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terça-feira, janeiro 02, 2018

A Arte de Fingir Recomeços...

Podemos fingir que houve algo que recomeçou ontem (e nem sequer é uma má maneira de entrarmos no ano de 2018...) e que agora as coisas vão ser diferentes, para melhor (Já dizia o poeta que para pior já basta assim...). Mas a vida diz-nos que as coisas não são "bem assim"...

Claro que se mudarmos de rua, de cidade ou de país, pelo menos por uns tempos, sabemos que as coisas vão ser diferentes.

O problema maior que sinto a cada ano que passa, continua a ser a gestão do tempo. Queria ver se resolvia melhor este problema neste ano que começa, me tornava mais "disciplinado" e "independente" dos outros.

Vai ser difícil, mas com a tal "disciplina" e se criar o hábito de dizer mais vezes "não", sei que vou ter um ano mais rico do ponto de vista criativo.

Como de costume não estou refém de grandes objectivos ou desejos (a "vidinha" farta-se de me dizer que os pequenos e médios são sempre mais fácil de se cumprirem...), pelo que o 2018  vai andando por aí, tal como eu...  

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 24, 2017

Ser Engraçado, Cair em Graça e Afins...

Há pessoas que percebemos logo às primeiras que há muito poucas hipóteses de alguma vez sermos amigos, tais são as diferenças que descobrimos logo num primeiro relance.

Podemos estar enganados, pode acontecer, embora saibamos que esta é uma daquelas coisas que nem sequer belisca a regra.

E nem é preciso fazerem-nos mal. Basta fazerem algo que choca com a nossa forma de estar, ou que seja parecido com aquilo que normalmente abominamos. 

O mais curioso, é que a partir daqui, quase todas as tentativas de tentar inverter a situação, são ridículas e deixam transparecer a hipocrisia em que estamos metidos a vida quase toda...

Somos uns gajos tão estranhos.

(Fotografia de Izis Bdermanas)

terça-feira, abril 11, 2017

A Dúvida está Sempre em Crescimento...

Os anos passam e a dúvida cresce, ao ponto de colocar quase toda uma vida em causa...

Já lhes chamaram muita coisa, até egoístas. Podem ter sido tudo, menos isso... 

A mulher fica com os olhos húmidos quando revive o que sofreu na prisão, na clandestinidade, no exílio... mas sobretudo, por não ter visto o seu filho crescer. O homem afaga-lhe o cabelo, com o carinho de quem nunca deixou de amar.

Sabe que não foi a mãe que devia ter sido. É por isso que percebe a ausência do seu Carlos, que teve de abandonar com menos de um ano e deixar ao cuidado dos pais.

O homem tenta desculpá-los com as incidências da própria vida, com a dificuldade que sempre tiveram em conviver com a injustiça nos locais de trabalho, com as perseguições, o desemprego, e a luta colectiva, que alguém tinha de travar...

Mas a solidão passa o tempo todo a pregar-lhes partidas. Pensam demasiado na vida.

Olham para o país com desconsolo, porque já não sabem se tudo o que sofreram valeu a pena. Não sabem explicar as razões, mas a verdade é que os patrões continuaram, e continuam, a roubar o povo, cada vez com mais descaramento.

Olham para o filho com orgulho por ter conseguido ter uma vida melhor que eles, mas sentem muito, muito, a sua ausência...

(Fotografia de Sena da Silva)

segunda-feira, março 13, 2017

A Invisibilidade nas Cidades Grandes...

Quando me disseram que quando fugimos de alguma coisa ou de alguém, o pior sitio para nos refugiarmos é em lugares isolados, sabia que era verdade. 

Já tinha pensado no assunto.

E sabia por experiência própria, que não há nada melhor que uma cidade grande para passarmos despercebidos... São os únicos lugares onde nos podemos sentir livres e até invisíveis... Com o que isso tem de bom e de mau.

(Fotografia de Luís Eme)