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sexta-feira, agosto 30, 2019

Estes Tempos das "Memórias Fotográficas"...


Esta vontade insaciável de guardar tudo o que se "vê" de bonito (ou quase...), dentro do telemóvel ou da câmara fotográfica,  mesmo que tenha muitos "ques", continua a ganhar novos adeptos diariamente.

Já tenho falado disso com amigos, que são fotógrafos. Eles sorriem às minhas observações e pouco adiantam em relação a este mundo cheio de fotografias e de fotógrafos. 

Mas não estão nada assustados.

Eu, que também não dispenso a máquina fotográfica no dia-a-dia, sinto que além de estarmos a perder a capacidade de olhar para as coisas com olhos de ver, precisamos de mostrar aos outros - e de olhar também - onde estivemos.

Talvez tenhamos medo que as coisas belas desapareçam... Talvez precisemos destas imagens para alimentar histórias com e sem sonhos... Era capaz de fazer mais linhas com a palavra "talvez", mas não vale a pena.

Nestas aventuras mundanas do mundo do turismo e dos turistas, o que acho mais estranho, é a necessidade que muitas pessoas sentem de posar à frente das coisas (e não são só os turistas de olhos rasgados...), como se estas também lhe pertencessem, ainda que por uns breves instantes...

(Fotografia de Luís Eme - Costa Nova)

quarta-feira, agosto 21, 2019

«Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»


Estava a deitar papeis fora quando descobri esta quase não pergunta. Fiquei na dúvida se era da minha autoria, se a tinha retirado das legendas de algum filme, ou se apanhei qualquer coisa parecida nas ruas.

Hoje de manhã, voltei a encontrá-la, aqui ao pé do computador. Pensei que ela por si só, já daria uma boa história, mesmo esquecendo o sexo (está aqui só para disfarçar)...

Antes de a escrever, li-a em voz alta: «Como é que as pessoas se podem conhecer, se fazem sexo de luz apagada?»

Eu sei que terá muitas respostas, mais ou mais óbvias, sem termos de nos deitar em qualquer divã do mobiliário dos sobrinhos do Freud. Mas mesmo assim, dá que pensar...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, agosto 20, 2019

Não, não foi Esquecimento...


Não, não foi esquecimento. 

Foi antes perceber que fazia pouco sentido festejar, apenas num dia, aquilo que festejo o ano inteiro...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, agosto 18, 2019

"Todos os Dias Pensamos em Si"


O que não faltam por aí, são mensagens enganadoras...

Só espero que a "Transtejo" não tenha esta mensagem colada nos vidros da Estação Fluvial do Barreiro...

(Fotografia - Lisboa)

sexta-feira, agosto 16, 2019

Descubra o novo Cartão...


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, agosto 11, 2019

(Sem Palavras)


(Fotografia de Luís Eme - Arealva)

sábado, junho 15, 2019

Fim de Semana com Corridas na Lisnave...


Este fim de semana tem mais "corridas" dentro da Lisnave, que as publicitadas, povoadas de carros que já foram "vedetas" dos nossos rallies.

São vários os fotógrafos que aproveitam esta oportunidade para "correrem" atrás  dos cantos dos estaleiros, em busca de vestígios da já "arqueologia industrial" da Margem Sul, que possam dar "bons bonecos"...

Eu também andei à procura de novidades, com a minha pequenina "canon", mas parecia um simples turista curioso, ao lado de todos aqueles artistas, com mais que uma máquinas e uma objectiva a tiracolo...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

quinta-feira, junho 13, 2019

A Fotografia é Muito Mais que uma Simples "Fábrica de Nostalgia"...


Embora tenha gostado de ler a crónica de António Araújo no "Diário de Notícias" (8 de Junho...) sobre fotografia, com o bonito titulo, "Fábrica de Nostalgia", sei que a fotografia, felizmente, é muito mais (ou pelo menos quer ser...) que a fábrica de nostalgia "pintada" pelo António - graças a um livro -, que todos os que gostamos de imagens, conhecemos. Porque a fotografia não nos oferece apenas olhares humanos, também nos oferece lugares...

Digo isto porque no domingo passado estava sentado numa esplanada a beber café com a minha companheira (almadense de gema, ao contrário de mim...) e perguntei-lhe se ela se lembrava de como era aquela praça, antes as obras profundas de beneficiação, já com umas duas décadas.

Eu não tinha uma ideia precisa do local. Lembrei-me que uma das primeiras vezes que passei por ali (ainda não morava em Almada...), a praça estava diferente do "formato" habitual, porque era palco de um dos bailes dos santos populares. E também porque era de noite, o que limita sempre bastante as vistas...

Mas a pouco a pouco fomos recordando pequenas coisas, o piso anterior, as escadas que nos levavam ao jardim... E depois começaram as dúvidas. Antes da construção das galerias comerciais existia apenas um muro e arbustos? O espaço seria todo amplo?

Foi quando disse que não há nada como as fotografias para nos trazerem o passado de volta, para nos ajudarem a "reconstruir" os lugares que conhecemos, tal qual como eles eram, com ou sem nostalgia...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, junho 10, 2019

Olhar a Publicidade como um Mero Artifício Social


Sempre olhei a publicidade como um mero artifício social, como algo que faz parte do nosso dia-a-dia, e que quando tem qualidade, consegue acrescentar cor, imaginação e graça aos nossos dias.

Sei que actualmente é quase impossível manter este olhar "inocente", pelo menos fora das ruas. Na televisão, por exemplo, a publicidade há já algum tempo que deixou de se limitar aos largos minutos publicitários entre programas, entra dentro dos filmes, das novelas e dos programas de entretenimento, de uma forma cada vez mais descarada. Mas nos cinema passa-se a mesma coisa, há grandes planos a focar a marca de uma bebida (tabaco nem por isso, porque quase que foi banido dos filmes...), um carro, um perfume ou um computador.

Há três ou quatro anos participei numa exposição e pediram-me duas fotografias para o folheto. Uma das escolhidas (a que ilustra este texto...), fazia publicidade a um banco, porque a instituição bancária ficava no final da praça e "apagar" o seu nome seria falsificar a história. Antes de me chamarem a atenção, nem sequer ligara ao pormenor, por que para mim era natural a sua existência. Mas o mais curioso, é que não se limitaram a chamar-me a atenção, cortaram a "publicidade" da fotografia nas provas do folheto, fazendo com que ela perdesse alguma da profundidade que tinha. Claro que não autorizei o "corte" e substitui a fotografia da Praça da Fruta das Caldas por outra...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)

segunda-feira, abril 29, 2019

Quando as Nuvens Querem ser Outra Coisa...


Agora que estamos com o Verão a piscar o olho a Maio, mas ainda não esquecemos, de todo, as nuvens, reparo muitas vezes (é, sou daqueles que ando muitas vezes pelas nuvens...), que elas tentam ser outra coisa, através das formas que conseguem transportar para dentro da nossa imaginação...

E há ainda outra coisa, a realidade nem sempre se deixar transportar para dentro das fotografias. 

Antes de "roubar" esta imagem ao céu, fiquei com a sensação de que estava na presença de alguém... Afinal, era mentira. São mesmo, apenas nuvens...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)

sábado, abril 06, 2019

A Primeira Vez que uma Gaivota me Olhou nos Olhos (dentro de uma fotografia)...


Ao ver esta fotografia, tirada hoje de manhã à beira Tejo, disse a mim mesmo: «Foi a primeira vez que uma gaivota me olhou nos olhos.»

Quem gosta de fotografia sabe que as gaivotas são dos "bichos" que mais gostam de "estragar fotografias", por serem rápidas a voar e também a mudar de direcção.

Por isso este retrato é raro. Ela virou-se mesmo, para posar para a fotografia, apesar da sua posição de voo pouco ortodoxa.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

sexta-feira, março 22, 2019

Um Poema no Dia Vinte e Dois...



Não


Tentei agarrar a tua mão e tu fugiste
afastando o corpo.

Foi apenas mais uma forma de me dizeres não...

Fui ficando para trás
agarrado ao coração
preocupado, não fosse ele cair
e ficar, despedaçado, no chão...


Luís [Alves] Milheiro


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, março 21, 2019

Festejar a Poesia Quase sem Palavras...




(Fotografias de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, março 08, 2019

Porque Sim...


Porque hoje é um dia diferente...


Eu não sou dessas mulheres
  
Eu não sou dessas mulheres
incapazes de amor e ternura.
Eu sei o que é coragem e sangue,
embora odeie o sacrifício e me repugne
a vaidade que nasce da violência.
Quero ser mulher de um mercenário,
de um poeta ou de um mártir, é igual.
Eu sei fitar os olhos dos homens,
sei quem merece a minha ternura.


Amalia Bautista


(Fotografia de Luís Eme - uma mulher bonita, livre e anónima, hoje no cacilheiro - Tejo)

terça-feira, março 05, 2019

A Efemeridade das Coisas Dentro do Nosso Olhar


Andamos a fazer tudo para que o mundo nos fuja dos pés. 

Isso não acontece apenas graças ao nosso comportamento perante a natureza (continuamos a fazer "guerra" a tudo o que mexe e não controlamos...). Acontece sobretudo pela forma como transformámos o nosso dia a dia, ou deixámos transformar (cada vez lhe introduzimos mais "velocidade"...).

Já tinha pensado nisso várias vezes, mas nunca tinha feito a ligação dos meus pensamentos à realidade, como o fiz ontem.

De repente parei e durante cinco minutos fiquei a olhar com atenção para toda a gente que estava à minha volta.  Reparei que nem uma só pessoa olhava para as coisas de uma forma contemplativa. Limitavam-se a disparar vezes sem conta os telemóveis e a colocar as coisas "bonitas do mundo" lá dentro, fechadas. E depois passavam para outro "capítulo"...

Sem aprofundar muito a questão, percebi o quanto tudo se tornara efémero. Fotografa-se a paisagem, urbana ou natural, envia-se ou publica-se, e depois esquece-se...

Fiquei na dúvida, se temos medo que as coisas desapareçam, de um momento para o outro, ou se estamos cada vez mais reféns da "ideologia", de que é mais importante mostrar aos outros os sítios onde estivemos, que de nos deliciarmos com eles... 

Pensei ainda que estamos a deixar que as "máquinas" controlem cada vez mais as nossas vidas (e até as emoções...), fazendo com que percamos coisas tão simples, como a  capacidade de olhar, de nos encantarmos com o mundo que nos rodeia...

(Fotografia de Luís Eme - talvez nos falte tempo para nos sentarmos à beira de qualquer lugar, levar umas cervejas ou uma garrafa de vinho, tal como uma viola, ao mesmo tempo que cantamos e nos encantamos com o que os nossos olhos vêem... - Ginjal)

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Exageros que Sabem Bem...


Só hoje é que li a reportagem sobre o Ginjal, que saiu na edição do "Diário de Notícias" em papel (no sábado).

A única coisa nova que descobri foi que um cliente que chegara de Istambul, depois de ter andado entre a Europa e as Ásia, chamara à mesa mais próxima do Tejo, do restaurante "Ponto Final", "a melhor mesa de restaurante do mundo". 

Mesa essa que fica quase dentro do rio, numa varanda aberta que espreita Lisboa.

Este é um daqueles exageros que sabem bem... especialmente  para os donos do restaurante, que informaram que depois desta "publicidade" começaram a receber reservas com meses de antecedência para a dita mesa (a última da direita na fotografia, a tal mais "dentro do rio").

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, fevereiro 24, 2019

Cores e Hábitos que Eram do Verão...


Embora ainda não sejamos como o Brasil, há hábitos que vieram para ficar.

Mesmo que saiba que o uso de "havaianas" no Inverno se faz sobretudo por questões económicas, não deixa de ser curioso, que as lojas das cidades e vilas costeiras, tenham sempre à vista um expositor com chinelos de dedo...

E se o calor se aproximar dos vinte graus (ou ultrapassar...), ainda se colocam mais à vista...

(Fotografia de Luís Eme - Nazaré)

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Uma Galeria Diferente...


Há já alguns dias que era para falar das Carpintarias de São Lázaro (ao cima da rua com o mesmo nome, depois do Martim Moniz), que foram transformadas em galeria de arte (género XL...), que pode ser muitas coisas.

Neste momento acolhe a exposição de Jorge Molder ("Jogo de 54 cartas"). Eu que até nem aprecio muito o género, verifiquei que até nem fica nada mal ali, graças ao espaço.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

A Importância do "Eu" na Imagem...


Já tinha pensado falar por aqui sobre a forma como se entende a fotografia hoje (já o devo ter feito a espaços, os blogues, tal como os diários, acabam por ser "máquinas de repetição"...), muito graças à facilidade, e até banalidade, com que se usa e abusa da  imagem, especialmente da nossa...

Penso mesmo que se fez um "desvio" no entendimento que se fazia da fotografia, no nosso quotidiano.

Durante muitos anos a fotografia para o cidadão comum, servia sobretudo para fixar na memória as pessoas, especialmente os familiares. Antes ou depois da festa, fazia-se sempre a fotografia de grupo.

Quem queria ir mais longe, quem gostava de fixar a paisagem, de preferência sem gente, não era olhado com normalidade. Entrava no grupo da "malandragem" que se dedicava a essa coisa estranha, que chamavam arte...

Hoje, a paisagem continua a ser o caminho da diferença. As pessoas continuam a ser os principais actores da imagem fotográfica, mas com uma novidade: querem estar sempre dentro das fotografias, ser os seus actores principais. As redes sociais influenciaram muito este novo "olhar", com as famosas "selfies", que têm a importância de transmitir coisas como: «eu estou aqui», «eu fui ali», ou ainda, «olha quem está aqui comigo».

Eu tenho alguma curiosidade em saber o que é que a Cindy Sherman ou o Jorge Molder (a Helena Almeida já não é possível...), por exemplo, pensam desta nova fase da fotografia, em que o "eu" é o "actor principal", tal como acontece nas suas imagens artísticas...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Dia de "Tejo-Mar"...


Não tinha urgência em ir a Lisboa, mas apeteceu-me atravessar o rio com ondas, navegar por alguns minutos nas suas águas mexidas, no interior do cacilheiro, que desafiou sem medo, o rio que gosto de chamar, "Tejo-Mar".


Não ter uma boa companhia para o almoço (as decisões de última hora têm destas coisas...), fez com que voltasse mais cedo para a minha margem.

Gostei de sentir as ruas de Lisboa sem a azáfama de outros dias. Gostei que os turistas se assustassem com o "temporal" e tivessem ficado nos hotéis (e hosteis...), e espero, também dentro de alguns museus...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)