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sexta-feira, maio 03, 2019

O Velho Hábito de Partir o Mundo em Dois...


Os dramas humanos que estão ligados à crise política da Venezuela, talvez merecessem uma outra leitura da minha parte.

Mas não consigo passar ao lado do velho hábito da comunicação social de partir o mundo em dois, preparando o "palco" para a peça do costume (quase mais gasta que os dramas de Shakespeare...), "o fantasma da guerra fria". 

Só não sei o que é que a China pensa disso. Mas talvez até ache alguma graça...

Sei que o elogio da estupidez faz parte do quotidiano norte-americano, há bastante tempo. É a explicação possível para as palavras do político dos EUA, que tentou separar o mundo de forma geográfica, ao mesmo tempo que enviava um recado aos russos, dizendo que eles não têm nada que se meter nas "alhadas das américas"... 

Pois, parece que só os norte-americanos é que têm "livre trânsito" para andarem pelo mundo inteiro, disfarçados de "soldados da paz"...

No meio de tanta ambiguidade e de tanta ficção, partilho do ponto de vista do governo espanhol. Não estou do lado de Maduro nem de Guaidó, estou do lado da realização de eleições livres, sem qualquer tipo de condicionalismo.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, setembro 11, 2018

A Resistência e a Liberdade Novaiorquina...


A bonita  "Livraria" da nossa Maria Vieira da Silva pode ser tanta coisa...

Sim, os livros da Maria também podiam ser "arranha-céus", daqueles que transformaram Nova Iorque numa cidade única, e que hoje continuam a ser um símbolo maior, de Resistência e de Liberdade...

domingo, dezembro 10, 2017

As Imagens que Falam...

Há muitas imagens que falam connosco, só que nem sempre lhes prestamos a atenção devida...

Esta imagem da liberdade, tirada na "Travessa do Judeu", por exemplo, ganhou um novo simbolismo, especialmente depois do "rei das américas e arredores" ter declarado Jerusalém Capital do Israel (não sei com que legitimidade... ou aliás sei, com a mesma com que os EUA têm invadido países por esse mundo fora).

Claro que o morteiro que dispara cravos da pintura de parede, não tem qualquer equivalência a Oriente, muito menos na Terra dos Judeus... Mas uma imagem com cravos, armas na "Travessa do Judeu" tem de nos fazer pensar um pouco, principalmente na gente perigosa, que nos faz perceber através dos seus actos, que não brincou aos "policias e ladrões" naltura certa, a infância...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, maio 29, 2017

Hoje é o Dia...

Sim, hoje é o dia em que John F. Kennedy faria cem anos, se não tivesse criado tantos inimigos, enquanto político, e também se tivesse a saúde quase de ferro do nosso Manoel de Oliveira.

Tinha eu um ano e dois meses quando ele foi alvejado em Dallas, ao passar dentro de uma limusina e acenar à multidão entusiasmada de Dallas, que queria ver o Presidente e a Primeira Dama.  Ou seja, só descobri o mito alguns anos depois. Mas não foram muitos. Percebi que era difícil não gostar deste homem, que tinha algo de diferente no olhar.

Talvez fosse isso, aliado à sua juventude (os EUA não voltaram a ter um presidente tão jovem...) que conseguiu fazer a América sonhar ainda em maior escala. E mesmo o próprio mundo sentiu que JFK era muito mais que o presidente de um país. Foi também por isso que o mataram novo - um assassínio que tem gerado várias "teorias de conspiração" -, tornando-o uma figura ainda mais próxima dos mitos e das lendas... 

(Óleo de Jamie Wyeth - que segundo a viúva, Jackie, é uma das imagens que melhor o retrata...)

sábado, maio 13, 2017

Ir a Nova Iorque e Voltar...


Se tivesse o dinheiro que pedem por um quarto de hotel em Fátima, à mão, ia passar o fim de semana a Nova Iorque. E antes de aterrar, era menino para pedir a bênção à Liberdade...

(Fotografia de Ed Clark)

quinta-feira, novembro 10, 2016

Ser Mulher na América...


Não tinha a noção de que a condição da mulher nos EUA ainda estava distante do cargo da presidência do país... E muito menos que estivesse um passo atrás em relação à cor da pele, por exemplo.

Digo isto porque ao conversar com amigos sobre os resultados eleitorais na "terra dos sonhos", chegámos à conclusão (simplista) que Hillary Clinton não tinha sido eleita por duas razões: ser mulher, e ser esposa de Bill Clinton.

O grave da coisa é serem duas conclusões tão sexistas, em pleno século XXI...

(Óleo de Kees Van Dongen)

quarta-feira, novembro 09, 2016

Ora Aqui Está uma Quarta-Feira, Farta em Conversas e Emoções...


Ao cair da noite de ontem fomos surpreendidos pela notícia inesperada da rendição às autoridades de Pedro Dias, conhecido como o "Piloto", o suspeito de dois homicídios que andava a monte há quatro semanas.

E para colocar os especialistas do crime da TVI e CM a "roerem meias de sem abrigo", teve ainda a  lata de oferecer o exclusivo da sua entrega à RTP.

Apesar de se ter tornado quase num "herói" cinéfilo de filmes de acção (provavelmente sem ter saído muitas vezes do "quentinho" de algum lar amigo...), e ser suspeito de todas as peripécias que aconteceram por aqueles lados e descoberto por essa Europa fora, não consigo sentir qualquer simpatia pela personagem.

Compreendo o seu medo de ser apanhado pela GNR e fico à espera das "versões" que se seguem (ele para já diz-se inocente...), em mais uma daquelas "séries" que prometem durar várias temporadas...

Ao começo da manhã outra surpresa (pelo menos para mim...), a vitória de Donald Trump nas presidenciais americanas. A primeira coisa que me apetece dizer é que os americanos só têm o que merecem, que foi nada mais nada menos que aquilo que a maioria dos votantes escolheram.

Claro que gostava de ser surpreendido pela positiva, perceber que afinal ele não é tão "maluquinho" como gosta de mostrar na televisão e descobrir alguém mais inteligente e sensato que o último presidente eleito pelos republicanos...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, agosto 13, 2016

Cuba: Um Exemplo de Resistência

Embora esteja longe de ser adepto de estados totalitários (tanto de esquerda como de direita), não posso deixar de registar a grande resistência do povo cubano, que no começo do ano de 1959 conseguiu implantar uma sociedade socialista, num dos lugares mais improváveis, quase quase ao lado dos Estados Unidos da América.

Conhecendo o que os americanos fizeram em países como o Chile, Argentina ou Nicarágua, imagino as muitas tentativas que fizeram para reverter a situação política em Cuba.

Mesmo sem querer enaltecer Fidel Castro, que completou 90 anos de idade - que pode não ter sido alvo de atentados frustrados dos serviços secretos dos EUA por duzentas vezes, mas que foram bastantes, foram com toda a certeza - , ou Che Guevara, que continua a ser sobretudo um mito, não posso deixar de registar a longa vida do socialismo Cubano (cinquenta e sete anos), que se deseja que mantenha nos seus propósitos políticos a abertura ao mundo...

(Fotografia de autor desconhecido)

domingo, junho 26, 2016

Na América Tudo Parece ser Possível


Não resisto à tentação de transcrever uma frase de "O Livro das Ilusões" de Paul Auster, que de alguma forma retratava uma das muitas coisas que se passavam (e passam...) nos Estados Unidos da América, que dizem ser a terra das oportunidades: 

«Não tens convivido muito com actores pois não? os actores são as pessoas mais desesperadas do mundo. Noventa por cento estão desempregados, e se lhe ofereces um trabalho com um salário decente, podes crer que não vão levantar muitas questões. Tudo o que querem é uma oportunidade de trabalhar.»

Tudo isto se deve a uma conversa que tive com o meu amigo dos cinemas que me disse que tinha estado há alguns meses numa cidade em que mais de noventa por cento dos seus habitantes eram actores ou escritores (pelo menos era assim que respondiam, quando lhe perguntavam a profissão...), mesmo que a maioria nunca tivessem entrado num filme ou escrito qualquer livro.

Podiam lavar pratos num restaurante, varrer as ruas, conduzir autocarros, que isso não colidia com os sonhos e com a ambição natural de terem a sua oportunidade nos muitos estúdios que os rodeavam.

Se eu duvidasse das palavras de Paul Auster, o Gui ainda conseguiu tornar a questão mais complicada...

quinta-feira, junho 16, 2016

Quando não Gostamos de Nós Próprios...


Quando não gostamos de nós próprios, dificilmente gostamos dos outros...

Não sei se é também por isso que somos tão permissivos com os ditadores e revelamos tanto medo de ser livres, de fazer aquilo que realmente gostamos.

Nem me vou esforçar por perceber um país como os Estados Unidos ou os norte-americanos, que depois de nos últimos anos terem sido governados com alguma democracia e liberdade, podem recuar no tempo e eleger como presidente um individuo racista, homofóbico e lunático.

Nos filmes até pode parecer engraçado que num certo estado se viva em democracia e que mesmo ao lado, exista a pena de morte e os xerifes possam fazer a sua própria lei. Mas a realidade é outra coisa, daí que me pareçam absurdos os discursos contra as "coreias" e as "venezuelas" do mundo, para depois se esconder debaixo do tapete todo o "lixo" interno.

É por isso que penso que empurrar o assassínio brutal de mais de cinquenta pessoas, por um só individuo, apenas para cima do terrorismo, é esconder ainda mais coisas debaixo do tapete. 

E se é verdade que o homem que matou e feriu tanta gente era frequentador habitual da discoteca gay de Orlando, ainda se levantam outras questões, como a não aceitação da própria tendência sexual, por se viver numa sociedade que continua a alimentar o ódio pelas minorias e pela diferença.

Continuo a pensar que quando não gostamos de nós próprios, dificilmente gostamos dos outros...

(Fotografia de Walter Sanders)

domingo, outubro 12, 2014

O Verdadeiro Talento


Meryl Sreep talvez seja a grande excepção da indústria americana, ao ponto de a "regra" de Holywood (andar sempre atrás da beleza feminina...) já não ser o que era.

A forma como se impôs na Sétima Arte foi decisiva para que o talento passasse a ser tão importante como a beleza, abrindo portas a outras mulheres, que queriam ser mais que simples objectos de desejo.

Apesar de já não ir para nova continua a ser das actrizes mais requisitadas de Hollywood e possui a carreira feminina mais sólida e premiada do cinema (só para dar dois pequenos exemplos, venceu o Óscar por três vezes, entre dezoito nomeações; venceu os Globos de Ouro por oito vezes, entre 28 nomeações...).

Talvez os seus maiores segredos tenham sido nunca se ter olhado ao espelho como uma estrela, nem abdicar de ter uma vida familiar normal, distante do ambiente artístico e louco de Los Angeles.

Como todas as mulheres que não param o trânsito, teve de trabalhar mais para se impor. E isso também fez a diferença, tal como a sua versatilidade (ao longo da sua filmografia de dezenas de filmes, já foi praticamente tudo, entre dramas e comédias). E não é por acaso que contracenou com os melhores actores e foi dirigida pelos grandes realizadores...

Os filmes que mais gostei da Meryl  foram: "O Caçador" (1978), "Kramer contra Kramer" (1979), "A Escolha de Sofia" (1982) - primeiro Óscar -, "Africa Minha (1985),"A Difícil Arte de Amar" (1986), "As Pontes de Madison County" (1995), "O Diabo Veste Prada" (2006), "Mamma Mia! O Filme" (2008) e "A Dama de Ferro" (2011).

quinta-feira, setembro 11, 2014

O Dia de Todas as Distracções


Tal como as pessoas da fotografia (de Thomas Hoepker), estávamos distantes do que estava a acontecer no coração de Nova Iorque, a 11 de Setembro.

Distância que se torna maior se pensarmos na nossa reduzida importância e até na nossa quase invisibilidade, que faz com ainda sejamos olhados como uma das regiões autónomas de Espanha (como era vontade de tantos intelectuais do século XIX, até mesmo Eça, que está sempre na moda nos momentos de crise, agora ainda mais com a adaptação de "Os Maias" por João Botelho...).

Esse distanciamento e a habilidade dos nossos políticos e comentadores - que só falam do que lhes dá jeito ou apetece -, tem feito que percebamos as questões externas de uma forma transversal, como tem acontecido com  o negócio das armas, dos estados "puritanos" que armaram iraquianos, afegãos, sírios, líbios, libaneses, etc, para algum tempo depois de fabricarem "monstros", virem defender a sua destruição...

O aparecimento do tão propagado  Estado Islâmico é lapidar. O importante era destruir mais um ditador, Assad (depois de Saddam e de Kadafi), sem sequer se pensar no que se poderia receber de retorno. Não se aprendeu nada (ou não se quis aprender, as fábricas continuam a produzir armas, o negócio não pára...) com as invasões ao Afeganistão e ao Iraque...

Para quem está de fora do negócio, parece que o feitiço está sempre a virar-se contra o feiticeiro.

Na realidade, não sei se é bem assim...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Noticiar Outros Mundos...

Durante as eleições foi o que foi, agora a loucura noticiosa tem sido a tomada de posse de Obama (há quinze dias que não se fala noutra coisa)...

Estas passagens pela história e pelo quotidiano dos outros países, são a melhor prova do nosso viver, ora a ver passar aviões, ora a ver passar navios...
Ainda bem que tem caido neve no Norte de Portugal, para sentir que afinal não mudei de país, são apenas os jornalistas e editores que têm uma fixação especial pelos EUA...
O óleo é de Claude Monet, "Igreja de Vétheuil".

quinta-feira, março 13, 2008

Encontrei o Equílibrio Americano

Ao descobrir esta fotografia, pensei que poderia estar aqui, a solução para os democratas dos Estados Unidos da América.

Esta mulher junta as virtudes de Hillary e de Obama: é mulher e é negra...

A fotografia, "Manifestante da Marcha da Liberdade", é de Roy DeCarava.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

A América de Todas as Loucuras

Todos nós sabemos que os Estados Unidos da América são o país onde quase tudo é possível. Há quem vá mais longe e lhe chame a "terra dos sonhos".

O problema é que existe mais "mundo" para lá da televisão e do cinema, e este aparente paraíso não consegue esconder que é, cada vez mais, uma "terra de pesadelos".
As eleições presidenciais nos EUA devem ser a "série" mais vista, actualmente, em todo o mundo. Por todas as razões, inclusive por não estar dependente dos guionistas de Hollywood.
O planeta percebe que a possibilidade de ser eleito um presidente de raça negra (embora não se note muito, diga-se de passagem...), é cada vez mais forte , nesta grande maratona "teatral".
Estes últimos "andamentos" da campanha são curiosos, até por achar o nome Barack Obama, demasiado tribal e demasiado africano.
Não sei se é o carisma do Obama, se são as suas palavras chave nos discursos, se é a sua máquina bem montada, ou se é o nome Clinton que lhe dá um empurrão para a frente (ao mesmo tempo que puxa Hillary para trás...), o que é certo é que começa a adiantar-se na "corrida", segundo as informações que nos chegam, diariamente...
Mas as coisas estarão longe de ser fáceis para os democratas, na recta final. Já se percebeu que McCain também está na corrida e tem como grande trunfo, a distância saudável que tem mantido de Bush e da sua política transversal.
Eu (e a maior parte dos europeus) preferia que se fizesse história, que fosse eleita uma mulher ou um negro. Mas depois do desfecho das últimas eleições, com a reeleição do Bush (contra todas as nossas previsões), percebe-se que tudo é possível nos EUA...