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terça-feira, outubro 30, 2018

Uma Tribo Especial...


Os surfistas são mesmo uma "tribo" especial. 

Visitam o Oceano de Janeiro e Dezembro, sem se preocuparem muito se é Verão ou Inverno, se chove ou faz sol. O que querem é entrar no mar e ficar por ali, à espera das ondas, boas, más e assim-assim...

Embora a Costa não seja a "capital do surf", tem vantagens em relação às praias mais badaladas, não tem um mar tão ruidoso e violento, como os da Ericeira ou de Peniche, por exemplo...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 05, 2018

Limpidez...


Hoje esteve novamente um dia de Verão.

Se a temperatura elevada já é vulgar neste começo de Outubro, o mesmo não se pode dizer da limpidez do céu, que aproximou o Barreiro e as restantes Terras do lado de lá do Mar da Palha, quando as olhei do meu "miradouro".

E a Ponte Vasco da Gama também ficou uns quilómetros "mais para cá"...

(Fotografia de Luís Eme - quase que parece um barco de brincar...)

segunda-feira, setembro 10, 2018

Este Calor que Vai e Vem...


Hoje voltou a estar um autêntico dia de Verão.

A temperatura voltou a subir e as margens do rio encheram-se de pessoas, que fizeram do Tejo quase uma praia e um solário. E para variar, a maioria saberá apenas uma ou duas palavras do nosso português...

Os "turistas saltitões" da fotografia estão na banda de cá...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, agosto 06, 2018

A Banhos na Praia das Lavadeiras...


Apesar da água do Rio estar muito mais límpida que a da maioria das praias fluviais, vê-se muito pouca gente a tomar banho nas praias do Tejo na Margem Sul.

Hoje ao fim da tarde descobri três miúdos na Praia das Lavadeiras (rente aos restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final").

Normalmente são os únicos que se atrevem a furar as águas calmas do Rio. Imagino que são crianças que gozam de alguma liberdade, com os pais a deixarem-nos entregues a eles próprios, enquanto trabalham...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, junho 03, 2018

O Descanso da Salete...


A "Salete" descansa no Olho de Boi, no cais da antiga Companhia Portuguesa de Pesca...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, abril 29, 2018

Ainda a Beleza dos Campos...


Hoje à tarde acabámos por ir beber café à Fonte da Telha. Ficámos um pouco pela esplanada a escutar a musicalidade do mar - cheio de ondas - e a saborear o Sol, que ainda não está demasiado forte.

E depois, a pedido dos filhotes, demos um passeio pela parte superior da arriba fóssil, onde se desfruta uma vista extremamente agradável. 

Como estava apenas uma ligeira nebulosidade, era possível ver todas as praias do Sul e do Norte, e ao longe via-se Cascais de um lado e o Cabo Espichel do outro...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, abril 17, 2018

Quem Atravessa o Rio...


Penso sempre que quem atravessa o rio, entre o Cais Sodré e Cacilhas, quase que não tem tempo para saborear a viagem, quase sempre agradável.

Um olhar pelas margens, a distracção da passagem de uma barca qualquer, e quando damos por ela estamos a chegar...

Esqueço-me do "martírio" de quem trabalha em Lisboa e que tem forçosamente de atravessar o rio todos os dias, sem morrer de amores pelas águas movimentadas do Tejo, e muitas vezes sem saber nadar...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 11, 2018

Gostar de Lugares Onde não Habitamos...


É normal gostarmos de alguns lugares onde nunca morámos, nem provavelmente iremos morar.

Eu por exemplo sempre gostei do Seixal e da Trafaria. Por motivos diferentes.

Embora estejam separadas por apenas alguns quilómetros, sempre senti que a vida cultural do Seixal tinha mais a ver comigo que a de Almada. Não quer ser tão cosmopolita como a minha cidade, que ainda por cima tem o problema de Lisboa estar logo ali, ao virar do Rio... Talvez seja por isso que parece ter mais vida própria, viver com mais simplicidade, calma e até autenticidade...

Claro que este é o olhar de um quase forasteiro. Se morasse no Seixal até era capaz de dizer o contrário, porque uma coisa é vivermos num lugar outra é passarmos por lá de vez em quando...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, março 13, 2018

A Transformação da Paisagem Através da Fotografia...


Hoje estive à conversa com um fotógrafo amigo e falámos de muitas coisas ligadas a esta arte, mas mantendo alguma distância sobre as "teorias" que explicam o que são boas e más fotografias.

Estivemos de acordo sobre quase tudo, até por sabermos onde é que as grandes máquinas conseguem fazer toda a diferença. Claro que não fazem os milagres que muitos pretendem, será sempre o "olhar" que prevalece sobre a sua menor ou maior qualidade. 

E quem não anda à procura da diferença, da tal "imagem que ainda ninguém viu", bem pode dedicar-se a outra coisa...

Uma das coisas que as máquinas boas podem fazer, é "manipular" com mais facilidade a paisagem, pelo menos aparentemente. Algo que se consegue, por exemplo, com um bom "zoom". 

A fotografia que publico com este texto, não é nada de especial, mas consegue esconder o Tejo, ou seja, a vegetação da Margem Sul parece continuar até à Mata de Monsanto...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Este Podia ser o Meu Moinho Azul...

Na minha fase pré-adulta cheguei a ter o sonho de alugar um dos moinhos que um dos meus tios tinha recuperado. Como nessa altura era, entre outras coisas, aprendiz de ofsett, até me fizeram uns cartões de visita, com a morada do meu "moinho azul" (não sei onde estão, nunca mais os vi)...

Claro que a vida deu uma data de voltas e nunca cheguei sequer a passar férias no moinho...

Este moinho da fotografia, fica aqui na Margem Sul, num terreno aparentemente agrícola, que nem faço ideia de quem é o dono, com uma vista fabulosa, para o melhor rio do mundo, e claro a Lisboa já mais ocidental, a caminho de Belém e Algés.

E podia muito bem ser o tal "moinho azul" dos meus sonhos de quase menino...

(Fotografia de Luis Eme)

sexta-feira, agosto 25, 2017

Diogo Piçarra em Corroios

Podemos não gostar de alguns géneros musicais, ou pelo menos não lhes darmos muita atenção. É isso que acontece comigo em relação ao Diogo Piçarra, que ontem à noite visitou a "melhor sala" de concertos da Margem Sul, o "Palco Carlos Paredes" da Quinta da Marialva, em Corroios.


Mas quando as pessoas são inteligentes, sabem o que querem, e percebem que hoje já não há espaço para "amadorismos", constroem aquilo que se chama um bom espectáculo, que além da música, também precisa de uma boa encenação. 

Foi isso que eu vi, ontem em Corroios, com o Diogo PIçarra, na tradicional festa anual.

(Fotografias de Luís Eme)

sábado, abril 29, 2017

Olhar o Tejo na Nossa Margem...

A nossa Margem, Sul ou Esquerda (ou ainda a Outra Banda...), podem escolher o termo, é muito mais agradável para o olhar que a Direita ou Norte. 

Sim, não há qualquer dúvida, Lisboa tem muito mais que ver.

Neste caso particular, a ilusão óptica até permite pensar que vai haver acidente no meio do rio

Não era por acaso que muitos pintores vinham até Almada, para melhor pintarem Lisboa, a partir dos nossos majestosos miradouros naturais...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 11, 2017

Cores e Sabores do Ginjal

A zona de restaurantes do Ginjal acaba por funcionar quase como um "oásis", pela atenção que existe para com os turistas e também pela sua localização, mesmo à beira da Praia das Lavadeiras, onde o Tejo já começa a ficar ligeiramente salgado e as casas de pasto surgem por ali com um ar simpático...

Também gosto que da forma como os donos do "Ponto Final" vão mudando a decoração do exterior.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, março 07, 2017

Boca Ilha, o Rosto que Ninguém Vê...

"Boca Ilha, o Rosto que Ninguém Vê", é uma peça de Carolina Bettencourt e Miguel Curiel (que também são os interpretes), que parte do universo poético de Natália Correia e se expande por outros mundos poéticos, de Alberto Caeiro a Cesariny, Ary, Sophia e Mário de Sá Carneiro. 

A peça vai estar em cena nos dias 11 e 12 de Março, no Teatro O Bando (Vale dos Barris, Palmela) e é encenada por Nuno Nunes.

terça-feira, janeiro 31, 2017

As Primeiras Memórias...

Não fico triste por não ter uma primeira memória. Provavelmente por ter várias, e por não lhes conseguir dar uma ordem cronológica certa, muito menos uma idade...

Há alguns acontecimentos que penso estarem gravados dentro de mim, sem influência de terceiros. Penso...

Das tais primeiras memórias lembro-me de ter um triciclo de madeira verde com que dava voltas e voltas ao nosso quintal e de ter caído nas escadas que davam acesso para a rua... teria três, quatro anos.

Também penso que quando vim pela primeira vez à Margem Sul (pouco tempo depois da inauguração da Ponte sobre o Tejo, em 1966 ou 1967, teria quatro, cinco anos), os bancos de madeira envernizados e a janela também de madeira, onde espreitava, pela primeira vez o Tejo, ao colo do meu pai, deslumbrado com toda a certeza, na também primeira viagem que fiz de cacilheiro, são memórias minhas.

O mais curioso desta viagem, é que também  fomos visitar o Cristo-Rei. E neste "reino das alturas" lembro-me de ver barcos minúsculos e não tenho nenhuma memória da ponte (que estava lá, com toda a certeza...). Acho isso tão estranho...

Talvez por isso saiba que não devemos dar demasiada importância às primeiras memórias...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 19, 2016

A Ciência Portuguesa Premiada

Elvira Fortunato, cientista e professora almadense, recebeu hoje a "Medalha Blaise Pascal", da Academia Europeia das Ciências.

Apesar de sermos o que somos, não deixa de ser uma boa notícia para o nosso país. Nem tão pouco importa que nos últimos anos tenhamos formado excelentes investigadores, que depois são convidados a emigrar, porque por cá não existem empregos para eles, muito menos dinheiro para investir nos seus projectos de investigação...

Elvira Fortunato é a excepção que confirma a regra.

(Fotografia de autor desconhecido)

sábado, agosto 06, 2016

A Ponte (não) é uma Miragem...

A ponte deixou de ser uma miragem no final de 1962, quando se iniciaram as obras do projecto público mais arrojado até então: a construção de uma ponte que unisse as duas margens do Tejo, junto à Capital (havia projectos desta travessia com quase um século...). 

Mas as coisas até correrem bem, menos de quatro anos depois foi possível fazer a festa da sua inauguração, há exactamente 50 anos...

Este poema que aqui publico foi escrito para ilustrar com palavras uma exposição que fiz ("A Ponte é uma Miragem"), cheia de pontes e de Tejo, da qual também faz parte a fotografia publicada.

A Ponte é uma Miragem

a ponte é uma miragem
que ultrapassa a exposição
pois é também uma viagem
do olhar e dos sentidos
que buscam inspiração
e querem que a ponte seja mais
que uma simples passagem.

olhar que se cruza
com um Rio de “visões”
tanto a norte como a sul
e que se deixa levar
em todas as direcções

sentidos explorados
pelo som que se confunde com o vento
de um tabuleiro povoado de carros
suspenso pelos cabos do tempo

sentidos encantados
pelas cores de um Tejo radiante
que pinta toda a paisagem
de uma forma contagiante
e transforma a ponte na tal miragem

                            Luís Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, agosto 03, 2016

Uma Paisagem Ilusória

Tirei esta fotografia, hoje, no alto da arriba onde termina a Mata dos Medos, com vista para a praia da Fonte da Telha, minutos depois de ter deixado o meu filho rente ao mar.

Chamo-lhe "paisagem ilusória", porque toda esta beleza esconde os péssimos acessos que existem para as praias da Costa de Caparica e Fonte da Telha, que deverão ser as que recebem mais pessoas de Norte a Sul no Verão.

De vez em quando apetece-me ir dar um mergulho ao mar, mas só de pensar na dificuldade que terei em estacionar o carro, perco logo a vontade...

E nem falo de quem ainda tem de ultrapassar mais um outro obstáculo gigantesco chamado "Ponte 25 de Abril", com filas intermináveis, essa mesma que está quase a festejar o seu primeiro cinquentenário.

(Fotografia de Luís Eme) 

domingo, março 13, 2016

A Tentação do Mar

Hoje esteve um belo dia de Sol.

E como costuma acontecer ao domingo, muito boa gente aproveitou para passear e ir espreitar as ondas do mar, ao longo do areal das praias da Margem Sul.

Também passei pela Fonte da Telha e vi que houve quem não resistisse à tentação de molhar os pés e experimentar a frescura do Oceano...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 05, 2015

Um Dia Depois do Outro


Estava ali junto ao cais, quase a ver as pessoas passarem, a fazer tempo, porque isto de acordar cedo tem que se lhe diga.

Pensava que ia estar mais chateado nesta manhã quase sombria. Pela ausência de Sol e de futuro (acredito pouco na capacidade desta gente em fazer as reformas que o país precisa, há pelo menos dez anos. é mais fácil continuar a cortar nos ordenados, nas reformas e a aumentar impostos...).

Lembrei-me do Gui, que não deve ter votado lá nos "brasis", que sempre foi mais "neo-realista" que eu e me dizia, sempre que apanhávamos um vigarista pela frente (e apanhámos muitos...): «Não sejas anjinho, quem mente mais e de forma mais convincente é que ganha nos dias de hoje.»

Claro que podemos continuar a "remar contra a maré", a achar que esta "gente não é do nosso reino", mas a realidade e as sondagens (que influenciam sobretudo aqueles que gostam de estar do lado dos vencedores) dizem-nos que é delas que o "povão" gosta e vota.

Sei que hoje durante o almoço vamos dizer mal dos políticos do bloco central, ao mesmo tempo que respiramos de alívio e acrescentamos que os gajos perderam, e bem, no nosso distrito. Mas Setúbal não é uma ilha...

O óleo é de Charles Walter Simpson.