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sábado, março 16, 2019

Mané Garrincha, Uma Estrela Solitária...


Acabei de ler, "Estrela Solitária, um Brasileiro Chamado Garrincha", a biografia de um dos maiores futebolistas do Brasil e do Mundo, escrita por Ruy Castro.

Aconteceu-me uma coisa que nunca me tinha acontecido.

À medida que me ia aproximando do fim, ia perdendo a vontade de ler, não pela falta de qualidade da escrita do Ruy, mas pelo seu conteúdo, cada vez mais dramático (chega a ser arrepiante a sua teimosia e cegueira, ao não aceitar tantas ajudas para mudar de vida...). Embora seja um retrato fiel da vida de Mané Garrincha. Uma vida "sem concerto"...

Nasceu quase ao deus dará, sempre com liberdade a mais, que se agravou, quando todos perceberam que ele era um "anjo de pernas tortas com magia nos pés", capaz de deixar sentados nos pelados e relvados os adversários, como se o futebol fosse um número de circo.

Começou a beber muito cedo e a sua vida resumiu-se durante anos a futebol, sexo e álcool. Fez mais de uma dezena de filhos a pelo menos quatro mulheres. Mas o grande amor da sua vida foi a cantora Elza Soares, tão mal amada pelo povo, e a quem quase todos apontavam o dedo, como a grande causa dos seus dramas - Ruy Castro presta-lhe justiça, demonstrando que ela foi muito mais "anjo que demónio" na sua vida... prejudicando a sua carreira musical, por amor.

Escravo do álcool foi quase perdendo tudo. Sobraram meia-dúzia de amigos que lutaram com todas as suas forças para o ajudar a mudar de vida. Mas não o conseguiram, porque ele nunca levou a sério esta coisa que se chama "vida".

A sua  decadência humana e desportiva fez com que aumentassem os episódios dramáticos... e quando nos deixou, tinha o seu corpo completamente destruído pelo vício da bebida, que escolhera como companheiro de todas as horas.

Deixou-se explorar pelo futebol, jogando muitas vezes sem estar em condições físicas, mas também "usou e abusou" do seu estatuto de "deus dos estádios", enganando as multidões que se deslocavam aos estádios para ver a "magia", que desaparecera, há anos, dos seus pés...

O seu exemplo, tal como o de Vitor Baptista (entre nós...), e de tantos ídolos do mundo inteiro, continuam a não ser levados muito a sério. É por isso que o futebol continua a ser uma "fábrica de dramas humanos"...

domingo, junho 17, 2018

Café, Imperiais e Roupa Leve...


Diz-se que falamos do tempo quando temos pouco ou nada para dizer...

É um pouco assim, desde pequenote que me lembro de ouvir dizer, em jeito de laracha, que se amanhã não chover, vai estar um rico dia.

E hoje já esteve um dia daqueles, com perfume marroquino, acompanhado de calções, blusas decotadas, sandálias e chinelos.

E enquanto bebia café (um pouco tardio, já almocei a "horas de artista"...) reparei na quantidade de mulheres, dos trinta aos setenta, que bebiam imperiais na esplanada.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, maio 29, 2018

Aquela Gente, Parada no Tempo...


O mundo continua a ter mais que uma velocidade, tal como o nosso país... ainda tão desigual, apesar de todas as modernices. Achei curioso, que num tempo em que quase toda a gente se delicia com o facebook, mesmo em lugares quase remotos, haja algumas coisas que não mudam, provavelmente por conveniência de ambas as partes...

Senti aquela pequena cidade de província como quase uma aldeia. Claro que aqueles velhos hábitos podiam ser vividos só naquela rua, naquele bairro. Mas mesmo assim senti-me mais surpreendido que deslocado, ao perceber que naquele café, praticamente só com homens, que usavam todas as palavras,  com mais ou menos sujidade, animadamente, enquanto acalmavam o estômago com tremoços, amendoins  e minis. Só o tema de conversa era demasiado previsível, o Sporting, que era vivido com demasiada paixão por aqueles lados.

O meu "guia" ao perceber a minha surpresa por viajar no tempo, de regresso ao século XX, perguntou-me se queria visitar o salão de chá, onde estava a outra "metade" do bairro, Teve o cuidado de me informar que por lá a conversa era outra, não menos interessante. Sim, as mulheres falavam  dos episódios das telenovelas, e sobretudo, da vidinha interessante das "ausentes"...

Disse-lhe que não, enquanto também refrescava a garganta com uma imperial e ouvia os palpites sofridos daqueles homens, aparentemente com "corações de leão".

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 22, 2015

Quando os Poetas foram Empurrados para a Mesa de "Ping-Pong"


O Dia Mundial da Poesia foi ontem mas os poemas acontecem todos os dias, porque os poetas não dormem, mesmo quando se esticam na cama e fecham os olhos.

E às vezes até se discute a poesia e os poetas à mesa do café (que até pode ser a tasca do Xico, com tremoços, imperiais ou taças de tinto...), porque a poesia tem muitas portas para entrarmos e sairmos, para satisfação de todos nós.

O Adriano queria  impor quase à força a ideia que para se fazer um bom poema, tinha de se dar um bom "trambolhão" na vida, e que não precisava de ser uma queda de um quinto andar, podia ser apenas o "abraço" a qualquer poste ou um "mergulho" na calçada. O Ruca concordou, eu, o Carlos e a Rita, nem por isso.

Foi então que saltaram para a mesa exemplos vivos, histórias de pessoas que conseguiram o milagre da transformação de palavras vulgares em bonitas, "jogadas" de um lado para o outro, como se fossem bolas de "ping-pong".

O Camões e o Bocage foram os primeiros a vir a jogo, devido à sua opção de viver no "cu do mundo". Não precisámos de recuar tanto na história para falar de Sophia ou de Gedeão. Depois veio o Pacheco, dissemos quase em coro, que esse não era poeta, era só "maldito". Eles insistiram com o Herberto, nós oferecemos-lhe a liberdade, por que ele simplesmente não jogava aquele, ou outro jogo, apostado na sua não existência enquanto gente. 

Eles pensaram que o Fernando, com todas as suas "pessoas" ia desempatar de vez. Mas estavam enganados. A cirrose também era um trambolhão, mas nem todos os poemas e heterónimos do nosso génio nasciam dentro de um copo de bebida forte.

Muito mais gente apareceu de um lado e de outro. O Antero, o Eugénio, a Natália, o Ary, o Júdice, a Luiza, o Pina, a Fiama, o David... até que o  "jogo" acabou, não por desistência, mas apenas por falta de entendimento.

Felizmente percebemos a tempo que os poetas não são "bolas de ping-pong" e que os "trambolhões" na vida são de toda a gente e não apenas de quem escreve poemas...

Escolhi este óleo de Diane McLean, porque a única coisa que ninguém teve dúvidas, é que a poesia é uma mulher, que tanto se veste como despe à vida...

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

O Café Sabe-me Melhor com o Frio


O café sabe-me melhor de Inverno, com o frio, e até com a chuva.

Uns dias entro quase de rompante no café, depois de fechar o chapéu, mais encharcado que eu, chegou-me ao balcão e peço um café. Olho para os lados, vejo pessoas de todas as idades, quase todos desconhecidos.

Outros dias entro calmamente, acompanhado, ocupamos uma mesa e ficamos por ali, a saborear a comida, a conversa, pelo menos até chegar o café e a conta...

Sempre o café.

O óleo é de Boyko Kolev.

quinta-feira, novembro 14, 2013

Os Cães Vadios do Bairro


A avó da Rita aproveitou a minha presença para falar da sua dor mais forte: ter sido forçada a abandonar o Bairro Alto, lugar onde viveu quase cinquenta anos e onde nasceram e cresceram os seus filhos.

Confessou que nem nos piores tempos das "meninas" e dos seus "diabos protectores", se viveu com tanta insegurança nas ruas. Lamentou ainda a existência de tanto "cão vadio", capazes de mijar em todos os cantos, tornando o ar matinal irrespirável.

Mais perigoso que o cheiro daquele "urinol a céu aberto", só os vestígios de "batalhas campais", deixados nos passeios. Tanto vidro partido, acabou com as poucas crianças que se viam nas ruas...

Ela sabia que os comerciantes e empresários pagavam mais impostos que os moradores à Câmara, mas interrogava-se: «será que os autarcas não percebem que estão a "matar" o Bairro, cada vez mais despovoado, como grande parte dos lugares históricos e típicos de Lisboa?»

Foi ainda mais longe: «as cidades não podem viver apenas à noite, não podem ser habitadas apenas por "zombies".»

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Heranças Genéticas...


Ela caminhava à minha frente juntamente com a filha e o namorado novo. Dei-lhe um olá e à pequerrucha que andou com a minha filhota na pré-primária.

Lembrei-me de uma mulher que conheci e que me confessou que não se conseguia libertar da sua sina de só atrair "homens de merda". Falou-me de um mau olhado, herdado da mãe, a quem conheceu oito companheiros, além do pai, qual deles o melhor.

Queria libertar-se e não conseguia. Prometera a si mesma, mais que uma vez, que nunca mais levava nenhum homem para casa. Promessa que não conseguia cumprir por não gostar de estar sozinha e também por se deixar embalar facilmente na cantiga de qualquer bandido.

Acontece o mesmo com filhos de pais alcoólicos, que apesar dos péssimos exemplos em casa, acabam tantas vezes por sucumbir ao poder de baco...

O óleo é de  Olga Domanova.

sábado, dezembro 22, 2012

A Mulher do Bar


Ao ver uma mulher da minha geração,  a beber sozinha no balcão do bar, pensei em várias coisas,talvez por estar distante da conversa dos meus companheiros de mesa, que falavam de bandas musicais que não fazia ideia que existiam.

Comecei por pensar que cada vez havia menos cafés e bares com balcão, agora a moda é comer de pé. 

Depois lembrei-me de ter descoberto com alguns amigos ( há quase trinta anos...) um bar próximo de Santa Catarina, dirigido por mulheres. Acho que se chamava "Queen Mary", mas não tenho a certeza. Neste lugar simpático era possível encontrar nas mesas e no balcão várias mulheres solitárias, que bebiam muito mais que eu e falavam pelos cotovelos, quebrando a monotonia dos dias. A esta distância, quase que me parece um bar de uma série qualquer televisiva, pois sempre que lá passava, encontrava invariavelmente as mesmas actrizes e os mesmos actores.

Nunca mais passei por aquela rua. Provavelmente o bar fechou, até porque as duas donas, irmãs, já caminhavam para os sessenta, nesses anos oitenta, quase loucos...

O óleo é de  Sasha Hartslief.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Esquecer o Inverno


Um dos amigos do Francisco aproximou-se de nós com a cara inchada e o braço ao peito. Perguntou se nos podia fazer companhia. Dizemos-lhe que sim, sem palavras. O Manel trouxe-lhe um café para um de nós pagar. Mal conseguia falar, notámos que além do escuro à volta dos olhos, os lábios também tinham aumentado de volume. Queria apenas um café, foi por isso que não aqueceu a cadeira, pediu um cigarro ao Francisco e fez-se ao passeio, com um andar dorido. 

Talvez tivesse medo que lhe déssemos alguma lição de moral. Coisa que não se deve fazer a quem tem mais de quarenta anos...

Dois dias antes tinha sido encontrado deitado no chão nas ruelas de Almada Velha, completamente bêbado e com sangue no rosto. Um grupo de jovens chamou o 115 e lá foi até ao hospital, onde lhe prestaram os cuidados de saúde necessários.

Francisco disse que deixara de ter pena de homens como ele. Talvez lhe desse cigarros e lhe pagasse cafés, por caridade, pois era impossível ser solidário com quem se torturava a si próprio e não fazia nada para sair do buraco onde caíra. Foi por isso que acrescentou: «Não sei se ele caiu mesmo ou se se atirou para o chão.» 

Tentou mudar de assunto e confessou-me que se cansa mais de Inverno. Cansa-se de quase tudo, até das pessoas. Desabafou ainda que fuma muito mais de Inverno, da mesma forma que bebe mais cafés e bebidas fortes. 

Não lhe perguntei porquê. Talvez pense que estes dois elementos da lista dos vícios o ajudam a empurrar o frio para fora e a esquecer o Inverno...

O óleo é de Karen Offutt.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Senti-me Quase Dentro de um Filme de Woody Allen


Ontem jantei com três casais amigos e não foi preciso muito tempo, para me sentir quase dentro de um daqueles filmes melodramáticos, realizados pelo mais europeu dos realizadores da América, o inconfundível Woody Allen.

Como só nos encontramos em momentos festivos, não temos tempo para imaginar que as "crises da meia-idade" podem andar à nossa volta, e de uma forma tão latente.

Talvez existam explicações, como o facto dos filhos começarem a ficar crescidos e já não serem a "bóia de salvação" de outros tempos.

Estranhei sobretudo a facilidade com que os homens misturaram as bebidas alcoólicas, com os resultados previsíveis: queixas e acusações de tudo e mais alguma coisa, num lavar de roupa suja, que tinha sido mais confortável estar apenas dentro de um filme...

Eu e a minha companheira quase que nos limitámos ao papel de espectadores, surpreendidos pelos dramas que resolveram sair do quarto e invadir a sala de jantar.

Outras crises que a crise tece...

O óleo é de Juarez Machado.

quarta-feira, agosto 22, 2012

É Provável que seja Preconceito...


É provável que seja preconceito, mas não suporto ver mulheres alcoolizadas.

Embora não sejam mais patéticas ou provocadoras que os homens bêbados, deixam escapar um rasto maior de fragilidade, de solidão.

Pelo menos é o que eu sinto. Talvez não passe de preconceito...

O óleo é de Helen Masacz.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

O Mau e o Bom Vinho


No sábado fomos jantar com três casais amigos e a meio da noite dei por mim a imaginar como era o ambiente das tabernas, que nunca frequentei.

Um dos anfitriões tinha bebido mais que a conta e não só falava demasiado alto, como se intrometia em todas as conversas, só com um objectivo, torná-las impossíveis, inventando discussões sem pés nem cabeça, que nos deixavam a olhar uns para os outros.

A sua companheira começou a cantarolar, tentando desanuviar o ambiente. Ele respondeu-lhe com um grito, o que fez com que as outras mulheres também começassem a cantar. 

Não sei se já via a dobrar, o que é certo é que começou a sorrir, perante a pertinente solidariedade feminina, apelidando-as de "vozes de cana rachada".

Inventou mais discussões, até comigo. Ignorei-o e comecei a falar com outro amigo, até por não ter grande intimidade com ele, a amiga era a Laura. 

No fim da noite recordei que aturei várias bebedeiras pela noite dentro, mas tive quase sempre a sorte de ter amigos com "bom vinho", incapazes de estragar (ou pelo menos tentar) um jantar de amigos.

O óleo é de Alfredo Garcia Gil.

quarta-feira, junho 22, 2011

A Mudança é uma Constante nas Nossas Vidas

A mudança é uma constante nas nossas vidas.

Mudamos de quase tudo, de emprego, de mulher, de hábitos e até de vícios.

Digo isto porque considerava impensável ver o Raul substituir com sucesso o habitual uísque, que o acompanhava nas mesas e balcões dos bares e cafés, por água com gás.

Há situações que podem parecer hilariantes e retiradas de filmes, mas que quando vividas não devem ser assim tão engraçadas. A história mais forte que me contou dava uma história. Talvez pense nisso um dia destes e até já lhe dei um título: "A Trilogia do Desconhecimento". Imaginem o que é acordar numa cidade desconhecida, num hotel que nos parece completamente estranho, ao lado de uma mulher jovem, que também parece uma invenção, e que poderíamos jurar, nunca a ter visto em sitio nenhum. Aconteceu.

O álcool faz isto. Vai apagando e destruindo a memória.

Neste caso particular, a mudança ficou a dever-se à escolha entre a vida ou o vício. O gosto pela vida do Raul foi mais forte que a ilusão e o falso poder que lhes davam as bebidas fortes...

O óleo é de Fabian Perez

domingo, dezembro 05, 2010

«Quem gosta do Mar, gosta de louras.»

Nunca percebi muito bem porque prefiro as louras às morenas, mesmo que seja coisa da adolescência (as minhas paixonetas mais pardas nesses tempos estranhos foram com moças de cabelo dourado...).
Nem Herberto Helder diria melhor que o poeta Zé Gomes (o falso claro...).
De inverno não se vai à praia nem se bebe imperial, pelo menos com a naturalidade primaveril ou veraneia.
Quando ele disse: «quem gosta do Mar, gosta de louras», disse quase tudo.
Percebi onde ele queria chegar.
Quase todas as louras têm olhos azuis ou verdes, de várias tonalidades. Tonalidades essas tão variáveis como a cor do mar...
E a cor dos cabelos? há algo que se confunda com tanta facilidade, com a areia da praia?
Não tinha pensado que poderia ser saboroso falar de louras e de mar, com um tempo destes em que apetece tudo, menos andar na rua...
O óleo é de Alonso Pereira.

quarta-feira, abril 14, 2010

Vai um Cafezinho?

Com a moda dos dias disto e daquilo, era inevitável que também se inventasse o dia do café.
Só o descobri este ano, graças a uma colecção de pacotes de açucar muito curiosa, que nos oferece várias efemérides calendarizadas.
Imaginem só, calhou-me logo um pacote com o dia 14 de Abril, indicando que se comemorava o dia mundial do café. Mas não havia necessidade, pois se há bebida que nos acompanha diariamente, é a famosa bica, cimbalino, ou outra coisa qualquer, bem quentinha e aromatizada.
Embora não seja um "agarrado" - raramente bebo mais que um café por dia -, é uma bebida que me sabe bem. E além de agradável é muito social. Tantas conversas que se misturam com um café...

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A Nossa Publicidade (6)


O que me chamou mais a atenção neste cartaz publicitário do principio do século XX foi a nudez usada, numa época em que as mulheres se vestiam dos pés á cabeça.

As palavras expressas, «O vinho do porto Adriano Ramos Pinto dá alegria aos tristes e audácia aos timidos, como dizia o dithyrambo grego», foram muito bem escolhidas, para ilustrar as duas beldades, num quadro que se pode classificar, como um hino ao prazer...
Nota: Este cartaz só pode ser anterior a 1926, pois o nosso Salazar, tão puritano e religioso, não permitia estes abusos...