(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
domingo, abril 26, 2026
Que assim seja...
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
A falta de "tempo" para mudar...
Sem estarmos à espera, destapam-se todas as nossas fragilidades, comuns à maior parte dos países, mesmo aqueles do primeiro mundo.
Sim, o Japão e os EUA, apesar do seu poderio económico não conseguem "fintar" a natureza, muito menos, domesticá-la...
Estão sim, melhor preparados, mais habituados, mais "maquinizados" para agir no minuto seguinte...
Raramente ficam paralisados, sem saber qual o próximo passo a dar, muito menos demoram uma semana a reagir...
O mais curioso, é que não é por isso que eles mudam os seus hábitos. Nem tão pouco abandonam as suas casas destruídas, que continuam a ser feitas quase de "papel".
Por aqui as coisas são diferentes. O vento não nos levou as segundas e terceiras habitações. E quando se fazem contas, são poucos os que podem e conseguem mudar...
As nossas fragilidades não são apenas físicas e mentais. Há a parte principal, a falta de um lugar menos exposto e que esteja à nossa espera...
A falta de "tempo" para mudar....
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Depois da Ingrid chegou a Kristin...
Mas pelos estragos divulgados pela televisão (em quase todo o país...), a depressão acabou por fazer mais estragos do que aqueles a que estamos habituados a assistir, ao qual se somam a perda de vidas humanas na zona Centro e no Sul.
Este começo de Inverno é um aviso para todos nós, com frio, chuva, o regresso das cheias, depois de anos a queixarmo-nos da falta de água e de barragens vazias. Só faltavam mesmo as tempestades com vendavais com esta expressão...
Claro que a tendência vai ser para os desiquilíbrios serem cada vez maiores.
Com o que estão a fazer as grandes potências mundiais em relação às alterações climáticas, usando mais carvão que inteligência, o nosso normal será começarmos a ter queda de neve de Norte a Sul e no Verão temperaturas normais a rondarem os 45 graus, também do Minho ao Algarve...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
segunda-feira, janeiro 12, 2026
Esconder a realidade "debaixo do tapete"...
Isso explica em grande parte o que se passa na saúde, em que parece que a única coisa para a qual a ministra tem capacidade, é demitir os responsáveis de hospitais ou de outra coisa qualquer, apenas por não terem o cartão de militante do PSD.
Ou seja, são retiradas pessoas de cargos de responsabilidade, muitas vezes com provas dadas nesses lugares, para se colocar no seu lugar gente que nem como doentes visitavam os hospitais públicos, porque davam preferência às clínicas privadas (Talvez a sua missão seja mesma essa, continuar a preferir a fazer o "jogo" das clínicas privadas e "destruir" o SNS...).
O curioso da questão, é perceber que apesar das palavras e dos cartazes do senhor Ventura, o Chega é exactamente igual aos outros, como se percebeu na Câmara de Lisboa (e provavelmente em outros Municípios...), onde o partido se "vendeu" ao Moedas, por meia dúzia de "tachos", pouco relevantes mas bem remunerados...
E também percebo, cada vez com mais nitidez, o porquê da manutenção no poder de uma ministra tão incompetente: nunca houve um primeiro-ministro com um discurso tão distante da realidade. É capaz de chamar azul ao verde.
Podem existir mais de 20 horas de espera nas urgências dos principais hospitais, que Montenegro vai continuar a dizer que as coisas na saúde estão melhor que no "tempo dos socialistas"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, janeiro 05, 2026
Crescer muito em pouco tempo...
Parecia inevitável, há meses.
Agora, nem por isso. As coisas até estavam a correr relativamente bem.
Continuo a pensar a mesma coisa sobre Ruben Amorim: é um grande treinador!
E cresceu muito neste último ano, onde se debateu com adversidades que valem a experiência de meia dúzia de anos, num outro qualquer clube...
Nem sei quem se seguirá no Manchester United, nem tão pouco se conseguirá fazer melhor, se consegue inverter o rumo do clube nos últimos anos, como "cemitério de treinadores". Ninguém sabe.
É por isso que se diz que o futebol é uma "caixinha de surpresas"...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
sexta-feira, novembro 21, 2025
Os velhos "laranjinhas" estão quase a desaparecer no "mapa" do rio...
Depois de ter ido até ao Farol e voltado, vi que era uma das velhas barcas laranjas, o "Sintrense", que estava atracada ao cais.
Os "caixotes eléctricos" já andavam por aqui. Já viajara num deles e sabia que daqui a nada os "laranjinhas" desapareciam do mapa...
O que me fazia confusão não era as novas barcas não terem proa, era terem perdido a sua cor característica, que passava a ser apenas um risco na nova imagem de marca. Era aquele laranja que sobressaía tanto nas fotografias e aguarelas que retratavam a travessia, estar prestes a desaparecer.
Mais uma vez fiquei a pensar que era muito conservador, em algumas coisas, mais ou menos tradicionais. Lembrei-me dos eléctricos de Lisboa, que houve um tempo em que estavam a perder a cor para a publicidade excessiva e também dos táxis, que felizmente voltaram à velha cor, ao preto e verde...
Ninguém é perfeito.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
sábado, novembro 15, 2025
O mundo que gostamos de virar contra nós...
O outro "lado da moeda", a coroa, revela-se quase sempre mais poderoso, ignorando as "boas intenções" da cara... É por isso que raramente conseguimos manter a ideia inicial, do que quer que seja, que tinha como principal objectivo, tornar o "futuro" numa coisa melhor para todos, e não apenas para alguns.
Não só acabamos por escolher o caminho mais fácil, como também gostamos de olhar para as "novidades" como uma coisa nossa e para nós. É por isso que não é preciso esperar muito tempo, para vermos o tal "futuro" a ser direccionado para o benefício próprio de alguém, sem que este ignore as possibilidades que lhe são oferecidas, para "lixar" o próximo.
Outra coisa engraçada - sem ter graça nenhuma -, é verificarmos que são as pessoas com mais limitações, que aderem de imediato às "modas novas". Além de não se questionarem se estão ir no caminho certo, banalizam o erro com a maior das naturalidades, porque o que querem mesmo, é ser "modernos"...
Isso já está acontecer com a Inteligência Artificial, que se percebe que só irá substituir as mentes humanas que não gostam muito de pensar (parece que começam a estar em maioria à nossa volta...) e tomam qualquer coisa como certa, mesmo que "cheire" a "maior asneira do mundo"...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, novembro 05, 2025
Hoje apetece-me ser novaiorquino
Hoje apetece-me ser novaiorquino.
Estou bastante satisfeito pela lição que os habitantes da maior urbe dos Estados Unidos da América deram ao homem "cor de laranja", que finge ser o "todo poderoso" do mundo e arredores.
Não tiveram medo das ameaças do presidente nem tão pouco se preocuparam com o facto de Zohran Mamdani ser muçulmano.
Querem sim, voltar a sentir que vivem num país democrático.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quinta-feira, setembro 18, 2025
Dias de "São Mourinho"...
Confesso que depois dos dois últimos jogos dirigidos por Bruno Lage, pensei que era boa ideia começar a deixar de gostar do Benfica. Como se isso fosse possível...
Pensei nisso, mais a pensar nas exibições que nos resultados, mesmo que as derrotas do Caldas e do Benfica, normalmente me deixem triste. Sabia que o treinador tinha os dias contados, por falar de mais e a equipa jogar de menos, e claro, por estarmos cada vez mais perto das eleições.
Eleições com uma mão cheia de candidatos. Não compreendo o regresso de Vieira, que é passado. Embora goste de Rui Costa, sei que tem cometido demasiados erros como presidente. Penso que uma mudança era bem vinda, para acabar de vez com hábitos antigos.
No campo técnico acredito que o Benfica vai mudar para melhor, mas também sei que o futebol de Mourinho não vai rivalizar com o de Jorge Jesus, que mostrou a todos os benfiquistas que era possível ganhar e dar espectáculo para as bancadas, distanciando-se em qualidade do vulgar jogo do "chuto na bola".
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sexta-feira, agosto 15, 2025
As palavras têm cada vez menos importância no mundo. Até já há quem as escreva por nós...
Não é de hoje, é de sempre.
Sim, as pessoas sempre olharam mais para as coisas. É uma das coisas mais fáceis e naturais do mundo. Escrever ou ler sempre foram tarefas mais complicadas e trabalhosas.
É também por isso que se diz que uma imagem vale por mil palavras. E muitas vezes vale (falei disso com a minha filha, ontem, quando visitámos a exposição de fotografia "Venham mais Cinco", na minha terceira visita...)
Lá estou eu a fazer um "desvio na conversa"...
Mas por ser feriado, vou deixar o "outro assunto" para amanhã. Fico-me mesmo pela importância, cada vez maior das imagens, ao mesmo tempo que a arte de escrever continua a ser desvalorizada, ao ponto de haver já gente a decretar o fim da literatura (há quem adore decretar "fechos" e "fins", já aconteceu com os jornais e livros de papel e até com a história...).
O que poderá acontecer, é a banalização da escrita de autor. Graças ao talento da Inteligência Artificial, uma ferramenta essencial para quem não tem "arte e engenho", a escrita bonita parece ficar ao alcance de todos...
Voltando ao segundo parágrafo, não é por acaso, que a imagem continua a ser hipervalorizada, hoje, graças aos "smarphones", que transformam os milhões de "telefonadores", que nos rodeiam, em "fotógrafos de excelência"...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
sábado, julho 12, 2025
Há mudanças de ciclo que não têm de passar pela mudança de treinadores
Só que os "quase milagres", são sempre enganadores...
Basta olhar para o panorama futebolístico nacional, onde o futebol feminino, ainda esta longe de ser uma realidade de Norte a Sul, com um campo de recrutamento demasiado escasso a nível clubístico e associativo.
A aposta da Federação no futebol feminino, com um profissionalismo digno de destaque, próximo das melhores selecções, acabou por dar uma perspectiva errada do futebol feminino no nosso país.
E tudo isto graças a Mónica Jorge e à equipa técnica comandada por Francisco Neto.
Agora o normal é começar-se a falar do fim de ciclo (como já se fez com a selecção masculina de sub 21 de Rui Jorge). E já devem existir vários técnicos "gulosos" preparados para o "render da guarda" do Francisco...
Mas olhando para todo o percurso destas duas selecções, onde a imagem que ficou, foi da existência de equipas técnicas de grande qualidade, técnica e humana, o normal (isto, se fossemos um país normal....) seria que fossem Francisco Neto e Rui Jorge a decidir o seu futuro e não terceiros, como acontece no futebol. Futebol que faz gala em ser "traiçoeiro" e "ingrato" (tal como as dezenas de jornalistas e comentadores deste tempo, com lata para dizer uma coisa hoje e o seu contrário amanhã...).
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, março 01, 2025
Humanizar o "fantasma" de Salazar...
Quem como eu passa uma boa parte do tempo a fazer investigação histórica, a remexer papeis cheios de pó (que me fazem espirrar mais vezes do que as que queria...), ficou satisfeito com a explicação do historiador.
Até porque a passagem da "Escola Cantina Salazar" a "Centro Interpretativo do Estado Novo" tem muitas vantagens. Além de preservar a memória desses 48 anos, quase sempre tenebrosos, vai contribuir para se acabar com a "mitificação" de um homem, que por vezes chega a ser confundido com um "fantasma".
Como Oliveira Salazar existiu mesmo, o melhor que temos a fazer, é encará-lo de frente, com as suas virtudes e defeitos, como qualquer ser humano e dar-lhe o espaço devido na história.
Ao limparmos "a poeira" e a destapar "os panos" que cobrem este período da nossa história recente (que nos deixou bastantes marcas físicas e psicológicas...), estamos a dar outro contributo, não menos importante: esvaziamos o mito e o culto que se presta a um ditador de má memória, por uma extrema-direita (que a esta hora deve estar a torcer o nariz a esta decisão da autarquia local...), que sempre que pode, tenta branquear a história.
É com esta transparência (muito diferente da do primeiro-ministro...) e abertura histórica, que se irá conseguir derrotar a mentira e todas as mistificações salazaristas, que se têm perpetuado no tempo.
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
quinta-feira, fevereiro 20, 2025
O chão está a querer fugir-nos dos pés, sem tremer...
Agora sim, o chão está a fugir-nos dos pés.
O "tremor de terra" é diferente, esta mundança é suave, não aparece sequer na escala de richter.
Por um lado temos um louco a tentar ser o "quarto imperador" do mundo, a virar tudo de pernas para o ar, tornando-se inimigo dos amigos e amigo dos inimigos. Ou seja, é algo que tem tudo para correr mal.
Por outro, temos a inteligência artificial, um instrumento perfeito para todos os "medíocres", que não sabem escrever nem têm grande capacidade criativa. A IA ajuda-os a tornar os textos mais perfeitinhos e as imagens completamente surpreendentes, em muito menos tempo e sem gastar "massa cinzenta".
Eu só espero poder continuar a ser espectador, que todas estas alterações surjam, pelo menos sem que se percam mais vidas humanas, mesmo que isso pareça cada vez mais difícil.
Sim, Gaza é o maior exemplo de que a vida humana vale muito pouco, quando está misturada com questões ligadas à geoestratégia política e económica...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
domingo, janeiro 12, 2025
A liberdade nunca foi fazermos e dizermos o que nos dá na "real gana" (um)
E devo dizer, desde já, que nesse aspecto as redes sociais não têm grande coisa a ver com o assunto.
Houve mudanças enormes nos últimos cinquenta anos no nosso país, mas nem todas foram bem definidas, reguladas e aceites pelo comum dos mortais.
A necessidade de mudança foi tal, que levantou logo outras questões (ainda durante o PREC...), que foram agravadas pela falta de cultura democrática, normal, para quem tinha vivido quase meio século em ditadura. Além do poder repressivo, abusava-se do "respeitinho", imposto pela generalidade das autoridades e das instituições.
Infelizmente, tanto no seio da família, como na escola ou na vida em comunidade, nunca se conseguiu encontrar o caminho certo para a tal liberdade, que se alimenta tanto de direitos como de deveres. Foi bom abolirmos o "respeitinho", mas foi muito mau deixarmos de respeitar o outro, como alguém igual a nós, nos tais direitos e deveres, que quando cumpridos, são a grande marca das sociedades mais bem sucedidas, social e economicamente.
Facilitou-se demasiado o caminho e chegámos a um tempo em que tudo parece "estar em crise". Mas é uma crise que parece interminável e dura há praticamente duas décadas e se tem agudizado (aí sim, com o apoio das redes sociais, onde tudo parece ser permitido...)...
Mas eu continuo a pensar que tudo começa e acaba no uso que damos à boa da Liberdade.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quinta-feira, janeiro 09, 2025
As mulheres, a direita (dos extremos) e a liberdade
Até posso acreditar que algumas queiram voltar aos velhos tempos, em que a uma boa parte das mulheres, estava-lhes apenas reservado o papel "mães" e "donas de casa". Mas não deixo de achar isso, no mínimo, estranho.
Isto de se gostar demasiado da liberdade, tem cada vez mais coisas que se lhe digam...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, dezembro 30, 2024
A continuação (que se quer quase sempre diferente...)
Amanhã vira-se a página, o 2024 vai embora e chega o 2025.
Muitas vezes falamos do fim de uma coisa e do começo de outra. É mais uma daquelas "patranhas" que tentamos contar, a nós e aos outros, mesmo que sejamos cada vez menos convincentes.
Muitas vezes é uma necessidade nossa, de fingirmos que vai chegar o "novo", o "diferente", o "melhor".
E se o ano que que está a acabar não foi grande coisa, é mesmo preciso mudar, e tentar, pelo menos no que depende de nós, que o que está quase a chegar seja melhor.
É por isso que vos desejo um bom Ano Novo.
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
sábado, novembro 23, 2024
«Queremos ser animais e não seres humanos»
«Queremos ser animais e não seres humanos.»
Esta foi a frase que retive de uma jovem de 22 anos, como reacção ao nosso comportamento perante as guerras, mas também à forma como nos relacionamos com os outros, especialmente os que são diferentes de nós.
Era suposto falar-se de teatro. Mas o teatro é a nossa vida, pelo que fez todo o sentido soltar aquela frase no meio de nós.
Como de costume, a resposta que foi dada à miúda atrevida, cheia de ideias próprias e certezas, foi de que não podia generalizar as coisas de uma forma tão simplista.
E eu ali a pensar, "claro que pode, e que ainda bem que ela é assim".
Sei que é a indiferença que nos vai destruindo como pessoas.
Não há ditador que não adore a frase de que "quem cala consente". Não há um ditador que não cresça, perante a indiferença das maiorias...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, novembro 16, 2024
Fingimos que não, mas já anda por aí um mundo diferente...
Isso aconteceu por estar a pensar em coisas próximas, que acabaram por me levar a comentar desta forma: «Fingimos que não, mas já anda por aí um mundo diferente...»
Muitas vezes, estamos tão próximos das transições, que passamos por elas sem olhar para elas, mesmo quando quase "nos tocam"...
Do que não tenho qualquer dúvida, é que, o que vem aí, em vez de nos facilitar a vida, só a irá complicar mais. E não estou apenas a falar da "inteligência artificial" (que será de grande utilidade para quem não gosta de pensar e criar, pela sua própria cabeça...).
O que é mais incompreensível, para mim, é reparar que há demasiados países na europa a suspirarem por "salazares", "hitleres" e "stalines"...
Será que esta gente anda toda com medo da liberdade (dos outros, claro)? Ou será que estão cansados desta (falsa) democracia?
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sábado, novembro 09, 2024
A "Fenomenologia do Entroncamento" nas Culturas
E isso acontece em todas as áreas da sociedade. A cultura, apesar de esquecida, vezes de mais, não escapa às estranhezas deste tempo...
Vou dar apenas dois exemplos, só deste nosso Portugal: editam-se muito mais livros que há dez anos, mesmo que os leitores sejam cada vez mais menos; fazem-se também mais filmes falados em português, mesmo que espectadores continuem a preferir a língua inglesa.
E é possível viver assim, muito tempo? às vezes sim. Depende dos expedientes usados para se tentar "sobreviver"...
Acontece que os custos de produção de ambas as áreas são cada vez mais reduzidos: as tiragens são cada vez mais curtas no mundo dos livros - há primeiras edições de apenas de 100 exemplares; os filmes produzidos têm muito menos custos e são realizados quase de forma caseira.
E ainda bem que somos bons na "guerra da sobrevivência", é a explicação simplista para a existência de um número significativo de livros e filmes portugueses novos...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
terça-feira, outubro 15, 2024
O melhor do mundo continuam a ser as pessoas (as boas, claro)
Pode haver aqui alguma poesia, e claro, um olhar sobre a melhor da nossa natureza. Continuo a ser do clube dos optimistas, mesmo que os ventos soprem cada vez mais forte, no sentido contrário.
Tudo isto porque a minha filhota está na fase estágios, que a preparam para a profissão. A mãe insistia que havia um lugar mais moderno, com melhores condições. Ela, muito bem, disse que era ela que escolhia onde queria estar. Nestas escolhas, o que ela dava mais importância era às pessoas que ia encontrar e não à modernidade dos espaços.
Normalmente não me meto nestas discussões, até por saber que ela vai crescer com o "bom" e o "mau", que apanhar à frente.
Não lhe disse, mas eu também continuo a dar preferência às pessoas, em detrimento dos lugares...
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)