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domingo, setembro 01, 2019

Aveiro e Viseu, Duas Belas Surpresas


No desvio que fizemos para o Litoral Norte, vindos da Beira-Baixa, passámos por Viseu e depois por Aveiro.


Ficámos agradavelmente surpreendidos com o crescimento destas duas cidades e com a sua aposta, bastante equilibrada no turismo. 

Conseguem aproveitar, de uma forma inteligente, o que têm de melhor para oferecer a quem vem de fora (Centro Histórico de Viseu e a Ria de Aveiro...).

(Fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 22, 2019

Mutações Quase Diárias...


As paredes do Ginjal são quase "terra sem lei", quem chega, munido de uma ou duas latas de spray, começa a fazer a sua "pintura de guerra", sem se preocupar (ou respeitar) com o trabalho e o "artista" anterior.

Às vezes até fica algo mais bonito, com mais cor ou sentido (como neste caso...). Outras nem por isso.

O mais curioso, é que alguns "artistas" que vêm de fora, podem nem sequer voltar uma segunda vez ao "local do crime"... 

Talvez essa seja a parte gira da coisa. Filma-se o "boneco", posta-se no instagram e já está.

A única coisa que me apetece dizer, é esta gente que "pinta paredes", está longe de ser recomendável, pelo menos no mundo das artes e dos artistas...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, junho 11, 2019

Precisa-se Urgentemente de "Cursos de Serviço Público"...


A maior parte das pessoas que nos prestam serviços públicos, não têm noção da sua verdadeira função. Fingem não perceber que estão ali para servir os outros, que precisam de informações ou de usufruir das valências que o seu local de trabalho presta à população.

Nem sequer é anormal olharem-nos de "alto para baixo", como se fossem os "donos do pedaço"... E no que toca a informações, além do ar "enjoado" que nos oferecem, fazem questão de ser poucos esclarecedores, ao ponto de serem capazes de nos darem informações erradas, brincando com o nosso tempo e a nossa inteligência... E isto tanto pode acontecer na conservatória, na segurança social, nas finanças, no município, como nos serviços que nos fornecem água, electricidade ou gás...

Benditas excepções, que de longe a longe, encontramos na segurança social, nas finanças ou noutro serviço qualquer. Enchemos-os de agradecimentos, embora se tenham limitado a cumprir o seu verdadeiro papel.

É por isso que acho que as pessoas que têm como função servir os outros, precisam, urgentemente de "Cursos de Serviço Público".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

O Teatro Continua a ser Único


Sempre ouvi dizer que o teatro vive permanentemente em crise.

Talvez seja essa "crise" a chave para o facto de a arte de talma ter muito mais vidas que um bando de gatos juntos.

Fico feliz por as peças não terem mudado assim tanto nos últimos quinhentos anos, mesmo que não ache piada a que Shakespeare continua a ser um dos autores da moda.

A literatura e o cinema, por exemplo, mesmo sem terem passado por esta "crise permanente" ao longo dos anos, não deixam de viver com mais apreensão o presente.

Será que os livros num futuro próximo vão voltar a ser imagens e palavras, como a banda desenhada que devorada na infância? E as salas de cinema, continuarão a ser sobretudo pipocas e efeitos especiais?

Não sei... A única coisa que sei, é que o Teatro vai permanecer igual a ele próprio, único.

(Fotografia de Luís Eme - a memória do grande Mário Viegas em Lisboa)

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

A Importância do "Eu" na Imagem...


Já tinha pensado falar por aqui sobre a forma como se entende a fotografia hoje (já o devo ter feito a espaços, os blogues, tal como os diários, acabam por ser "máquinas de repetição"...), muito graças à facilidade, e até banalidade, com que se usa e abusa da  imagem, especialmente da nossa...

Penso mesmo que se fez um "desvio" no entendimento que se fazia da fotografia, no nosso quotidiano.

Durante muitos anos a fotografia para o cidadão comum, servia sobretudo para fixar na memória as pessoas, especialmente os familiares. Antes ou depois da festa, fazia-se sempre a fotografia de grupo.

Quem queria ir mais longe, quem gostava de fixar a paisagem, de preferência sem gente, não era olhado com normalidade. Entrava no grupo da "malandragem" que se dedicava a essa coisa estranha, que chamavam arte...

Hoje, a paisagem continua a ser o caminho da diferença. As pessoas continuam a ser os principais actores da imagem fotográfica, mas com uma novidade: querem estar sempre dentro das fotografias, ser os seus actores principais. As redes sociais influenciaram muito este novo "olhar", com as famosas "selfies", que têm a importância de transmitir coisas como: «eu estou aqui», «eu fui ali», ou ainda, «olha quem está aqui comigo».

Eu tenho alguma curiosidade em saber o que é que a Cindy Sherman ou o Jorge Molder (a Helena Almeida já não é possível...), por exemplo, pensam desta nova fase da fotografia, em que o "eu" é o "actor principal", tal como acontece nas suas imagens artísticas...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, dezembro 17, 2018

O Nome do Pai (ou não)


O nome quase grande de uma deputada que também escreve em jornais, filha de um antigo dirigente do PS, já desaparecido, fez com que se falasse do uso (e abuso, segundo algumas opiniões...), ou não, do apelido dos nossos pais (quase sempre do pai, numa sociedade masculina como ainda é a nossa...).

Sem fugir do jornalismo, o mundo onde nos movimentamos melhor, conseguimos descobrir mais de uma dúzia de nomes de homens e mulheres, que escolheram o nome da mãe, para escaparem à "perseguição" do apelido familiar mais conhecido. E, naturalmente, também encontrámos outros tantos, que assumiram, sem qualquer problema, o nome do pai.

Como estava junto de nós alguém que escolhera o "nome da mãe", não foi preciso sairmos da mesa, para sabermos o porquê daquela opção. Confessou-nos que houve mais que uma razão. A tentativa de "fugir" do peso do apelido, no mundo dos jornais (o pai era um dos nossos bons jornalistas...), e também o não querer ser olhado como o filho de fulano, que só era jornalista por razões óbvias. E também quase como uma prova de emancipação, de querer caminhar pelos seus próprios pés (na época até pediu ao pai para não fazer publicidade...). Mas, curiosamente, a razão que teve mais peso na época, foi uma quase vingança. Naquele tempo ainda não tinha superado a separação dos pais, que aconteceu quando tinha apenas 13 anos (foi o pai que abandonou o lar e deixou de aparecer, com a regularidade que um filho precisa, praticamente todos os dias...). Quis muito ser o "filho da sua Mãe".

Hoje as coisas estão serenas. Mas não se arrepende nem um pouco da opção que tomou.

Soubemos por alguns exemplos dados que há quem decida ficar com o nome do pai, com orgulho e sem medos.

Percebemos que este tema será sempre pouco consensual. Porque quem escolhe o nome do pai, pode ser olhado como alguém que se está a colocar-se ao seu lado, não por uma questão de orgulho, mas sim de interesse profissional.  E quem não o escolhe, pode ser interpretado como alguém que se esconde e não assume as suas origens. E não como a tentativa  normal de querer caminhar pelos seus próprios pés...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, outubro 07, 2018

O Olhar Masculino e o Olhar Feminino...


Se no caso da sentença recente que suspendeu a pena dos dois violadores, penso que não há diferenças de género, na forma como se olha a aplicação (absurda) da lei, já na alegada "violação" de Cristiano Ronaldo em Las Vegas, há pelo menos dois olhares: um masculino e outro feminino.

Coloquei aspas na palavra violação, porque me parece que se trata sobretudo de um acto de violência sexual, e não tanto de violação. Pelo menos na forma como normalmente se entende a violação.

Embora neste caso particular Cristiano Ronaldo tenha recebido muitos apoios femininos entre nós (é o sentido patriótico a falar e também alguma fobia contra a prostituição...), normalmente a resposta das mulheres é sempre a favor da mulher. E neste caso particular lá aparece novamente a palavra "não", que nos últimos tempos passou a ser mesmo "não"...

Os homens têm sempre tendência para relativizar a questão. O "velho macho", até é capaz de dizer "abençoado", ou "grande homem". Outros, mais identificados com Las Vegas, a Capital do jogo e do prazer, dizem que Ronaldo pagou pelo "serviço completo", ponto final.

Outros ainda, mais legalistas, falam sobretudo em extorsão. Sim, acham que o exame médico feito depois do serviço, não foi realizado por acaso. Muito menos a tentativa de extorsão em forma de leilão (que acabou por resultar, não no quase um milhão pedido inicialmente, mas sim de 323 mil euros pagos, depois da assinatura de um acordo de confidencialidade).

Claro que falo de homens. Não estou a falar de simpatizantes do movimento #me too, pois estes também pedem a "cabeça" de Cristiano Ronaldo, sem dó nem piedade.

As mulheres "justiceiras", começam por falar de uma professora (que deveria estar ali por engano e que deve ter subido ao quarto de Ronaldo apenas para ver as vistas...) e nunca de uma "rapariga de programa" (para não lhe chamar outra coisa...). Depois falam de sexo não consentido, relevando a palavra "não". E por fim, falam da "tragédia" que se seguiu na vida desta mulher depois do episódio:  contusões anais, stresse pós-traumático, depressão, comportamento errático, ansiedade, etc.

Sem a conhecer de lado nenhum, apenas questiono, se a sua presença "em trabalho" numa discoteca em Las Vegas e a visita à suite de Ronaldo, não são já mostras de um comportamento errático (antes de se cruzar com o agradável "pé de meia" português...)

Claro que não faço ideia do que irá acontecer amanhã e nos dias seguintes. Sei sim, que Cristiano Ronaldo tem contra si, o facto de ser uma das personalidades mais populares do mundo...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, outubro 06, 2018

Equilíbrio...


Equilíbrio é o que me sugere esta fotografia (penso que já publiquei uma parecida...).

Algo que falta cada vez mais, um pouco por todo o lado. Nem é preciso falar das redes sociais (onde se usam cada vez mais os "megafones"...) ou das caixas de comentários dos jornais e blogues.

Basta andar por aí e mudar de rua nas passadeiras, para perceber que uma boa parte dos condutores olham para os peões com cara de "buldogue", apenas porque lhe interrompemos a marcha.

Do mundo nem é preciso falar. Os EUA passam o tempo a fazer o pino. Mas os exemplos da Venezuela e do Brasil na Latina-América, não são melhores. 

E depois temos a Europa, que gosta de ser paternalista e de fingir solidária, ao mesmo tempo que pisca o olho aos nacionalismos e populismos, que continuam a crescer, numa "ocupação quase silenciosa"...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 20, 2018

Uma Mulher Só...


Hoje nas notícias televisivas da hora de almoço vi a reportagem sobre a Empresa Corticeira de Santa Maria da Feira, que foi obrigada a reintegrar uma operária que despedira.

Já conhecia o caso através dos jornais e sabia que a senhora tinha como nova função carregar paletes de madeira, de um lugar para o outro, provavelmente com o objectivo de a reduzir a "um farrapo humano" e conseguirem que ela acabe por ir embora, pelos seus próprios pés. 

Mas esta "mulher-coragem" não é de desistir às primeiras, parece ser um "osso duro de roer" (e ainda bem)...

Infelizmente esta prática é mais comum do que parece no nosso mundo laboral.

Mas o melhor da reportagem estava guardado para o fim, com o "espectáculo" dado pelos seus colegas de trabalho, 30,  através do testemunho de uma operária e de um operário: além de a culparem por tudo o que estava a acontecer, afirmaram que os trabalhadores da fábrica estão todos do lado do patrão...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, setembro 12, 2018

«Não me digam que estavam à espera que as coisas mudassem por cá, no nosso cantinho!»


Mesmo que não seja hábito dizermos que andamos a "virar frangos" há muito tempo, ou utilizar outro lugar comum ainda menos eloquente, «desta gente espera-se tudo», é notório que começamos a ser cada vez menos crédulos. Parece-me que o único que escapa da nossa mesa é o Manel, o mesmo bom rapaz de sempre.

Ou seja, não conseguimos passar ao lado das últimas notícias sobre os "chico-espertos" de Pedrogão Grande, que se aproveitaram da existência das habituais "vírgulas", que existem nos contratos, com a cumplicidade de alguém  ligado à autarquia, para conseguirem uma casinha nova, nas suas segundas e terceiras habitações, à conta de donativos, que só foram possíveis graças à boa vontade de milhares de portugueses.

Houve quem falasse como se este acontecimento fosse uma coisa "anormal"  no nosso país. Foi preciso a Rita colocar ordem na mesa e dizer: «Não me digam que estavam à espera que as coisas mudassem por cá, no nosso cantinho!»

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, julho 08, 2018

O Tejo que Eu (ainda) Vejo da Minha Janela...


Embora há 30 anos o Tejo não fosse tão "disputado" como nos dias de hoje, nem as suas vistas influenciassem tanto o valor das casas, sei que "o mais bonito Rio da minha Aldeia" foi decisivo para comprar a minha casa, que quando foi descoberta, ainda estava em construção...

Naturalmente, nestas três décadas foi desvalorizando, ao mesmo tempo que lhe iam roubando as vistas do Rio, sem que eu fosse "ouvido ou achado"...

Hoje ainda é possível ver o Tejo, mas apenas de um ângulo, e não com os 180 graus que me maravilharam...

(Fotografia de Luís Eme - vista actual)

sábado, março 10, 2018

O Hábito (perdido) de Mudar de Casa...


Estava ali sentado a ouvi-la falar da sua infância e juventude, da alegria que sentia quando mudava de casa, sem ter de sair da mesma cidade.

A mãe era a principal mentora destas "mudanças", que às vezes aconteciam quase sem sair da mesma rua. Mudou pelo menos oito vezes de casa dos anos sessenta aos anos oitenta.

Já adulta e casada não conseguiu fazer como a mãe, embora lhe apetecesse muitas vezes mudar de casa, e até de cidade... Mas nessa altura era mais difícil alugar casas, as pessoas preferiam comprar e vender.

Só com a proximidade da crise, que nos haveria de trazer uma "troika" bem manhosa, é que se voltaram a ver casas com "escritos" nas janelas e os arrendamentos voltaram a "reinar" no mercado imobiliário.

E ela só agora ia mudar novamente de casa. Curiosamente estava apreensiva. Como gostaria de sentir a alegria dos tempos da infância e da juventude, de ir ter uma outra casa, uma nova janela, e claro, uma nova rua...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Quando a Literatura era Masculina...


O desaparecimento de Natália Nunes, fez com que pensasse na sua generosidade, pois foi mais uma escritora que se deixou secundar pelo talento do marido, o poeta António Gedeão. Poderia falar também de Maria Judite de Carvalho, que ofereceu quase todo o palco literário a Urbano Tavares Rodrigues. Haverá mais alguns casos, praticamente todos com o mesmo final... num tempo em não era apenas a rua que pertencia aos homens.

Sim, embora a literatura fosse do género feminino, as mulheres quase que serviam apenas de "decoração", numa sociedade masculina e machista.

Felizmente hoje as coisas  são diferentes, o talento é muito mais importante que o género, em quase todas as áreas da sociedade (talvez a política continue a ser a área menos receptiva à mudança...). 

(Óleo de Louis Buisseret)

quinta-feira, novembro 09, 2017

Recomeçar (ou não) de Novo...

Encontrei um rapaz que de vez enquanto desaparece do mapa e estou anos sem o ver.

Ao contrário de mim, já viveu muitas vidas no mundo que nos espera à porta de casa, todos os dias. Só casamentos foram três, todos eles de curta duração (o que durou mais ficou-se pelos quatro anos...). Já morou em várias cidades e países, mas acaba por voltar sempre à casa dos pais, os únicos que nunca lhe fecham a porta...

Está mais desiludido que nunca, por saber que já não vai para novo e que cada vez há menos empregos para quem se aproxima dos cinquenta. A primeira vez que o vi sorrir durante a nossa conversa foi por causa das histórias de assédio, que estão na moda, ao ponto de ele pensar que sempre deve ter sido um "assediador" militante, pelo menos nos trabalhos onde havia gajas boas. Disse isso como se o "atiranço" fizesse parte da nossa condição de "macho".

E a partir de aqui a conversa melhorou bastante. Foi delicioso vê-lo a "despir e a vestir" as mulheres que foi conhecendo e despachando, e também das outras, que o despacharam... Debitou lugares-comuns a uma velocidade incrível. Afirmou saber, por experiência própria, que todo o amor tem prazo de validade, mesmo que exista por aí muita boa gente que se finge feliz, por ter um casamento com cinquenta anos e mais.

Quando nos despedimos percebi que não é só a vida que nos quer correr mal... nós também nos esforçamos para que ela caminhe (ou não...) para os lados errados, do dia ou da noite...

Somos todos diferentes e todos iguais. É por isso que há quem consiga viver a vida inteira no mesmo lugar e também quem precise de andar a saltitar de terra em terra, à procura daquilo que parece não existir...

(Fotografia de Ruth Orkin)

domingo, outubro 08, 2017

(Ainda) Todo este "Teatro" Imposto pela Vida...


A vida está cada vez mais teatral. Cada vez somos mais personagens e menos aquele sujeito, que reconhecemos de longe a longe, quando nos pedem o Cartão de Cidadão e fazem algumas perguntas de cariz mais pessoal.

Talvez seja por isso que quase todos correm na direcção da fama (cada vez mais cedo), da televisão ou até dos computadores, onde se pode ser importante e ter muitos seguidores, com a aposta nas redes sociais.

Trabalhos passageiros (e até precários...) fazem com que possamos ser muito mais pessoas ao longo da vida, tornando a vida menos monótona, mas também muito mais stressante e desequilibrada.

Não se tem "tempo" para coisas tão básicas (pelo menos até meados do século passado), como pensar em casar e ter filhos. 

Muita gente crítica a juventude, por não ter objectivos. Então, e todo este "teatro" imposto pela vida?

Como é que se pode querer que toda esta gente a quem roubaram o futuro, pense no futuro?

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 02, 2017

A Mudança Política (Inesperada) em Almada...

Sabia que um dia isto ia acontecer. Mas sempre pensei que fosse um processo gradual. Que a CDU começasse por perder a maioria, e depois então acontecesse a "revolução" eleitoral.

Sem analisar qualquer estudo, penso que a diminuição da abstenção foi a chave do sucesso socialista. Assim como a "onda positiva" que invadiu o país de Norte a Sul (nem os trágicos incêndios ou as armas desaparecidas "destruíram a onda"...).

Não acompanhei muito a campanha, encontrei-me ocasionalmente com Inês Medeiros e acabámos por falar sobre Almada e estas eleições. Fui de alguma forma "provocador", mas ela respondeu-me sempre de uma forma positiva... Claro que nunca pensei que a boa impressão que me deixou, fosse suficiente para se tornar presidente (rima... mas foi mentira).

Talvez os Almadenses tivessem saudades de ser governados por uma mulher.

Apesar de achar que Joaquim Judas foi um bom presidente e que tem excelentes qualidades humanas, não estou nada triste com esta mudança. Quarenta e um anos de poder da mesma força política é muito tempo. E quase sempre com maiorias, o que acaba por ter efeitos perversos, pois algumas pessoas tendem a esquecer o que é viver em democracia...

Espero que fiquemos todos a ganhar com a mudança. A cidade e os Almadenses. 

Nota: a crónica de ontem foi mesmo sobre o Benfica, embora o título possa ser colado à "posta" de hoje. Mas felizmente vivemos em democracia e não é preciso escrever nas "entrelinhas" - nem eu tenho essa capacidade. Não há qualquer dúvida é que existem mesmo coincidências tramadas...

(Fotografia de Luís Eme - este cartaz diz-nos uma coisa importante, Almada pode e deve viver mais perto do Rio Tejo)