantes do que é habitual, tanto nas tonalidades como nos desenhos, que lhes são oferecidos por artistas, de todos os gostos e talentos.


Pensava que existia alguma "solidariedade" e "respeito" entre os adeptos da arte urbana, mas pelos exemplos a que vou assistindo no Ginjal, são uma "treta", tal como o "fair-play" nos estádios de futebol... Ou seja, o "pintar por cima", é a norma vigente.

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, março 03, 2018

Marcas do Mau Tempo no Ginjal...


Hoje passeei de manhã pelo Ginjal e pude olhar algumas marcas que ficaram do mau tempo...


Dizem que é desta que o "plano de pormenor" vai avançar, e que vai nascer mesmo algo novo rente ao Tejo.


Espero que sim, porque há zonas do Ginjal que se percebe que já não aguentam um ou outro Inverno mais rigoroso...

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, dezembro 17, 2017

"Artistas" no Ginjal...

Hoje, em mais um dos meus passeios rente ao Tejo, descobri um grupo de "pintores" de paredes, a oferecerem novas tonalidades no exterior do velho restaurante, "Gonçalves", que provavelmente tem colorido os muros abandonados do Ginjal.

Percebi que estavam a pintar letras, pelo que não acredito que tenham feito algo de surpreendente ou de artístico...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 30, 2017

Uma "Tribo" Especial do Tejo...

No domingo de manhã o Ginjal estava cheio de pescadores (sem contar com o concurso de pesca do "Liberdade"...). Mesmo o Rio estava com mais pequenas embarcações do que é normal, lá para o meio. Provavelmente era dia de "peixe"...

Fui andando e já no cais do Olho de Boi deparei com uma cena digna de ser filmada. Um casal de meia idade estava à pesca e quando passei o homem estava entretido a "limpar" a beira do cais. Ia chamando nomes aos colegas que deixavam por ali bocados de trapos velhos, garrafas e sapos de plástico, ao mesmo tempo que ia empurrando lixo com as botas, para as águas do Tejo.

Estive quase tentado a chamar-lhe a atenção, mas não quis estragar o passeio da manhã. Limitei-me a abanar a cabeça, sem deixar de sentir o olhar desconfiado da mulher do pescador cravado no meu rosto (não sei quem são, nem se pagam alguma renda para estarem ali, sei apenas que agem como se as imediações da antiga fábrica da Companhia Portuguesa de Pesca fossem sua propriedade).

Embora esteja longe de ser inédito, não gostei nada de ver mais um elemento da "tribo" - que devia estar na primeira fila para proteger o Rio -, a contribuir para a sua transformação em "esgoto"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 24, 2017

Olhar e Retratar...

Mesmo que não tenham sido tantos dias como isso, fiquei com a sensação de que há muito tempo que não saia de casa apenas para passear e retratar o que me apetecesse.

Foi o que aconteceu hoje de manhã. E foi uma boa ideia, apesar de andar pelos mesmos sítios, consegui encontrar uma ou outra coisa diferente...

Andei bastante (mais do que tinha pensado...) e quando cheguei a casa, senti-me reconfortado. Faz bem ter um tempito apenas para olhar para o nada e depois descobrir uma ou outra coisa, das que querem ficar para a "posteridade"...

(Fotografia de Luís Eme)