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sábado, novembro 10, 2018

Um Hábito cada Vez mais Normal...


Esta mania dos políticos nos quererem passar "atestados de estupidez",  fiados na sua "chica-espertice", começa a ultrapassar todos os limites.

Já todos tínhamos percebido que uma boa parte deles gosta de "dourar" os currículos com cursos que nunca frequentaram, e cargos que nunca ocuparam, 

Depois há as dezenas de histórias com dinheiros de casas, viagens e fatiotas, do domínio da ficção... mas aceites, porque "os políticos têm ordenados baixos" (pobres coitados, devem receber pouco mais que o ordenado mínimo, tal como a maioria dos portugueses...). 

Só faltava mesmo a "denúncia" (feita pelos seus próprios pares...), de um registo duplo indevido na "folha de presenças" (algo que deve ser mais comum do que parece)...

Como se começou a falar de investigações, com a polícia judiciária e o ministério público ao "barulho", a senhora deputada que registou a presença do senhor Silvano, resolveu "dar a cara" e falar da "normalidade" da partilha de "senhas" dos computadores pessoais do grupo parlamentar... e pior ainda, de distracção. Sim, registou o nome do colega de bancada, sem perceber que o estava a fazer, e logo por duas vezes...

Não menos grave é o presidente do seu partido, achar que tudo isto não passam de "fair-divers"... Pelo menos o líder parlamentar teve a decência de dizer que nunca partilhou a sua "senha" com ninguém...

Tenho de acabar este texto com uma pergunta óbvia: como é que "gente deste calibre" chegou ao parlamento, onde nos está a representar?

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 27, 2018

«Acho que se lê-se mais do que parece.»


Quando a Rita nos espantou com uma quase nova teoria, de que se lê mais do que parece, sorrimos, com vontade de lhe chamar mentirosa.

Tudo isto porque os últimos "casos de polícia" (armas de Tancos e assassínio do triatleta), em vias de resolução, saltitaram para a nossa mesa.

Eu disse-lhes que o problema era mais dos filmes que dos livros. 

O Carlos foi ainda mais longe, é disse que, se era para culpar alguém, culpavam-se os criativos americanos, que inventavam tanta série policial, quase todas bem feitas, que inundavam os canais de filmes do cabo.

Lá ficou a Rita desconsolada, porque sim, esta gente era capaz de se deixar influenciar mais pelas séries americanas que por um bom livro negro ou de aventuras...

quinta-feira, abril 26, 2018

O Dia Seguinte...


Acho que as pessoas fingem acreditar no grito que deram ontem, em uníssono, o habitual "Abril Sempre!"

Digo isto porque fazem muito pouco para que este mês (e os outros...) seja mais que uma boa memória.

Eu sei que não é de agora. Toda esta "liturgia televisiva", que nos quer levar até ao esquecimento, com a oferta de anestesiantes constantes, começou logo em 1976, primeiro com alguma timidez, e também com a utilização de vários disfarces. 

Foi por isso que nem foi preciso esperar muito tempo para que o "poder" voltasse para as mãos das famílias que mandavam no país a 24 de Abril, com a brandura e a vénia dos "democratas" que cerravam fileiras nos partidos de poder (PS, PSD e CDS). 

Mas os "donos disto tudo" foram ainda mais longe, agradecidos, trouxeram-nos para a sua "corte", com os escândalos e roubos que todos conhecemos e pagamos... 

Claro que para o ano, gritamos novamente em uníssono, o habitual "Abril Sempre!"

(Fotografia de Luís Eme - esta imagem não aparece aqui por acaso, durante este tempo tivemos um governante que fingia que não era político e esteve no poder durante 20 anos, e ao mesmo tempo que condecorou dois antigos inspectores da PIDE, "esqueceu" e ignorou o nosso herói maior da Revolução de Abril...)

domingo, outubro 15, 2017

As "Verdades" da Justiça e do Jornalismo...


Normalmente não escrevo sobre os grandes casos de justiça, que desde o "Processo Casa Pia", têm alimentado tantos episódios, quase novelescos nos jornais, televisões, cafés, bancos de jardins e lares portugueses.

Faço isso porque quero acreditar que a verdadeira justiça funciona melhor sem  qualquer tipo de condicionamento.

Na maior parte destes processos, os grandes prejudicados somos todos nós. Pois acabamos por pagar a factura dos grandes "burlões e ladrões" que se têm conseguido infiltrar, com a maior desfaçatez, nos partidos de poder portugueses, para se apropriarem sobretudo de bens alheios. Mas o mais grave é que quase todos escapam à prisão. Normalmente a nossa justiça arranja um "bode expiatório" em cada caso e o assunto fica arrumado.

Mas o pior de tudo é a dúvida que permanece no cidadão comum: os condenados são mesmo culpados?, graças à batalha de "contra-informação" esgrimida pela defesa, acusação e jornalismo, alimentada quase por meias-mentiras e meias-verdades, convenientes, que só têm um objectivo: defender os interesses pessoais e financeiros da "clientela" (que pensa sempre ter dinheiro suficiente para comprar toda a gente...).

Querem exemplos?  Carlos Cruz e Isaltino Morais foram condenados e cumpriram as suas penas na prisão. Apesar de tudo o que aconteceu, eles, e alguns dos seus amigos mais próximos, continuam a clamar inocência...

(Fotografia de Rurik Dmitrienko)

domingo, setembro 03, 2017

A Ficção está Sempre Colada à Realidade...


(pequeno diálogo de um conto que escrevi, inspirado numa história real)

Dois amigos discutem por causa de um caso quase bizarro. Um terceiro amigo tinha encontrado a namorada dentro de um carro a fazer sexo com um colega de trabalho. Pacífico por natureza limitou-se a ligar a lanterna do telemóvel e a apontar-lhes a luz para os olhos, a querer dizer-lhes «estou aqui a ver o espectáculo, não foi ninguém me contou». 
O mais grave da coisa é que era um daqueles namoros que apostavam no casamento, já com casa escolhida, etc.

O mais irritado dos amigos disse: 

- Há coisas que eu sei. Nunca fui nem irei para a cama com a mulher de um amigo. Se ela me aparecesse à frente, nua e num posse convidativa, virava-lhe as costas.

O mais brincalhão quis retirar algum dramatismo à conversa e acrescentou:

- Estás a dizer isso porque sabes que nenhuma namorada ou mulher de um amigo teu vai querer ir para a cama contigo.

(Escolhi este óleo de Pablo Santibanez Servat, porque foi publicado com o texto «Não tens frio?», que continua a ser a "posta" com mais visualizações  - milhares, o que a nudez faz... - de sempre do "Largo")

sexta-feira, março 24, 2017

As Penas das Galinhas e as Outras...


Muitas vezes é necessário escutarmos quem veio de fora, para olharmos  para a nossa realidade sem qualquer filtro: Mesmo que as suas palavras possam parecer "caricaturas", há por ali muitas coisas, mesmo pequeninas, que caracterizam essa coisa estranha que é ser-se português.

O Eric, cansado da mediocridade que o cercava, apontou a dedo a meia-dúzia de pessoas que fazia parte do "Coro dos Coitadinhos" e  andava com uma mão dada à "Senhora Inveja" e outra esticada, a ver se lá vai parar alguma coisa. Acabámos todos a sorrir, por conhecermos bem demais algumas daquelas "peças".

Por pudor ou cobardia,  nunca tínhamos feito um desenho tão aproximado daquela gente que andava sempre à espera que lhe fosse parar alguma coisa dos outros às suas mãos. Invejavam descaradamente o talento dos colegas, sem nunca se esquecerem de colocar a casca de ovo do Calimero na cabeça.

Aquela conversa foi despoletada pela utilização indevida de uma fotografia do Eric no "facebook", por uma "artista", que nem sequer se dignou a dar-lhe qualquer satisfação, como se não existissem direitos de autor nas redes sociais. O Eric não só a obrigou a retirar a fotografia, como lhe disse que roubar continuava a ser feio, mesmo que fosse um simples texto ou uma imagem, acrescentando que o que havia mais por aí eram cursos de escrita criativa e de fotografia. E era boa ideia inscrever-se, podia ser que aprendesse qualquer coisa.

A rapariga como era de choro fácil, em menos de nada fez o número da "coitadinha". Teve logo dois ou três colegas com lenços de papel a enxugarem-lhe os olhos e a destilarem "raiva" para cima do Eric, com vontade de o mandarem para a terra dele.

O Eric não foi em choros e disse que não estava a brincar. E quando ouviu os outros  falarem de pena, disse-lhes que não havia por ali nenhum galinheiro.

E eu, depois de toda aquela conversa, fiquei por ali a pensar na dificuldade que temos em chamar à razão quem não tem qualquer talento e se acha o "melhor do mundo" em qualquer coisa. Ou pior ainda, quem é capaz de usar o talento dos outros para proveito próprio, como foi o caso. Não sei se é do nosso sangue quente, sei que nos falta muitas vezes a frieza do Eric, para chamar alguns elementos do "Coro dos Coitadinhos" à razão...

(Óleo de Juan Gris)

sábado, setembro 17, 2016

O Meu Olhar Sobre as "Minorias"...


Hoje quando ia para o café comecei a pensar (e a tentar desvendar...) como seria a minha vida, se pertencesse aos chamados grupos "minoritários", mesmo que muitas vezes até possam estar em posição de superioridade numérica - como acontece com as mulheres -, mas nunca em termos representativos ou de poder. 

Percebi que se fosse homossexual (assumido) era olhado de lado na minha rua, no meu bairro e na minha cidade; só teria a vida facilitada se entrasse no chamado mercado do trabalho alternativo; não tinha os mesmos amigos, teria outros (menos...), diferentes. Ou seja, era mais facilmente "notícia" por uma questão que só a mim devia dizer respeito.

Entendi que se fosse "preto" era olhado por muita gente quase como se fosse um "fenómeno do entroncamento"; senti que sempre que existisse qualquer roubo e estivesse nas proximidades, era logo apontado pelo olhar dos outros como "culpado";  se tivesse o bom gosto de namorar uma branca gira, olhavam-nos como se estivesse qualquer coisa fora do sitio; e à partida não tinha todas as portas abertas no campo profissional. Infelizmente ainda há profissões que não são para "pretos"...

Deixei para o fim a questão mais complexa, ser mulher. O meu primeiro pensamento foi de que tinha a vida mais facilitada, era seduzida e bajulada naturalmente pelos homens, podeno "jogar" com isso, ao mesmo tempo que teria mais portas abertas em quase todas as áreas da nossa sociedade (esquecido do que estava por trás de todo este falso cavalheirismo...) . Provavelmente também tinha mais gente amiga. Mas depois lembrei-me que há poucas mulheres em lugares importantes no nosso país, as que exercem esses cargos são a excepção que confirma a regra. Que as mulheres que fazem o mesmo que os homens, recebem menos dinheiro. E nem entrei dentro das casas, nem quis pensar mais no assunto...

Pois é, o grupo "minoritário" que parecia ter a tarefa mais fácil, é, provavelmente,  o mais complicado de todos...

(Óleo de Augusta Herbin)

sexta-feira, maio 27, 2016

O Desaparecimento Misterioso dos Gatos da Amélia

Os tempos mudaram mesmo.

Não quero com isto dizer que que não continuem a existir desaparecimentos misteriosos de criancinhas por esse mundo fora, mas parece que há novos nichos de mercado, até porque os animais em muitos lares ocupam hoje o lugar da miudagem.

A única certeza que tenho, é que pelo menos os gatos bonitos começam a ser alvo da cobiça alheia, de uma forma notória.

O problema não é do quintal, penso que todos os animais gostam de ter espaço para correrem e saltarem. Talvez seja mais dos vários "namoros" de quem passa pela rua e se apercebe da doçura ou rebeldia dos gatos, que raramente se fazem rogados à oferta de uma lata de comida. Em troca os "benfeitores" querem a festinha da ordem e depois esperam pela melhor ocasião...

O primeiro a desaparecer foi o Miguel, depois foi a mãe, a Rita, e agora foi a Diana. Curiosamente tudo gatos "siameses" (e não persas...) e de olhos azuis.

O único que resta é o "Kalanga", com o seu pêlo preto e os olhos castanhos, já muito visto por cá. E também um pouco mais rebelde que os irmãos...

Depois do desaparecimento da Diana, os meus filhos sabem que dificilmente ela voltará. Até porque provavelmente tornou-se "gata de casa", ganhou uma "prisão confortável" em vez do quintal da avó, que até tem uma nespereira, para ela afiar as unhas...

(Fotografia de Luís Eme)