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domingo, abril 05, 2009

A Aposta Ganha na Vitimização

Ao olhar para as sondagens que vão circulando por aí, é fácil de perceber que não há "escândalo" que resista à capacidade do nosso primeiro ministro em se "auto-vitimizar", escudando-se nas habituais "campanhas negras", "perseguições pessoais", "xicanas políticas", "mentiras", etc.

O que me irrita é que Sócrates não está a ser avaliado pelo seu papel como governador e pelo estado actual do país, praticamente pior em todos os sectores que há quatro anos, porque as reformas anunciadas (algumas das quais iniciadas) foram sendo metidas na gaveta, à medida que a data das próximas eleições se foi aproximando.
A única que permanece por aí, estupidamente, é a reforma da educação feita contra os professores (como se tal fosse possível, pelo menos com êxito e a melhoria do sector...).
Incomoda-me bastante este jornalismo rasteiro que anda por aí, à procura das "fragilidades" pessoais de Sócrates, sem focar a política desastrosa do seu governo na saúde, na justiça, na educação, na economia e nas finanças.
Só se as ditas "campanhas negras", afinal são "brancas", e apostam nas qualidades de "actor dramático" do secretário geral do PS, para vencer as próximas eleições...
O óleo, "Espanta Pardais" de José Malhoa, assenta que nem uma luva em alguns espantalhos que andam por aí, disfarçados de políticos e de jornalistas...

segunda-feira, setembro 22, 2008

O Outono Começa Hoje...

O Outono começa hoje...

com de costume,
ele promete trazer uma mão cheia de coisas.
(nem sequer estava a pensar na chuva de madrugada...)
Contrapõe a nostalgia que se sente da estação leve e quente,
com a frescura no começo da manhã e ao fim de tarde,
o aconchego das roupas mais quentes,
os dias mais curtos e nocturnos,
os dourados das folhas que "pintam" o chão,
os cinzentos das nuvens que enchem o céu...
e também a água-pé e o vinho novo,
as castanhas que perfumam as ruas de Lisboa...
e alguma chuva, pois...

O óleo "Outono" é de José Malhoa.

sábado, junho 28, 2008

Desencontros...

A vida é uma coisa estranha. Aliás, muito estranha...
Claro que é esta estranheza que lhe dá encanto e mistério, que nos faz andar e correr atrás do nada, que até pode ser quase tudo.
E os lugares que mesmo vazios, têm pessoas?
Este quadro de José Malhoa, "À Beira Mar", enquadra-se num desses sítios...
Sempre que me sento numa das cadeiras, daquela esplanada, virada para o Oceano, encontro um olhar doce e terno, preso às minhas palavras.
Ela na época gostava mais de poesia que eu, conhecia tantos poetas e poemas... as coisas que aprendemos, os dois, ali sentados, fosse Primavera, Verão, Outono ou Inverno...
Acho que nos encontrávamos ali, mais na Primavera e no Outono, quando o mar era apenas nosso e dos pescadores de linha larga...
Vinte e alguns anos depois, descubro, que nunca mais falei com ninguém desta forma, de literatura e de sonhos.
O mais grave, é termos perdido completamente o rasto.
Nunca mais leste as minhas histórias e eu os teus poemas...

sexta-feira, junho 20, 2008

À Procura de um Quadro...

Fizeram-me uma pergunta e não consegui responder...

Queriam saber quando é que tinha visto um quadro pela primeira vez e se o conseguia identificar. Claro que não era um simples quadro, falávamos de pinturas originais.
Não fazia a mínima ideia.
É o que faz nascer nos lares do povo...
Depois de pensar um pouco, pensei que devia ter sido no interior do Museu José Malhoa, que sempre me lembro de visitar, desde a meninice, e ficar fascinado...
Na família não existiam obras de arte nas paredes (estava a esquecer-me de alguns quadros que o tio João tinha trazido de Moçambique, com motivos locais, no começo da Guerra Colonial...). Além de algumas fotografias, apenas recordo a existência de algumas gravuras religiosas, com a "Sagrada Família", a "Nossa Senhora da Conceição" e pouco mais...

A "Ilha dos Amores", de José Malhoa, claro...

segunda-feira, maio 19, 2008

Meia Dúzia de Palavras...

O avião ia levar-me de regresso à ilha, só não sabia quando. O meu optimismo contrastava com a teimosia do mau tempo que fustigava todo o canal.
A única distracção que tinha era a leitura, na sala de espera cheia de gente. Só as palavras impressas conseguiam que me sentisse livre e alegre, mesmo no meio de um aeroporto, quase parado.
Estava ali por causa de um convite da bonita Casa de Maio. As coisas que fazemos por amizade...

"As Hortenses" de José Malhoa, foram escolhidas porque são da minha ilha preferida, o Fayal...