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domingo, agosto 25, 2019
segunda-feira, junho 17, 2019
Estamos Cada Vez Mais Apanhados pelo Clima...
Embora o poder do dinheiro continue a ditar as regras de quase tudo, há várias coisas que não consegue controlar.
A mais poderosa é a natureza, que está cada vez mais rebelde e responde sempre que lhe apetece, de uma forma mexida e barulhenta, tanto no mar, na terra como no ar...
Descobrimos mudanças todos dias, em pequenas coisas, como por exemplo esta normalidade de ser "outono" em todas as outras estações. Sim, agora caem folhas no Inverno, na Primavera e no Verão...
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
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quarta-feira, março 06, 2019
A Descoberta das Linhas do Horizonte...
Devia ter uns cinco, ou seis anos, quando consegui agarrar uma das minhas primeiras memórias do encantamento, graças às linhas do horizonte, que era possível descobrir na parte superior da Ambrósia, a maior, e melhor, fazenda do meu avó materno.
Naquele dia olhei pela primeira vez com olhos de ver os montes, que se sobrepunham, quase como se fossem escadas, ao longe. Nas suas cotas era possível descobrir vários moinhos de vento, que eu me entretinha a contar, de uma ponta a outra (sei que eram mais de meia-dúzia e segundo o avô ficavam na Serra do Bouro...).
Mas havia ainda outro pormenor, quase nos limites do horizonte, que descobri mais tarde, com a ajuda do meu irmão. Se o dia estivesse inteiro e limpo, havia um lugar (tínhamos de descobrir o sítio certo...) que nos permitia ver o azul do mar, quase por uma nesga, da bela baía de São Martinho do Porto.
Lembrei-me deste episódio, quando estava a escrever ontem, sobre a quase "incapacidade" de olhar para o que nos rodeia, com encantamento...
(Fotografia de Luís Eme - Côto)
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terça-feira, março 05, 2019
A Efemeridade das Coisas Dentro do Nosso Olhar
Isso não acontece apenas graças ao nosso comportamento perante a natureza (continuamos a fazer "guerra" a tudo o que mexe e não controlamos...). Acontece sobretudo pela forma como transformámos o nosso dia a dia, ou deixámos transformar (cada vez lhe introduzimos mais "velocidade"...).
Já tinha pensado nisso várias vezes, mas nunca tinha feito a ligação dos meus pensamentos à realidade, como o fiz ontem.
De repente parei e durante cinco minutos fiquei a olhar com atenção para toda a gente que estava à minha volta. Reparei que nem uma só pessoa olhava para as coisas de uma forma contemplativa. Limitavam-se a disparar vezes sem conta os telemóveis e a colocar as coisas "bonitas do mundo" lá dentro, fechadas. E depois passavam para outro "capítulo"...
Sem aprofundar muito a questão, percebi o quanto tudo se tornara efémero. Fotografa-se a paisagem, urbana ou natural, envia-se ou publica-se, e depois esquece-se...
Fiquei na dúvida, se temos medo que as coisas desapareçam, de um momento para o outro, ou se estamos cada vez mais reféns da "ideologia", de que é mais importante mostrar aos outros os sítios onde estivemos, que de nos deliciarmos com eles...
Pensei ainda que estamos a deixar que as "máquinas" controlem cada vez mais as nossas vidas (e até as emoções...), fazendo com que percamos coisas tão simples, como a capacidade de olhar, de nos encantarmos com o mundo que nos rodeia...
(Fotografia de Luís Eme - talvez nos falte tempo para nos sentarmos à beira de qualquer lugar, levar umas cervejas ou uma garrafa de vinho, tal como uma viola, ao mesmo tempo que cantamos e nos encantamos com o que os nossos olhos vêem... - Ginjal)
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segunda-feira, agosto 13, 2018
Defender e Pensar o País (sem a demagogia do costume)...
Não há nenhuma área em Portugal, que não tenha sempre grandes especialistas, capazes de defender o indefensável e dizer as maiores asneiras, com o maior desplante do mundo.
Agosto, para não fugir à regra, é o tempo dos especialistas em "incêndios"...
Quase todos sabemos que os eucaliptos só tem uma vantagem, crescem rapidamente e se forem bem protegidos e limpos, poderão dar um bom lucro aos seus proprietários.
É por isso que ocupam tanto espaço nas nossas florestas.
De resto, tem efeitos nocivos para os solos (é verdade que "secam" tudo à sua volta...) e são mais perigosos em caso de fogos, que outras árvores, devido às projecções que lança a largas de dezenas de metros com a ajuda do vento.
Claro que a principal causa dos incêndios é o abandono das matas (transformadas em matagais...), que ao não serem limpas, se tornam inacessíveis e autênticos "barris de pólvora". E aqui, estão todas as árvores em pé de igualdade, embora os homens que andam no terreno a apagar fogos, continuem a dizer, que nas áreas com eucaliptos, a propagação dos fogos é muito mais rápida...
Mas bom era que os especialistas se entendessem, de uma vez por todas, porque mais importante que a sua "razão", são as nossas florestas e as nossas aldeias, vilas e cidades...
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, agosto 09, 2018
Surrealismo Infernal em Agosto...
Nem sei por onde começar, nem o que escrever...
O primeiro-ministro resolve falar ao povo misturando velas e bolos de aniversário, à habitual propaganda do sucesso e da excepção que confirma a regra.
A líder do CDS tenta tirar dividendos da desgraça alheia, como de costume.
Os estudiosos da "sociedade protectora do eucalipto" aproveitam para afirmar, aqui e ali, que a culpa dos fogos tanto é dos sobreiros, dos carvalhos e azinheiras, como da sua árvore preferida.
A protecção civil muda as chefias e o porta-voz...
Os jornalistas televisivos fingem que não dormem e continuam numa correria, de terra em terra, em busca de pessoas que gostem de colocar "a boca no trombone" e tenham contas a ajustar com alguém.
A gente anónima atingida pela desgraça pergunta, "porquê?". à resposta violenta da natureza que, apesar do rasto de destruição que deixa, continua a não ser levada a sério...
Exemplos? Apesar do susto, a árvore que dá sombra ao quintal e à casa, promete continuar por lá...
E com muitas mais asneiras pelo meio, Monchique continua a arder, ao sétimo dia.
(Fotografia de Luís Eme)
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domingo, agosto 05, 2018
Coisas Pouco Compreensíveis...
Desde sexta-feira que a Serra de Monchique arde.
O combate ao fogo não só não tem conseguido os resultados desejados, como 48 horas depois, atingiu-se o seu ponto mais crítico, com a aproximação do incêndio à Vila e com a destruição de várias casas.
Este é mais um exemplo do pouco que se tem feito no nosso país, se ignoramos a limpeza de algumas matas e pinhais e o reforço de meios, quase forçados pelas mortes de 2017.
Em 2003 ardeu quase 90 % da área florestal da Serra de Monchique. Em 2010 a Serra voltava a ser notícia como um potencial "barril de pólvora". E em 2018 é o que todos assistimos, via televisão...
Faz-me confusão que a Serra continue a ser tão vulnerável e tão inacessível, que não se tenham criado, por exemplo, mais "corta-fogos" (asseiros...) e caminhos, para evitar novas tragédias, como a que está a ocorrer neste momento...
(Fotografia de Luís Eme)
quinta-feira, julho 05, 2018
Olhares e Conversas com mais que uma Dimensão...
Hoje visitei um amigo de infância que não encontrava há uns três anos.
Falámos de tanta coisa... mesmo que fosse tudo quase, quase a correr.
Os assuntos sobrepuseram-se, memória a memória, e o tempo fugiu-nos...
Prometemos marcar um jantar para um dia destes, um jantar daqueles que se prolongam pela noite dentro...
Antes de partir tirei uma fotografia da majestosa paisagem das traseiras da sua casa, onde se vê, sobretudo, muito campo. E como o dia estava límpido, até foi possível ver a Serra dos Candeeiros, apesar de distância... E as nuvens estavam espectaculares, quase a oferecerem uma imagem tridimensional...
(Fotografia de Luís Eme)
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domingo, maio 13, 2018
O Dia da Espiga pode Ser Quando nos Apetecer...
Sei que os puristas não vão concordar, mas tal como acontece com a maior parte das coisas, que agora têm um dia para festejar, acredito que o Dia da Espiga, pode ser quando nos apetecer, na bonita Primavera...
(Fotografia de Luís Eme)
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sexta-feira, março 30, 2018
quarta-feira, março 21, 2018
Um Dia Mais Bonito que os Outros...
Hoje é um dia mais bonito que os outros, não apenas pela chegada da prima Vera, que é realmente um poço de virtudes e de beleza. Mas também por se festejarem as Árvores, que nos dão tantas coisas boas, desde os frutos, à frescura das suas sombras, aos cheiros, até ao "alojamento" de tantas aves, que até as escolhem como "maternidade". Mas é também o dia da Poesia e dos Poetas.
Sim, hoje é que se festejam as palavras bonitas, através do Dia Mundial da Poesia, e não ontem ou antes de ontem.
E é por isso que vos deixo aqui um poema dos meus...
A Folha em Branco
Quando olhas a folha em branco
Desvias o olhar e tentas esquecer
O que antes era quase encanto
E chamavas razão de viver
Queres tanto um poema
Uma história com ou sem amor
Ou até um guião de cinema,
Para que a folha ganhe cor
É por isso que espero meu Amigo,
Que quando voltares a descer a rua
Encontres um poema à tua procura
Dos que até podem ter vindo da Lua
Quero que sejas o homem da bruma
Que descobriu as palavras no passeio
E as apanhou e abraçou, uma a uma,
Voltando a sorrir sem qualquer receio.
Luís [Alves] Milheiro
(Fotografia de Luís Eme)
sábado, março 17, 2018
Os Caprichos da Natureza...
Acho que ninguém esperava este mês de Março, tão invernoso, ao ponto de até ter direito a tempestades com nome de gente e muitos dias com alertas vermelhos e laranjas de Norte a Sul.
Ninguém deve ter dúvidas que os tempos de seca já estão mais ou menos esquecidos (até voltámos a ter cheias no Ribatejo...).
Ninguém explica estes caprichos da natureza, muito menos os meteorologistas...
Só a sabedoria popular é nos faz sorrir... Ao ponto de me fazer escolher dois ditados, no mínimo curiosos:
«Março marçagão, de manhã cara de anjo, à noite cara de ladrão.»
«Março frio ou molhado, enche o celeiro e farta o gado.»
Era bom que este último fintasse a ficção e se tornasse realidade... mas não sei não. Segundo os antigos, o tempo começou a ficar "destrambelhado" quando o homem decidiu ir de visita à Lua...
(Fotografia de Luís Eme)
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quinta-feira, março 01, 2018
A Nossa Costa e o Mau Tempo...
Há dias passei pela Costa de Caparica e ao olhar para um dos parques de campismo da localidade, fiquei a pensar na vulnerabilidade destas quase "vilas", cada vez menos ambulantes, por estarem tão próximas do mar, que nos últimos dias anda mais irritado que o costume.
Mas curiosamente as más notícias sobre o mau tempo no Concelho de Almada tiveram como foco a Trafaria e um dos bairros mais degradados do Concelho de Almada (o Bairro do Torrão), e também a Cova do Vapor, ambos povoados por casas construídas de uma forma quase artesanal. Algo que ainda se encontra com mais frequência do que devia na nossa costa, especialmente em zonas de habitação de pescadores...
A revolta da natureza é pródiga em mostrar a nossa pequenez, e também as nossas fraquezas (em muitos casos autênticas loucuras...), tanto no Verão como no Inverno...
(Fotografia de Luís Eme)
terça-feira, fevereiro 13, 2018
Parque da Paz
Se há um lugar em Almada, que me enche de orgulho, é o Parque da Paz, o pulmão verde da Cidade, que vi nascer, crescer e tornar-se um lugar aprazível, para todos os que gostam do contacto com a natureza. Podemos andar, correr ou ficar por ali, parados, na relva ou nos bancos, a ver o tempo passar...
E sim, é uma das boas Conquistas de Abril e do Poder Local. Sem sombra de dúvida.
(Fotografias de Luís Eme - frescas, de hoje de manhã)
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segunda-feira, fevereiro 05, 2018
A Beleza do "Pior Tejo"...
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quinta-feira, janeiro 25, 2018
Estão a Matar o Tejo, com a Passividade do Costume...
Há vários anos que os ambientalistas e habitantes da zona mais poluída do Tejo (entre Vila Velha de Ródão e Abrantes...) denunciam os atentados à natureza e ao Rio - de "tantas aldeias", que são mais belas graças às suas águas... - perpetuados de uma forma mais grave, por pelo menos duas ou três fábricas ligadas a indústrias de transformação. As multas têm sido tão irrisórias que os seus donos continuam a "assobiar" para o lado, perante a passividade dos agentes governamentais (há pelo menos quatro ministérios envolvidos, directa e indirectamente: Ambiente, Agricultura, Justiça e Administração Interna).
O mais curioso é serem estas fábricas a colocarem processos por difamação a alguns ambientalistas e a pedirem-lhe indemnizações de milhões, por estes denunciarem as práticas criminosas e chamarem "os bois pelos nomes"...
Começa a ser trágico que este país continue a ser de "faz de conta", como se percebe quase diariamente, pelas notícias que lemos, vimos e escutamos. E que tenhamos tantos governantes tão longe da "ética socialista" e sem um pingo de vergonha na cara, bons sobretudo a varrer a "porcaria" para debaixo do tapete.
(Fotografia de Paulo Cunha)
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sábado, dezembro 09, 2017
A Torre e a "Ana"...
Amanhã vamos ter a visita da "Ana", sim os nossos temporais também já são baptizados como os que fustigam a costa das Américas.
Apesar dos avisos de mau tempo (vento e chuva...), penso que ainda não é desta que a velha torre da velha fábrica de cortiça perde mais de meia dúzia de tijolos...
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, outubro 27, 2017
Curiosamente, as Uniões não Vivem só de Amor (e ainda bem)...
São um homem e uma mulher, tanto um como o outro com quase meio século de vida.
Ainda não sabem muito bem se foram salvos... sabem apenas que a filha de nove anos foi, e continua ser, a sua aparente salvação.
Toxicodependentes, uniram-se pela droga, sem pensar em histórias de amor, ou de outra coisa qualquer. Sentiam-se mais seguros juntos. Mas numa noite mais fria que as outras, embrulharam-se um no outro. E distraídos, fizeram a Catarina.
Quando a mulher soube que estava grávida, ficou surpreendida e também contente, embora o escondesse. O companheiro de aventuras, quando soube da novidade, não quis acreditar, eles conseguiam lá fazer um filho... Mas conseguiram. Também gostou da ideia. As famílias com medo que eles trouxessem ao mundo mais uma criança deformada, a primeira coisa em que falaram foi de abortos.
Ela desolada preferiu desaparecer de circulação. Entretanto foi ao centro de saúde e contou com a solidariedade e a amizade de uma enfermeira, que lhe pediu que aparecesse por lá todas as semanas. A muito custo deixou de consumir, porque, sabe-se lá porquê (claro que se sabe, por amor...), quis muito ter um filho, que seria uma filha quase nove meses depois.
O companheiro também fez um esforço para deixar de consumir e começou a trabalhar. Entre meia dúzia de recaídas, lá se conseguiu recompor, talvez também a querer ser um bom pai.
A Catarina nasceu um pouco antes do tempo, perfeitinha. Os únicos problemas que teve foram a nível respiratório (a asma permanece, mas já se habituou à tosse e aos espirros...), de resto tem dois pais que a amam, que se tornaram um casal por um desses acasos que às vezes aparecem nos livros e nos filmes, mas que não fazem mais que retratar a vida...
(Fotografia de Ferdinando Scianna)
quinta-feira, outubro 19, 2017
Quando a "Vingança" se Serve Quente...
As declarações dos líderes do PSD e do CDS (a pedirem a "cabeça" do primeiro-ministro, depois da ministra da Administração Interna se demitir...) são o retrato dos políticos do nosso país. Em vez de se unirem para combaterem um mal comum, do qual os governantes que foram poder no país ( nacional e local), pelo menos nos últimos trinta anos, tem grandes responsabilidades (para não recuar mais no tempo...), tentam sempre retirar dividendos políticos da desgraça alheia.
Além de demonstrar falta de sentido de Estado e de carácter (tanto à esquerda como à direita), é apenas mais um indicador de que as "tricas políticas" são mais importantes que a resolução dos problemas graves que o país atravessa, como é o caso do ordenamento do território...
Um português da Marinha Grande explica muito bem as razões da tragédia do Pinhal do Rei, no distrito de Leiria (que podem ser generalizadas...), na reportagem publicada hoje no DN e assinada por Paula Sofia Luz:
«Gabriel Roldão estabelece uma relação
direta entre "a entrada de Durão Barroso no governo e o momento em que
começou a deteriorar-se a administração dos serviços florestais". Mas a
verdade é que as oficinas de carpintaria, de mecânica, estaleiros de reparação
das estradas, serração de madeiras, entre outros serviços, foram sendo
paulatinamente encerrados. "Nessa altura [2001] estava projetado fazer-se
a recuperação das casas da mata. Houve um concurso nacional, o prazo era muito
curto, a câmara não se apercebeu, e eu mesmo fui ter com o presidente de então
Álvaro Órfão para concorrer à aquisição das casas que foram dos
guardas-florestais", conta Roldão. Nessa
altura já aposentado, ajudou a fazer os projetos, que deveriam ter sido
entregues até 28 de fevereiro de 2001. Mas a 26 desse mês, dois dias antes,
Durão Barroso revoga a portaria anterior. Os projetos nunca saíram da gaveta.
As casas ficaram abandonadas, algumas arderam no incêndio de domingo. "Foi
todo um descalabro que acabou com o Pinhal de Leiria. A direção dos serviços
florestais foi descapitalizada. Deixou de funcionar o que existia: escola de
guardas-florestais, escola de resinagem." A machadada final dá-se em 2008,
quando os guardas-florestais são integrados na GNR, "uma organização
militar onde estavam desenquadrados", sustenta Roldão, certo de que
"a responsabilidade de vigilância e policiamento terminou aí. Até hoje
nunca vi uma única brigada da GNR a policiar a mata".»
(Fotografia de Luís Barra - Lusa)
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domingo, setembro 24, 2017
Quando me Descubro Racista...
Eu sei que não olho as pessoas de maneira diferente devido ao tom da sua pele.
No meu intimo sei que há só uma coisa que me irrita nos pretos, a sua forma de se expressarem, o uso que dão às palavras.
Quando vejo um preto falar de uma forma muito pulida e direitinha, quase sem mexer o corpo, digo logo para dentro de mim: «aqui está mais um "preto-branco"». E sou ainda capaz de ir mais longe e pensar que é alguém que não se sente bem com a sua pele.
Ou seja, para mim um tipo de pele mais escura deve falar e andar quase a dançar, por que é assim que os trópicos mandam...
Até vou dar três exemplos de três figuras públicas, a quem não consigo colar as palavras e os movimentos de corpo à sua cor de pele: Boss AC (músico), João Mário (futebolista) e Hélder Amaral (político).
E é nestes momentos que me descubro racista...
(A utilização dos termos "preto" e "branco" foi propositada e não teve nada de racista. Além de gostar menos da palavra "negro", num mundo normal (sem ter de ser a preto e branco...) nós somos os brancos e eles os pretos e nenhum de nós tem culpa da forma como fomos "pintados")
(Fotografia de Lorena Monique - estudante universitária de Brasília, autora do projecto fotográfico "Ah Branco dá um tempo", contra o racismo nas universidades)
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