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sexta-feira, agosto 30, 2019

Estes Tempos das "Memórias Fotográficas"...


Esta vontade insaciável de guardar tudo o que se "vê" de bonito (ou quase...), dentro do telemóvel ou da câmara fotográfica,  mesmo que tenha muitos "ques", continua a ganhar novos adeptos diariamente.

Já tenho falado disso com amigos, que são fotógrafos. Eles sorriem às minhas observações e pouco adiantam em relação a este mundo cheio de fotografias e de fotógrafos. 

Mas não estão nada assustados.

Eu, que também não dispenso a máquina fotográfica no dia-a-dia, sinto que além de estarmos a perder a capacidade de olhar para as coisas com olhos de ver, precisamos de mostrar aos outros - e de olhar também - onde estivemos.

Talvez tenhamos medo que as coisas belas desapareçam... Talvez precisemos destas imagens para alimentar histórias com e sem sonhos... Era capaz de fazer mais linhas com a palavra "talvez", mas não vale a pena.

Nestas aventuras mundanas do mundo do turismo e dos turistas, o que acho mais estranho, é a necessidade que muitas pessoas sentem de posar à frente das coisas (e não são só os turistas de olhos rasgados...), como se estas também lhe pertencessem, ainda que por uns breves instantes...

(Fotografia de Luís Eme - Costa Nova)

domingo, agosto 25, 2019

Os Pequenos Oásis do Interior...


Felizmente, há sempre um pequeno oásis (mesmo no interior)  à nossa espera, capaz de nos refrescar e proteger do calor...

(Fotografia de Luís Eme - Penamacor)

sexta-feira, agosto 09, 2019

Uma História de Amor, "Para Sempre"...


Sair de casa de manhã e sentir aquele cheiro a terra molhada, que só a chuva de Verão consegue oferecer, tem sempre um gosto especial para mim.

Não estou a dizer isto apenas por já não estar de férias, ou não ter a cabeça na praia.

Acho que se trata mesmo de uma história de amor, daquelas "para sempre", por este perfume natural...

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)

terça-feira, julho 09, 2019

A Tranquilidade e o Tejo...


O Tejo é especial, por todas as razões, e mais algumas, que ainda não descobri.

Quando escrevi o caderno poético, "Almoço de Poetas no Ginjal", enriqueci a minha colecção de transcrições de textos e poemas que abraçavam o "melhor rio do mundo".

Pensei logo que devia criar um blogue, mas por saber que o tempo é bom conselheiro, fui esperando uma qualquer maré... Maré que acabou por chegar no começo deste ano. E foi assim que nasceu o Olha o Tejo...

Queria que fosse um espaço onde se respirasse tranquilidade, na companhia de palavras e imagens bonitas (todas minhas, ao contrário das palavras...), que de alguma forma ilustrassem o amor que se pode ter por um rio, a várias vozes.

Não é de longe nem de perto o meu blogue mais visitado, mas é o único onde me consigo imaginar a passear rente ao seu leito e a sentir o vento agradável no cabelo, no rosto e no corpo...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, junho 27, 2019

«Sei que pode parecer estranho, mas vivo muito bem com o pouco que tenho»


Eu sei que é difícil nestes tempos, povoados de apelos e tentações, ser-se capaz de dizer esta quase "barbaridade" (e de viver, claro...): «Sei que pode parecer estranho, mas vivo muito bem com o pouco que tenho.»

Mas existem pessoas assim, talvez para serem a excepção que confirma a regra...

Um daqueles acasos da vida que por vezes nos acontecem, fez com que conhecesse alguém, que, por opção pessoal, resolveu "voltar atrás no tempo", procurando rodear-se apenas das coisas que lhe fazem falta para viver. E são apenas três; a liberdade, a paz e o amor.

Na viagem de regresso a casa acabámos por falar do modelo de vida escolhido pelo João. Curiosamente ninguém o criticou. Todos falámos com admiração da sua coragem, não só por insistir em viver num "tempo diferente", mas também por não se deixar condicionar, em nada, por este mundo que nos cerca (é por isso que não tem televisão, telemóvel ou computador na sua casa...)

Para além das plantas e dos animais que o rodeiam, conta também com a companhia dos livros e dos discos.

Gosta de ser tratado como "artista-agricultor". Porque hoje ele é isso... pinta quando lhe apetece e cultiva os bens que gosta e considera essenciais para a sua alimentação.

Depois deste exemplo, fiquei com a sensação de que continuo a saber muito pouco da vida...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 21, 2019

À Procura de Espaço...


Ontem não estive e hoje também não estou cá. Quer dizer, acabo por estar (porque podemos agendar "postas"...), mesmo que não esteja.

São só quatro dias, em que ando por aí, ao encontro de novas paragens, aproveitando para esvaziar a cabeça de algumas coisas, para arranjar espaço para outras...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, junho 17, 2019

Estamos Cada Vez Mais Apanhados pelo Clima...


Embora o poder do dinheiro continue a ditar as regras de quase tudo, há várias coisas que não consegue controlar.

A mais poderosa é a natureza, que está cada vez mais rebelde e responde sempre que lhe apetece, de uma forma mexida e barulhenta, tanto no mar, na terra como no ar...

Descobrimos mudanças todos dias, em pequenas coisas, como por exemplo esta normalidade de ser "outono" em todas as outras estações. Sim, agora caem folhas no Inverno, na Primavera e no Verão...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sábado, junho 01, 2019

Correr Atrás do Sol...


Há quem goste de saltar de metáfora em metáfora, sem se importar que o olhem como um "maluquinho". O Fernando é uma dessas pessoas.

Quando ele disse «apesar do aumento da temperatura, as pessoas continuam a correr atrás do sol», eu respondi-lhe que não e apontei para as esplanadas que ficavam à sombra, cheias de gente e sem mesas vagas...

Ele não se ficou, «sim, sentam-se à sombra, mas estão cheios de vontade de correr atrás do Sol.»

E continuou: «só os sensatos é que escolhem o conforto da sombra. Só que o mundo há muito que deixou de ser deles.»

Sorri-lhe e pensei que isto de aturar filósofos tem que se lhe diga...

Antes de nos abandonar saiu-se com mais uma pérola: «a "flor do sucesso" só de alimenta com a luz, seja ela solar ou artificial.»

Levantou-se e quando se preparava para nos virar costas, o Carlos disse para ele não se esquecer de ir pelo Sol. 

Resultado: Gargalhada geral.

Talvez o humor seja das poucas coisas que consegue bater-se com a filosofia e com o calor...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

terça-feira, abril 30, 2019

A Grande Conquista de Abril em Almada


É provável que me esteja a repetir, no tema que escolhi para fechar Abril aqui no Largo.

Nada que que preocupe, porque o Parque da Paz de Almada (a grande - e agradável - área verde, mesmo rente à cidade...) foi uma das obras de que a antiga presidente do Município de Almada, Maria Emília de Sousa, mais se orgulhou durante os seus mandatos (e tem motivos para isso...).


Tive o privilégio de o ver nascer e crescer, usufruindo com grande satisfação da sua beleza natural ao longo dos anos. 

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, abril 29, 2019

Quando as Nuvens Querem ser Outra Coisa...


Agora que estamos com o Verão a piscar o olho a Maio, mas ainda não esquecemos, de todo, as nuvens, reparo muitas vezes (é, sou daqueles que ando muitas vezes pelas nuvens...), que elas tentam ser outra coisa, através das formas que conseguem transportar para dentro da nossa imaginação...

E há ainda outra coisa, a realidade nem sempre se deixar transportar para dentro das fotografias. 

Antes de "roubar" esta imagem ao céu, fiquei com a sensação de que estava na presença de alguém... Afinal, era mentira. São mesmo, apenas nuvens...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)

sábado, abril 20, 2019

"Que bem que se está no campo"...


Ainda não foi desta, que o "clube dos terceiros" (esse grupo enorme, que receberam a companhia dos "petrolinos modernos"...) conseguiram desviar-me da Beira-Baixa, lugar de descanso (mesmo por apenas três dias...) e de evasão...

E a Cidade cada vez é mais cansativa. O lugar comum "que bem que se está no campo", faz cada vez mais sentido...

(Fotografia de Luís Eme - Idanha-a-Velha)

quinta-feira, abril 04, 2019

«Que se lixe o turismo, venha a chuva!»


Ontem começaste a falar de um cheiro que se sentia nas redondezas. Andámos mais uns metros pela rua e o cheiro manteve-se. Não é nada de muito anormal, se nos lembrarmos dos cãozinhos que espalham o seu chichi pelos passeios ou das pessoas que deitam o lixo para o chão, mesmo que os contentores estejam vazios...

No regresso a casa consegui convencer-te a fazermos o caminho mais longo.

Acabámos por passar pelo Ginjal e reparámos que as esplanadas estavam vazias, numa fuga ao vento desagradável e às nuvens que se limitavam a ameaçar chuva.

Foi quando desabafaste: «Que se lixe o turismo, venha a chuva!» Até lembraste um samba que falava de chuva durante dez dias sem parar. Podia ser chato para nós, mas era bom para os rios e os campos (e ruas, claro...).

Hoje o panorama é um pouco diferente. Aqui perto de casa, já se sente o cheiro a terra molhada... Embora a água caia com alguma timidez...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sábado, março 30, 2019

Contradições Femininas do Nosso Tempo...


A "auto-exploração" do corpo, com poses provocatórias e a ausência de roupas nas "redes sociais", em busca de "likes" e de "seguidores" (e de dinheiro, claro...), por parte de múltiplas mulheres modelares, é uma das coisas que me faz mais confusão nestes tempos, que são mesmo de mudança. 

Se olhar para as muitas jornadas de luta femininas, contra o machismo e o assédio sexual, esta postura, soa-me no mínimo a um contra senso. 

Embora saiba que a mulher é dona do seu próprio corpo, faz-me impressão toda esta exposição, quase sempre com "conotação sexual", nestes tempos em que quase nos querem proibir de olhar com olhos de ver as "musas que enchem as ruas de cor" assim que se aproxima a Primavera...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

terça-feira, março 19, 2019

Querer Trocar um Olhar e um Sorriso...


Acho que nunca falei aqui do meu Pai, ou se falei, foi de uma forma quase invisível.

E aqui há três ou quatro dias, escrevi algumas frases no meu bloco de todas as horas, num daqueles períodos, em que estamos a olhar para essa coisa gigantesca, que é o "nada". Pensei que num dia de mais inspiração, podia transformar estas palavras num poema...

«Lembro-me de ti. 
Tenho saudades.
Apetecia-me ver-te, poder dizer-te, olá!
Não precisávamos de falar, Pai.
Só precisávamos de trocar um olhar e um sorriso...»

No domingo fomos passear em família. A fotografia que publico é do meu filho, que tem uma relação com as alturas parecida com o avô. Até lhe contei um episódio, em que eu o meu irmão e ele fomos às pinhas (das boas, as que têm pinhões...). Nós tínhamos vinte e muito poucos anos e ele cinquenta e qualquer coisa. O que é certo é que foi ele que se descalçou e trepou até quase ao cruto do pinheiro enorme, deixando-nos  cá em baixo, quase de boca aberta. 

Nós que fazíamos desporto e gostávamos de aventuras...

(Fotografia de Luís Eme - Alcácer do Sal)

domingo, março 10, 2019

Ainda a Propósito das Mulheres: "As feias que se danem!"


O título inicial era mais suave, falava das misturas entre o interior e exterior, e não de um caso particular, que está longe de ser a regra que confirma a excepção.

Infelizmente ainda há quem tente caracterizar as pessoas apenas pelo seu aspecto exterior. Algo que sempre esteve errado, apesar das "certezas medievais". que quase proibiam a gente bonita de ser inteligente, de ter sensibilidade... e de saber o que queria.

Tanta mulher bonita que escondeu os seus belos poemas e a sua tocante prosa... Só que isso agora acabou. 

Um exemplo que acompanhei de perto, fez-me perceber que as "feias" ainda não tiraram o "cavalinho da chuva", ainda são capazes de dizer nas suas reuniões regadas com chá de tília e camomila, "não foi ela que escreveu aquilo, é areia demais para a sua camioneta" (entre elas gostam de usar calão e até de dizer palavrões... fabricam putas a torto e a direito).

A única coisa que me apraz registar, é que bem podem continuar a levantar suspeitas de "plágio" ou contar anedotas das louras burras, que a sua guerra está perdida, há muito tempo...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quarta-feira, março 06, 2019

A Descoberta das Linhas do Horizonte...


Devia ter uns cinco, ou seis anos, quando consegui agarrar uma das minhas primeiras memórias do encantamento, graças às linhas do horizonte, que era possível descobrir na parte superior da Ambrósia, a maior, e melhor, fazenda do meu avó materno.

Naquele dia olhei pela primeira vez com olhos de ver os montes, que se sobrepunham, quase como se fossem escadas, ao longe. Nas suas cotas era possível descobrir vários moinhos de vento, que eu me entretinha a contar, de uma ponta a outra (sei que eram mais de meia-dúzia e segundo o avô ficavam na Serra do Bouro...).

Mas havia ainda outro pormenor, quase nos limites do horizonte, que descobri mais tarde, com a ajuda do meu irmão. Se o dia estivesse inteiro e limpo, havia um lugar (tínhamos de descobrir o sítio certo...) que nos permitia ver o azul do mar, quase por uma nesga, da bela baía de São Martinho do Porto.

Lembrei-me deste episódio, quando estava a escrever ontem, sobre a quase "incapacidade" de olhar para o que nos rodeia, com encantamento...

(Fotografia de Luís Eme - Côto)

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

«Pagas-me um café?»


Estava distraído, longe do interior do café, como estou tantas vezes...

De repente ouvi uma voz feminina a perguntar-me, «pagas-me um café?»

Abanei a cabeça, com um sim, quase ao mesmo tempo que olhava a mulher jovem, sem conseguir esconder a estranheza do pedido.

Não a olhei com qualquer malícia. Pensei sim, que podia muito bem ser minha filha, se tivesse começado a procriar mais cedo. 

Tinha o meu pequeno caderno, que está quase cheio, aberto... Enquanto ela pediu , bebeu o café e se começou a levantar, escrevi duas folhas com palavras.

Depois ela despediu-se com um obrigado e um sorriso. Retribui a cara alegre, mas sem palavras...

Ela saiu e eu fiquei a pensar que ainda não me tinha acontecido nada assim. 

Já me tinham cravado um ou dois cafés, algumas cervejas, mas coisas de homens, quase sempre usados pela vida, que nem me deram tempo para os olhar, e muito menos agradeceram com um sorriso doce.

Só não percebi porque razão não lhe ofereci uma única palavra dita (só escritas...).

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, fevereiro 03, 2019

A Tolerância Milenar em Relação ao Nu Artístico...


Os artistas plásticos, pelo menos num aspecto, podem considerar-se uns privilegiados, ao longo dos séculos. Sempre puderam trabalhar o nu, na pintura e na escultura, sem grandes censuras, mesmo da parte da toda poderosa igreja católica.

Falei sobre isso com um amigo um pintor, entre outras coisas, mas ele não foi capaz de me dar uma resposta convincente. Talvez por nunca ter pensado seriamente no assunto. Refugiou-se na existência de inúmeras estátuas inspiradas nos corpos masculinos e e femininos, sem qualquer peça de roupa,  desde as civilizações mais antigas, principalmente a Grega e a Romana. 

Ou seja, não havia volta a dar. "Era Arte".

E felizmente continuou a ser Arte pelos séculos fora...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Este Rio de Mil Encantos...


A minha ligação ao Tejo, cada vez mais profunda, fez com que  hoje pensasse seriamente em o homenagear com um blogue (mais um...).

Sem aprofundar muito o assunto, pensei que  seria ilustrado com fotografias minhas (só minhas...) e com palavras dos outros, sempre sobre este Rio, que abraça o Mar, ainda em Almada e em Lisboa...

Tudo isto porque hoje olhei-o (e fotografei-o...) em lugares onde ainda nunca tinha estado.

O mais curioso, é que o nome do blogue que sou capaz de escolher, provavelmente será o mesmo de uma exposição de fotografia, que também tenho em preparação...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Ensaio para o Banho...


É verdade, tirando a "maluquice" do dia primeiro de Janeiro, com a emoção do banho número um do ano, só as aves se atrevem à experimentar o gelo do Tejo.

Reparo que um ou outro pato, mergulha, depois aparece, voa ... e desaparece.

Mas do que eu falar é da gaivota, que quase se confunde com as cores da areia e da água, enquanto finge preparar-se para o banho...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)