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sexta-feira, novembro 23, 2018

A Barca Quase Perdida no Tejo...


Sem a reportagem de Ricardo J. Rodrigues no DN, não ficaria a saber que a "barca" quase grande (um petroleiro...) , da fotografia, está ancorada no Tejo desde 24 de Julho de 2017, juntamente com uma tripulação, mínima, de 16 homens. 

Está "presa" aqui no Rio há um ano e quatro meses, porque foi arrestada, por dívidas (coisas do petróleo e da Venezuela...).

O mais curioso é o Rio Arauca ser quase um "navio invisível". está lá todos os dias (no Mar da Palha...), mas nós que atravessamos o rio, diariamente,  pensamos que é outro, pois estão sempre a chegar e a partir, "barcas", ao melhor rio do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 06, 2018

Efeitos (quase) Especiais...


Um dia destes cruzei-me lá por Lisboa, com um "homem de duas cabeças" (e mais difícil ainda, "duas cores"...), que noutros tempos, poderia ter feito carreira no circo, numa daquelas jaulas que exibiam seres humanos quase raros, que faziam parte dos célebres "fenómenos do entroncamento"...

Brincando um pouco menos, a "ilusão de óptica" tem coisas quase do caraças...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, junho 25, 2018

O Limite das Vinte Linhas...


Cada vez tenho menos dúvidas de que há menos leitores para as histórias grandes. Um dos melhores indicadores desta realidade são os transportes públicos onde se consegue ler (comboios, metro, barcos...), sem transtornos de maior.

De uma forma progressiva os livros e os jornais foram sendo substituídos pelos telemóveis. A imagem foi ganhando às letras (sim, olham-se mais as imagens e os vídeos e lêem-se menos textos - dá-se preferência às legendas).

Já nem o José Rodrigues dos Santos "reina", ele que era o preferido do público feminino que viajava de cacilheiro. Algo que se compreende, porque até ele é apenas mais um dos "comandantes" que estão a perder esta "batalha", onde as palavras bonitas começam a não ser "argumento"...

Olha onde é que eu já vou... começo a escrever e nunca mais páro. Apenas queria dizer que há já algum tempo que fui aconselhado a não escrever textos superiores a vinte linhas, com o argumento que "muitas palavras" num só texto, afastam os visitantes dos blogues.

E realmente, já devia ter pensado que a palavra "visualização" não é sinónimo de "leitura" (pensava que tinha ultrapassado mais uma vez as vinte linhas, mas desta vez isso não aconteceu...).

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 30, 2018

«Um dia quero apanhar um barco daqueles»


Não a conhecia de lado algum.

Mas ela mesmo assim, não quis deixar de me confidenciar um quase sonho seu: «Um dia quero apanhar um barco daqueles».

Sorri-lhe depois de tirar a fotografia. Não sei porquê mas não lhe ofereci qualquer palavra...

Entretanto voltámos a seguir caminhos opostos, eu para Cacilhas, ela para a Fonte da Pipa, a não querer perder de vista o paquete que se despedia de Lisboa...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, maio 16, 2018

A Atracção e a Exploração do Tejo


Não é só nos bairros antigos lisboetas que se nota a invasão de transportes, especialmente das cópias de todas as cores dos cada vez mais banais, "tuk-tuks", que faziam parte do imaginário dos "filmes asiáticos". 

Também o Tejo é cada vez mais alvo de negócio, com a oferta de múltiplos tipos de embarcações. Eu diria mesmo que os cacilheiros estão completamente fora de moda.  Bom são as réplicas de veleiros antigos, os barcos pneumáticos rápidos ou ainda as viaturas anfíbias...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, fevereiro 25, 2018

De Telheiras ao Cais da Ribeira...

Há sempre dois ou três pormenores à beira-rio, aos quais raramente damos atenção.

Uns mais banais que outros, como acontece por exemplo com os nomes dos cais de atracação das embarcações fluviais de transporte. 


Não foi por acaso que escolhi dois dos cais de Cacilheiros. Sinto que eles continuam a ser as barcas mais apelativas, pela cor, pela história e pela agradável travessia do Tejo (curta mas deliciosa).

(Fotografias de Luís Eme)

sexta-feira, junho 09, 2017

O Cacilheiro e os Dois Amigos do Sul...

Estava a olhar o Rio da janela do cacilheiro quando duas vozes maduras atrás de mim me chamaram a atenção.

Pelo jeito de falar percebi que eram alentejanos e falavam de uma mulher qualquer como se fossem dois adolescentes. Não tinha um nome, era apenas a "magana", como às vezes escutamos em anedotas.

Um deles gabou-se de dançar com ela numa festa, acrescentando que foi cá uma esfrega, ao mesmo tempo que o marido emborcava copos de vinho no bar. O outro para não ficar atrás contou um episódio romanesco que aconteceu num café, em que ela se ofereceu quase toda.

A conversa só acabou quando a barca laranja chegou a Cacilhas e os dois sessentões desapareceram no meio da multidão que se deslocava na direcção das paragens dos autocarros.

Não me lembro de ver dois homens de cabelo esbranquiçado a conversar com tanto entusiasmo de uma "magana", que era do clube das  "frescas" (foi outra das palavras mais batidas no diálogo quase quente), pelos exemplos relatados...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, fevereiro 07, 2017

"Olhar o Tejo"...

Tenho andado a reunir uma boa parte dos poemas que tenho escrito. Hoje descobri mais um, sobre o melhor rio do mundo. Chamei-o "Olhar o Tejo". Achei-o curioso, e até bonito, a espaços. É por isso que transcrevo as primeiras três quadras (penso que até podia ser cantado...).

Sempre que desço até ao cais
Fico por ali, encantado a olhar
Maravilho-me com as barcas e os arrais
Mesmo sem saber onde fica o mar

Olho para Norte e para Sul
Para toda aquela largueza
De água pintada de verde e azul
Que me enche os olhos de beleza

Prefiro ficar por ali a sonhar
Nunca pergunto a ninguém
Onde acaba o Tejo e começa o mar
Ou para que lado fica Belém

[...]

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, janeiro 29, 2017

Talvez Seja Bom Ver a Chuva a Cair no Meio do Oceano...

Chove e o mundo avança.

Quem gosta de dar passeios de domingo no veleiro que detesta estar parado na doca, não se deve preocupar muito com a chuva. Talvez até goste de levar com os salpicos molhados no rosto, como se estivesse a enfrentar uma tempestade...

Embora hoje tenha chovido muito menos que ontem. 

Talvez o velejador solitário tenha aproveitado uma aberta e fosse apenas até ao largo de Cascais... Talvez.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, dezembro 23, 2016

«O Pai Natal não vem de barco.»


Apesar da cor, não é de facto, a barca do Pai Natal.

E a Anita (já quase que não se chama Anita às Anas...) tem razão, o homem das barbas brancas não vem mesmo de barco, apesar de ter muito espaço no porão, para as renas e para os presentes...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 18, 2016

Uma Fotografia Entre o Privado e Público

É daqueles casos para dizer; «nem de propósito» (escrevi sobre isso há poucos dias...). 

Pois foi, estava à espera do cacilheiro e de repente vi-o a aproximar-se e apeteceu-me fotografá-lo. Depois de tirar a fotografia, reparei num segurança que tinha surgido do nada e que devia ter pensado que eu queria "entrar pela saída" para não pagar bilhete. Descansei-o que só estava a tirar uma fotografia. Foi então que me informou que era proibido tirar fotografias naquele espaço "privado".

Eu apenas lhe perguntei como é que um espaço de passagem de tanta gente, podia ser entendido como privado? Ele disse mais qualquer coisa mas eu limitei-me a sorri-lhe e fui apanhar o cacilheiro.

Mas fiquei a pensar que há realmente uma grande confusão na cabeça das pessoas entre o que é público e o que é privado...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 04, 2016

Cacilhas com Barcas

Hoje e amanhã é possível visitar alguns veleiros de grande porte, que estão acostados no Largo de Cacilhas, como é o caso do "Crioula" (na foto).

Esta iniciativa faz parte das comemorações do 50.º aniversário da inauguração da Ponte sobre o Tejo (baptizada "Ponte Salazar" até Abril de 1974 e depois "Ponte 25 de Abril" - muito mais bonito, diga-se de passagem...).

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, março 19, 2016

O Cacilheiro o Tejo e o "Polícia Sinaleiro"

A ilusão óptica tem destas coisas...

Eu que estava lá, no Cais do Ginjal, ao fim da manhã, sei que o homem mexia os braços a puxar os fios das "armadilhas" que montara para chamar os chocos.

Mas quem olha para a fotografia, fica mesmo a pensar que se deve tratar de "louco de Cacilhas" (ou de um brincalhão), que pensa escolher a direcção do Cacilheiro...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

«Amanhã vou a Lisboa»


Espreitei à janela e disse para os meus botões: «Amanhã vou a Lisboa.»

Nem sequer sei se vai estar bom ou mau tempo, mas como tenho duas ou três coisas para fazer na Capital, vou mesmo até ao outro lado do Rio.

Há umas três semanas que não visito a Cidade Branca, algo raro. É por isso que quero tanto ir à Lisboa. 

As únicas certezas que tenho é que esta ausência não se deva à distância, muito menos ao receio da travessia de apenas dez minutos, até porque a viagem dentro das barcas laranjas é sempre deliciosa...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, julho 10, 2015

A Felicidade Também Pode Ser Isto


Podíamos sentir inveja, só de os olhar. Mas não, provavelmente por sermos quase todos do clube das pessoas que são capazes de viajar sem sair do mesmo sítio.

Calculamos que eles sejam felizes lá em baixo, nos seus barcos à vela, a furar as águas do Tejo.

E nós somos felizes cá em cima, a ver, a falar, a ouvir e a sentir a brisa que leva os veleiros para lá e para cá. 

Precisamos de distracções para os olhos para chocarmos com boas ideias. Pelo menos é essa a filosofia do Pimenta, que finge que nos paga, para lhe sugerirmos isto e aquilo, para os seus projectos, no seu terraço.

O óleo é de Albert Marquet.

sexta-feira, maio 23, 2014

Parece que o Sol Está de Volta


Afinal parece que não vai ser preciso levar o chapéu de chuva para o passeio de barco na Lagoa.

Não sei se já experimentaram a sensação de passear de barco a remos à chuva. Apesar de ser uma aventura daquelas, está longe de ser agradável, pois acabamos por ficar gelados.

A não ser que seja chuva tropical..

O óleo é de Zehra Basaran.

sábado, março 01, 2014

Chuva Pouco Científica


Os cientistas devem ficar ligeiramente incomodados com as "voltas" que o tempo lhes vai dando, sempre que pode.

Temos mais um ano com muita água, apesar de vários especialistas terem prognosticado há uns três anos, que vinham aí vários anos de seca...

Esta fotografia tem três dias e mostra uma barca da Lagoa de Óbidos, quase transformada num aquário sem peixes (eles preferem as águas em movimento da lagoa), refém deste Inverno com mais água e vento...

terça-feira, dezembro 31, 2013

O Mar e a Vida


O Mar pode ser uma metáfora para tudo.

Tal como os barcos de papel...

Ou a inocência de uma criança, para quem os dias têm sempre a beleza e o encanto, que nós já não conseguimos encontrar...

E a esperança, que todos devíamos ter, de um ano melhor que este, apesar de todos os "sinais vermelhos" que nos rodeiam.

O óleo é de Odysseas Oikonomou.

segunda-feira, setembro 09, 2013

"Lisnave, Uma Viagem no Tempo"


No próximo sábado será apresentado em Cacilhas, uma obra sobre a Lisnave, com textos da minha autoria e fotografias de João Soeiro.

Este livro/ catálogo, intitulado, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo" esta dividido em três partes (antes, durante e depois...), nas quais procuro fazer a história daquele espaço, antes de surgir a Lisnave, durante o tempo em que funcionou como estaleiro naval e depois, com o seu abandono e os projectos para um futuro, cada vez mais longínquo...

Esta é a fotografia da capa, do João Soeiro.

terça-feira, maio 21, 2013

As Noites Calmas


Há noites assim, calmas e solitárias.

Parece que está tudo a dormir e que a noite nos pertence, completamente...

Estava ali, sentado, à beira rio, à espera de ti e do cacilheiro que te transportava para a nossa Margem, quase sem pensar em nada, além do Tejo e da Lua.

Foi então que, sem nenhuma razão aparente, lembrei-me que na infância os dias são quase infinitos, temos tempo para fazer tudo. 

O óleo é de Christopher Pratt.