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domingo, agosto 04, 2019

A Caça aos "Fantasmas" (também pode ser às "bruxas") no Jornalismo...


Sei que devo estar errado, embora não consiga ver nenhum "homem a morder um cão", nesta vontade que a comunicação social tem em caçar fantasmas, muitas vezes onde eles não existem...

Vou dar o exemplo de duas notícias que me deixaram a pensar nas férias. Uma foi o caso do ferido que perdeu a vida durante o transporte de helicóptero do INEM para um hospital. A preocupação de quase toda a comunicação social, foi o porquê do transporte aéreo não ter aterrado nos dois primeiros pontos de encontro. Embora não tenha descoberto o porquê (mas acredito que isso aconteceu apenas por questões de segurança da aeronave e dos seus tripulantes...). Não vi ninguém a referir-se ao estado físico do homem, que deve ter sido agredido de uma forma brutal - por isso não resistiu -, muito menos a apontarem o dedo ao agressor, o verdadeiro "assassino".

A outra notícia é recorrente, agora que estamos na época dos incêndios. Quase toda a gente procura encontrar falhas na acção dos bombeiros e da protecção civil, fingindo não perceber que mais de noventa por cento dos incêndios são provocados pela mão humana, e quase sempre de forma maléfica. Quase todos se voltam e apontam o dedo a quem procura "apagar fogos", esquecendo os incendiários...

(Fotografia de Luís Eme - Pinhal do Cabeço)

sábado, maio 25, 2019

Um Vício de Outros Tempos...


Quando passa pelo quiosque, olha para todos os lados, assim como não quer a coisa. Se não descobrir ninguém conhecido por perto, tira algumas moedas do bolso e "compra um pacote"  de notícias em papel.

O passo seguinte é fingir-se distraído e enrolar o jornal, transportando-o de seguida, quase escondido, ao longo de um dos braços. 

Só se sente "a salvo" quando entra no café rente ao rio, que podia muito bem ser uma fronteira. Já nem estranha que as pessoas finjam não conhecer ninguém, como se aquele lugar estivesse condenado a ser apenas um ponto, onde se chega e parte, de preferência sem paragens...

Talvez seja isso que o descontrai, enquanto ocupa uma mesa e diz bom dia ao Tejo.

Depois pede uma água com bolhas, antes de começar a estender o "lençol de papel" pela mesa, à procura de palavras que o surpreendam, de preferência que não estejam sujas de sangue ou usem menos que mini-saia de roupagem.

(Fotografia de Luís Eme - Trafaria)

segunda-feira, abril 15, 2019

Uma Perda Irreparável...


Pensamos muitas vezes que os países desenvolvidos, e vocacionados para o turismo de qualidade, estão imunes a incêndios, daqueles que se prolongam por várias horas e destroem tudo o que lhes surge pela frente (mais à nossa medida...).

Pensamos... Mas a realidade é sempre diferente, como Paris nos mostrou hoje, com a destruição lenta da Catedral de Notre Dame, o monumento mais visitado da Capital francesa.

(Fotografia de Luís Eme - Paris)

quarta-feira, dezembro 05, 2018

Escuteiros de Almada Suspensos pela Igreja...


Estive quase a colocar como título, "Padre da Paróquia de Almada Suspende Escuteiros", talvez fosse mais verdadeiro...

Embora seja estranho, que uma pessoa só, tenha o poder de suspender a actividade lúdica e católica de 120 jovcns almadenses.

Há algum tempo que ouço falar do "novo padre" (Marco Luís), por gostar de fazer mudanças, "quase à político" (apenas porque sim e não para melhorar as coisas...). Desde os horários das actividades à sua gestão, passando também por algumas mudanças físicas (obras "desnecessárias" na Igreja de Almada...), que segundo um documento distribuído pela cidade ("Pela Preservação da Igreja de Almada (Obra Icónica da Cidade)") serão de alguma forma um "atentado ao património histórico-cultural", e que também são parte do desentendimento entre os dirigentes dos escuteiros e a Paróquia....

Provavelmente este problema vai-se arrastar no tempo, como acontece nas instituições conservadoras...

É por isso que que alguns dos jovens escuteiros, que gostam do que fazem, têm vontade de mudar de agrupamento (o da fotografia é o de Cacilhas, que tem as suas instalações na Quinta do Almaraz)...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 08, 2018

A Escolha de Fotografias...


A minha escolha da fotografia de ontem, não tinha um duplo sentido (pelo menos era o que eu pensava...), como posteriormente lhe foi dado.

Mas isso já aconteceu mais vezes. Embora as mil palavras sejam um exagero,  uma imagem pode e e e deve merecer várias interpretações, com muitas palavras e frases, mesmo sem chegar ao exagero do milhar.

Se por vezes uma frase escrita por nós pode ser interpretada de várias maneiras (não é nada raro que os outros nos queiram ensinar, o sentido das palavras que escrevemos... já me aconteceu mais que uma vez...).

Uma voz amiga relatou-me via telemóvel, a opinião sobre o que escrevera, sem se esquecer de me felicitar pela ideia feliz de colocar a fotografia, com os homens no primeiro andar, presos ao sete e as mulheres no rés de chão, deliciadas com as cuecas do rapaz...

O problema é que não tive nenhuma ideia especial, queria apenas colocar uma imagem minha, como tem acontecido neste último ano (penso que mais de 80% das imagens são fotografias da minha autoria...).

Isso acontece por que nós humanos somos tramados, conseguimos tirar quase sempre algum proveito das coisas negativas.

Há mais de um ano, houve alguém que se queixou, anonimamente, ao "google" sobre os direitos de autor de uma imagem que tinha colocado (nunca percebi qual...). Isso fez com que começasse a ter cuidados redobrados, por um lado tentando colocar sempre o nome do autor da imagem, por outro, optando preferencialmente por fotografias da minha autoria.

Ou seja, o meu "Largo" passou a ser ainda mais personalizado.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, setembro 22, 2018

A Má Política e o Mau Jornalismo de Mão Dada...


Os partidos de direita e algum jornalismo pouco livre e tendencioso ("Expresso", "Correio da Manhã", "Observador", "Sábado"...), acharam por bem fazer da substituição de Joana Marques Vidal, como Procuradora Geral da República, um caso político. Até foram capazes de utilizar palavras como "saneamento" e "perseguição", em algo que até aqui tem sido consensual: a autonomia do Ministério Público e a separação de poderes com que se rege a nossa Constituição, só terão a ganhar com um mandato único de seis anos do procurador ou procuradora geral da República.

A pressão exercida sobre o Governo, o Presidente da República e a própria Joana Marques Vidal, só iria fazer com que a desejada renovação do cargo deixasse a Procuradora refém de uma direita - cada vez menos séria e mais trauliteira  - e de um jornalismo, cada vez menos pluralista.

Mas o mais grave é a forma como acabam por tentar comprometer a própria justiça portuguesa, pois com esta tentativa de transformarem Joana Marques Vidal numa "heroína insubstituível", tentam oferecer a imagem de que não existe  no nosso país "mais ninguém" capaz de exercer este cargo com independência e isenção.

E nem vale a pena falar da "pressão" que tem sido exercida há meses sobre o futuro Procurador Geral da República, antes de ele, ou ela, serem escolhidos...

sexta-feira, agosto 31, 2018

As Notícias e as "Não Notícias" do País...


Tive uma conversa de café sobre o jornalismo que se vai fazendo cá dentro e lá fora e percebi que a tendência que há em culpar os EUA e o Trump por todos os males do mundo, é muito maior do que pensava...

Mas falámos sobretudo do facto de o Verão ser normalmente farto em "não notícias", do interesse que desperta a vida dos famosos, etcétera, em todos os jornais e revistas.

A "escandalosa" (foi esta mesmo a palavra utilizada...) contratação de Cristina Ferreira, por valores ao nível de um grande jogador de futebol também andou aos pulitos (trambolhões talvez seja a palavra mais indicada...) na mesa. 

Defendi a "cara da notícia" (não lhe posso chamar jornalista porque ela não faz jornalismo, dedica-se sobretudo ao entretenimento...), como a menos culpada de todo o processo. A SIC é que sabe, se a Cristina vale ou não os valores de que se fala... Embora seja uma possibilidade pouco provável, não devemos descurar completamente a hipótese de assistirmos a parte do retorno económico que o Cristiano Ronaldo trouxe à Juventus...

Quando quiseram colocar a contratação da apresentadora nas "não notícias", disse-lhes que era de todo impossível. Aliás, era notícia até para "capa de jornal"...

É um acontecimento invulgar, os valores de que se fala por aí "cantam" muito alto, e têm mesmo de ser notícia. Especialmente no nosso pequeno país, pelas mudanças que irá provocar e pelo conforto e desconforto (algumas "vedetas" televisivas poderão ficar com "urticária"...) que irá provocar nos meios televisivos...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, julho 11, 2018

O Mundo Pode (e Deve) ser Bem Melhor...


O que se passou na Tailândia, é a melhor prova de que o mundo, pode e deve, ser bem melhor do que é. Basta que se combata a indiferença, cada vez mais generalizada, e se quebrem as inúmeras montanhas artificiais que nos separam, quase sempre provocadas apenas pelo egoísmo e pelo materialismo.

Mais uma vez se percebe a importância que pode ter uma comunicação social, mais livre e atenta, direccionada para as inúmeras causas nobres levadas a cabo por esse mundo fora e mais distante dos múltiplos interesses políticos, sociais e comerciais, que nos cercam. 

Algo que não tem acontecido muito nos últimos anos, especialmente no Médio Oriente. no Norte de África e no Mediterrâneo...

(Fotografia de Lilian Suwawrumpta)

sexta-feira, dezembro 29, 2017

A Morte do Escritor à Secretária...


Na minha função de "arquivista" encontrei algo que me tinha passado ao lado (talvez por não ser um "vergiliano"...), a forma singular como Vergílio Ferreira nos deixou, cumprindo a promessa que fizera...

«Já prometi que entraria no paraíso a escrever. E vou cumprir. Se tiver saúde, não deixarei nunca de escrever - publicar é que é mais difícil. Agora escrever, como é que posso deixar de escrever? Isso é a mesma coisa que deixar de viver! Um suicídio, não faço, isso não faço...»

E depois a notícia (de Carlos Câmara Leme, publicada no "Público" de 2 de Março de 1996):

Vergílio Ferreira - que ontem foi encontrado morto à secretária - pode ter-se contradito muitas vezes como qualquer escritor ou ensaísta, que atravessou um século tão problemático como o século XX. mas esta promessa cumpriu-a até ao fim.

(Fotografia de autor desconhecido - escolhida por que é uma das raras onde surge a sorrir...)

sábado, dezembro 09, 2017

A Torre e a "Ana"...

Amanhã vamos ter a visita da "Ana", sim os nossos temporais também já são baptizados como os que fustigam a costa das Américas.

Apesar dos avisos de mau tempo (vento e chuva...), penso que ainda não é desta que a velha torre da velha fábrica de cortiça perde mais de meia dúzia de tijolos...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 23, 2017

Um Falso Estado Laico...


Podia falar da Constituição, da igualdade de género, do facto de sermos um Estado laico, etc...

Ou então da sentença (mais falada no dia de hoje, até mesmo nos telejornais...) produzida por um juiz, que se deve ter enganado no tempo e pensado que estava em 1973 e não em 2017.

Juiz que também dá sinais de ter a "testa bem enfeitada", pela forma como abomina o adultério, ao ponto de citar a Bíblia e focar as sociedades que continuam a tratar a mulher como um ser inferior e a condenam à morte, por alegadamente trocarem de homem...

Mas o que é mesmo grave, é sentir que esta sentença retrata com justeza a nossa justiça, cheia de equívocos, de penas suspensas e de bandidos que passam o tempo a sujar as ruas da liberdade...

(Óleo de Eliot Hpdgkin)

segunda-feira, outubro 16, 2017

Um Domingo para Esquecer (ou para Lembrar...)

Dizem que a partir de hoje as temperaturas vão baixar, de uma forma significativa. Espero que sim.

Ontem assistimos à pior despedida possível deste "Verão", que conseguiu chegar até meio de Outubro, com o domingo a ser classificado como o pior dia do ano em matéria de incêndios.

Já todos descobrimos que o tamanho do nosso país não é proporcional à maldade, à inveja e à estupidez dos imensos portugueses que se "maravilham" a pegar fogo ao país...

A minha filha, do alto da sua sapiência de 13 anos, perguntava-nos ontem, como era possível existirem num só dia mais de 440 fogos (que provocaram dez mortos e mais de três dezenas de feridos), num país tão pequeno como o nosso. Portugal devia estar todo a arder, concluiu ela.

Expliquei-lhe que muitas vezes existiam dois e três incêndios na mesma mata, que se iniciavam em lugares diferentes, provocados por bandidos, que adoravam tornar a vida dos bombeiros e das pessoas, ainda mais difícil e complicada...

Doa a quem doer, a partir de 2018, tem de haver uma solução para a nossa floresta, e também para esta gente difícil de classificar, que no mínimo são demasiados "pobres e tristes"...

(Fotografia de Arménio Belo - Lusa)

domingo, junho 18, 2017

Do Paraíso ao Inferno em Poucas Horas...

O estado de graça do nosso país abanou no dia de ontem, com um dos incêndios mais mortíferos que se conhecem, no nosso território.

Sempre que acontece uma desgraça, uma das palavras que mais se utiliza para justificar o injustificável é Destino. É uma palavra quase com capacidade para "embrulhar" todas as desgraças do nosso dia a dia, pelo seu sentido quase divino, capaz de ultrapassar a vontade dos "mortais".

Embora não existam muitas palavras para dizer ou escrever o que quer que seja, sobre o que aconteceu ontem, incomoda-me que se utilize no nosso país, vezes demais, as palavras destino e saudade (fora das letras do fado...), para "fecho de contas".

Neste caso particular, se fosse utilizada com um carácter prático (fora dos discursos de Verão dos políticos...), a palavra Prevenção, sei que não se estariam a chorar todos estes mortos...

(Fotografia retirada do site do "D. Notícias")

sábado, maio 27, 2017

O Poder, um Povo e um Relógio...


Ao ler a notícia publicada no "Diário de Notícias" sobre um dos filhos do presidente de Angola, Danilo dos Santos, que  arrematou esta quinta-feira, num leilão em Cannes, um relógio Franck Muller por 500 mil euros, que provocou a reacção do actor Will Smith que disse: «Ele é demasiado novo para ter 500 mil euros», pensei noutras coisas.

A mim não me preocupa nada a idade de Danilo, o rebento mais novo do mais que tudo de Angola. Preocupam-me sim os milhões que passam fome e vivem ao "deus dará", especialmente rente a Luanda…

Ou seja, a ausência de tudo aquilo que deveria ser importante para um futuro líder. E o Danilo, deve ter tido uma educação esmerada, mas infelizmente para os angolanos aprendeu muito pouco sobre ética, justiça ou humanismo, seguindo os péssimos exemplos de "novo-riquismo" da gente que ocupa o poder nos países africanos…

(Ilustração de Chichorro)

quinta-feira, abril 06, 2017

O que Nos Dizem e o que Queremos Saber...


Um dos maiores desafios dos jornalistas é conseguirem que lhes digam o que eles querem saber e não apenas o que lhes querem dizer...

Isto tanto serve para a reportagem, o perfil, a entrevista ou para uma simples notícia.

Felizmente enquanto entrevistador nunca tive grandes problemas de obter as respostas que queria.

Ao longo de mais de três centenas de entrevistas que fiz, só enfrentei dois casos estranhos. Um deles aconteceu com o Álvaro Cunhal, que só dava entrevistas por escrito, não possibilitando a conversa directa, que quase sempre suscita mais questões. Acabei por aceitar as regras do jogo e depois recebi as respostas às minhas perguntas na Soeiro Pereira Gomes, pelas mãos de Álvaro Cunhal, com quem  tive o prazer de conversar durante alguns minutos.

O outro caso é que foi mesmo estranho. Não divulgo o nome da pessoa em questão por ainda estar vivo e ser um afamado professor universitário. Quando cheguei à sua casa, tinha uma entrevista feita, com perguntas e respostas dele... Lá consegui contornar a questão, fui-lhe fazendo as perguntas que já tinha planeado e a conversa acabou por correr relativamente bem. Mas nunca esqueci a "lata" (para não lhe chamar outra coisa...) do professor...

Mas é mesmo um desafio, conseguir que nos respondam ao que queremos saber... 

(Óleo de Renné Magritte)

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Há Coisas que Nunca Irei Perceber...


Mesmo sabendo que é preciso "vender" jornais todos os dias, numa época em que as notícias de papel estão mesmo a passar de moda, não percebo porque razão a vitória do Moreirense na Taça da Liga não é a notícia principal da capa dos diários desportivos.

Sou benfiquista e acho extremamente injusto que se coloquem fotografias dos jogadores do clube da Luz, em detrimento de um clube que conseguiu conquistar uma Taça (a que querem chamar o "Campeão de Inverno"...), depois de derrotar o FC Porto, o Benfica e o SC Braga.

Continuo a sentir-me jornalista (mesmo sem jornal...) e acho que o jornalismo é outra coisa...

domingo, novembro 27, 2016

O Bom Jornalismo, as Mentiras e as Redes

Nunca foi tão necessário o bom jornalismo, numa época em que parece ter deixado de existir o meio termo e que querem empurrar o "bom senso" para longe. Até porque só o bom jornalismo poderá derrotar as  notícias "falsas" que se tornaram moda nas redes sociais...

Há acontecimentos que fazem com que algumas pessoas façam exercícios de memória. É o que tem acontecido com a despedida do "Diário de Notícias" do seu bonito edifício num dos lugares mais nobres de Lisboa. No meio de algum lamechismo também  têm aparecido boas crónicas (nos jornais e na blogosfera).

Ontem quando ainda estava sozinho no café escrevi sobre "os jornais onde nunca irei escrever", até por depois dos cinquenta os sonhos serem diferentes... prendem-se menos com lugares e cargos (até por ser a partir desta fasquia que começamos a ser empurrados para o clube dos "velhos"...). Também só me lembrei de referir dois títulos, "A Bola " e o "Diário de Notícias". Sim, são os únicos onde escreveria com gosto, se fosse convidado para tal. Isso não acontece apenas por serem duas "instituições" no mundo do nosso jornalismo, são também os primeiros jornais que me habituei a ler no começo da adolescência.

Dos desaparecidos também lia com gosto (nos seus bons tempos...) o "Diário Popular", o "Diário de Lisboa" e "A Capital", curiosamente todos vespertinos, algo que acabou, pois deixaram de existir jornais da tarde...

Com a chegada de um amigo, a prosa de café foi interrompida.

Falámos de outras coisas, distantes do mundo dos jornais e das notícias. Mas o bom jornalismo continua a ser necessário. Claro que só há bom jornalismo com bons jornalistas. Sei que hoje se mente com facilidade por todo o lado, a começar nos políticos (perderam de vez a noção do ridículo...), mas quem tem como missão a procura da verdade, doa a quem doer, não pode ter preço nem medo de incomodar os vários "poderes instalados".

Nota: Esta é a minha opinião, mesmo que vá contra a nossa realidade, em que o jornal que mais vende, é aquele que mais explora as meias-verdades e que não aceita ser neutro.

(Óleo de Francis Luís Mora)

segunda-feira, novembro 21, 2016

O Jornalismo Com e Sem Rede...

Continuo a pensar que os blogues são ligeiramente diferentes das "redes sociais" (mesmo que sejam incluídos por muito boa gente nestas novas formas de comunicar), por não resumirem a sua existência a frases curtas, fotografias de ocasião e exploração de casos polémicos, quase ao segundo. E claro, permitem que exista uma distância saudável entre os gestores e os os comentadores. 

Nos últimos tempos (graças às eleições americanas...), o facebook tem sido o alvo escolhido para as críticas de jornais e de jornalistas.

Eu ao não ter - ou frequentar - esta ou outras "redes", acabo por passar ao lado de muitas coisas "interessantes", especialmente para quem gosta de "mexericos". Mas estou longe de diabolizar estas formas de comunicação. Até porque basta-me analisar a matéria jornalística do diário que mais vende no nosso país - desde os títulos da primeira página aos seus conteúdos -, com as meias verdades e alguma ficção (apostam na notícia-novela, com episódios quase diários...) a serem transformados diariamente em notícias, para preferir ficar a ver as barcas a passarem no rio em vez de apontar dedos. 

Por fazer autocrítica, sei que bom era que alguns jornalistas e comentadores olhassem mais para o "mundo" que os rodeia e menos para o seu umbigo...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 19, 2016

A Ciência Portuguesa Premiada

Elvira Fortunato, cientista e professora almadense, recebeu hoje a "Medalha Blaise Pascal", da Academia Europeia das Ciências.

Apesar de sermos o que somos, não deixa de ser uma boa notícia para o nosso país. Nem tão pouco importa que nos últimos anos tenhamos formado excelentes investigadores, que depois são convidados a emigrar, porque por cá não existem empregos para eles, muito menos dinheiro para investir nos seus projectos de investigação...

Elvira Fortunato é a excepção que confirma a regra.

(Fotografia de autor desconhecido)

sábado, maio 14, 2016

Uma Europa Manhosa e Pouco Solidária


É quase irónico ouvir os responsáveis políticos desta Europa, cada vez mais manhosa e menos solidária, ameaçar o nosso País que vai ser multado pelo défice excessivo, esquecidos que ele é obra dos seus "bons alunos" (Passos e companhia), que professam a mesma ideologia política, que não tem feito outra coisa, que não seja destruir o chamado "Velho Continente".

Gente que depois de ser cúmplice na construção de cercas e muros, é capaz de pagar aos turcos, para tomarem conta dos refugiados de guerra, só para fingirem que não têm nada que ver com isso e ficarem no quentinho das suas casas, satisfeitinhos da vida. Como se o "mal" que fazem hoje não acabe por lhes bater à porta amanhã...

(Fotografia de Luís Eme)