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quinta-feira, agosto 22, 2019

Mutações Quase Diárias...


As paredes do Ginjal são quase "terra sem lei", quem chega, munido de uma ou duas latas de spray, começa a fazer a sua "pintura de guerra", sem se preocupar (ou respeitar) com o trabalho e o "artista" anterior.

Às vezes até fica algo mais bonito, com mais cor ou sentido (como neste caso...). Outras nem por isso.

O mais curioso, é que alguns "artistas" que vêm de fora, podem nem sequer voltar uma segunda vez ao "local do crime"... 

Talvez essa seja a parte gira da coisa. Filma-se o "boneco", posta-se no instagram e já está.

A única coisa que me apetece dizer, é esta gente que "pinta paredes", está longe de ser recomendável, pelo menos no mundo das artes e dos artistas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, agosto 11, 2019

(Sem Palavras)


(Fotografia de Luís Eme - Arealva)

sábado, julho 13, 2019

Lisboa e Nuno Saraiva


Hoje, por um mero acaso, quando ia descer pelo elevador, perto do Largo do Caldas, para a Baixa, descubro uma exposição de Nuno Saraiva (num edifício da Junta de Freguesia...), com alguns dos seus "bonecos", a maioria sobre Lisboa.

E como tem sido boa a sua parceria com a Capital, com os folhetos com a programação das Festas dos Santos Populares a parecerem quase catálogos artísticos.

O Saraiva até estava presente e tudo (talvez a inauguração tivesse acontecido algum tempo antes...), a conversar com amigos.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, julho 07, 2019

Não "Chega de Saudade"...


Eu sei que bastaria o seu primeiro álbum, "Chega de Saudade", lançado em Março de 1959, apresentado pelos historiadores como a invenção da Bossa Nova (invenção essa partilhada com Vinicius de Moraes e Tom Jobim), para transformar João Gilberto numa das principais figuras da música brasileira.

Mesmo que Gilberto - ao contrário de Jobim -, tenha tentado "fugir" da bossa nova, fingindo não estar dentro daquele período musical verdadeiramente revolucionário, refugiando-se apenas no samba (cabia lá tudo)...

Mas João Gilberto foi bem mais longe, inventou muito mais ritmos e melodias, com o seu violão. E até se aproximou do jazz, na companhia do saxofonista, Stan Getz (estou a ouvi-los enquanto escrevo, e mesmo sem ser um entendido, digo que está ali jazz com os ritmos mais suaves do samba, com uma beleza única...).

João Gilberto, que nos deixou ontem, não só tentou, como conseguiu, ser apenas ele próprio,  ao mesmo tempo se tornava o "mestre" daqueles que se tornariam os seus grandes seguidores e que acabariam por fazer a transição entre a  "bossa nova" e a "música popular brasileira", Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muitos outros.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, junho 30, 2019

«A cultura de massas é uma treta!»


O meu amigo Gui continua a ser um libertário, em praticamente tudo na vida.

Da última vez que conversámos, a minha Cidade acabou por vir à baila, assim como a nova gestão do PS e PSD (que continua praticamente invisível, no seu pior sentido, quase a caminho do vazio...).

Mas do que mais falámos foi de cultura, do passado comunista, dos males do "centralismo democrático". Houve uma parte da conversa em que ele se exaltou mesmo e quase gritou: «A cultura de massas é uma treta! Só resulta num batatal e mesmo assim este tem de ser muito cuidado, não pode faltar água e estrume, e nas medidas certas.»

Não que eu precisasse de ser convencido do que quer que seja, mas tentei fazer ver-lhe que havia uma vontade maior de fazer cultura numa cidade como Almada, que nas Caldas da Rainha (eu sei que recorro sempre aos mesmos exemplos, mas são as melhores realidades que conheço, ainda por cima, completamente antagónicas...). Disse-lhe que em Almada havia centenas de escritores, poetas, artistas plásticos, actores, que tinham "bebido" de todo o trabalho realizado através de exposições, acções de formação, peças de teatro, colóquios, etc.

Disse-me que não. E acrescentou: «O que há em Almada é muita gente que tem a mania que é escritor, pintor, actor, escultor, poeta ou realizador. Gente que pensa que basta escrever um livro ou pintar um quadro, para serem reconhecidos como artistas.»

Voltou à cultura de massas para dizer que ela gera sobretudo muita mediocridade. Ainda contra-argumentei que da quantidade é mais fácil surgir a qualidade. Respondeu-me só com uma palavra: «Balelas.» Palavra que voltou a repetir mais duas vezes.

Quando nos despedimos estava longe de estar convencido. Mas à medida que caminhava para o cacilheiro, sabia que estava mais confuso...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, maio 23, 2019

As Paredes Gostam de Coisas Bonitas


Quando olhei este retrato pintado (fica próximo do Cais do Sodré, à beira rio), pensei que não deve haver por aí, parede que resista a uma pintura bonita...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

terça-feira, maio 07, 2019

Este Tempo dos "Campos Inclinados"...


Já o disse aqui, mais que uma vez, que uma das razões que me leva a evitar falar de futebol, é conhecer o seu lado menor, por já ter feito jornalismo desportivo. Sei bem demais que o chamado "desporto-rei", além de ser muito mal frequentado, é de tal forma apaixonante, que retira a lucidez a muito boa gente quando fala dos clubes que gostam.

Mas não posso, de maneira alguma, deixar de registar o que se passou ontem no Estádio do Bonfim, durante o jogo entre o Vitória de Setúbal e o Boavista. É muito triste vermos um árbitro a querer ser a "figura do jogo", pelos piores motivos. Tentou "inclinar" o relvado, utilizando uma dualidade de critérios tal, que mexeu com as emoções dos jogadores da casa, ao ponto de a equipa do Vitória ter acabado o jogo com apenas oito jogadores em campo... 

No final de campeonato olha-se sempre para cima, discutem-se os jogos do Benfica, do Porto e do Sporting e esquece-se o que se passa cá por baixo, em que há sempre uma ou outra equipa, que começa a ser "empurrada" para a Segunda Liga. Felizmente há muitas que conseguem resistir e ser mais fortes que as "decisões mentirosas dos árbitros". Espero que seja esse o caso do Vitória de Setúbal, no final da época.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 31, 2019

Um Caso Único...


Na sexta-feira estive à conversa com um amigo sobre a famosa "crise" dos teatros do nosso país e também sobre a aposta certeira de Filipe La Féria, no teatro musical (e comercial...), que acabou por ocupar de uma forma inteligente o espaço vazio deixado pelo teatro de revista. 

Aposta que deitou por terra a tese de que o teatro só sobrevive com o apoio estatal...

Segundo ele, há espaço para pelo menos meia-dúzia de "lá férias". A única coisa que falta é talento e audácia, especialmente na escolha dos trabalhos que se querem produzir.

Acrescentou que o La Féria não dá ponta sem nó, tudo o que faz acaba por ter sentido, provavelmente por conhecer muito bem o nosso país, assim como a maneira de ser e estar do nosso povo. 

Deve ser por isso que quase todas as suas peças misturam a nossa história e o nosso imaginário artístico, sem nunca esquecer a componente da "diversão" (para dramas já basta a nossa vida...). 

A escolha da "Severa" é apenas mais exemplo...

(Fotografia de Luís Eme - Corroios)

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Olhar e Sorrir (sem pensar muito no assunto)


Embora sejamos melhores a rir-nos dos outros que de nós próprios, não deixa de ter graça, a forma escolhida por alguns "artistas de rua", para alegrar a cidade de Setúbal...


E as ruas ficaram bem mais coloridas com os "érres" do Sado...

(Fotografias de Luís Eme - Setúbal)

domingo, dezembro 09, 2018

Ir ao Circo e Sentir a Falta da Magia da Infância...


Hoje fui ao  circo, algo que não fazia há já alguns anos.

O mais curioso é sentir que aquilo que gostava mais na infância, é o que acabo por achar menos graça nos dias de hoje: os palhaços.

Na infância gostava de ir ao circo, com os meus pais e o meu mano, sobretudo por eles. Tudo o que faziam me fazia sorrir. Agora sinto que tudo o que transmitem no palco é demasiado vulgar e rabiscado...

Apesar de ter noção de que os animais deste espectáculo são retirados do seu habitat natural para serem explorados, e muitas vezes maltratados, também sei que foi graças ao "maior espectáculo do mundo", que muitas crianças viram pela primeira vez animais da selva...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 08, 2018

Fotografia, Razões e Emoções no Chiado


Hoje estive no Museu de Arte Contemporânea do Chiado, para ver a exposição "Carlos Relvas (1838 - 1894) Vistas Inéditas de Portugal" e para participar na sessão de retratos em cenário de época, através do processo fotográfico do século XIX, realizado pelo Silverbox Studio.

Não menos agradável foi visitar a exposição, "Arte Portuguesa, Razões e Emoções", que faz uma viagem pelas artes plásticas dos últimos 150 anos, com mais de 200 obras de quase 100 artistas.


Gostei particularmente da forma como as obras estão expostas, quase em módulos (sete): "Espelho de Almas";  "O Poder da Imagem"; "Uma Cultura Moderna"; "Cuidado com a Pintura!"; "Formas de Comunicação e Contestação"; "Linguagens e  Experimentação" e "Pós Moderno".

Apetece-me destacar as obras de Tomás da Anunciação (merecido pela sua qualidade e por se comemorar este ano o bicentenário do seu nascimento). Almada Negreiros também é especial, assim como Jorge Vieira, cujas esculturas são únicas. 


Deixo para o fim uma curiosidade, também está em exposição uma obra do poeta Alexandre O'Neill (um desenho a tinta da china com colagem, dos seus tempos surrealistas).

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, novembro 21, 2018

A Cultura que não Enche Barriga...


Infelizmente as coisas não mudaram assim tanto, especialmente para os idealistas.

Não faltam por aí casos de gente ligada à cultura que passa mal, ou pelo menos que não se bate com regularidade com um bom bife carnudo, ou até com um pires de camarão, ainda que este se tem popularizado com o tempo...

Pensei nisto ao ver mais um episódio da excelente série portuguesa, "Três Mulheres", um bom retrato de época. Talvez não exista muita gente com a lata do Luiz Pacheco, sempre pronto a cravar "vinte paus" aos amigos e conhecidos, ou de Fernando Ribeiro de Mello (bem publicitado na série, que ia petiscar os célebres bifes do "Império", à conta da poeta Natália Correia...).

Talvez hoje existam mais exemplos, como o do pintor Manuel Ribeiro de Pavia, que escondia a pobreza em que vivia, até dos amigos, que apenas estranhavam a sua magreza, dia após dia... e nos abandonou com apenas 50 anos, vitima de pneumonia.

Isto acontece por que uma boa parte dos criadores têm dificuldade em vender o que fazem (e ainda mais em venderem-se...), pelo menos os idealistas.

(Fotografia de Luís Eme - mosaicos de um prédio da Graça)

segunda-feira, novembro 12, 2018

Os Novos (quase velhos) Artistas de Rua...


Os chamados artistas de rua eram normalmente pessoas com algum talento circense ou musical, que animavam (e ainda animam, felizmente...) as ruas.

Mas ontem o Gui resolveu oferecer-me uma nova versão (que nem sequer é nova...), com gente cujo único talento visível é a aposta na diferença, na originalidade. São artistas sobretudo pela forma como se vestem, se pintam e se penteiam e depois se inventam e popularizam no "instagram".

Claro que não concordei com o Gui. E até lhe dei como exemplo esta Lisboa turística, que está a ser um bom "maná" para todos aqueles que escolhem as ruas para o seu palco diário, onde oferecem a sua arte a troco de algumas moedas.

Talvez as pessoas  originais também sejam "artistas", mas estão numa arte diferente...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 09, 2018

«Lembrem-se sempre, que a cultura faz bem à alma»


As culturas e as artes quando se discutem, quase como o futebol, são mais problemáticas do que o que parece, por vezes só falta mesmo voarem as "cadeiras do costume".

Há quem pareça ter saudades do século XIX e da primeira metade do século XX, em que o mundo das artes estava ao alcance apenas de uma minoria instruída e cultivada, como o Rui.

Não valeu de nada dizer que o teatro amador já existia no século XIX, muitas vezes interpretado por homens e mulheres analfabetos, que decoravam os textos oralmente... Muito menos que as coisas da cultura sempre foram apelativas e que não foi agora que se "inventou" gente sem jeito, a querer ser o que não é...

O Ricardo falou do futebol do tempo do avô, que quase não tinha espectadores, porque o que toda a gente queria era jogar... e acrescentou, que daqui a uns tempos os "saramagos, os "pomares" e os "cintras" se iam cansar, de escrever, de pintar ou de teatrar.

Nenhum de nós acreditou muito nisso. 

Percebe-se que estamos a passar por um retrocesso civilizacional na sociedade, além da falta de sentido estético e crítico, há sobretudo falta de rigor e de pudor.  Foi por isso que o Gui disse, que nunca se viveu tanto na "mentira" como hoje (sem  falar em "trumpadas"...). E foi ainda mais longe que qualquer um de nós: «já repararam que nunca foi tão fácil copiar e roubar o trabalho dos outros? Vai-se à internet e rouba-se um texto alheio e finge-se que é nosso com a maior das descontracções. Sem sequer ter de se escrever nada, é só copiar e colar.»

Foi quando o João acalmou a mesa: «lembrem-se sempre, que a cultura faz bem à alma.»

O mais curioso, é que depois desta conversa, atravessei o rio e já no centro de Almada, descobri a exposição de que falei ontem. 

E todos aqueles trabalhos artísticos, feitos por pessoas com deficiência, têm de ser entendidos como uma coisa boa (sem pensar em ética e estética...). O João tem toda a razão: a Cultura faz bem à Alma...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 02, 2018

O Mau Teatro Português (e o dos Outros...)


Um texto publicado no "D. Notícias" assinado por Maria João Caetano sobre a peça "Worst Of" do Teatro Praga fez-me pensar nestes tempos, e também sentir curiosidade, e querer ver o espectáculo.

Segundo a jornalista, os actores dizem estas coisas:

«Não quero nada disto. Cheira mal, faz-me mal. E ainda por cima faz-me sentir vergonha", diz a actriz São José Correia. "E não é só do século passado, é de agora. Está a acontecer agora. É tudo tão triste", acrescenta o actor Rogério Samora. "Isto devia acabar tudo. O pior é que fica." E ainda falta entrar a mais veterana de todas, a actriz Márcia Breia, bradando: "Que merda. Isto é uma grande merda." De que falam? Do teatro português. Do mau teatro português.»

Eu não sei muito bem o que é o mau teatro português. Claro que percebo que a utilização de peças dos três portugueses, que são considerados os nossos grandes dramaturgos (Gil Vicente, Almeida Garrett e Bernardo Santareno), no mínimo pode ter várias leituras (além de serem mais fácil de "usar"...). O que sei, é que os nossos encenadores usam e abusam de textos estrangeiros, e muitos deles, são como a Márcia Breia "brada"... e pior, não têm nada a ver connosco.

Este também era um bom tema para uma peça, brincar com os nossos "teatreiros estrangeirados", que devem ter gatas em casa que tocam piano e falam francês...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, outubro 17, 2018

A Inesquecível Rita Hayworth...


A inesquecível Rita Hayworth faz hoje cem anos.

Embora tenha tinha uma vida demasiado agitada e problemática, fora dos palcos e grandes ecrãs (como costuma acontecer com as belas actrizes...), Rita continua a ser uma das figuras femininas mais memoráveis da história do cinema mundial. 

Só a sua presença em cena fazia magia...

(Fotografia de autor desconhecido)

domingo, setembro 23, 2018

Sexo Coloca Serralves em Alta


O Museu de Serralves está em alta graças à exposição de  Robert Mapplethorpe,  um fotógrafo inglês, excêntrico, que podemos considerar produto do movimento "hippie" e das tendências artísticas que se lhe seguiram, em que a diferença, o choque e a polémica, passaram a ser mais importantes que a chamada "beleza artística".

Muitas das suas fotografias são autobiográficas e exploram a sua vivência homossexual (fotografou amantes, focando os seus órgãos sexuais e também publicitou cenas de sadomasoquismo e bondage). Se hoje continua a não ser um autor consensual, imaginem na época... Sim, ainda  quem fale de pornografia, quando olha para os seus retratos, embora isso seja nitidamente outra coisa.

Mas vamos lá regressar ao Museu de Serralves e às 159 fotografias de Mapplethorpe...

Quando se soube que tinha sido colocada uma área restrita (com acesso apenas a maiores de 18 anos, com as tais as imagens com órgãos sexuais e de sadomasoquismo), houve logo um coro de indignados a falar de uma "decisão censória" da instituição, inclusive o anterior director artístico de Serralves (eu diria que não havia necessidade)...


Talvez tenha sido por isso que o primeiro a "abandonar o barco" foi o actual director artístico, João Ribas (demissão ainda cheia de "nuvens", embora ele tenha sido o principal alvo de todas as críticas...). 

O Conselho de Administração da Fundação de Serralves (onde também "mora" Pacheco Pereira, um dos nossos "paladinos da liberdade") divulgou um comunicado, em que diz praticamente nada, embora tente "lavar as mãos" e dizer que tudo o que aconteceu estava previsto, não proibiu, nem mandou retirar nada, as 159 fotografias foram todas escolhidas por João Ribas, que também é o curador da exposição.

Claro que nos próximos dias deverão surgir mais explicações, de parte a parte. A não ser que Ribas opte pelo silêncio e acabe por ser "réu e vítima" de todo este processo.

O título que coloquei nesta posta, além de ser provocatório, não deixa de ser verdade. A polémica e o objecto desta exposição - especialmente as duas salas onde o acesso é restrito a maiores de 18 anos -, vão levar muita gente curiosa a Serralves, e ainda bem. Vão ficar agradadas com o Museu, com os jardins e por que não, com a exposição, com e sem sexo?

(Fotografia de Robert Mapplethorpe - Patti Smith, sua companheira e musa inspiradora)

terça-feira, setembro 11, 2018

A Resistência e a Liberdade Novaiorquina...


A bonita  "Livraria" da nossa Maria Vieira da Silva pode ser tanta coisa...

Sim, os livros da Maria também podiam ser "arranha-céus", daqueles que transformaram Nova Iorque numa cidade única, e que hoje continuam a ser um símbolo maior, de Resistência e de Liberdade...

sexta-feira, agosto 24, 2018

É Muito Importante Honrar a Memória...


Zeca Afonso voltou a ser tema de conversa e de escrita nos últimos dias, não tanto pela sua obra, mas sim pela vontade dos dirigentes da Sociedade Portuguesa de Autores em pedirem a transladação do seu corpo de Setúbal para o Panteão Nacional.

É algo que não se percebe bem, se pensarmos que José Afonso recusou ser condecorado ainda em vida, pelo general Ramalho Eanes. Alguns anos mais tarde a família voltou a recusar uma condecoração póstuma, durante a presidência de Mário Soares, fazendo prevalecer a vontade do músico.

Faz-me confusão, que depois destes dois episódios, não se respeite a vontade do Zeca e da sua família, com a agravante de a iniciativa partir de uma Sociedade que tem como principal objectivo defender os autores...

Este caso acaba por ter um aspecto positivo, mostra-nos o quanto é importante honrarmos a memória e a vontade dos que partem. 

Não podemos esquecer que estamos a falar de uma das raras pessoas, que teve a coragem de recusar prémios e condecorações em vida (só me lembro de Zeca Afonso e de Herberto Hélder...). É bom que  o seu exemplo prevaleça, mesmo que seja a excepção que confirma regra...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 17, 2018

Em Exposição Pública...


Hoje atravessei o Rio e depois de uma reunião de trabalho, decidi regressar  a pé, quase de Alcântara ao Cais do Sodré.

No miradouro rente ao Museu de Arte Antiga descobri uma imagem gigante, entre o curioso e o medonho, de Jorge Molder, o homem que faz arte consigo próprio, ou seja faz, auto-retratos, e segundo os críticos, é um grande artista.

Apesar de vivermos num tempo em que "tudo é arte", continuo a pensar que há coisas bem mais interessantes que utilizar o espelho e a nossa "carantona" para fazermos arte e nos tornarmos artistas...

(Fotografia de Luís Eme)