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quinta-feira, agosto 01, 2019

Regresso...


Cheguei a Almada ao fim do dia de ontem.

A coisa realmente importante que fica,  é que houve mesmo descanso (levei o computador, porque  tinha um ensaio para deixar quase pronto, mas nunca o tirei da mala...).

Sei que as férias acabam por ser quase sempre iguais, vamos, invariavelmente aos mesmos sítios (por proximidade e por gosto...). Desta vez esteve sempre bom tempo (um dia ou outro mais ventoso, mas nada que nos afastasse da praia, como aconteceu noutros anos...). 

Saudades? Algumas. Vai-me fazer falta o cheiro a mar e a pinhal, das viagens que fazíamos diariamente a pé, entre a nossa casa de férias e a praia...

E agora? 

Sei que tenho de "acelerar" um pouco, pelo menos até meio do mês. Mas como as "baterias" estão carregadas, penso que não é nada de extraordinário...

(Fotografia da Luís Eme - Praia do Cabeço - a última tirada na praia, virado para a Praia Verde, dando uma ideia errada, de quase uma "imensidão" de gente na nossa praia...)

domingo, julho 07, 2019

Não "Chega de Saudade"...


Eu sei que bastaria o seu primeiro álbum, "Chega de Saudade", lançado em Março de 1959, apresentado pelos historiadores como a invenção da Bossa Nova (invenção essa partilhada com Vinicius de Moraes e Tom Jobim), para transformar João Gilberto numa das principais figuras da música brasileira.

Mesmo que Gilberto - ao contrário de Jobim -, tenha tentado "fugir" da bossa nova, fingindo não estar dentro daquele período musical verdadeiramente revolucionário, refugiando-se apenas no samba (cabia lá tudo)...

Mas João Gilberto foi bem mais longe, inventou muito mais ritmos e melodias, com o seu violão. E até se aproximou do jazz, na companhia do saxofonista, Stan Getz (estou a ouvi-los enquanto escrevo, e mesmo sem ser um entendido, digo que está ali jazz com os ritmos mais suaves do samba, com uma beleza única...).

João Gilberto, que nos deixou ontem, não só tentou, como conseguiu, ser apenas ele próprio,  ao mesmo tempo se tornava o "mestre" daqueles que se tornariam os seus grandes seguidores e que acabariam por fazer a transição entre a  "bossa nova" e a "música popular brasileira", Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muitos outros.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

terça-feira, junho 04, 2019

A Utilização das Palavras "Maior" e "Melhor" na Literatura...


Pensei se devia, ou não, escrever algo sobre a escritora Agustina Bessa-Luís, que nos deixou ontem, fisicamente. Isso acontece por que sinto pela Agustina o mesmo que muito boa gente sente por José Saramago, sou incapaz de a olhar como a "melhor romancista do século XX".

Li apenas três livros da sua autoria ("Os Meninos de Ouro", "Sibila"  e "Aquário e Sagitário"), o último dos quais há quase vinte anos. Provavelmente li-os na altura errada, cedo demais, especialmente a "Sibila", que recordo apenas como um livro de leitura difícil...

E também tenho dificuldade em compreender a Agustina, mulher pública, não pelas suas opções políticas, mas sim por ter aceitado ser directora, primeiro do diário "Primeiro de Janeiro" e depois do "Teatro D. Maria II". Digo isto por que não lhe encontrar qualidades para o desempenho destas funções (o que ficou comprovado no seu exercício...). 

Embora saiba que nestas alturas de despedida é muito fácil usar as palavras "maior" ou "melhor", continuo a ter dificuldade em utilizá-las na literatura, na música ou nas artes plásticas, cuja análise é muito mais complexa que a escolha do "melhor futebolista do mundo", por exemplo.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, setembro 29, 2018

Alves Barbosa (1931 - 2018)


O nosso primeiro grande ciclista deixou-nos hoje.

Alves Barbosa venceu três vezes a Volta a Portugal (1951, 1956 e 1958) e conquistou a 10.ª posição na Volta a França em 1956.

Enquanto jornalista tive a honra de o entrevistar e também de conversar várias vezes com ele. 

Recordo com saudade a bonomia e a sabedoria, de uma das grandes figuras do desporto português do século XX.

(Fotografia de Luís Eme - Museu do Ciclismo das Caldas)

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Um Exemplo, entre os Aleijões e Estorvos da Vida...

Penso que são poucos aqueles que gostam de fazer contas com a vida, usando a soma, a subtracção, a divisão e a multiplicação. Quase todos nos limitamos a aceitar o que ela nos dá e tira, sem andarmos por aí a baloiçar muito o "destino"...

E também não gostamos muito de conversar sobre isso. Preferimos os pequenos "fair-divers", dar atenção às coisas pequenas da vida (que nunca tiveram tanto relevo do nosso dia a dia, muito por culpa das redes sociais, inclusive a blogosfera - sei que escrevo muitas vezes sobre "inutilidades"...).

Mas há acontecimentos que não nos deixam fugir da chamada "vida malvada"...

Ontem recebi um telefonema da amiga que de longe a longe inspira um texto meu, que me informou do desaparecimento de um amigo comum, que tinha falecido na véspera. Há anos que ele sofria de uma daquelas doenças que têm nomes esquisitos e que nos vão roubando a vitalidade, os movimentos e a tão importante, autonomia, e que depois de nos deixarem em cadeiras de rodas, ainda conseguem fazer com que acabemos os dias, acamados. E se tivermos um "coração de ferro", este drama pode durar anos...

Aparentemente este amigo nunca deixou de oferecer um sorriso à vida, que lhe fora tão madrasta. Escrevo, aparentemente, por que sei que nos poupou dos seus momentos mais dramáticos, que foram vividos apenas pelos seus familiares mais próximos.

Ao contrário de mim, ela chorava, quase sempre que o via. Disse-lhe uma ou outra vez, que isso lhe fazia mal, dramatizava ainda mais a sua situação. Ela disse-me que era mais forte que ela... Não conseguia esquecer a pessoa cheia de vida, que ele fora.

Quase no fim da nossa conversa, ambos concluímos que ele gostou de estar vivo, até ao último segundo. Nunca disse a nenhum de nós que era um estorvo, que estava cá a mais, mesmo que o sentisse, especialmente nas horas mais dolorosas. Talvez a culpa disso acontecer fosse da companheira - que nunca o deixou só - dos dois filhos e do neto... Mas acho que tinha também que ver com o facto de ele pertencer ao clube dos "optimistas". Ele era uma daquelas pessoas que conseguiam encontrar sempre uma coisa positiva em qualquer drama que nos perseguisse...

(Fotografia de Luís Eme - Ele sempre gostou de Lisboa e do Tejo. Passou os seus últimos meses preso a uma cama, quase encostada a uma janela virada para o "melhor rio do mundo"...)

quinta-feira, maio 04, 2017

Só nos Desiludem as Pessoas de Quem Realmente Gostamos...


Como já devem ter reparado, ando há pelos menos dois dias, a tentar fugir das palavras.

Sei que não devo, nem quero, particularizar.

Se pensar bem, nem se pode dizer que me aconteceu uma coisa do outro mundo. Toda a gente sabe que a amizade não sobrevive a tudo. Apenas a quase tudo...

Não foi a primeira vez que descobri que a desconfiança às vezes anda perto demais do ciúme e da inveja, e que se pode tornar numa mistura explosiva... 

Nem se pode falar de uma "história de saias", até porque ela anda quase sempre de calças...

Acabei por ficar a pensar que a forma de gostar nunca tem uma medida certa, é por isso que às vezes gostamos mais dos nossos amigos que eles de nós, tal como o seu contrário. 

E claro que fiquei desiludido. Sei que só nos desiludem as pessoas de quem realmente gostamos...

(Fotografia de Rurik Dmitrienko)

sábado, janeiro 07, 2017

Mário Soares (1924 - 2017)

O Grande Político do Portugal Democrático, deixou-nos hoje (os episódios diários - enquanto duraram - da sua "morte anunciada" à porta do hospital não dignificaram em nada a sua memória)...

(Fotografia de autor desconhecido)