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sexta-feira, julho 12, 2019

«Também usa vestidos?»


Os tempos de hoje não são para se fazerem perguntas indiscretas, ainda por cima a mulheres, e das que achamos jeitosas.

Sem saber explicar muito bem porquê, hoje apeteceu-me perguntar a uma mulher, que vejo quase diariamente, sempre de calças - simpática até dizer chega na loja onde trabalha e distante nas ruas (como deve ser, diga-se de passagem...) -, uma coisa tão simples, mas que, reconheço, poderia levar-nos para um mundo de sugestões. Era apenas isto: «também usa vestidos?»

Claro que não perguntei. Se fizesse a pergunta na loja, talvez me sorrisse e dissesse: «Uso, mas só em dias de festa». Se perguntasse na rua, era capaz de me olhar com cara de caso e mandar-me para qualquer sitio menos recomendável.

Posso acrescentar que se trata de uma mulher relativamente alta (mais de 1.70 m), de constituição normal e com cabelos compridos (usa-os apanhados na loja). 

Tenho a certeza que ficava mais bonita e mais feminina de vestido...

(Fotografia de Luís Eme - Vila Real de Santo António)

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Olhares com Linhas


Ultimamente tenho tirado fotografias a olhar as "linhas" de edifícios e das ruas. Os telhados, as esquinas e as escadas, têm me merecido uma atenção especial, e sem que exista uma qualquer "ordem natural" da coisa.

Acho que isto de tirar retratos, muitas vezes, funciona quase por simpatia. E penso que se trata de algo, mais instintivo que racional. 

É quase um pacto, ou um "segredo", entre o olhar e o dedo...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, novembro 05, 2018

Ter e Não ter Dinheiro...


Ontem tive uma conversa pouco vulgar, por uma razão simples: o dinheiro normalmente está distante das minhas conversas com gente amiga (bastam as que somos obrigados a ter por causa do "orçamento familiar"...).

Falei com alguém que costuma misturar os sonhos com o dinheiro, coisas que nem sempre casam muito bem... porque a vida está longe de ser uma coisa linear.

Tudo o que ela sonhava e queria fazer, só era possível com uma quantidade quase grande de dinheiro, algo que só estava ao alcance de uma pequena minoria da nossa sociedade.

Foi buscar o filme da sua vida e depois andou  com ele para a frente e para trás, ao mesmo tempo que fazia comentários, quase sempre pouco felizes. 

No final o que sobrou foi uma enorme frustração, por não ter conseguido chegar a quase nenhum dos seus sonhos (gigantes)...

Quando nos despedimos fiquei a pensar na conversa e percebi que o dinheiro nunca esteve directamente ligado à maior parte dos meus sonhos, talvez por não sonhar demasiado alto... 

Mas claro que é melhor ter dinheiro, que não ter. 

É bom viver sem se ter a carteira vazia. É importante ter dinheiro para fazer coisas tão simples como comprar o livro que nos apetece, poder jantar num lugar agradável, ou, oferecer um presente a alguém de quem gostamos...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, agosto 01, 2018

Voltar...


Voltar às rotinas do dia-a-dia, é um processo cada vez mais lento, à medida que os anos vão passando. Talvez por a idade nos ir roubando alguma frescura e também a "esperança" de que o dia de amanhã pode ser melhor que o de hoje...

As temperaturas mediterrânicas também não são uma boa ajuda...

Passei os últimos quinze dias  sempre com Sol, mas com uma temperatura extremamente agradável, sempre abaixo dos 30 graus (o meu limite de bem estar...). O único contra do Sul foram as águas do mar se encontrarem ao nível das da Foz do Arelho ou da Costa de Caparica (refrescando até ao osso...).

Mas não há nada a fazer, senão voltar...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 22, 2017

Andar a Ver "Veleiros"...

Sempre que se aproximam as "vésperas" de lançar um livro, fico com a cabeça demasiada ocupada por insignificâncias, ao ponto de quase não ler, e também não sentir grande vontade de andar pelas ruas com a "cabeça no ar", em busca de palavras soltas que trazem coladas as histórias dos outros. 

É por isso que ando há uma série de dias a "escrever" quase só para as legendas de imagens...

Sei que "postar" não devia ser obrigação. Mas quando não há muita inspiração... pelo menos que vá aparecendo uma ou outra fotografia, para "desmontar"...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 25, 2017

Diogo Piçarra em Corroios

Podemos não gostar de alguns géneros musicais, ou pelo menos não lhes darmos muita atenção. É isso que acontece comigo em relação ao Diogo Piçarra, que ontem à noite visitou a "melhor sala" de concertos da Margem Sul, o "Palco Carlos Paredes" da Quinta da Marialva, em Corroios.


Mas quando as pessoas são inteligentes, sabem o que querem, e percebem que hoje já não há espaço para "amadorismos", constroem aquilo que se chama um bom espectáculo, que além da música, também precisa de uma boa encenação. 

Foi isso que eu vi, ontem em Corroios, com o Diogo PIçarra, na tradicional festa anual.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, maio 14, 2017

Sábado Escrito com "Três Éfes"...


É impossível não dizer nada sobre o dia de ontem, um sábado escrito com "três éfes".

Como devem ter lido por aqui, muito antes de sábado já estava "intoxicado" com  Fátima. Isso não tem nada que ver com o Papa Francisco, de quem é difícil não gostar (tal como acontecia com João Paulo II), devido à forma simples e directa com que fala de todos os problemas que nos rodeiam. Tem a ver sobretudo com uma igreja que continua a alimentar "milagres" e "segredos", que nem sequer dão grandes histórias de ficção...

O segundo éfe foi sobretudo agradável para mim e para todos os benfiquistas. O Benfica sagrou-se campeão nacional e conquistou pela primeira vez na sua história quatro títulos consecutivos. Mas não me agradou apenas por ser o meu clube, agradou-me por nunca ter assistido a tantas manifestações de mau perder por parte dos responsáveis do Sporting e do FC Porto, colocando tudo e todos em causa, semana após semana. Estes últimos até baptizaram o campeonato de "liga salazar"...

Mas o mais surpreendente (e até mais saboroso) acabou por ser o último "éfe", não de fado, mas de "festival" (da eurovisão), com a vitória de Salvador Sobral, um rapaz calmo e simples (que grande conferência de imprensa!), que encantou a Europa com uma balada, bela e sentida, cantada em português...

(Fotografia de Nino Migliori)

sexta-feira, março 03, 2017

Sou Mesmo uma "Esponja"...

Nem sempre me apercebo da minha capacidade de absorção e transformação (quase em simultâneo) de uma frase que ouço na rua numa pequena história...

E lá vai mais uma "prosa" para a pasta dos "contos malucos"...

E sim, é verdade, há quem escreva sem gostar de  ler livros. Claro que escreve coisas estranhas, normalmente mal construídas, como o fulano que apareceu num clube de leitura e quando começou a falar, contou a história de um livro que ninguém conhecia, nem mesmo ele próprio, pouco dado a leituras...

(Fotografia de Luís Eme - não tem quase nada a ver, mas o bar "A Cerca" ficou mais bonito com este "boneco", com a marca da "Semana do Amor")

domingo, dezembro 11, 2016

Gostar sem Sentidos Proibidos...


Sempre que estou com ela, sinto-me bem. Sei que isso acontece por mais de uma dúzia de razões. Pensamos e gostamos de muitas coisas parecidas. A  cultura também dá uma ajuda, o escrever, o pintar, o fotografar, faz com que seja mais fácil a nossa comunicação. Mas acho que o que se torna decisivo é sermos ambos pessoas simples, não damos grande guarida a "bichos estranhos" na nossa cabeça.

Acho curioso a sexualidade nunca ter interferido na nossa relação, já que ambos gostamos de mulheres.

Isso deve acontecer por gostarmos muito um do outro. Claro que sei que nem toda a gente tem a mesma noção de respeitabilidade que existe em nós.

Um dia destes pensei mesmo que somos amigos raros, é quase como se nos conhecêssemos desde a infância e nunca tivéssemos crescido.

(Fotografia de Thomas Veres)

segunda-feira, agosto 01, 2016

Uma Fotografia com Dois Sentidos

Esta foi a última fotografia que tirei da praia, quando lhe disse adeus, ao fim da manhã de ontem.

Mas também podia ser de chegada, de um primeiro olhar sobre o mar, através das dunas.

Dunas que me proporcionaram uma boa memória, logo nos primeiros dias de férias. Graças às temperaturas elevadas voltei a sentir o cheiro da areia quente nas dunas, um perfume forte que se aliava à vegetação seca da protecção dunar tão presente nas praias do sotavento algarvio...

Regressei às dunas gigantes de Salir do Porto, que na infância subíamos a custo, para depois rebolarmos ou escorregarmos até próximo da água...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 06, 2016

Os Amigos e os Outros...


Ninguém precisa de amigos imparciais, por mais honestos que sejam. Aliás honestidade não é sinónimo de imparcialidade em nenhum dicionário.

Nem nós conseguimos ser imparciais, quando é um verdadeiro amigo que está em causa. Quando se é mesmo amigo, o valor da amizade ultrapassa outros, que aparentemente parecem mais importantes. Parecem mas não são. Pelo menos naquela hora.

Só quem não tem verdadeiros amigos, daqueles capazes de "ir à guerra" por nossa causa, é que não percebe isto que acabo de escrever.

Talvez tenha sido vítima de proteccionismo excessivo de alguns amigos mais velhos, na infância e na adolescência, que me ajudaram a crescer e a perceber que ser amigo é uma coisa para todas as horas.

E depois ainda tive a "pancada" de me oferecer voluntário para uma tropa especial, onde o espírito de corpo era uma coisa daquelas, que surgem em filmes de aventuras do género dos mosqueteiros, todos por um e um por todos. O mais engraçado é sentirmos naquela doidice dos vinte anos que as coisas funcionavam mesmo assim.

Tudo isto parece romantismo. Uma coisa antiga. Ou até coisa dos filmes. Até porque o serviço militar obrigatório acabou (pois é, nunca mais foi preciso aos jovens perceberem que sem os outros não valem nada...), como tantas outras coisas na nossa sociedade, que parece que assustavam alguns "meninos jotinhas" que hoje são governantes e deputados desta espécie de país.

Deve ser por isso que eu gosto tanto de ter amigos antigos...

(Fotografia de Roger Schaal)

segunda-feira, maio 16, 2016

Uma Segunda Feira Mais Luminosa

Hoje acordei com mais vontade de fazer coisas, com uma maior disponibilidade para enfrentar a semana (a agenda indica muito movimento e acção...) que está agora a começar.

Há vários factores para que isso aconteça. O primeiro é este Sol que entrou pela cozinha, assim que conseguiu subir mais alto que as casas da rua das traseiras. O segundo é a vitória do Benfica no campeonato de futebol (mesmo que não sejamos "doentes da bola", acabamos por nos deixar influenciar pelos bons e maus resultados dos clubes que gostamos). O terceiro é a esperança de que esta semana continue a ser alimentada por este Sol e também pela nossa luz, essa mesmo que nos faz sorrir naturalmente...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, maio 12, 2016

Uma Sensação Diferente


Ontem aconteceu-me algo que não me acontecia há anos, quando passava rente à escola secundária perto da minha casa, levei com uma baforada de fumo. O mais curioso é que esteve longe de ser desagradável.

Eu que nunca fumei (voluntariamente...) e que também nunca percebi muito bem porque razão alguns fumadores amigos não me incomodavam nada a fumar ao meu lado e outros faziam com que sentisse o fumo a entrar dentro de mim de uma forma desagradável, estranhei ter gostado daquele cheiro que me acompanhou por um segundo.

Nem posso dizer que este gosto se deva à moçoila de roupas escuras lábios rouge e olhos bonitos, a tal fumadora, porque só a olhei depois e por ter gostado daquela sensação.

Fiquei a pensar que este "gostar" talvez se deva à marca de tabaco que a miúda fuma. Lembrei-me logo de um período de falta de tabaco nacional, em que se importaram demasiados cigarros espanhóis, que durante algum tempo deixaram um cheiro no mínimo estranho nas ruas e cafés.

(Fotografia de Yale Joel)

sábado, maio 07, 2016

O Companheirismo Quase que faz Milagres

Eu sei que há "reboliços" bons. Vozes que mesmo quando falam ao mesmo tempo, em vez de nos irritarem, fazem-nos sorrir.

Enquanto conversam e se mexem de um lado para o outro, eles com chaves de fendas ou de bocas na mão, elas com panos que limpam quase tudo, naquilo que podia parecer uma "opereta", mas com acção de verdade. Sim, falo do trabalho com que "erguem edifícios", de um dia para o outro. 

Chegam ao fim do dia com suor impregnado nas roupas, algumas dores aqui e ali - que falam da desabituação de alguns gestos de operários de quem se foi refinando com o bom que a vida proporcionou -, mas sobretudo com uma alegria imensa estampada nos rostos, de quem foi capaz de fazer muito mais do que poderia pensar. E tudo isto pelo amor que sentem à causa colectiva.

Obrigado Companheiros!

(Óleo de Gail Roberts)

quinta-feira, março 31, 2016

Ideias, Caixotes e Repetições

Para quem escreve, uma das coisas mais frustrantes que nos acontece, é a mudança que existe dentro de nós em relação às ideias. Essas mesmo, que nos surgem do nada e parecem boas. Parecem. E isto passa-se apenas de um dia para o outro (quando não é de uma hora para a outra...). Não sei se isso só acontece a quem é exigente e tem um "caixote do lixo" aberto dentro dele, sempre preparado para receber ideias amachucadas. É capaz... 

Um exemplo? Eu ontem tinha pensado escrever aqui no "Largo" sobre o facto de passarmos o tempo quase todo a escrever as mesmas coisas, de nos repetirmos, mesmo sem darmos por isso. Só que essa ideia hoje parece-me uma banalidade...

Mas se nós até nos erros, nos repetimos, porque razão não acontecerá o mesmo em tantas outras coisas da nossa vidinha, como a "escritaria", por exemplo?

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, janeiro 12, 2016

Um Artista Muito Maior que a Banalidade dos Nossos Tempos

Como disse ontem, não tinha pensado escrever nada de mais sobre David Bowie, apesar de o admirar como  extraordinário músico e artista que foi e será (a sua obra é de uma resistência pouco comum nestes dias ricos em banalizações e esquecimentos).

Felizmente a "excessiva" exposição de David Bowie na blogosfera em vez de me afastar fez com que recordasse muitas músicas que já esquecera. Foi bom voltar a ouvir temas do álbum, "Hours..." (1999) - o que mais me tocou e que mais ouvi  da sua vasta obra -, e tantas outras músicas que são o exemplo da sua versatilidade e qualidade "camaleónica", que irá fazer com que seja alvo da atenção de gente mais jovem. 

Não digo que irá atingir a unanimidade, mas o facto de possuir um talento fora do comum, vai fazer com que ultrapasse com grande sucesso estes dias excessivos de exposição, que em vez de "secar" a sua discografia, vão fazer com que ganhe mais admiradores.

E para terminar, não posso deixar de realçar o seu último álbum, "Blackstar", uma despedida (provavelmente voluntária...) que tem tanto de fulgurante como de belo. As suas músicas enchem-nos a alma...

domingo, janeiro 10, 2016

O Sabor e o Cheiro da Tangerina, um Cartaz e um Filme


Gosto muito do sabor e do cheiro da tangerina. Foi por isso que estranhei que a aproximação da minha mão, perfumada com este fruto, provocasse algumas caretas.

Sei que não gostamos das mesmas coisas (e ainda bem) e quando falei com gosto desta delícia, até prometeram oferecer-me um perfume de tangerina. E só podia responder que ficava à espera...

Não publicaria este pequeno "fair-diver", se não encontrasse casualmente o cartaz de um filme do cinema independente americano, com o título, "Tangerine". Posteriormente quis saber mais coisas sobre este filme de Sean Baker, filmado apenas com um iphone 5 (bem dita tecnologia...).

O filme aborda um caso de infidelidade do companheiro de uma prostituta transexual, que esteve presa durante 28 dias e as mil e uma peripécias  da personagem principal e de uma amiga que viajam por Los Angeles à sua procura, mostrando uma outra cidade, povoada de subculturas, destacando o comércio do sexo. 

Apesar de ter sido bem recebido em vários festivais de cinema (teve estreia mundial no Festival de Sundance há sensivelmente um ano) americanos e europeus, só nos deverá chegar através do dvd, já que está fora dos circuitos de distribuição do "cartel" americano da sétima arte...

sábado, dezembro 26, 2015

Os Cheiros Diferentes de Inverno das Aldeias e das Cidades


Uma das coisa que gostava na infância era do cheiro da lareira da casa dos meus avós, que de Inverno estava sempre acesa. E mesmo o cheiro da lenha a queimar nas ruas, também tinha um encanto especial.

Pode ser uma deturpação da memória, mas este cheiro não tem, nem nunca teve nada a ver com o cheiro das ruas das cidades que têm casas com lareira.

E não acredito que seja o problema da qualidade da madeira utilizada...

A fotografia é de John Maddon.