quinta-feira, setembro 19, 2019

A Importância das Tertúlias e dos Cafés...


Hoje tudo mudou. Fala-se menos cara a cara, há mesmo quem deteste estar próximo das mesas animadas dos cafés, onde ainda se fala alto e se gesticula (adoro este "parlar à italiana"...).

Das três "tertúlias" que frequentava, só uma continua activa. Isso acontece por que os anos levam alguns bons animadores, outros são forçados a mudar de cidade (outras até de país, como foi o Gui...), devido às contingências da vida...

Falo sobre as minhas "tertúlias" de Almada no meu caderno "25" e na respectiva exposição.

Até aproveito duas frases que esboçam muito bem a importância e o porquê das "tertúlias" nos cafés:

«A ideia do café é latina, ligada às discussões intelectuais e a uma certa classe média pobre que, em vez de convidar pessoas para as suas casas modestas, ia para os cafés. Onde havia tertúlias, algumas revolucionárias.» (Maria Filomena Mónica, socióloga)

«Passávamos todos a vida no café, que é uma espécie de Universidade ambulante, um espaço muito importante no desenvolvimento cultural de um país.» (Eugénio Granell, pintor)

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, setembro 18, 2019

"25 - uma experiência associativa em Almada (1994-2019)"


Já há algum tempo que não preparava nenhuma exposição.

Esta ainda por cima é diferente, e acaba por ser mais tocante, por que aborda uma viagem de duas décadas e meia, rodeado "DA GENTE QUE CONTA..."

Olho fotografias, recordo sorrisos, gestos, palavras, olhares...


terça-feira, setembro 17, 2019

(directamente do Brasil via e-mail...)


«Não te iludas, vai estar sempre um censor à espreita, atrás da porta, da janela ou à esquina.»

(Frase extraída do e-mail que recebi hoje de manhã, do Gui, que me vai lendo do Brasil...)

Não me iludo, nem deixo de iludir. Mas nesse campo, ainda estamos bem, a liberdade de expressão continua a ser um direito de todos nós...

Embora eu compreenda o que o Gui quer dizer.  O que não falta por aí, é gente com vocação para agente de qualquer coisa "pidesca"...

(Fotografia de Luís Eme - Caramujo)

segunda-feira, setembro 16, 2019

A Importância das Palavras...


Apesar de estarmos em ambiente de "tertúlia", houve alguém, que se mostrou incomodado com as minhas palavras (sem que tivesse dito alguma coisa extraordinária...), como se eu não tivesse direito a ter opinião, e muito menos a discuti-la em público...

Os dois amigos que estavam à minha frente, ficaram tão surpreendidos como eu. Foi por isso que tentámos ultrapassar o desconforto, com outras conversas, desta vez apenas a três...

Eu sei que os extremos tocam-se... mas não estava à espera de encontrar na nossa mesa, alguém com  tanto medo das palavras, e ainda mais grave, medo da liberdade...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, setembro 15, 2019

Educação, Filhos, Cadilhos, etc.


Há pequenos problemas que nos acontecem no dia-a-dia, que nos fazem perceber (se quisermos, claro...) a importância da educação. E as diferenças que existem, entre o sermos preparados para só ter direitos e o sermos preparados, para ter direitos e deveres...

E quando os pais não estão de acordo, por coisas que nem sequer são das mais discutíveis nas nossas vidas, só irão tornar a vida dos filhos "mais  difícil e fantasiosa", porque os problemas nunca se resolveram sozinhos, nem mesmo para as pessoas que dão preferência às orações à Senhora de Fátima...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, setembro 14, 2019

A "Geometria" (curvilínea) e a Nudez da Mulher


Acho curioso, e ao mesmo tempo estranho, que o crescimento do "#metoo", esteja associado à época em que a mulher mais se despe e mostra as curvas do seu corpo, publicamente, em especial nas redes sociais. 

Sei que isso pode indiciar uma maior liberdade da mulher, que se sente bem com o seu corpo e que o gosta de o exibir.  

Também acredito que deve ser difícil às defensoras de "novos puritanismos", assistirem a tudo isto em silêncio. Mas têm-no conseguido, em nome de causas que falam mais alto (assédios, violações e abusos de poder...).

Embora sinta que existe um abuso de nudez e de exibição de curvas (muitas vezes fabricadas por cirurgiões plásticos...), também estou longe de defender o corpo da mulher como o "local sagrado e secreto" de outros tempos...

(Fotografia de Luís Eme - Proença-a-Nova)

sexta-feira, setembro 13, 2019

A Hora de Ponta no Tejo...


A hora de ponta no Tejo acontece quase sempre ao fim da tarde.

Além das carreiras normais dos cacilheiros, juntam-se as barcas dos "cruzeiros fluviais" - há modelos para todos os gostos, desde os iates, passando pelos antigos barcos de carreira, continuando nos semi-rígidos rápidos e aventurosos, terminando nos calmos antigos barcos  de rio, fragatas e varinos e outros de menor dimensão... -, alguns cargueiros e também os verdadeiros cruzeiros, as "cidades ambulantes" que depois de passaram o dia em Lisboa, levantam ferro e vão passar a noite ao Atlântico...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

quinta-feira, setembro 12, 2019

A Gente que Transformam em Pedra...


Um dos meus amigos detesta bustos e estátuas.

Já me disse mais que uma vez, que uma das coisas boas da sua aparente "vulgaridade", é não correr o risco de ficar "preso" para a posterioridade, num pedaço de pedra...

E eu que acho as estátuas e os bustos tão fotogénicos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
  

quarta-feira, setembro 11, 2019

A Falta (de assunto) das Ruas...


Como passei alguns dias fora, tenho ficado mais tempo do que devia em casa, a trabalhar.

Quando penso que devia escrever sobre qualquer coisa diferente, reparo que há um vazio de palavras e de assuntos dentro de mim. 

O mais curioso, é que sei o que me falta.

Falta-me andar por aí, no meio da multidão, a olhar rostos e a apanhar desabafos ou outras palavras, mesmo das simples, com um "camaroeiro invisível"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, setembro 09, 2019

Uma Viagem no Tempo com João Bénard da Costa...


No meu trabalho de pesquisa, descobri uma crónica diferente, de João Bénard da Costa (até do seu próprio registo, normalmente muito mais artístico), datada de 3 de Outubro de 2003, no "Público".

Foi a referência a Cacilhas que me chamou a atenção das suas palavras, para esta viagem no tempo...

«Os quilómetros não encolheram com o tempo, mas sem pontes sobre o Tejo (travessia em “ferry-boat”), camioneta de Cacilhas para Azeitão e mais camioneta de Azeitão para a Arrábida, o percurso era coisa para quatro, cinco horas a que se somavam as horas de espera pelas mencionadas carripanas, exclusivo de João Cândido Bello. Cedo erguer em Lisboa e pôr do sol na Arrábida, onde, felizmente, havíamos sido precedidos pelas criadas, que já tinham posto a casa mais ou menos em condições.
Tudo era diferente, nos rituais do quotidiano. Não havia luz eléctrica, a água provinha de uma cisterna e era levada em jarros para os quartos e respectivos lavatórios. Não havia cinemas nem lojas. Havia a praia e os banhos, os passeios na serra. Um silêncio total.»

Era outro tempo, outro país...

                                                         
(Fotografia de Luís Eme - Arrábida)

domingo, setembro 08, 2019

Os Domingos das Cores Feias


Sei que os domingos são dias para fazer muitas coisas... 

De entre essas imensas práticas, há pelo menos uma que detesto, e sempre que me é possível, evito-a... Falo da visita aos "santuários do consumismo", sempre muito frequentados por gente que deve adorar as quase cotoveladas nas lojas e a falsa mansidão das filas de espera para se pagarem as compras.

Mas hoje não consegui escapar.

Talvez isso tenha acontecido, para voltar a sentir na pele, o quando detesto estar quase parado numa fila de supermercado, enorme, ao domingo, quando podia estar num lugar mais agradável (há tantos...), sem filas e sem pessoas a discutirem e a insultar-se, por causa de um pacote de batatas fritas...

(Fotografia de Luís Eme -Caldas da Rainha)

sábado, setembro 07, 2019

Quase ao Lado do Museu (do outro senhor...)


Utilizar os "uber's" como táxis oferece várias vantagens.

A mais saliente é percebermos que quase todos tiveram umas aulas de correspondência em qualquer escola francesa ou suiça, onde lhes ensinaram, que o cliente tem sempre razão.

A outra, não menos importante, é serem incapazes de falar connosco de uma forma mais calorosa e sonora, utilizando o discurso populista, que também dá alma aos donos de algumas barbearias, mercearias e drogarias, que continuam com os pincéis, as tesouras, as batatas, o papel higiénico, a potassa e a criolina, nos mesmos lugares de há cinquenta anos. 

É um alívio não nos tentarem vender a balela, de que no "tempo do outro senhor" é que era bom (sim esse, que lhe querem fazer um museu lá na terrinha, quase em jeito de homenagem...). 

(Fotografia de Luís Eme - Caramulo)

sexta-feira, setembro 06, 2019

Parabéns (atrasados...)


Hoje, por um mero acaso descobri esta mensagem impressa num banco da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas (é essa mesmo, a do Chafariz, dos restaurantes e onde se passeia a pé...).

Tive de fazer alguma ginástica para desviar o homem que estava sentado no banco da fotografia, e depois, coloquei-a, na horizontal...

É caso para dizer, que belo cabelo tem a Iris (e parabéns, claro...).

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, setembro 05, 2019

A Arte de António Duarte...


Hoje passei pelas Caldas, para almoçar com a minha mãe e com o meu irmão e colocarmos a conversa em dia.

Ainda antes do almoço passei pelo Parque e pela Praça da Fruta. Mas não comecei o meu passeio por aqui, passei pelo Centro de Artes e visitei os espaços museológicos de Concas (uma bela surpresa, entrei lá pela primeira vez, porque sempre que por lá passei estava fechado...), de Leopoldo de Almeida e de António Duarte.

Embora ache o Museu Leopoldo de Almeida, soberbo, gosto particularmente da Casa-Atelier António Duarte, especialmente as salas que estão decoradas como se continuassem a ser o atelier do mestre.

Gosto do gesso da estátua de Teixeira de Pascoaes (que não conheço, mas sei que fica em Amarante...), até por ter ao fundo, José Régio  - nesta perspectiva fotográfica, claro...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

quarta-feira, setembro 04, 2019

Onde os Livros se Perdem...


Há sempre uma primeira vez para tudo.

Nunca me tinha acontecido comprar um livro, com tantas páginas em branco no seu interior (não acredito que a ideia do editor e do autor fosse colocar os leitores a completarem o que falta  da história...). Há pelo menos 18 páginas em branco - não contei algumas páginas pares que também estão sem palavras - das 148 do livro.... 

Eu sei que a obra "Onde a Vida se Perde" foi comprada nos saldos da Feira do Livro, mas não havia qualquer indicação nas caixas que as obras em promoção tinham "defeitos de fabrico"...

Estou a pensar seriamente em devolver a obra à editora, que por acaso até é uma das minhas favoritas...

terça-feira, setembro 03, 2019

Partir, Voltar, Partir, Voltar...


Sempre que parto de férias, corto com toda e qualquer ligação com o mundo virtual. Sou o único cá de casa que não sente necessidade de andar a viajar, por aqui e ali (são as vantagens de não se ter um "smartpfone", nem sequer visito os meus blogues...). 

Prefiro fazer viagens dentro dos livros...

É por isso que Agosto é um mês estranho. O regresso de férias faz com que sinta a  blogosfera distante, é preciso fazer algum esforço para voltar ao ritmo normal. No final de Agosto acabo sempre por gozar mais um dias de férias e, quando volto, lá tenho de "recomeçar", novamente...

Isso explica que ande uns dias a escrever quase em economia de palavras, que visite menos blogues, e comento ainda menos as palavras dos outros...

(Fotografia de Luís Eme - Penamacor)

segunda-feira, setembro 02, 2019

«Não almoçava ali, nem que me pagassem»


Não valeu de nada dizer-lhe que aquela era "a melhor mesa de restaurante do mundo". Ela queria lá saber destes tempos cheios de exemplos de publicidade enganosa. Queria sim sentir-se segura, à beira Tejo.

Foi por isso que soltou quase ao jeito de grito: «Não almoçava ali, nem que me pagassem.»

Desse lado ela poderia dormir descansada, escolheríamos um restaurante mais afastado da brisa do rio...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, setembro 01, 2019

Aveiro e Viseu, Duas Belas Surpresas


No desvio que fizemos para o Litoral Norte, vindos da Beira-Baixa, passámos por Viseu e depois por Aveiro.


Ficámos agradavelmente surpreendidos com o crescimento destas duas cidades e com a sua aposta, bastante equilibrada no turismo. 

Conseguem aproveitar, de uma forma inteligente, o que têm de melhor para oferecer a quem vem de fora (Centro Histórico de Viseu e a Ria de Aveiro...).

(Fotografias de Luís Eme - Viseu e Aveiro)

sábado, agosto 31, 2019

A "Grande Evasão" no Porto...


Não são apenas os prémios e as notícias embrulhadas em papel publicitário, que nos dizem que Portugal "está na moda". 

Todos nós, que andamos por aí pela rua, sentimos pelo movimento, quase excessivo, e também pelas vozes com que nos cruzamos, que somos mesmo um dos destinos mais procurados do Sul da Europa...

Claro que nem todas as cidades são iguais, umas estão mais preparadas que outras, para receberem toda esta gente que vem de fora.

Digo isto porque finalmente descobri este novo Porto, fortemente empenhado no turismo (e felizmente com muita coisa bonita para oferecer...). 

Embora tenha ficado com a sensação de que há muito mais gente pelas ruas da Capital do Norte, que em Lisboa, sei que esta comparação é ilusória, porque o Porto é uma cidade mais curta e estreita, que a "terra dos mouros".

Mas gostei de ver as ruas limpas e sem buracos, assim como uma boa parte dos edifícios recuperados, alguns deles cheios de histórias.

(Fotografia de Luís Eme - Vila Nova de Gaia)

sexta-feira, agosto 30, 2019

Estes Tempos das "Memórias Fotográficas"...


Esta vontade insaciável de guardar tudo o que se "vê" de bonito (ou quase...), dentro do telemóvel ou da câmara fotográfica,  mesmo que tenha muitos "ques", continua a ganhar novos adeptos diariamente.

Já tenho falado disso com amigos, que são fotógrafos. Eles sorriem às minhas observações e pouco adiantam em relação a este mundo cheio de fotografias e de fotógrafos. 

Mas não estão nada assustados.

Eu, que também não dispenso a máquina fotográfica no dia-a-dia, sinto que além de estarmos a perder a capacidade de olhar para as coisas com olhos de ver, precisamos de mostrar aos outros - e de olhar também - onde estivemos.

Talvez tenhamos medo que as coisas belas desapareçam... Talvez precisemos destas imagens para alimentar histórias com e sem sonhos... Era capaz de fazer mais linhas com a palavra "talvez", mas não vale a pena.

Nestas aventuras mundanas do mundo do turismo e dos turistas, o que acho mais estranho, é a necessidade que muitas pessoas sentem de posar à frente das coisas (e não são só os turistas de olhos rasgados...), como se estas também lhe pertencessem, ainda que por uns breves instantes...

(Fotografia de Luís Eme - Costa Nova)

segunda-feira, agosto 26, 2019

Hoje é o dia da Procissão...


Há missa, foguetes no ar, gente quase em fila, à frente, ao lado e atrás dos santos e das bandeiras.

E claro, alguns aviões no ar, não fosse a Senhora do Loreto, a padroeira da aviação...

(Luís Eme - Alcafozes)

domingo, agosto 25, 2019

Os Pequenos Oásis do Interior...


Felizmente, há sempre um pequeno oásis (mesmo no interior)  à nossa espera, capaz de nos refrescar e proteger do calor...

(Fotografia de Luís Eme - Penamacor)

sexta-feira, agosto 23, 2019

«A vida dos certinhos não interessa a ninguém»


Realmente, não lembrava a ninguém andar neste quase fim de Agosto quente, tão composto, com gravata e casaco, pelas ruas.

Menos me passava pela cabeça que um quase "hippie" soltasse esta frase, com desprezo: «A vida dos certinhos não interessa a ninguém.»

Pois é, o mundo do trabalho, distante da "vagabundagem", tem destas coisas...

A coisa boa da quase provocação, foi ter obrigado as pessoas que estavam próximas, a sorrir. O resto, depende das vidas, tanto dos certinhos como dos outros...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, agosto 22, 2019

Mutações Quase Diárias...


As paredes do Ginjal são quase "terra sem lei", quem chega, munido de uma ou duas latas de spray, começa a fazer a sua "pintura de guerra", sem se preocupar (ou respeitar) com o trabalho e o "artista" anterior.

Às vezes até fica algo mais bonito, com mais cor ou sentido (como neste caso...). Outras nem por isso.

O mais curioso, é que alguns "artistas" que vêm de fora, podem nem sequer voltar uma segunda vez ao "local do crime"... 

Talvez essa seja a parte gira da coisa. Filma-se o "boneco", posta-se no instagram e já está.

A única coisa que me apetece dizer, é esta gente que "pinta paredes", está longe de ser recomendável, pelo menos no mundo das artes e dos artistas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, agosto 21, 2019

«Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»


Estava a deitar papeis fora quando descobri esta quase não pergunta. Fiquei na dúvida se era da minha autoria, se a tinha retirado das legendas de algum filme, ou se apanhei qualquer coisa parecida nas ruas.

Hoje de manhã, voltei a encontrá-la, aqui ao pé do computador. Pensei que ela por si só, já daria uma boa história, mesmo esquecendo o sexo (está aqui só para disfarçar)...

Antes de a escrever, li-a em voz alta: «Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»

Eu sei que terá muitas respostas, mais ou mais óbvias, sem termos de nos deitar em qualquer divã do mobiliário dos sobrinhos do Freud. Mas mesmo assim, dá que pensar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, agosto 20, 2019

Não, não foi Esquecimento...


Não, não foi esquecimento. 

Foi antes perceber que fazia pouco sentido festejar, apenas num dia, aquilo que festejo o ano inteiro...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

segunda-feira, agosto 19, 2019

Os Livros e a Flexibilidade do Corpo e da Mente...


A leitura  de uma história de ficção vulgar (os livros estão sempre a ensinar-me coisas, mesmo que sejam fraquitos...) fez com que olhasse para o meu dia-a-dia de um outro ângulo. 

Até concordei com a "teoria" de uma das personagens, que sentia que a perda de flexibilidade do corpo estava a ser equilibrada pelo aumento da flexibilidade da mente...

Sorria cada vez mais às "verdades absolutas" que lhe queriam impingir,  abraçado às suas queridas dúvidas... 

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, agosto 18, 2019

"Todos os Dias Pensamos em Si"


O que não faltam por aí, são mensagens enganadoras...

Só espero que a "Transtejo" não tenha esta mensagem colada nos vidros da Estação Fluvial do Barreiro...

(Fotografia - Lisboa)

sábado, agosto 17, 2019

«No Verão as mulheres, sem darem por isso, transpiram sexo por quase todos os poros.»


Tudo indica que o Verão já não se vai embora, neste Agosto intermitente, capaz de se disfarçar de Outono ou Inverno, por mais que leves momentos. 

Com mais de trinta graus, mesmo à sombra, os homens e as mulheres que passam por nós, usam menos peças de roupa e também mais leves. Algumas moçoilas abusam na "justeza" e na "curteza" das suas vestes e fazem com que a malta da minha mesa de café finja perder o controle do olhar.

O Jorge com  a sua poesia sem rima disse-nos que «no Verão as mulheres, sem darem por isso, transpiram sexo por quase todos os poros». Só não ficámos muito convencidos com o "sem darem por isso", mas não fizemos nenhum "cavalo de batalha" da frase do  nosso poeta. 

Quando vinha para casa fiquei a pensar que não fomos tão longe como iríamos noutros tempos...

(Fotografia de Luís Eme - Olhão)

sexta-feira, agosto 16, 2019

Descubra o novo Cartão...


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, agosto 15, 2019

O 15 de Agosto...


O feriado de 15 de Agosto ainda continua associado à Feira Anual  das Caldas da Rainha (que ainda se realiza, apesar de ter perdido o brilho de outros tempos...), pelo menos na minha cabeça.

Feira que fez parte da minha meninice, com o circo, o poço da morte, os carrinhos de choque, os carroceis, 0 algodão doce, as barracas de farturas e até os vendedores de quinquilharias...

(Fotografia de Luís Eme - Manta Rota)

quarta-feira, agosto 14, 2019

coligação de avulsos...


Estou a acabar de ler "Coligação de Avulsos - ensaios de crítica literária", de Abel Barros Baptista.

Nem todos os ensaios me despertaram o interesse, mas há um ou outro, cuja pertinência acabou por me fazer pensar, muitas vezes até fora das palavras do autor.

É por isso que vou apenas realçar um ensaio, O Surto da Ficção e a Capitulação da Crítica, com aquele que o autor considera "melhor representante" da tal capitulação. Mas vamos lá às palavras de Abel Barros Baptista:

«O atrás referido Grande Prémio do Romance e Novela (APE) constitui-se o melhor representante da capitulação da crítica. José Saramago, por exemplo, o mesmo que viria a ganhar o Nobel em 1998, foi quatro vezes preterido nesse prémio: viria a ganhá-lo apenas em 1991, com o Evangelho Segundo Jesus Cristo, numa altura em que o seu êxito internacional era irreversível, sobre esmagador. É irrelevante debater se os romances que venceram Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra ou História do Cerco de Lisboa eram melhores ou piores romances que estes: interessa sim, sublinhar que, durante toda a década de 80, a crítica, com pouquíssimas excepções, paralisada perante o sucesso de um escritor relançado inusitadamente, não encontrou meios de lhe entender os livros, como se precisasse de mais tempo para assimilar uma radical novidade, o que até nem era o caso.»

Eu não falaria em falta de "entendimento", preferia a palavra "preconceito". Neste caso particular o preconceito que existe em termos ideológicos, sobre o homem - que neste caso particular foi José Saramago -, ao ponto de se ser capaz de colocar o escritor num plano secundário...

terça-feira, agosto 13, 2019

Os "Galegos" do Século XXI...


É normal encontrarmos nos lugares onde se junta mais gente (de preferência turistas...), os "galegos do século XXI", que tem a vantagem de não andar com o respectivo barril de água a fazer a distribuição, quase casa a casa - dizem os antigos que era assim que se fazia em Lisboa e arredores, no começo do século XX.

"Os modernos" instalam-se em lugares estratégicos com geleiras, carregadas de garrafas pequenas de água, que vendem cada unidade a um euro, aos muitos sequiosos desprevenidos que andam por aí, a passear ao Sol... 

E o lucro é pouco menos que cem por cento...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, agosto 12, 2019

A Verdade e a Honestidade no Futebol


Não é por conhecer José Mourinho e achar que ele é um dos melhores do Mundo (que não perdeu qualidades, nem está desactualizado, como gostam de insinuar por aí...), que deixo de destacar Pep Guardiola, com quem me identifico mais como técnico, por que privilegia sempre que pode, o espectáculo futebolístico, desenvolvendo e apoiando a criatividade dos seus atletas.

Ontem ele disse uma frase que vai fazer comichão a muito boa gente, especialmente alguns futebolistas que dão a sensação de se preocupar mais com a sua imagem exterior que com a equipa onde jogam (e também os muitos jornalistas  e comentadores que invejam o seu êxito e dão sempre mais que cinco tostões por uma polémica...). Eis as suas palavras:

«O Rodri vai ser um jogador incrível para nós. Não tem brincos nem tatuagens e o cabelo é de um médio. Um médio defensivo deve ser assim e não pensar no resto.»

Concordo plenamente com o que ele disse. O médio que joga à frente dos defesas, é quem mais se deve preocupar com a equipa, quem deve ser mais eficiente e jogar da forma mais fácil (não é por acaso que são conhecidos como os "carregadores de piano"...), sempre com o pensamento do colectivo. Sei que quem percebe pouco de futebol vai tentar chamar-lhe preconceituoso e outras coisas feias.

A verdade e a honestidade fazem quase sempre doer. Neste caso particular irritam os "craques" que vão ao cabeleireiro dia sim dia não e estão a pensar mais na próxima tatuagem ou no brinco novo que vão comprar, que no próximo jogo...

(Fotografia de Luís Eme - Ayamonte)

domingo, agosto 11, 2019

(Sem Palavras)


(Fotografia de Luís Eme - Arealva)

sábado, agosto 10, 2019

Primeiro Eu, Depois Eu e Depois Outra Vez Eu...


Os "simulacros" involuntários provocados por uma greve, que ainda não começou, têm sido um bom teste para qualquer tempo de crise.

O egoísmo é a marca maior que fica, com os exemplos de quem corre para as filas das bombas de gasolina, apenas por que sim, ao mesmo tempo que decora a casa com "jarricanes". 

E não satisfeitos, ainda esvaziam as prateleiras dos super-mercados, como se viesse para aí qualquer "fim do mundo"...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, agosto 09, 2019

Uma História de Amor, "Para Sempre"...


Sair de casa de manhã e sentir aquele cheiro a terra molhada, que só a chuva de Verão consegue oferecer, tem sempre um gosto especial para mim.

Não estou a dizer isto apenas por já não estar de férias, ou não ter a cabeça na praia.

Acho que se trata mesmo de uma história de amor, daquelas "para sempre", por este perfume natural...

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)

quinta-feira, agosto 08, 2019

O Cidadão Comum, os Políticos e os Sindicatos...


Há já algum tempo que os sindicatos têm vindo a perder a sua relevância na sociedade. Isso acontece fundamentalmente por duas razões: o aumento da precariedade no trabalho (quem trabalha como prestador de serviços, quase que não tem patrão, muito menos direitos ou sindicatos para os defender...); e a dificuldade dos sindicatos em se adequarem aos novos tempos (alterarem as suas formas de luta e a comunicação com os trabalhadores).

Uma das formas de reagir a todas as mudanças foi a transformação das manifestações e das greves em algo mais incisivo, chamando a atenção das pessoas quase sempre de uma forma negativa, já que é sobretudo o cidadão comum que é prejudicado, nas formas de luta escolhidas.

E é por isso que se percebe, cada vez mais, que o "feitiço se está a virar contra o feiticeiro". Os grevistas conseguem com que a maior parte da população se coloque contra eles, porque são sempre elas a serem afectadas nos transportes, nos hospitais ou em quaisquer outros serviços públicos que necessitem. Ao mesmo tempo permitem a "resistência" dos patrões e do Estado, que sentem ter a maior parte dos cidadãos no seu lado e não lhes dão o que querem...

E se os políticos forem "habilidosos" como é o caso de António Costa, ainda conseguem obter dividendos eleitorais (como se notou nas eleições europeias...) ao mesmo tempo que deixam a oposição "com os pés e as mãos atados".

(Fotografia de Luís Eme - Vidais)