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quinta-feira, agosto 01, 2019

Regresso...


Cheguei a Almada ao fim do dia de ontem.

A coisa realmente importante que fica,  é que houve mesmo descanso (levei o computador, porque  tinha um ensaio para deixar quase pronto, mas nunca o tirei da mala...).

Sei que as férias acabam por ser quase sempre iguais, vamos, invariavelmente aos mesmos sítios (por proximidade e por gosto...). Desta vez esteve sempre bom tempo (um dia ou outro mais ventoso, mas nada que nos afastasse da praia, como aconteceu noutros anos...). 

Saudades? Algumas. Vai-me fazer falta o cheiro a mar e a pinhal, das viagens que fazíamos diariamente a pé, entre a nossa casa de férias e a praia...

E agora? 

Sei que tenho de "acelerar" um pouco, pelo menos até meio do mês. Mas como as "baterias" estão carregadas, penso que não é nada de extraordinário...

(Fotografia da Luís Eme - Praia do Cabeço - a última tirada na praia, virado para a Praia Verde, dando uma ideia errada, de quase uma "imensidão" de gente na nossa praia...)

sexta-feira, julho 05, 2019

Olhar e não Ficar em Silêncio...


Sim, no fundo é isto: olhar e não ficar em silêncio.

Quando gostamos de olhar e de escrever, é mais fácil "denunciar", aquilo que achamos que está mal. 

E se tivermos um blogue, a coisa ainda se torna mais fácil. Sei que nos jornais nem sempre escrevemos o que queremos, há demasiados editores com "torções no nariz", sim, daqueles que até poderiam andar  pela redacção com um lápis azul na orelha.

(esta foi a minha resposta a alguém que acha que sou demasiado crítico no "Casario do Ginjal", e que acrescentou, com um sorriso, que Almada merece mais amor...)

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

domingo, junho 30, 2019

«A cultura de massas é uma treta!»


O meu amigo Gui continua a ser um libertário, em praticamente tudo na vida.

Da última vez que conversámos, a minha Cidade acabou por vir à baila, assim como a nova gestão do PS e PSD (que continua praticamente invisível, no seu pior sentido, quase a caminho do vazio...).

Mas do que mais falámos foi de cultura, do passado comunista, dos males do "centralismo democrático". Houve uma parte da conversa em que ele se exaltou mesmo e quase gritou: «A cultura de massas é uma treta! Só resulta num batatal e mesmo assim este tem de ser muito cuidado, não pode faltar água e estrume, e nas medidas certas.»

Não que eu precisasse de ser convencido do que quer que seja, mas tentei fazer ver-lhe que havia uma vontade maior de fazer cultura numa cidade como Almada, que nas Caldas da Rainha (eu sei que recorro sempre aos mesmos exemplos, mas são as melhores realidades que conheço, ainda por cima, completamente antagónicas...). Disse-lhe que em Almada havia centenas de escritores, poetas, artistas plásticos, actores, que tinham "bebido" de todo o trabalho realizado através de exposições, acções de formação, peças de teatro, colóquios, etc.

Disse-me que não. E acrescentou: «O que há em Almada é muita gente que tem a mania que é escritor, pintor, actor, escultor, poeta ou realizador. Gente que pensa que basta escrever um livro ou pintar um quadro, para serem reconhecidos como artistas.»

Voltou à cultura de massas para dizer que ela gera sobretudo muita mediocridade. Ainda contra-argumentei que da quantidade é mais fácil surgir a qualidade. Respondeu-me só com uma palavra: «Balelas.» Palavra que voltou a repetir mais duas vezes.

Quando nos despedimos estava longe de estar convencido. Mas à medida que caminhava para o cacilheiro, sabia que estava mais confuso...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, junho 15, 2019

Fim de Semana com Corridas na Lisnave...


Este fim de semana tem mais "corridas" dentro da Lisnave, que as publicitadas, povoadas de carros que já foram "vedetas" dos nossos rallies.

São vários os fotógrafos que aproveitam esta oportunidade para "correrem" atrás  dos cantos dos estaleiros, em busca de vestígios da já "arqueologia industrial" da Margem Sul, que possam dar "bons bonecos"...

Eu também andei à procura de novidades, com a minha pequenina "canon", mas parecia um simples turista curioso, ao lado de todos aqueles artistas, com mais que uma máquinas e uma objectiva a tiracolo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, junho 13, 2019

A Fotografia é Muito Mais que uma Simples "Fábrica de Nostalgia"...


Embora tenha gostado de ler a crónica de António Araújo no "Diário de Notícias" (8 de Junho...) sobre fotografia, com o bonito titulo, "Fábrica de Nostalgia", sei que a fotografia, felizmente, é muito mais (ou pelo menos quer ser...) que a fábrica de nostalgia "pintada" pelo António - graças a um livro -, que todos os que gostamos de imagens, conhecemos. Porque a fotografia não nos oferece apenas olhares humanos, também nos oferece lugares...

Digo isto porque no domingo passado estava sentado numa esplanada a beber café com a minha companheira (almadense de gema, ao contrário de mim...) e perguntei-lhe se ela se lembrava de como era aquela praça, antes as obras profundas de beneficiação, já com umas duas décadas.

Eu não tinha uma ideia precisa do local. Lembrei-me que uma das primeiras vezes que passei por ali (ainda não morava em Almada...), a praça estava diferente do "formato" habitual, porque era palco de um dos bailes dos santos populares. E também porque era de noite, o que limita sempre bastante as vistas...

Mas a pouco a pouco fomos recordando pequenas coisas, o piso anterior, as escadas que nos levavam ao jardim... E depois começaram as dúvidas. Antes da construção das galerias comerciais existia apenas um muro e arbustos? O espaço seria todo amplo?

Foi quando disse que não há nada como as fotografias para nos trazerem o passado de volta, para nos ajudarem a "reconstruir" os lugares que conhecemos, tal qual como eles eram, com ou sem nostalgia...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, junho 07, 2019

A Ligação de Belarmino a Almada


Ainda a propósito do Belarmino (o original...) Fragoso, descobri há pouco tempo que uma das suas últimas ocupações foi carregar e descarregar as mercadorias dos vendedores do Mercado de Almada, na Rua da Olivença.

Descobri-o por um mero acaso. Estávamos a almoçar o nosso bacalhau com grão da Olivença das segundas-feiras quando passou um fulano rente à nossa mesa, que cumprimentou o Carlos. Quando ele se afastou o Carlos confidenciou-nos que o salvara uma vez de levar pancada, ao puxá-lo para longe, depois deste insultar o antigo "boxeur", sem saber com quem se estava a meter...

Depois acrescentou que ele morrera de uma forma completamente estúpida, que tinha sido atropelado próximo do mercado, quando trabalhava...

Baptista Bastos, que entrevistou o Belarmino no excelente filme do Fernando Lopes dedicou-lhe um bonito obituário no "Diário Popular": «No corpo debilitado do velho campeão de meios-leves emergiram todas as doenças que a fome e a miséria arrastam. “Não passo de um campeão deitado” – dissera, há dias, a um de nós, que o fora ouvir, para narrar, seguidamente, a história resplandescente de um homem comum que se guindara às galáxias das grandes estrelas, para tombar na noite medonha como um cometa transviado do rumo certo.»

O mais curioso, é que a primeira vez que ouvi falar da ligação de Belarmino a Almada, foi de uma forma negativa. Além de o retratarem da pior forma possível, acrescentaram que morara numa barraca, entre o Pragal e a Caparica e que tinha morrido na miséria (sem especificarem...). Contaram-me esta história no começo dos anos 1990. Não sei se alguma vez morou neste local, sei sim, que quando faleceu morava num anexo da Praceta Francisco Noronha, na cidade de Almada...

(Fotografia de Luís Eme - Pragal)

quarta-feira, maio 29, 2019

Palavras e Olhares...


Enquanto descia a avenida pelo seu lado mais sombrio (e agradável...), pensava que era capaz de me fazer bem mudar de ares, de estar algum tempo afastado desta cidade onde vivo. Talvez conseguisse ter um olhar mais frio e rigoroso, sobre as pequenas e grandes coisas, que nos vão apoquentado no dia-a-dia...

Vinha de um almoço de trabalho com um amigo pintor, onde houve espaço para quase tudo, até para a "má língua". Abordámos sem medo as mudanças que nos cercam, ditadas, quase sempre, pelos ignorantes do costume. Ele até se culpou do filho ser mais inteligente que esperto, de estar "condenado" a trabalhar para todos estes medíocres  que dominam a história do nosso tempo. Eu não consegui ir tão longe...

Já na Praça São João Baptista, entrei na Oficina de Cultura para ver a exposição que está por lá. A autora estava a conversar com as pessoas que a quiseram escutar. Eu limitei-me a ver as esculturas estranhas e a partir (as minhas palavras de indignação ficaram reservadas para o "Casario")... 

Esta passagem "artística" podia ter sido evitada, pois só serviu para avivar o meu olhar sobre a forma como se tenta apoucar o passado recente de Almada e dos Almadenses...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, abril 30, 2019

A Grande Conquista de Abril em Almada


É provável que me esteja a repetir, no tema que escolhi para fechar Abril aqui no Largo.

Nada que que preocupe, porque o Parque da Paz de Almada (a grande - e agradável - área verde, mesmo rente à cidade...) foi uma das obras de que a antiga presidente do Município de Almada, Maria Emília de Sousa, mais se orgulhou durante os seus mandatos (e tem motivos para isso...).


Tive o privilégio de o ver nascer e crescer, usufruindo com grande satisfação da sua beleza natural ao longo dos anos. 

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, abril 26, 2019

Dia 26 Continua Abril em Almada...


As escolas do Concelho nos últimos anos têm comemorado o 25 de Abril com arte e engenho, através de uma exposição artística colectiva, patente na Oficina de Cultura de Almada.


Eu passei por lá hoje, e como de costume, gostei do que vi...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, abril 25, 2019

O Dia que Começa a Ser Apenas uma Boa Memória...


Tudo arrefece, até as comemorações dos dias bonitos e felizes, como foi o memorável 25 de Abril, magnificamente caracterizado pela nossa poeta maior, Sophia de Mello Breyner Andresen.

Claro que me faz confusão que este dia ainda não seja de todos (claro que não estou a falar da gente que fugiu para Espanha e para o Brasil...), que 45 anos depois ainda existam manobras divisionistas, quase sempre partidárias. Algo que se nota mais do que devia, um desses exemplos é Almada.

Apesar destas pequenas coisas continua a saber bem dizer, em conjunto, com gritos ou não, "25 de Abril Sempre!", ou desejar feliz dia da Liberdade, como desejei à minutos aos meus cunhados...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, abril 08, 2019

As Lixeiras Urbanas...


Faz-me muita confusão esta nossa capacidade de criar lixeiras. Basta encontrar um lugar meio escondido, e é logo utilizado para deitar todo o género de porcarias que já não nos fazem volta.

Embora reconheça que algumas delas sejam criadas por romenos (como a da fotografia), mendigos profissionais, facilmente reconhecidos pela sua falta de higiene e por viverem de mão estendida à porta de superfícies comerciais.

A roupa que usam é quase sempre retirada dos recolectores de instituições, espalhados pelas cidades. Roupa que depois de usada, é deitada fora, a poucos metros de casas abandonadas, em ruínas, que vão transformando em habitações provisórias de curta duração...

Do que eu não tenho dúvidas, é que se as Câmaras  e as Juntas de Freguesia estivessem mais atentas, limpando estes espaços, assim que começam a ser utilizados da pior forma, eliminavam-se muitas destas lixeiras a céu aberto...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)

terça-feira, fevereiro 19, 2019

Quando os Lugares nos Absorvem...


Ao ler uma crónica, escrita por alguém, que dizia poder viver em qualquer lugar, porque a cidade onde vivia não lhe dizia nada, pensei que sentia o contrário em relação a Almada.

E sei por que razão isso acontece.

À medida que fui entrando no coração da Cidade, tive a sorte de conhecer pessoas que a amavam de uma forma livre e desprendida. Sabiam que Almada não era bela nem tinha uma qualidade de vida invejável, mas tinha outras coisas, não menos importantes, a sua história de resistência (desde a Revolução de 1383, passando pela Restauração de 1640, sem esquecer a Revolução Liberal que  foi a 23 de Julho ou a implantação da República a 4 de Outubro...), de liberdade e de humanismo.

E podia falar também dos seus "heróis" anónimos, desde o primeiro mártir do Tarrafal, que foi um almadense (Pedro de Matos Filipe), às mulheres que encabeçaram as greves da indústria corticeira nos anos da Segunda Guerra Mundial...

É por tudo isso que - embora tenha vivido nas Caldas da Rainha desde o meu nascimento até à idade maior - me sinto cada vez mais Almadense...

(Fotografia de Luís Eme - Setúbal)

sexta-feira, janeiro 04, 2019

As Coisas que o Venta Leva...


O excesso de informação leva, inevitavelmente, ao esquecimento.

Senti isso hoje, por duas vezes, durante uma conversa com dois amigos.

Falou-se da casa onde morava um escritor local e eu acabei a pedir referências do lugar. Depois de as receber, percebi que afinal sabia perfeitamente onde ficava o primeiro andar onde habitava...

A segunda "branca" não foi muito diferente. Falou-se da GNR de Almada nos anos quarenta, cinquenta do século passado (da sua acção repressiva...) e eu disse que nessa época o Forte (Castelo...) era militar, e que não sabia onde ficava o "quartel" da GNR. Voltaram a oferecer-me referências e eu voltei a recordar a sua antiga localização, na Boca do Vento...

Depois destes dois "enganos" fiquei a pensar que é um erro "saber coisas demais"... porque uma boa parte delas acabam por voar com o vento.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Margens do Sul...


Há sítios que consideramos especiais, mesmo sem nunca lá termos vivido. O lugar mais perto de Almada no qual experimento essa sensação, é o Seixal.

Podia começar por falar do esplendor de toda aquela baía, que felizmente nunca foi "estragada" pelos políticos e empresários, que gostam muito de "roubar" aquilo que devia ser de todos e para todos. Mas acho que não é apenas isso.

Sinto nas suas ruelas que há ali algo de "aldeia", de "povo", que não encontro, por exemplo, em Almada (talvez o "Pragal velho", já a querer desaparecer, seja o espaço menos urbano da cidade...).

Claro que este aspecto que me agrada, desagradará a pessoas mais cosmopolitas.

É sempre assim, cada um de nós olha para as coisas com os seus olhos e com a sua "alma"...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, dezembro 05, 2018

Escuteiros de Almada Suspensos pela Igreja...


Estive quase a colocar como título, "Padre da Paróquia de Almada Suspende Escuteiros", talvez fosse mais verdadeiro...

Embora seja estranho, que uma pessoa só, tenha o poder de suspender a actividade lúdica e católica de 120 jovcns almadenses.

Há algum tempo que ouço falar do "novo padre" (Marco Luís), por gostar de fazer mudanças, "quase à político" (apenas porque sim e não para melhorar as coisas...). Desde os horários das actividades à sua gestão, passando também por algumas mudanças físicas (obras "desnecessárias" na Igreja de Almada...), que segundo um documento distribuído pela cidade ("Pela Preservação da Igreja de Almada (Obra Icónica da Cidade)") serão de alguma forma um "atentado ao património histórico-cultural", e que também são parte do desentendimento entre os dirigentes dos escuteiros e a Paróquia....

Provavelmente este problema vai-se arrastar no tempo, como acontece nas instituições conservadoras...

É por isso que que alguns dos jovens escuteiros, que gostam do que fazem, têm vontade de mudar de agrupamento (o da fotografia é o de Cacilhas, que tem as suas instalações na Quinta do Almaraz)...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, dezembro 03, 2018

As Boas e as Más Memórias...


Não deixa de ser curioso o que as pessoas fazem com as memórias. 

Para algumas pessoas, as más são para esconder em qualquer baú, que existe algures dentro de nós. Se puderem dão preferência às coisas boas, porque sabem que os dias felizes são bem melhores que os outros...

Embora isto tanto possa acontecer, voluntária como involuntariamente. Sim, podemos ser nós a querer esconder os passados maus (o que nem sempre se consegue com sucesso...), ou pode ser a própria memória a trocar-nos as voltas...

Lembrei-me disto quando um grupo de octagenários me falaram da "fome" que os perseguiu durante a infância, enquanto a Europa se "autodestruia" na Segunda Guerra Mundial.

Falaram desses tempos sem qualquer problema, cientes, de que há coisas na vida que não são para esquecer...

Recordaram com emoção o senhor Oliveira, que andava pela Vila de Almada a distribuir pão, com um pequeno carrinho (quase em jeito de "caixa de pão"), pelos lares dos sócios da Cooperativa Almadense (era praticamente toda a gente, porque a "caderneta" permitia pagar tudo no final do mês, mesmo nos meses que tinham mais de trinta dias...). Com ele havia pão para todos, sabia que o pão não se negava a ninguém...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 08, 2018

"Arte e Criatividade" em Almada


Uma das exposições que gosto sempre de ver na Oficina de Cultura de Almada é a do concurso "Arte e Criatividade", que nos mostra a arte e a sensibilidade das pessoas com deficiência do Concelho.

Gostei de tudo, mas achei "O Quintal da Alegria" (fotografia), um trabalho colectivo da Associação Alma Sã, especial...

(Fotografia de Luís Eme) 

segunda-feira, outubro 22, 2018

Estavas Ali para Ver a Banda Tocar...


Bem me parecia que não tinhas ido ao largo ver a banda passar. Até porque este ano não passou como nos outros anos pelas ruas de Almada (A PSP cobra uma nota preta pelas Arruadas na Cidade...).

Estavas sentada, mas para ver a nossa Incrível (e as bandas amigas, claro) tocar, na manhã de domingo, que até chegou a ameaçar chuva. 

Nada que te assustasse, muito menos aos músicos de Almada, Alverca e Aljustrel...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 19, 2018

Coisas que Parecem Parvas, mas Não são Ditas por Acaso...


Quando ouvi o homem de mais de meia-idade, dizer aos dois homens bem vestidos, «sempre que vejo um advogado, tenho a tendência de agarrar a carteira e de mudar de passeio. E o pior, é que me apetece sempre chamar-lhe aldrabão.»

Os dois homens olharam-no de lado e continuaram a conversar, como se não fosse nada com eles.

Foi então que o João me contou o porquê daquele diálogo provocatório. O homem há mais de vinte anos, ficou sem a casa dos sogros, que lhe calhara em herança, porque foi vigarizado por um advogado, que em vez de o defender, resolveu entregar a casa, quase de mão beijada, a um cunhado, que morava lá por caridade.

A partir daí nunca mais pôde ver advogados à frente. E sempre que pode, vinga-se com palavras...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, julho 10, 2018

Olhar para Trás e Seguir em Frente...


Sei que normalmente são os outros que nos "motivam" ou "desmotivam", para fazer isto ou aquilo. E nem sempre pelos melhores motivos.

Digo isto porque a minha "teimosia" (provocada pelos tais "outros"...) funcionou muitas vezes como factor de motivação e de realização de projectos, colectivos e individuais. Foram anos a anos a "levar porrada", daqui e dali, para no final, sorrir com satisfação, por ter construído alguns "impossíveis", para desencanto  dos "velhos" (de todas as idades...), que não habitam apenas no "restelo"...

Sei que hoje sou outra pessoa. A "teimosia" (que dava um "trabalho dos diabos", diga-se de passagem...) deixou de ser o tal factor de motivação extra e tenho ficado mais tempo a ver passar mais comboios, que a correr atrás deles...

Às vezes tenho saudades destes tempos de "correrias contra o tempo" (e contra algumas pessoas, que até esticavam a perna, a ver se eu saltava ou caía...), outras nem por isso.

Mas como, de uma forma geral as pessoas são mal agradecidas e gostam de desvalorizar o trabalho dos outros, não me  sabe nada mal, ver o "filme" sentadinho na plateia...

(Ultimamente o blogue tem funcionado mais como "diário", talvez porque estou numa daquelas fases que olho mais para dentro de casa e menos para a rua...)

(Fotografia de Luís Eme)