Mostrar mensagens com a etiqueta Frio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Frio. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, agosto 18, 2017

Um "Refresco quase Gelado" a Oeste...

Hoje passei pelo Oeste e acabei por dar uma "saltada" à minha praia. Embora estivesse farto do calor rente à Capital, não esperava sentir a "passagem" do Inverno e do Outono pela Lagoa de Óbidos e pela Foz do Arelho (entre outras tantas praias "protegidas" pelo Cabo Carvoeiro...), em pleno Agosto.

Talvez estivesse bom para a pesca no "coração da Lagoa", pois pescadores não faltavam...

E sim, esta fotografia foi tirada na tarde de hoje. O Sol só espreitava mesmo na parte mais "selvagem" da Lagoa... próximo da Foz do Arelho, servia-se "refresco gelado" com salpicos salgados, ao mesmo tempo que o nevoeiro escondia a praia e o mar dos olhares curiosos...

(Fotografia de Luís Eme) 

terça-feira, julho 05, 2016

O Sol Resolveu Esconder-se ao Fim da Tarde no Ginjal


Cheguei à minutos a casa, depois de mais um passeio pelo Ginjal.

Vi o azul do céu a desaparecer e a ser substituído por um manto cinzento que depois de esconder o Sol ainda tentou meter a Ponte e a Margem Norte no bolso.

E sabem que mais? Gostei de sentir o ar quase fresco rente ao rio, que me fez esquecer os últimos dias, quase africanos.

Esta fotografia também está "fresquinha", terá pouco mais de uma hora de vida. E para ficar mais de acordo com este final de dia "pintei-a" de cinzento.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 26, 2015

Os Cheiros Diferentes de Inverno das Aldeias e das Cidades


Uma das coisa que gostava na infância era do cheiro da lareira da casa dos meus avós, que de Inverno estava sempre acesa. E mesmo o cheiro da lenha a queimar nas ruas, também tinha um encanto especial.

Pode ser uma deturpação da memória, mas este cheiro não tem, nem nunca teve nada a ver com o cheiro das ruas das cidades que têm casas com lareira.

E não acredito que seja o problema da qualidade da madeira utilizada...

A fotografia é de John Maddon.

sábado, fevereiro 21, 2015

É Quase, Quase, Verão...


A meio da manhã começa a estar de tal forma agradável, que até chegamos a pensar que o Verão já anda a querer bater à porta.

Claro que é um exagero, mas caminhamos mesmo para um tempo de quase só duas estações (as mais duras e fortes...), o Inverno e o Verão, que conseguem, com a maior das facilidades, meter o Outono e a Primavera no bolso...

Sei que é tudo passageiro, ainda falta a "estação das chuvas", mas que conseguimos desequilibrar a "máquina do tempo", lá isso conseguimos.

Mas já quase todos estávamos a precisar de um calorzito...

O óleo é de Linda Pochesci.

domingo, março 02, 2014

Travessia para um Intervalo


Vou dar descanso aos quadros e durante todo este mês de Março só vou colorir as minhas palavras com fotografias também da minha autoria.

Provavelmente as palavras não vão gostar muito, talvez torçam o nariz, mas como eu é que sou o dono do "pedaço"...

Hoje devia colocar um mascarado por aqui, mas este domingo gordito está tão chocho. E ficou o Tejo, um Cacilheiro e o Ginjal

Sem fugir do Carnaval, é caso para dizer: pobres garotas que desfilam nas nossas quase "escolas de samba", de Norte a Sul, com mais léu que roupa, neste domingo sem Sol.

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Acordar e Descobrir o Manto Branco lá Fora


Estive uns dias fora, nas terras altas, onde as manhãs começam com um manto branco de gelo, que quase parece neve.

Não tinha muita coisa para colocar em dia, apenas alguns trabalhos para acabar e outros para começar...

Era o que fazia, de manhã, enquanto o resto do pessoal permanecia adormecido.

Acendia a lareira e ficava ali, a escrever, a olhar a janela. Quando me cansava do silêncio, colocava um cd, já que neste Dezembro farto, é mais difícil ouvir os passarinhos...

O óleo é de Alia El-Bermani.

sábado, novembro 23, 2013

As Estações Deviam Estar Abertas pela Noite Dentro


O frio chegou às ruas. 

Ruas inundadas de gente que perdeu quase tudo e se esconde por aí, dentro de papelões, em camas improvisadas, onde quase todos tentam esquecer os dias, afogados dentro da noite, que passa sempre tão rapidamente.

Nestes dias em que a temperatura desce até fazer doer, as estações do metro, do comboio, do barco, deviam permanecer abertas e deixar por lá mantas espalhadas pelos bancos.

Como as portas ficam fechadas, o frio faz doer e faz beber...

O óleo é de Reginald Marsh.

domingo, fevereiro 03, 2013

A Ideologia Salazarista Cada Vez Mais Presente Entre Nós


Sei que muitas pessoas nunca deixaram de pensar que eram "arianas", alimentando sempre que lhes era possível a "aura" que as tornava diferentes dos outros, a que sempre gostaram de chamar "povo". Só o não diziam em público porque o espírito do  malfadado 25 de Abril ainda estava bem presente nas ruas...

A reboque de uma crise sem igual conseguiram chegar ao poder, disfarçados de "salvadores da pátria", preparados para tudo, até para inverterem o ciclo da própria história.

Os resultados estão hoje bem à vista, pois todos os dias nos roubam direitos e somam deveres, transformando o país num lugar miserável, quase sem lugar para novos e para velhos.

A lição está de tal forma estudada que a ideologia dominante salta da própria sociedade, desde a senhora do Banco Alimentar que resolve vir dar lições de como devemos lavar os dentes ou quantas vezes podemos comer bifes por semana, ao Cardeal Patriarca que quase que apela para não nos manifestarmos, para aceitarmos este "calvário", como se fossemos uns Cristos (coisa que ele não é, nem quer ser, pois não prescinde das suas mordomias...). Só faltavam as palavras do banqueiro multimilionário que sabe-se lá porquê, tem uma predilecção especial pela palavra "aguenta",  para dizer essa coisa inteligente sobre a crise, de que aguentamos, porque os sem abrigo também aguentam...

Infelizmente os sem abrigo já estão praticamente riscados da sociedade, só são preocupação para alguns voluntários que andam pelas ruas a distribuir-lhes roupas, medicamentos e alimentos.

O banqueiro fascista conseguiu ir ainda mais longe que os seus dois comparsas.

O mais grave é que ele tem razão, aguentamos mesmo tudo. Caso contrário, ele já teria engolido as suas próprias palavras...

A fotografia é de Robert Doisneau.

terça-feira, janeiro 15, 2013

O Cheiro Bom das Tangerinas


Gosto de comer tangerinas pelo seu sabor doce mas também pelo cheiro bom que me deixa nas mãos.

Sem esquecer a famosa vitamina cê, que dizem que dá uma boa ajuda na luta contra as constipações e gripes...

O óleo é de Emanuel Javelid.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Esquecer o Inverno


Um dos amigos do Francisco aproximou-se de nós com a cara inchada e o braço ao peito. Perguntou se nos podia fazer companhia. Dizemos-lhe que sim, sem palavras. O Manel trouxe-lhe um café para um de nós pagar. Mal conseguia falar, notámos que além do escuro à volta dos olhos, os lábios também tinham aumentado de volume. Queria apenas um café, foi por isso que não aqueceu a cadeira, pediu um cigarro ao Francisco e fez-se ao passeio, com um andar dorido. 

Talvez tivesse medo que lhe déssemos alguma lição de moral. Coisa que não se deve fazer a quem tem mais de quarenta anos...

Dois dias antes tinha sido encontrado deitado no chão nas ruelas de Almada Velha, completamente bêbado e com sangue no rosto. Um grupo de jovens chamou o 115 e lá foi até ao hospital, onde lhe prestaram os cuidados de saúde necessários.

Francisco disse que deixara de ter pena de homens como ele. Talvez lhe desse cigarros e lhe pagasse cafés, por caridade, pois era impossível ser solidário com quem se torturava a si próprio e não fazia nada para sair do buraco onde caíra. Foi por isso que acrescentou: «Não sei se ele caiu mesmo ou se se atirou para o chão.» 

Tentou mudar de assunto e confessou-me que se cansa mais de Inverno. Cansa-se de quase tudo, até das pessoas. Desabafou ainda que fuma muito mais de Inverno, da mesma forma que bebe mais cafés e bebidas fortes. 

Não lhe perguntei porquê. Talvez pense que estes dois elementos da lista dos vícios o ajudam a empurrar o frio para fora e a esquecer o Inverno...

O óleo é de Karen Offutt.

sábado, outubro 27, 2012

O Inverno do Nosso Descontentamento


As barcas já começaram a ser arrumadas nos armazéns,  onde ficam pelo menos até Março. É assim todos os anos. 

Há quem não perceba este ritual e finja que em Portugal não há Inverno, defendendo mesmo que o lugar das embarcações é na água. 

Claro que quem diz isto não tem nenhuma barca por aí ou finge que chegou ontem do Norte da Europa, onde raramente aparece o Sol.

Lembro-me sempre da frase estúpida, «uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa», utilizada para quem não vai lá com desenhos.

O Sol aparece muitas vezes no Inverno por aqui e ainda bem. Pode abrir-nos um sorriso, o que não quer dizer que nos aqueça a alma. 

Mesmo que o nosso país seja descrito como um paraíso de Janeiro a Dezembro (principalmente por quem aparece no tempo frio e encontra uma temperatura de quatro, cinco graus, em vez dos vinte negativos das suas terreolas...), fico sempre com a sensação que isso é coisa do cinema e dos livros.

O óleo é de Ian Ledward.

terça-feira, setembro 18, 2012

Verão até ao Inverno


Com todas estas mudanças climáticas, cada vez mais agudizadas, até parece que passámos a ter apenas duas estações, Verão e Inverno. O Outono e a Primavera apenas dão uns ligeiros ares da sua graça. 

E nos últimos anos quem tem conquistado mais espaço  é o Verão. 

Quase que é Verão de Março a Outubro...

Mesmo assim tenho pensado que 2013 é capaz de ser um ano de muita água (sem ironia, sem pensar em políticos...), de barragens a transbordar, e de cheias, para variar.

Talvez até tenha de comprar umas galochas...

O óleo é de Laine Kainaize.

segunda-feira, julho 23, 2012

Coisas das Águas Frias a Sul...


Este Verão voltei a ver a dificuldade que tens em entrar nas águas geladas, tal como os teus pedidos para que não agitássemos muito à água à tua volta.

Tiveste sorte, só uma vez é que fiz "chuveirinhos" com as mãos, o que te irritou bastante, diga-se de passagem.

Lembrei-me dos tempos em que éramos jovens e eu, travesso, acordava-te à beira-mar com gotas de água, que te faziam saltar e chamar-me nomes, tudo para cima de «estúpido».

O óleo é de Elena Montull.

sábado, março 03, 2012

As Políticas Miseráveis Matam



Tenho muito poucas dúvidas de que o número excessivo de mortes, neste inicio de ano, está ligado às políticas miseráveis deste governo.


O frio excessivo fez aumentar um pouco por todo o lado as gripes e constipações, às quais os corpos mais debilitados não conseguiram resistir. Haverá várias explicações para o facto. Adianto duas: a incapacidade financeira de muitas pessoas para garantirem uma alimentação suficiente, para comprarem os medicamentos necessários e até para pagarem o aquecimento das suas casas. E ainda outra que está a ser silenciada, a ausência de condições de assistência médica a uma boa parte das pessoas, principalmente as que vivem em meios pequenos, cada vez mais entregues à sua sorte, devido ao fecho de dezenas de centros de saúde.


Para quem ainda tivesse dúvidas, ficou provado que a política de centralidade deste governo mata.


Pior que a insensibilidade gritante destes ministros, que preferem fechar um centro de saúde a acabar com as suas benesses, desde os cartões de crédito, aos transportes, passando pelas despesas da representação, é o silêncio de Paulo Portas e dos seus "comparsas", que na oposição fingiam ser os grandes defensores dos "pobrezinhos" e "velhinhos".


O óleo é de Luís Selem.

segunda-feira, novembro 21, 2011

Fugir do Escuro


Não me apeteceu sorrir, porque não era uma piada.

A senhora com mais de setenta anos contou-nos que tinha medo do escuro. Depois de se tornar mulher, escondeu-o, primeiro do marido, depois dos filhos. Fingiu muitas vezes que a escuridão já não a assustava. Como quase todas as mulheres ficou viúva e voltou a sentir a solidão e o medo da infãncia. Hoje só consegue adormecer com o candeeiro da mesa de cabeceira aceso.


Foi por isso que confessou, que o pior que lhe podiam tirar, nestes tempos de crise, era a luz eléctrica. Olhámos uns para os outros, sem saber o que dizer.


Ninguém sorriu, bastava olharmos a senhora para percebermos que que não era nenhuma piada...


O óleo é de Peter Taylor Quidley.

quarta-feira, outubro 26, 2011

O Outono Não Veio


O Outono, conhecido como a meia estação, este ano não veio, pelo menos com o seu requinte habitual. Não houve espaço sequer para prepararmos as roupas quentes, quanto mais para a nostalgia das folhas caídas...


Embora seja uma estação bonita, com as folhas a pintarem os jardins e os seus caminhos de castanho dourado, sempre a achei triste.

Pior que o Outono, só mesmo o Inverno.

Embora goste da cor cinzenta, não há nada como o céu azul, para começar bem o dia...

domingo, dezembro 05, 2010

«Quem gosta do Mar, gosta de louras.»

Nunca percebi muito bem porque prefiro as louras às morenas, mesmo que seja coisa da adolescência (as minhas paixonetas mais pardas nesses tempos estranhos foram com moças de cabelo dourado...).
Nem Herberto Helder diria melhor que o poeta Zé Gomes (o falso claro...).
De inverno não se vai à praia nem se bebe imperial, pelo menos com a naturalidade primaveril ou veraneia.
Quando ele disse: «quem gosta do Mar, gosta de louras», disse quase tudo.
Percebi onde ele queria chegar.
Quase todas as louras têm olhos azuis ou verdes, de várias tonalidades. Tonalidades essas tão variáveis como a cor do mar...
E a cor dos cabelos? há algo que se confunda com tanta facilidade, com a areia da praia?
Não tinha pensado que poderia ser saboroso falar de louras e de mar, com um tempo destes em que apetece tudo, menos andar na rua...
O óleo é de Alonso Pereira.

domingo, novembro 28, 2010

Esquecimentos...

Não sei se foi o frio, ou outra coisa qualquer, sei apenas que o Carlos estava mais sensível que o costume.

Já tinha achado estranho vê-lo ser levado de trela por um cão, nas ruas da cidade, embora percebesse que a partir de certa idade, quando se vive só, tenta-se arranjar uma companhia fixa. Todos sabemos que os animais são mais fáceis de aturar que as pessoas, é por isso que muita boa gente em vez de fazer um filho compra um cão...

Voltando ao Carlos, ele não me contou nenhuma aventura, não me falou de nenhuma das suas "mulheres" (algumas sei que são roubadas aos sonhos...), falou-me sim, dos dias pequenos, das paredes frias da sua casa e de ser um esquecido.

Antes de se ir embora disse-me: «o maior esquecimento que tive na puta da vida, foi nunca ter feito um filho, não ser pai, não ter ninguém para ficar com as minha colecções de moedas e selos...»

E virou-me as costas...
O óleo é de Teun Hocks.

domingo, janeiro 10, 2010

Conversa de Rua com Gelo

Foi um dia de gelo, muita chuva, o Sol só apareceu a curtos espaços, para que estas duas senhoras colocassem a conversa em dia, provavelmente à porta de casa, depois de uma ida à missa.
O frio por aqui na Margem Sul anda rente aos zeros, só não cai neve por vergonha e pelo bafo com algum sal do Tejo...

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Choveu Mas Não Nevou...

A noite estava fria, os informadores da televisão diziam que era a mais fria do ano (não sei porquê... aliás nunca se sabe muito bem porque razão eles falham tanto na brincadeira do tempo...).

Quando começou a chover, no começo da noite, pensei que poderiam cair alguns flocos esbranquiçados em Almada, apesar de estar farto de saber que o Tejo não está muito para aí virado...
Fui à rua, ver como era a chuva. Só isso. Não tenho cão para passear (se tivesse não seria boa ideia, levá-lo para o "gelo") nem cigarros para fumar...
Era chuva molhada, apenas isso...