Mostrar mensagens com a etiqueta Dias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dias. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, agosto 20, 2019

Não, não foi Esquecimento...


Não, não foi esquecimento. 

Foi antes perceber que fazia pouco sentido festejar, apenas num dia, aquilo que festejo o ano inteiro...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

quinta-feira, julho 04, 2019

O Encurtar do Tempo...


As férias aproximam-se e o tempo começa a encurtar e a sensação de que não "vamos ter tempo para tudo", cresce...

Não é possível ignorar a agenda, que parece mais importante que ontem, para não "falharmos" compromissos, reuniões ou simples encontros...

Sabemos que agora vai ser sempre assim. À medida que os anos vão passando, os minutos vão sempre encurtando...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quarta-feira, maio 01, 2019

O Atropelo ao Dia dos Trabalhadores


Embora comece a caminhar para a normalidade este apelo ao consumismo, com descontos incríveis no Dia do Trabalhador ("atropelo" que começou com o "rei dos merceeiros", embora depois acabassem por ir todos atrás...), continua a ser extremamente ofensivo, especialmente para todos aqueles que são forçados a trabalhar neste dia Primeiro de Maio.

Claro que isto só é possível num país onde a maior parte das pessoas continuam a viver com dificuldades (cada vez maiores, porque tudo aumenta à nossa volta, menos os ordenados...) e que acabam por ser quase "empurradas" a aproveitar todas as oportunidades que têm, para poupar uns cêntimos.

Ainda ontem estive à conversa com três amigos que viveram intensamente a Revolução de Abril, que não tiveram qualquer pejo em dizer-me que a liberdade de expressão, é quase a única coisa que resta do 25 de Abril. E se olharmos para a nossa realidade, é mesmo assim, e é muito pouco, 45 anos depois... 

Além de sermos um dos países mais desiguais da Europa e da a justiça continua a ter dois pesos e duas medidas, a maior parte dos "patrões" que gostam de falar dos trabalhadores com desprezo (desses que até são capazes de dizer que há trabalhadores que nem merecem o ordenado mínimo...), continuam a viver à sombra do Estado.

O seu tão publicitado empreendedorismo, na maior parte dos casos, não passa de mais uma falácia (os grandes negócios que fazem são através do Estado).

(Fotografia de Luís Eme - Alcafozes)

domingo, abril 28, 2019

Os Domingos Também se Libertaram...


Há quem queira trazer novamente para a discussão pública, a abertura, ou não, das grandes superfícies comerciais aos domingos.

Embora eu pertença ao grupo de pessoas que fogem a sete pés dos centros comerciais aos fins de semana (o que me provoca alguns dissabores cá por casa...), sei que há quem os continue a olhar como "templos modernos" e não perca um almoço domingueiro de comida rápida, seguido de um passeio pelas montras, com entradas e saídas pelas lojas mais movimentadas (sim, a agitação, continua a ser o "segredo da coisa"...).

Por isso digo, que são gostos, que podem ser discutidos, mas não proibidos.

E vou mais longe, que cada um de nós faça do domingo, o que mais lhe apetece (sim, também podem ficar fechados em casa, sem tirarem o pijama...). Até podem ir à missa e ao futebol - essas coisas do século passado -, e matar saudades dos "templos antigos"...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

segunda-feira, abril 01, 2019

Um Dia que se Banalizou...


Graças às mentiras diárias, espalhadas por todos os meios de comunicação (especialmente pelas redes sociais...), o dia um de Abril perdeu a importância, e graça, que tinha...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

quinta-feira, março 21, 2019

Festejar a Poesia Quase sem Palavras...




(Fotografias de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, março 08, 2019

Porque Sim...


Porque hoje é um dia diferente...


Eu não sou dessas mulheres
  
Eu não sou dessas mulheres
incapazes de amor e ternura.
Eu sei o que é coragem e sangue,
embora odeie o sacrifício e me repugne
a vaidade que nasce da violência.
Quero ser mulher de um mercenário,
de um poeta ou de um mártir, é igual.
Eu sei fitar os olhos dos homens,
sei quem merece a minha ternura.


Amalia Bautista


(Fotografia de Luís Eme - uma mulher bonita, livre e anónima, hoje no cacilheiro - Tejo)

quinta-feira, março 07, 2019

Tentar Fugir do Óbvio...


Nos meus blogues tento fugir do óbvio, escrever sobre o que quase toda a a gente escreve.

Isso explica que não tenha dedicado uma linha ao juiz mais famoso de Portugal; que não faça muita publicidade aos políticos e banqueiros corruptos que são capazes de dizer com o ar mais sério do mundo, que nunca cometeram qualquer crime... E não faça "posts" a imitarem telenovelas, que infelizmente passou a ser a prática de quase todo o jornalismo português.

É por isso que em relação ao dia de hoje, não há muito a dizer. Claro que é um dia que deve envergonhar todos os homens, mesmo que não tenham qualquer responsabilidade na existência de tantos cobardes, de Norte a Sul. E não falo apenas dos que matam mulheres, falo também dos que agridem crianças e que assaltam velhinhas.

O que me incomoda mesmo, é perceber que as coisas não mudam apenas por lhes dedicarmos dias, ou até mudarmos leis.

Mas o que me faz mais confusão, é que pessoas habituadas a ligar diariamente com bandidos, sejam tão benevolentes com gente que tem muito pouco de gente.

É também por isso que acredito que esta mudança de paradigma, depende fundamentalmente da prática dos juízes, dos advogados e dos agentes da autoridade. 

Quantas mortes não se teriam evitado nos últimos anos, se estes cumprissem a lei e agissem como pessoas responsáveis, em vez de escreverem coisas incompreensíveis, ou de  assobiar para o lado, colocar as mãos nos bolsos e virar costas...

(Fotografia de Luís Eme - Charneca de Caparica)

sábado, março 02, 2019

Cenas da Tarde de Sábado e o Filme "Melhor é Impossível", com um Actor Diferente...


A tarde de sábado começou com o café "belíssimo", no espaço do costume. Depois seguimos para lugares diferentes. A minha companheira foi ao cabeleireiro e eu fui até à Oficina de Cultura de Almada assistir à inauguração da Festa das Artes da SCALA.

Gostei de reencontrar vários amigos e amigas, conversar um pouco, e claro, de ver os seus trabalhos artísticos.

Depois fui ver o que o meu filho tinha feito à nespereira da avó, que já estava a ocupar demasiado espaço no quintal. Descobri que tinha feito um bom trabalho, já era possível andar normalmente por ali.

Depois fomos para casa. E quando liguei a televisão, descobri o Jack Nicholson dentro do filme, "Melhor é Impossível", onde ele faz mais um excelente papel, interpretando, para variar, uma personagem à sua medida, estranha e diferente.

Fiquei a pensar que não há nenhum actor capaz de vestir a pele de uma pessoa complicada, de forma tão convincente, como o Jack (não é por acaso que ganhou três óscares e foi 12 vezes nomeado...).

E depois percebi que há já algum tempo que ele não aparece em nenhum filme. Com a ajuda do "google" fiquei a saber que alguém espalhara o boato que ele andava com problemas de memória e já não conseguia fixar as falas das personagens. Mas que não passava de um falso rumor (mais um...).

Fiquei a saber também que últimos anos tem recusado vários papeis e que o seu afastamento tem sido uma opção pessoal, por que isto de se ser "vedeta de Hollywood", está longe de ser a melhor coisa do mundo, pelo menos para quem goste de um pouco de sossego...

Mas ele um dias destes vai aparecer por aí, segundo consta dentro do papel de um idoso brincalhão...

(Fotografia de Luís Eme - uma desconhecida a olhar para as minhas fotografias expostas - Almada)

domingo, janeiro 20, 2019

O Mar do Néon" é só para Disfarçar...


Chove um dia e complica quase tudo da nossa vidinha.

E não é só por nos molharmos, dos pés à cabeça, por não gostarmos de sair à rua de guarda-chuvas, é toda a confusão que se gera, na cabeça das pessoas, que depois se transfere para os carros que formam filas nas estradas, com buzinadelas e exaltações, de quem nunca se habitua ao pior do Inverno.

Até acabamos por nos sentir aliviados com o vento gelado, como este domingueiro, que tem soprado desde madrugada, porque sempre há Sol... pelo menos fora das sombras...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, dezembro 31, 2018

«Tudo é possível, até o impossível»


Este ano de 2018, que se está quase a despedir, foi um ano curioso, para não lhe chamar outra coisa.

Aconteceu um pouco de tudo. Houve dois ou três episódios, que não só me ajudaram a seguir outros rumos, como fizeram com que percebesse, ainda melhor, a natureza humana (vi com mais nitidez o que as pessoas são capazes de fazer, para se manterem no poder - por mais pequeno que ele seja...).

Uma das coisas mais positivas, foi ter conseguido mais tempo para mim, para fazer coisas que me dão prazer. 

Andei mais, por aqui e ali, a descobrir coisas. Li muito. Nunca tinha lido tantos livros num só ano (quarenta e nove...). E claro que também escrevi bastante. Até aqui no "Largo" (foi o ano que escrevi mais textos, 314, com este de despedida de 2018). E para não variar, fotografei, exageradamente, muitas vezes apenas por que sim (deve ter sido por isso que utilizei tantas fotografias da minha autoria nos meus blogues. 273 no "Largo", 76 no "Casario" e 31 nas "Viagens", nada mais nada menos que 380 imagens).

É também por isso que espero por 2019, com grande tranquilidade. Embora esteja envolvido em meia-dúzia de projectos, colectivos e individuais, não há nenhum que seja decisivo, para o que quer que seja. São apenas, para desenvolver, sem pressões, sem prazos. O que é muito bom. Pois todos eles têm tempo suficiente para respirar e para decidirem "o que querem mesmo fazer da vidinha"...

Para terminar, desejo um bom ano de 2019, também tranquilo e inspirador, para todos os visitantes do "Largo".

(Fotografia de Luís Eme - O cartaz do "Regresso da Mary Poppins", não aparece aqui por acaso, ele diz-nos que «tudo é possível, até o impossível)

sexta-feira, outubro 05, 2018

Limpidez...


Hoje esteve novamente um dia de Verão.

Se a temperatura elevada já é vulgar neste começo de Outubro, o mesmo não se pode dizer da limpidez do céu, que aproximou o Barreiro e as restantes Terras do lado de lá do Mar da Palha, quando as olhei do meu "miradouro".

E a Ponte Vasco da Gama também ficou uns quilómetros "mais para cá"...

(Fotografia de Luís Eme - quase que parece um barco de brincar...)

domingo, setembro 16, 2018

Domingo, Dia de Pintar Paredes...


Um domingo grande, que começou cedo e acabou tarde...

Eu sei que talvez tivesse sido mais fácil contratar um pintor, mas de certeza que seria menos cansativo e também menos divertido (e menos barato, claro...).

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, setembro 11, 2018

A Resistência e a Liberdade Novaiorquina...


A bonita  "Livraria" da nossa Maria Vieira da Silva pode ser tanta coisa...

Sim, os livros da Maria também podiam ser "arranha-céus", daqueles que transformaram Nova Iorque numa cidade única, e que hoje continuam a ser um símbolo maior, de Resistência e de Liberdade...

quarta-feira, setembro 05, 2018

Setembro com Nuvens...


Este Setembro com nuvens, que está ali mesmo atrás da porta, promete roubar-nos o pôr do Sol laranja, que tanto gosta de se esconder para lá do Tejo....

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, maio 13, 2018

O Dia da Espiga pode Ser Quando nos Apetecer...


Sei que os puristas não vão concordar, mas tal como acontece com a maior parte das coisas, que agora têm um dia para festejar, acredito que o Dia da Espiga, pode ser quando nos apetecer, na bonita Primavera...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, março 27, 2018

O Primeiro Ensaio...


Fingia que não tinha curiosidade, de ver os actores "Incríveis" a usarem as minhas palavras no palco.

Mas naquele dia calhou, a reunião acabou mais cedo e eu  lá fui até ao Salão de Festas. Depois de descer as escadas que me levaram da segunda galeria até à sala, sentei-me numa das cadeiras de plástico, tentando permanecer anónimo.

Fui anónimo pouco tempo, dai a quase nada a encenadora perturbou a silêncio da plateia ao anunciar a presença do autor na peça. Os actores bateram palmas e eu levantei-me e fiz-lhes uma vénia.

A mulher que estava a meu lado disse a sorrir que não me tinha imaginado a escrever aquelas coisas.

E num primeiro momento até eu duvidei ter escrito aquelas palavras, que agora ganhavam vida através dos corpos e das vozes das personagens da peça "O Amor é uma Invenção do Cinema", a minha estreia mais a sério nos palcos...

(Fotografia de Luís Afonso)

sábado, março 24, 2018

A Hora de Verão e a Hora de Inverno...


Daqui a pouco muda a hora, é o primeiro sinal de um Verão, que este ano parece não estar logo depois da esquina.

Esta é uma daquelas "insignificâncias" que nunca percebi muito bem quais as vantagens. Provavelmente é mais uma daquelas modas importadas das "europas"...

E ainda acho mais estranho quando se muda a hora de Verão para a de Inverno. De um momento para o outro passamos a acordar de noite. E ainda é mais estranho para os miúdos, que passam a ir para a escola antes do amanhecer...

(Fotografia de Luís Eme)


quarta-feira, março 21, 2018

Um Dia Mais Bonito que os Outros...


Hoje é um dia mais bonito que os outros, não apenas pela chegada da prima Vera, que é realmente um poço de virtudes e de beleza. Mas também por se festejarem as Árvores, que nos dão tantas coisas boas, desde os frutos, à frescura das suas sombras, aos cheiros, até ao "alojamento" de tantas aves, que até as escolhem como "maternidade". Mas é também o dia da Poesia e dos Poetas. 

Sim, hoje é que se festejam as palavras bonitas, através do Dia Mundial da Poesia, e não ontem ou antes de ontem.

E é por isso que vos deixo aqui um poema dos meus...

A Folha em Branco

Quando olhas a folha em branco
Desvias o olhar e tentas esquecer
O que antes era quase encanto
E chamavas  razão de viver

Queres tanto um poema
Uma história com ou sem amor
Ou até um guião de cinema,
Para que a folha ganhe cor

É por isso que espero meu Amigo,
Que quando voltares a descer a rua
Encontres um poema à tua procura
Dos que até podem ter vindo da Lua

Quero que sejas o homem da bruma
Que descobriu as palavras no passeio
E as apanhou e abraçou, uma a uma,
Voltando a sorrir sem qualquer receio.

Luís [Alves] Milheiro


(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, março 08, 2018

Oito de Março de Dois Mil e Dezoito...


Sei que o machismo existe, talvez ainda mais nos dias que se chamam 8 de Março, em que alguns homens fingem mudar de personalidade, compram flores, chocolates, fazem marcações no restaurante e, até oferecem lugares no eléctrico, no metro e no autocarro.

Mas no dia seguinte acaba-se a "abundância" de simpatias e generosidades. 

E eu fico sem saber quantas mulheres ficam felizes, por terem um dia que chamam seu...

O Gui diz-me que são muitas, a Rita, oferece-me aquele lugar comum "olha que não...", por que sabe que um dia é pouco mais que uma migalha.

E eu não sei o que dizer, ou o que escrever.

Não faço ideia se já é tempo de decretar o fim deste dia ou se, pelo contrário,  vamos a caminho de "fundar" um dia internacional do homem (que nunca comemorarei)...

(Fotografia de Luís Eme)