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sexta-feira, junho 24, 2016

Uma Exposição Admirável das Escolas

Tem estado patente da Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, uma exposição feita pelos alunos e professores das escolas do concelho de Almada (acho que foi mais das Bibliotecas das escolas, embora não tenha a certeza...), com muita qualidade artística e até informativa.


A minha filha fez parte do Clube de Leitura da sua escola e também participou no projecto "Quantos Queres?", em que a paz, a guerra e os livros foram o tema dominante.

Apesar das dificuldades cada vez maiores em se ser professor no nosso país, noto que que a relação entre as escolas, instituições e população tem melhorado bastante nos últimos anos em Almada.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

«Sinto que não tenho vida.»


Quando uma mulher nos diz, com alguma serenidade: «sinto que não tenho vida.»

Perante a nossa perplexidade, adianta que se limita a sobreviver como pode, e como lhe deixam, saindo de casa apenas para trabalhar ou para ir às compras.

Continua os seus desabafos, afirmando que há anos que não vai ao cinema, ao teatro ou a um baile, ela que em nova gostava tanto de dançar.

Digo-lhe que não é velha, pois tem pouco mais de cinquenta anos.

Finge que não me ouve e acrescenta que quando olha para dentro de si, descobre não ter nada de relevante para dizer. 

Embora não seja uma mulher feia, demonstra não sentir qualquer interesse em se relacionar com alguém. Diz com um sorriso nos lábios que um homem foi suficiente para lhe dar cabo do juízo. 

«Afinal tenho uma coisa na vida, paz...», deixando-me sem palavras.

O que mais me incomodou neste quadro, foi ver esta mulher, apesar de consciente do vazio dos seus dias, completamente rendida à sua vidinha, sem ter vontade para alterar o que quer que fosse...

O óleo é de Lortiwa.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Um Adeus Anunciado


Embora as televisões se estejam a esforçar para "esgotar" a vida de Nelson Mandela, não o irão conseguir, por mais horas que usem de emissão.

Também não vejo esta notícia da morte do "Madiba", como algo triste e trágico. Até por ser algo que já se esperava há algum tempo.  

O mais importante é aproveitarmos o seu exemplo e os seus ensinamentos, como cidadão do mundo de excepção.

A maior pena que tenho é que Nelson Mandela não tenha sido um elemento inspirador para a maior parte dos países do continente africano, que preferem o clima de"guerra" e de grandes contrastes sociais, à paz e à solidariedade.

O óleo é de Victor Bregeda.

quinta-feira, novembro 29, 2012

Voltar...


Depois de ontem ter escrito aquelas palavras, quase enigmáticas, aqui no "Largo", adiei mesmo tudo o que tinha para fazer. Fiz um telefonema e fui até às Caldas, almoçar com a minha mãe.

É bom voltar, mesmo quando a chuva aparece a meio da viagem e nos possa impedir de ir aqui e ali, até por não termos levado chapéu de chuva...

Eu sei como é bom olhar, como é bom conversar, como é bom amar...

Durante a viagem tive a companhia de Rodrigo Leão, das músicas do seu cd duplo, "O Mundo" (1993-2006). Gosto de conduzir ao som de música calma, para controlar aquela coisa que parece "febre do volante", que por vezes nos torna "irracionais", pelas estradas fora, para não lhe chamar outro nome...

As palavras e a música levaram-me ao cinema. Notei em várias canções do Rodrigo a tal musicalidade que descobri em muitos filmes, que me ficaram no goto. Lembrei-me de algumas fitas italianas e da sua sonoridade muito própria, assim como do som do acordeão francês, tão diferente do tradicional português dos bailaricos e folclores, bem recuperado pelo Rodrigo, como já tinha sido pelos "Madredeus", provavelmente graças à sua influência musical, como um dos fundadores do grupo.

Em suma, foi bom adiar e voltar...

O óleo é de Armando Barrios.

sexta-feira, abril 06, 2012

O Outro País


Vou passar três dias ao Interior, ao outro país, que sentirá a crise de uma outra forma. Ou seja, onde as pessoas voltaram a ficar quase isoladas, onde se recuou no tempo e voltou ser possível morrer em paz e em solidão. Algo que nem desagrada de todo a estes idosos das aldeias isoladas, que sentem pavor só ao ouvir a palavra hospital...

É normal encontrar mulheres resistentes (duram sempre mais tempo e suportam melhor a solidão e o fel da vida que nós homens...) sentadas em bancos, próximos das suas casa, como se fizessem uma espera ao futuro, cada vez mais próximo...

O óleo de Ursula McCannele, exprime a paisagem que costumo encontrar, só faltam mesmo as vestes negras da sua viuvez...

quinta-feira, outubro 20, 2011

Coisas do Mundo


Sempre que desaparece um ditador, o mundo devia ficar mais livre, justo e fraterno.


Infelizmente, quando olhamos à nossa volta percebemos que nem sempre isso acontece...

O óleo é do almadense Albino Moura, um grande artista em qualquer parte do mundo.

quarta-feira, abril 22, 2009

Liberdade não é Apenas uma Palavra

É Abril, mês da Liberdade, mês da Terra, mês do da Esperança...
Apesar de sermos uns distraídos, a Liberdade sempre teve princípios.
O seu princípio mais simples e mais óbvio é conseguirmos interiorizar que só somos verdadeiramente livres, quando sentimos que Liberdade é respeitar os outros, no espaço, no tempo e nas diferenças...
Claro que nem sempre o conseguimos...
E quem mais tem sofrido com as nossas distracções, tem sido o Planeta onde vivemos...

domingo, dezembro 30, 2007

A Paz é Possível

Há exactamente trinta e cinco anos um grupo de católicos e democratas ocuparam a Capela do Rato, com o objectivo de comemorar o Dia Mundial da Paz, com uma vigilia de 48 horas, onde se chamava a atenção para dentro do país que, "A Paz é Possível", tendo como pano de fundo o protesto contra a Guerra Colonial, para onde eram enviados todos os anos, milhares de jovens portugueses.
As polícias do regime invadiram a Capela e detiveram cerca de setenta pessoas, ao mesmo tempo que encerravam este lugar sagrado.
A fotografia simbólica é de Sebastião Salgado, em Luanda.

terça-feira, maio 08, 2007

A Vitória da Democracia


No dia 8 de Maio de 1945 terminou a Segunda Guerra Mundial, na Europa, com a rendição incondicional da Alemanha, em Berlim.
A vitória dos Aliados foi festejada por toda a Europa, inclusive em Portugal, onde até Salazar teve de se fingir contente, com esta grande afirmação da democracia sobre o totalitarismo. Foi quase forçado a prometer mudanças, que não passaram disso mesmo...
Neste dia inesquecível, o povo de Almada também saiu à rua, dando vivas à Paz e à Liberdade!

A gravura que acompanha o texto mostra-nos as comemorações do dia da vitória em Londres.