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domingo, junho 02, 2019

O "Futebol Total" e o "Futebol da Retranca"...


Há muitos técnicos de futebol que não constroem as suas equipas em função da qualidade dos jogadores que têm. Um desses exemplos é Fernando Santos, o nosso seleccionador nacional. Utiliza quase sempre um modelo de jogo conservador, colocando em jogo os jogadores que lhe dão mais garantias de serem fiéis ao seu "sistema", mesmo que não sejam os melhores...

Eu queria, mas não acredito que o Seleccionador vá mudar, apesar de Portugal jogar em casa, na fase final da primeira "Liga Europeia das Nações". E sei que se ele não mudar, dificilmente ganhará esta competição. 

Se insistir no João Moutinho, como "alma mater" do meio-campo, por muito que reze à Senhora de Fátima e aos pastorinhos, não ganhará à Inglaterra ou à Holanda, na final (sei que primeiro ainda tem de ganhar à Suiça...).

Já pensei mais que uma vez, que estes treinadores ("da retranca") deviam ter sido obrigados a viajar até Barcelona, para conversarem sobre futebol com Johan Cruyff, quando ele ainda "dava aulas"...

E termino com uma questão: quantos treinadores do mundo não gostariam de ter a possibilidade de utilizar Rafa, João Félix, Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva, em simultâneo nas suas equipas?

(Fotografia de Luís Eme - Laranjeiro)

quarta-feira, maio 08, 2019

O Fascínio do Futebol Reside Sobretudo na sua Imprevisibilidade


Não queria voltar a falar de futebol, mas quando uma equipa perde por três a zero, com aquela que é considerada a melhor do Mundo (por ter Messi...), e depois em casa, consegue vencer por quatro a zero (sem aquelas coisas estranhas do nosso campeonato...), tenho de fazer uma grande vénia aos seus jogadores e ao seu técnico. 

Para quem não liga a estas coisas do futebol, estou a falar do jogo de ontem das meias-finais da Liga dos Campeões, entre o Liverpool e o Barcelona.

Já hoje escrevi num comentário que o futebol continua a viver mais da improvisação e da inspiração do momento, que das tácticas do quadrado ou do triângulo. E não se pode, nem deve, falar de "lógica", por que isso conta muito pouco. Contam sim os golos que entram dentro das balizas e são validados.

É preciso ter a frieza do mestre Pedroto, que dizia, muito bem, que uma bola atirada ao poste ou à trave, se não entrar na baliza, é um golo falhado...

Eu por exemplo, num dos raros textos que escrevi sobre futebol aqui no "Largo", disse que não compreendia as apostas do Moreirense e do Santa Clara, em dois técnicos (Ivo Vieira e João Henriques...), porque ambos tinham descido as suas equipas na época passada. 

Moral da história: O Ivo e o João foram os treinadores mais em evidência durante a Liga portuguesa nesta época (se excluir Bruno Lage, claro...), com grandes jogos e excelentes classificações das suas equipas.

O pior de tudo, é quando quem nem sequer dá "chutos na bola", quer ser a figura do jogo, acabando por ter uma influência directa no seu resultado final (os famosos "roubos de igreja", que o mestre Pedroto, também gostava de denunciar...). 

E lá se vai a beleza e a imprevisibilidade, daquele que continua a ser o desporto que desperta mais paixões pelo mundo inteiro...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 16, 2019

Mané Garrincha, Uma Estrela Solitária...


Acabei de ler, "Estrela Solitária, um Brasileiro Chamado Garrincha", a biografia de um dos maiores futebolistas do Brasil e do Mundo, escrita por Ruy Castro.

Aconteceu-me uma coisa que nunca me tinha acontecido.

À medida que me ia aproximando do fim, ia perdendo a vontade de ler, não pela falta de qualidade da escrita do Ruy, mas pelo seu conteúdo, cada vez mais dramático (chega a ser arrepiante a sua teimosia e cegueira, ao não aceitar tantas ajudas para mudar de vida...). Embora seja um retrato fiel da vida de Mané Garrincha. Uma vida "sem concerto"...

Nasceu quase ao deus dará, sempre com liberdade a mais, que se agravou, quando todos perceberam que ele era um "anjo de pernas tortas com magia nos pés", capaz de deixar sentados nos pelados e relvados os adversários, como se o futebol fosse um número de circo.

Começou a beber muito cedo e a sua vida resumiu-se durante anos a futebol, sexo e álcool. Fez mais de uma dezena de filhos a pelo menos quatro mulheres. Mas o grande amor da sua vida foi a cantora Elza Soares, tão mal amada pelo povo, e a quem quase todos apontavam o dedo, como a grande causa dos seus dramas - Ruy Castro presta-lhe justiça, demonstrando que ela foi muito mais "anjo que demónio" na sua vida... prejudicando a sua carreira musical, por amor.

Escravo do álcool foi quase perdendo tudo. Sobraram meia-dúzia de amigos que lutaram com todas as suas forças para o ajudar a mudar de vida. Mas não o conseguiram, porque ele nunca levou a sério esta coisa que se chama "vida".

A sua  decadência humana e desportiva fez com que aumentassem os episódios dramáticos... e quando nos deixou, tinha o seu corpo completamente destruído pelo vício da bebida, que escolhera como companheiro de todas as horas.

Deixou-se explorar pelo futebol, jogando muitas vezes sem estar em condições físicas, mas também "usou e abusou" do seu estatuto de "deus dos estádios", enganando as multidões que se deslocavam aos estádios para ver a "magia", que desaparecera, há anos, dos seus pés...

O seu exemplo, tal como o de Vitor Baptista (entre nós...), e de tantos ídolos do mundo inteiro, continuam a não ser levados muito a sério. É por isso que o futebol continua a ser uma "fábrica de dramas humanos"...

terça-feira, março 12, 2019

Cristiano Ronaldo, um Atleta Único


Esta é a minha homenagem a um Atleta Único: o nosso Cristiano Ronaldo.

Apesar de não ter nada a provar, de já ter "ganho tudo", continua a ter uma postura única, insuperável no panorama desportivo mundial.

E hoje, com a passagem da Juventus aos quartos de final da Liga dos Campeões, com o seu "hat-trick", eliminando o Atlético de Madrid, gelou completamente a capital espanhola. 

Hoje, amanhã e depois, irá continuar a despertar sentimentos completamente antagónicos em Madrid...

Até porque Cristiano, mesmo sendo um dos melhores do mundo, nunca foi um bem-amado em Espanha (como não foram Figo ou Mourinho...). 

Os nossos vizinhos dão-se mal com o nosso sucesso. É histórico.


(Montagem de Luís Eme)


terça-feira, dezembro 04, 2018

Ainda São os Melhores do Mundo...


Mesmo que os "donos do futebol" tenham decidido deixar de lhes entregar os prémios de melhores futebolistas do Mundo (devem achar que já têm bolas de ouro a mais...), Cristiano Ronaldo e Messi, continuam a ser únicos. Neymar, Griezmann, Modric, Mbappé, Salah ou Hazard, mantêm-se a alguma distância, nota-se que lhes falta qualquer coisa para chegarem ao nível destes dois extraordinários atletas.

Curiosamente não são únicos apenas dentro de campo. A sua postura fora dos relvados também tem sido sempre exemplar. Apesar da já eterna rivalidade, tantas vezes exacerbada pelos jornalistas, nunca Ronaldo ou Messi, tiveram uma palavra de desconsideração um pelo outro. Mesmo sem serem amigos, sempre demonstraram um grande respeito, pelo que são e representam. 

É por isso que não escolho um, escolho os dois. Para mim, Messi e Cristiano Ronaldo, continuam a ser os melhores futebolistas do Mundo.

Nota: Concordo perfeitamente com a sua ausência na cerimónia de entrega dos prémios. É uma questão de dignidade.

(Fotografia de autor desconhecido)

sábado, setembro 29, 2018

Alves Barbosa (1931 - 2018)


O nosso primeiro grande ciclista deixou-nos hoje.

Alves Barbosa venceu três vezes a Volta a Portugal (1951, 1956 e 1958) e conquistou a 10.ª posição na Volta a França em 1956.

Enquanto jornalista tive a honra de o entrevistar e também de conversar várias vezes com ele. 

Recordo com saudade a bonomia e a sabedoria, de uma das grandes figuras do desporto português do século XX.

(Fotografia de Luís Eme - Museu do Ciclismo das Caldas)

quarta-feira, setembro 26, 2018

A Tentativa de Despromover os Melhores do Mundo por "Decreto"...


Parece que o mundo tem girado mais depressa nos últimos dias. Mas não, só sou eu que tenho tido menos tempo para passar por aqui, embora não me faltem motivos para escrever.

Um dos temas do sobre os quais me apeteceu escrever foi esta coisa dos prémios dos melhores da Europa e do Mundo do futebol.

O primeiro a ser excluído dos melhores foi Messi (este ano nem sequer fez parte dos três melhores do mundo...). Cristiano Ronaldo não foi excluído, mas ficou em segundo em ambos os prémios (o primeiro dos derrotadoa...), atrás de Modric.

Não vou sequer falar de justiça ou injustiça, mas parece-me ser claro, pelo menos para todos aqueles que acompanham o futebol, que Ronaldo e Messi ainda continuam a estar num patamar superior em relação a outros potenciais "melhores do mundo" (que penso que nunca atingirão o nível destes dois...).

E não serão a UEFA ou a FIFA (embora pensem que sim), a "decretar" o fim do seu reinado como "melhores do mundo". Poderão sim, continuar a exclui-los dos prémios de melhores da Europa e do Mundo, talvez por acharem que eles já têm muitas "bolas" lá por casa...

(Fotografia de Autor Desconhecido)

sábado, setembro 01, 2018

Ser (ou não ser) o Melhor do Mundo...


Incomoda muito os jornalistas (sim, especialmente estes...), quando alguém se acha dos melhores do mundo, e afirma-o, sem qualquer problema.

Isso tem acontecido com Cristiano Ronaldo e José Mourinho, no estranho mundo do futebol.

Mourinho sempre gostou de criar uma relação de "amor-ódio" com a comunicação social, algo que teve os efeitos desejados nos seus primeiros tempos na alta roda do futebol mundial, mas que hoje não se aproxima dos  seus objectivos: proteger a sua equipa e os seus jogadores.

Ele sabe que os tempos são diferentes (pelo menos desde que treinou o Real Madrid, pois em clubes desta dimensão, tudo é notícia, e ele é apenas mais um...). Mas mesmo assim não deixa uma resposta para dar, especialmente aos jornalistas de fraca memória (são quase todos, por causa do "negócio" e não só...), que o questionam como se fosse um "principiante" ou um "derrotado". 

É por isso que acho muito bem que puxe dos "galões" e diga que sozinho têm mais títulos de campeão inglês que os restantes 19 treinadores da liga inglesa. Porque a memória é tramada... Mourinho também poderia responder, com toda a legitimidade, a todos aqueles que dizem que só sabe ganhar com jogadores que custam milhões, que as duas vezes que foi Campeão Europeu, conseguiu-o com equipas quase "modestas" (FC Porto e Inter de Milão), pelo menos quando comparadas com as do Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Arsenal ou Manchester United...

Já em relação à polémica do troféu de melhor jogador europeu, em que Modric venceu Cristiano Ronaldo, penso que nem seja motivo para grandes ondas, pois o médio croata fez uma excelente época. Estranho sim, que ninguém tenha falado sobre a justeza da entrega do prémio de melhor guarda-redes europeu a Keilor Navas (que na minha opinião, pouco modesta, nem sequer entra na lista dos dez melhores guardiões que actuam na Europa...), quando estava a competir com Buffon...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, julho 01, 2018

O Dia Seguinte (de apenas mais um espectador de bancada)...


Sei que hoje não é o melhor dia para se falar de futebol e da selecção, que ontem se despediu do Mundial. Mas as coisas são o que são... e a nossa equipa nunca conseguiu ser convincente durante a competição (tal como já acontecera no Europeu, onde algumas alminhas ainda hoje dizem que a Senhora de Fátima, também andou por ali a jogar e nos ajudou a vencer...).

A primeira coisa que eu penso, é que é muito difícil encontrar um treinador perfeito (mesmo quando ele se chama José Mourinho, Fernando Santos ou Leonardo Jardim...), para uma selecção. Conseguir que jogadores que jogam em campeonatos de países como a Espanha, Inglaterra, França, Itália, Escócia, Rússia China, Alemanha, Turquia ou Portugal, em pouco mais de quinze dias, formem uma equipa, é uma tarefa para muito poucos...

Mas há pelo menos um aspecto, em que Fernando Santos é muito bom, bem melhor que os seus antecessores (Scolari, Queirós e Bento): consegue criar um ambiente saudável e solidário à sua volta, deixando bem vincado, que conta com todos os jogadores, que trata da mesma forma (com ele acabaram-se os filhos e os enteados...). Foram vários os jogadores "proscritos", que voltaram a vestir a camisola nacional com ele (Ricardo Carvalho, Ricardo Quaresma, Tiago, Bozingwa - infelizmente Vitor Baía já se tinha retirado e não pode ser reabilitado, ele que foi tratado de forma miserável pelo "treinador das bandeirinhas" e pelos dirigentes de então...) e com sucesso.

Agora como treinador do campo, Fernando é um técnico muito conservador, com tudo o que existe de negativo nesta palavra (joga quase sempre com os mesmos jogadores e com o mesmo modelo de jogo, raramente faz mudanças tácticas, e as substituições que realiza são cirúrgicas, porque normalmente não perde...).

Mas neste Mundial ainda aconteceu outra coisa, quando quis fugir da fama de "conservador", foi "traído" por algumas novas apostas que fez, como foram o caso das em Gonçalo Guedes, Bernardo Silva e Bruno Fernandes, que até para quem está na bancada, pareciam as melhores... Infelizmente nunca estiveram iguais a eles próprios. Medo? Se foi, não se compreende, os dois primeiros jogam nas duas Ligas mais competitivas do Mundo. Fora da posição habitual? Não vou por aí. Sombra de Ronaldo? Provavelmente sim... é sempre um erro jogar para, e com, um único jogador.

A ideia que temos de fora, é que quem lidera tem uma percepção da realidade diferente. Normalmente repara nas coisas demasiado tarde... Esquecemos que para o treinador os onze que estão lá dentro, são os melhores...

Embora tenha dificuldade em encontrar no José Fonte, qualidades para ser titular da selecção, percebo que não há grandes alternativas. A minha "costela" benfiquista diz-me que Fernando Santos devia ter apostado no Bruno Dias, mas podia ser mais um falhanço... E os nossos laterais são tão baixinhos... É também por isso que no meio-campo, devia ter apostado mais no Manuel Fernandes e no Adrien, por serem mais combativos e mais fortes fisicamente que João Mário ou João Moutinho... Em relação ao ataque não digo nada. Cristiano esgotou as "pilhas" nos dois primeiros jogos. Gonçalo Guedes, André Silva, Gelson Martins e Bernardo Silva, estiveram muito abaixo do que valem. Só mesmo Ricardo Quaresma mereceu todos os minutos que jogou...

(Grande lençol! Não era para escrever tanto, mas...)

(Se há alguém que voltou a demonstrar que é um dos melhores guarda-redes do mundo, é Rui Patrício - fotografia de autor desconhecido)

quarta-feira, junho 20, 2018

Os Tempos de "São Ronaldo"...


Até agora, ver a nossa Selecção jogar no Mundial, afecta o sistema nervoso de qualquer português.

Há vários jogadores abaixo do que valem (Raphael Guerreiro, José Fonte, William Carvalho, João Moutinho, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes... ou seja, mais de meia-equipa), o que acaba por comprometer a resposta ao jogo, que continua a ser, sobretudo, colectivo.

E depois isto acaba por ser contagiante... Quase toda a equipa perdeu demasiadas vezes a bola, com muitos passes falhados, alguns dos quais na direcção dos adversários, e em zonas proibidas.

A nossa sorte tem sido Rui Patrício, Cédric, Pepe (que mesmo sem estar no seu melhor, é imprescindível...)  e Cristiano Ronaldo, mais uma vez o "Salvador da Pátria".

Se se mantiver a teimosia do nosso treinador, sempre muito conservador (incapaz de alterar o onze base, mesmo quando tem um Mário Rui, um Adrien, um Manuel Fernandes, um Ruben Dias, um Quaresma ou um André Silva no banco...), desta vez ficaremos pelos oitavos de final...

(Fotografia retirada do "site A Bola")

quinta-feira, maio 31, 2018

É tão Importante Sairmos pelo Nosso Próprio Pé...


São raros os líderes, do que quer que seja, capazes de escolher o seu tempo certo de saída, sem precisarem de  levar o "empurrão" da ordem, normalmente na direcção da porta pequena. 

Só por isso, Zinédine Zidane, merece o meu aplauso. 

Mas além disso é um grande técnico de futebol, que conseguiu treinar durante três épocas o melhor clube do mundo (e provavelmente o mais difícil para qualquer treinador...), conquistando três Ligas dos Campeões, um Campeonato Espanhol, dois Mundiais de Clubes, três Supertaças Europeias e uma Supertaça espanhola.

E mais importante ainda, conseguiu gerir de forma exemplar um balneário cheio de "vedetas", onde a única nota digna de realce era a insatisfação de quem ficava de fora (principalmente Bale e Isco...). 

Mas esse é um problema crónico dos jogos de futebol, pois só podem jogar onze jogadores de cada vez, em qualquer equipa...

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, maio 14, 2018

A Gente sem Memória dos Futebóis...


Todos sabemos que quanto maior é a exposição, mais doloroso é o esquecimento... E não só é mais fácil cair-se no "poço", como este se revela mais fundo. Ou seja, quem convive com o sucesso mediático, sabe muito bem que a "vertigem entre a besta e o bestial", é quase diária...

Onde esta realidade se torna mais evidente, é no mundo do futebol, um negócio capaz de arrastar multidões cegas e facilmente manipuláveis.

A última vítima deste "mundo cão" é Rui Patrício, que depois de ter "salvo" o Sporting de uma derrota em casa com o Benfica, com meia dúzia de defesas só ao alcance dos predestinados, foi o "bode expiatório" escolhido pelos adeptos frustrados pela derrota, no último jogo do campeonato, em que deixou entrar um "frango"... 

Claro que a sua escolha pelos adeptos não acontece por acaso. Ele também tem sido o escolhido pelo presidente como o "cabecilha" do grupo de "jogadores revoltosos", que é preciso varrer para fora do clube.

Rui Patrício felizmente já tem a estátua que merece, na sua Terra Natal, que desta vez nem foi ingrata. E ninguém conseguirá apagar a sua história no Sporting e no nosso país, em que é um dos nossos melhores guarda-redes de sempre (a par de Baia e Damas), nem mesmo um presidente que se julga dono e senhor do clube que devia ser de todos os sportinguistas e não apenas de alguns...

(Fotografia de Autor desconhecido)

domingo, maio 06, 2018

A Minha Querida Mãe e o Feito do João...


Fui às Caldas almoçar com a minha Mãe e o meu Irmão, neste dia que devia ser especial para todas as mães.

Conversámos, conversámos... e quando olhei para o relógio, eram 17 horas e 10 minutos, hora de regresso a casa...

Como costuma acontecer na casa na minha Mãe, a televisão nem sequer se liga... e esqueci-me completamente da existência do "mundo lá de fora". 

Depois de uma viagem tranquila pela A8 (apesar do movimento...), já em Almada, liguei o computador. Numa primeira passagem por sites e blogues, visitei "A Bola", e fiquei extremamente feliz por saber da vitória do João Sousa na final do Estoril-Open. Um feito histórico.

(Fotografia de autor desconhecido - retirada do site de "A Bola")

sexta-feira, maio 04, 2018

João Sousa nas Meias-Finais do Estoril-Open


Acabou há minutos o jogo de ténis dos quartos de final do "Estoril-Open", com João Sousa a vencer o inglês Kile Edmund, depois de ter vencido o não menos espectacular, Pedro Sousa, nos oitavos. Provavelmente o melhor jogo de sempre disputado entre dois portugueses.

O João é um grande jogador, que já pertenceu ao grupo restrito dos cinquenta melhores do mundo (e tudo indica que irá voltar nesta época...). Os resultados e a sua qualidade fazem com seja o nosso melhor jogador de sempre. Poderá não ser o mais espectacular, mas é o mais forte técnica e psicologicamente, muito graças à sua força, frieza e consistência.

E a partir de agora tudo é possível, até por jogar em casa.

(Fotografia de Autor Desconhecido - retirada do Site de "A Bola")

sexta-feira, abril 20, 2018

A Competência versus a "Má Imprensa"...


Há palavras que são muito utilizadas, especialmente como "chavões" de discursos, como é o caso da  "competência", "solidariedade" ou "méritocracia", mas que infelizmente têm pouco efeito prático na sociedades actuais, onde a "mediocridade",  o "individualismo" e o "amiguismo", continuam a ser quem mais ordena.

Só quem é mesmo muito bom, é que se vai conseguindo manter "à tona de água"...

Há já algum tempo que me apetecia escrever sobre dois treinadores de futebol, cuja carreira tem sido mais complicada do que devia, por serem dois homens com um grande carácter e seriedade, que não se limitam a  sorrir para as câmaras ou a debitar frases banais que ajudam o "negócio".

Acreditam sobretudo no trabalho e na qualidade profissional. São eles Arséne Wenger e Carlos Queirós.

Por serem dois treinadores com convicções fortes (não alteram o sistema táctico nem utilizam jogadores, por pressão ou a pedido, quer de "comentadores" quer de "jornalistas"...), acabam por ter má imprensa, que ao menor deslize, começa logo a "inventar crises" e a "pedir a sua cabeça"...

É por isso que é quase um milagre Wenger estar no comando do Arsenal há praticamente 22 anos (anunciou hoje a sua saída no final da época...). É também por isso que os 16 títulos que conquistou são normalmente desvalorizados... mesmo que tenham sido conquistados contra algumas equipas históricas  inglesas como foram o Manchester United de Alex Ferguson, o Liverpool de Kenny Dalglish ou o Chelsea de José Mourinho.

(Fotografia de Autor Desconhecido)

domingo, outubro 01, 2017

Crónica de um Adeus Esperado (ou talvez não)...


Segundo a tradição - e também legislação - hoje não é dia para falar de partidos, eleições, governantes, etc. É por isso que vou escrever sobre algo de que gosto muito, mas que está povoado de zonas cinzentas, de gente que nunca gostou profundamente de desporto, particularmente de futebol. A única coisa que os motiva são as vitórias dos seus clubes, com a ajuda de árbitros, fiscais de linha ou juristas, demasiado coloridos.

Já disse várias vezes que gosto do Benfica. Penso que a única razão que encontro para "este gostar" é a "magia" da fotografia do José Águas, a sorrir, com a Taça dos Clubes Campeões Europeus, pendurada num quadro na sala da casa do vizinho de cima, no prédio onde vivi a minha meninice, no Bairro dos Arneiros, nas Caldas da Rainha. Até porque lá por casa era tudo "lagarto", a mãe, o pai e o mano.

Mas o que eu quero mesmo é falar de futebol, da actualidade, mas sem me afastar dos relvados. Falar apenas dos jogadores, dos treinadores e da bola. Neste caso particular, falar da "crise" do Benfica, do seu treinador e dos seus jogadores.

Como não tenho a memória curta, não esqueço que o Benfica que praticou melhor futebol nos últimos vinte anos, foi o de Jorge Jesus. Até ao momento Rui Vitória demonstrou ser um bom líder, sereno, competente, mas, talvez demasiado "frio" e "apagado". Pelo menos é essa a ideia que passa, para quem vê a sua equipa do Benfica a jogar, mais calculista que apaixonada por um futebol desgarrado e bonito.

Jorge Jesus só provou, que de facto é um grande treinador, na época seguinte a ter perdido "tudo" (podia ter sido Campeão Nacional, ganhar a Liga Europa e vencer a Taça de Portugal...). Conseguiu colocar os pés no chão e vencer os dois campeonatos seguintes, praticamente com os mesmos jogadores...

Rui Vitória para muitos tem hoje um "teste de fogo", na Madeira. Para mim, nem por isso. O seu verdadeiro teste é conseguir retirar da equipa "jogadores intocáveis", como é o caso de Luisão, que pode ser muito importante como líder no balneário, mas que já não tem capacidade física para ser titular de uma equipa com a grandeza do Benfica. E claro, conseguir que o "Benfica jogue à Benfica" (sempre a querer ganhar, em qualquer relvado...), o que ainda não aconteceu esta época.

Voltando ainda ao Luisão, muito mal vai o Benfica se não tem um jogador com qualidade suficiente para o substituir...

(Fotografia de autor desconhecido - mas eu gostava que fosse do grande Nuno Ferrari)

domingo, maio 28, 2017

Totti, "O César de Roma"


Normalmente não falo muito de futebol nos meus blogues, apesar de gostar deste jogo desde a minha meninice, como jogador e como espectador.

Mas é impossível passar ao lado de Francesco Totti, uma das lendas vivas do futebol mundial, que aos 40 anos continua a jogar ao mais alto nível no seu Roma, onde se estreou na equipa principal com apenas 16 e onde joga há 25 épocas (no começo da Maio tinha disputado 782 jogos e marcado 306 golos...).

Tudo isto é anormal, numa época em que o dinheiro "mata" o amor que possa existir entre um atleta e um clube.


Bonito foi o que o jornal, "Il Tempo", da Capital de Itália fez, ao mudar o título para "Il Tempo di Totti", neste domingo, em que veste pela última vez a camisola do Roma...

(Fotografia de autor desconhecido)

domingo, março 05, 2017

O Surpreendente Nelson Campeão Europeu

Hoje durante um almoço festivo (sem televisão por perto...) falou-se dos campeonatos da Europa de Atletismo, da prata da Patrícia, e claro, do Nelson Évora, na nossa mesa.

Numa mesa com dois sportinguistas e dois benfiquistas, ninguém acreditava na possibilidade de vitória do Nelson, pela grande exigência física do triplo-salto e pela sua idade... Um de nós disse que no atletismo não costumavam existir milagres. 

Mesmo sem qualquer milagre, fiquei extremamente feliz quando soube que o Nelson Évora tinha conquistado o ouro.

Outra coisa que se falou à refeição foi a sua passagem do Benfica para o Sporting. O Manel não tinha gostado nada da mudança e queria que ele ficasse longe das medalhas. Eu como segundo benfiquista da mesa fiz a sua defesa. Com a idade do Nelson não pode haver lugar para romantismos, e se o Sporting lhe ofereceu um ordenado muito superior ao que o Benfica lhe oferecia, ele fez muito bem em mudar...

(Fotografia retirada do site do "D. Notícias")

terça-feira, janeiro 10, 2017

A Justiça e a Injustiça dos Prémios...


Hoje assisti aos lamentos de alguém que concorreu a um prémio literário, e ao ser derrotado, não só pôs em causa o júri, como o próprio vencedor.

Disse-lhe que provavelmente  com outro júri, haveria outro vencedor. Mas isso faz parte dos concursos e das diferenças de gosto de cada um de nós. Claro que não o convenci (também não queria...).

Isso fez com que me lembrasse do fim da tarde de ontem, onde senti mais uma vez, que o "nacionalismo" muitas vezes soa a ridículo. Uma boa parte dos comentadores acharam que a entrega do prémio de melhor treinador do Mundo a Cláudio Ranieri foi  injusta e que quem devia ganhar era Fernando Santos...

Como eu não costumo ir atrás de "nacionalismos bacocos", achei que o treinador que conseguiu ser campeão de Inglaterra (que é considerada a melhor liga profissional do Mundo...), com uma equipa mediana, ao conseguir um feito extraordinário, realizado durante trinta e muitos jogos - e não em apenas sete jogos do campeonato da Europa -, mereceu, com todo o mérito, ser considerado o Melhor Treinador do Mundo.

Felizmente este ano ninguém colocou em causa Cristiano Ronaldo...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, agosto 21, 2016

As Medalhas não Caem do Céu

Os Jogos do Rio estão a chegar ao fim e nós mais uma vez vimos os resultados dos nossos atletas espelhados na nossa realidade desportiva. 

Somos um país sem desporto escolar e com cada vez menos praticantes - se exceptuarmos as escolas de futebol - nas chamadas modalidades amadoras.

Se analisarmos com rigor o historial das nossas participações, deparamos com um fosso enorme entre  os atletas medalhados e os outros. E se formos honestos, registamos que são os nossos heróis olímpicos que estão fora do contexto desportivo e social do nosso país. Ou seja, as medalhas que conquistaram, devem-se sobretudo ao seu talento natural e a algum apoio técnico de excepção - como foi o caso do professor Moniz Pereira.

É natural que o país que se coloque em bicos de pés quando o talento de um Carlos Lopes ou de um Nelson Évora, fazem a diferença, porque a ignorância sempre foi atrevida. Menos natural é o papel desempenhado pelos jornalistas e políticos, pois muitas vezes são os primeiros a exigirem o impossível... quando conhecem bem - ou deviam conhecer - a nossa realidade.

A única modalidade que se percebeu que fez um óptimo trabalho e que estava preparada para entrar na "guerra das medalhas", foi a canoagem. O quarto, o quinto e o sexto lugar alcançados dizem tudo. Estivemos lá, mesmo rente ao pódio. E o nosso melhor atleta desta modalidade  explicou que passou duzentos dias em estágio no último ano, longe da família e dos amigos...

As medalhas não caem do céu. É preciso muito trabalho e muito apoio. 

(Fotografia de autor desconhecido)