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domingo, junho 25, 2017

Lisboa não Sejas Inglesa...

Há um fado, penso que cantado pela Amália, em que o poeta escreveu, em jeito de pedido, para Lisboa não ser francesa.

Muitos anos depois, há poucas dúvidas que a língua inglesa começa a ameaçar a portuguesa, na luta pelo "ceptro" do principal dialecto da Capital.

Foi um amigo que me falou sobre esta "invasão" linguística, depois de uma moçoila se ter aproximado de nós e perguntar se sabíamos falar inglês. Dissemos quase em coro, que não, ironia das ironias, em inglês, o que no mínimo deve ter deixado a jovem a pensar...

Foi então que ele disse que mais de 90% das pessoas que encontrávamos nas ruas da Baixa Lisboeta eram estrangeiras. E que o Português já há uns tempos que deixara de ser a língua oficial por ali. 

Sorrimos os dois, mas é uma daquelas coisas que pode dar para rir, mas não deixa de dar também que pensar.

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, junho 18, 2017

Do Paraíso ao Inferno em Poucas Horas...

O estado de graça do nosso país abanou no dia de ontem, com um dos incêndios mais mortíferos que se conhecem, no nosso território.

Sempre que acontece uma desgraça, uma das palavras que mais se utiliza para justificar o injustificável é Destino. É uma palavra quase com capacidade para "embrulhar" todas as desgraças do nosso dia a dia, pelo seu sentido quase divino, capaz de ultrapassar a vontade dos "mortais".

Embora não existam muitas palavras para dizer ou escrever o que quer que seja, sobre o que aconteceu ontem, incomoda-me que se utilize no nosso país, vezes demais, as palavras destino e saudade (fora das letras do fado...), para "fecho de contas".

Neste caso particular, se fosse utilizada com um carácter prático (fora dos discursos de Verão dos políticos...), a palavra Prevenção, sei que não se estariam a chorar todos estes mortos...

(Fotografia retirada do site do "D. Notícias")

quinta-feira, março 17, 2016

O Fado Vadio e um Outro Bairro Alto


Ontem encontrei um rapaz que não devia ver há mais de vinte anos.

Encontrámos-nos por acaso nas ruas de Lisboa. Acabámos por parar num café onde oferecemos alguns minutos de conversa um ao outro.

Falámos de vários tempos e de várias peripécias, desde as aulas de natação que demos em conjunto (que eu evitava, porque ele passava mais tempo a chatear os miúdos que a ensiná-los a nadar...) às noites de quinta-feira em que nos enfiávamos no Bairro Alto com mais dois ou três amigos depois de jantar, e que se prolongavam até ao raiar do dia.

Nesse começo da década de oitenta, em que ainda andávamos a aprender a ser homens, o fado ainda não estava na moda, as prostitutas e os seus "donos" ainda tinham o seu território no Bairro, tanto nas ruas como em alguns bares, que tentavam fintar a modernidade, perfumados com vinho tinto, carapau frito e "águas de colónia" e lacas baratas que as "meninas" (algumas já quarentonas...) usavam.

Perguntei-lhe se ainda cantava o fado. Começou a sorrir e abanou a cabeça a dizer que não. Depois disse-me que continuava a gostar da canção de Lisboa e que ainda sabia de cor os dois ou três fados que cantava sempre que lhe pediam, embora gostasse de se "fazer caro". Pelo menos isso aprendera com as "vedetas", a só responder às chamadas para  o palco improvisado com muita insistência...

Claro que falámos de outras coisas, dos filhos que fizemos, das mulheres que amámos, dos amigos que perdemos de vista. Da vidinha, como diria o grande poeta O' Neill...

(Fotografia de Toni Frissel)

sexta-feira, janeiro 30, 2015

«O que será que virá depois dos blogues?»


Nos últimos tempos noto que há um maior vazio na blogosfera (muitos abandonos, menos visitas e comentários...). E então questiono-me: «o que será que virá depois dos blogues?»

Sei que alguma coisa aparecerá, nos próximos tempos, para colocar os blogues de hoje no bolso.

Não será algo igual ao "faicebuque", porque são coisas diferentes, pelo menos para mim (isso explicará a razão de não ter conta nesse "mundo quase paralelo").

Normalmente os blogues são "sumarentos", não se limitam a banalidade de uma frase batida, de uma fotografia ou de um video. Não é por acaso que muita gente do mundo das letras (jornalistas e escritores) aderiu a este meio de comunicação, muito mais livre que uma página de jornal, por exemplo. A sua espontaneidade (e velocidade) faz com que seja mais fácil partilharmos ideias e opiniões, e até, oferecermos sugestões.

É um meio perfeito? Com toda a certeza que não. Mas tem ferramentas para o melhorarmos. Por exemplo a moderação de comentários conseguiu afugentar os cobardes que se refugiavam no anonimato, para soltar a raiva e ordinarice que anda aos saltos dentro deles.

Outro aspecto negativo tem sido a usurpação de textos e fotografias, que depois são utilizados como se fossem das suas autorias. Embora seja uma situação desagradável, se pensarmos bem, só valoriza o nosso trabalho. Haver alguém que se quer passar por "nós", que se "baba" com o nosso talento (provavelmente por incapacidade ou preguiça...), só nos devia encher de orgulho. Sei que raramente conseguimos sentir  isso, porque nos fundo estão a tirar-nos algo que é só nosso, que fomos nós que vivemos e criámos...

Mas o mundo lá fora é igual, e não estou a falar dos carteiristas do metro e dos eléctricos. Quem é que não experimentou a sensação desagradável, de ver um colega a tentar apropriar-se das nossas ideias ou projectos? 

E de certeza que o que virá a seguir não conseguirá ultrapassar a "trapaça", pelo menos no que toca aos textos, porque mesmo que os "infelizes" não consigam copiar directamente o que escrevemos, podem sempre passar as palavras para um papel... têm é mais trabalho.

O óleo é de Carol Arnold.

quinta-feira, janeiro 30, 2014

A Rua dos Homens Antigos


Na rua dos homens antigos, as mulheres não sentem vontade nem curiosidade de entrar no único café existente, que quase se confunde com uma taberna antiga, graças à gritaria, ao cheiro a vinho e aos clientes, incapazes de fazer o típico quatro com as pernas.

Talvez se recusem a entrar naquele lugar, por repararem que os homens salivam de uma maneira estranha quando elas passam e aproveitam para fazer um concurso de piropos, fraquitos e ordinários.

Na rua dos homens antigos o café espera que chegue o homem da guitarra, para se desligar a televisão e apagarem algumas lâmpadas, para que se transforme num retiro de fado vadio, onde quase todos podem cantar e imitar alguém, desde o Fernando Maurício ao ti Alfredo, mesmo que sejam péssimas imitações.

Na rua dos homens antigos ainda passam por lá alguns marinheiros fardados, de azul no Inverno e de branco no Verão.

Na rua dos homens antigos, quase todos fingem que não sentem a falta das mulheres...

O óleo é de Júlio Pomar.

terça-feira, outubro 15, 2013

Depois do Livro o Disco...


Se antes já fora publicado o livro de contos, "Largo da Memória", da autoria de um dos grandes jornalistas de "A Bola", Homero Serpa, já desaparecido, agora foi a vez do lançamento do CD de Ricardo Ribeiro, também com o título da nossa "xafarica". E logo de fados!

Ah Fadista!

quinta-feira, agosto 29, 2013

Longe e Perto


Estava a mais de dois mil quilómetros de casa.

Houve alguém que me ouviu falar português e com uma pronúncia desajeitada, 
perguntou-me pela Saudade.

Naquele momento pensei que podia ser pessoa conhecida, 
pois no nosso País há Marias da Glória, da Liberdade e até da Saudade...
Mas era mesmo a garota do fado, a "saudade vadia"...
Que tal como a Severa, não tinha idade.

O óleo é de Christopher Thompson.

quarta-feira, agosto 28, 2013

Os "Filmes" da Nossa Pobre Cultura


O Francisco quando deixou a secretaria de Estado de Cultura, foi substituído por um grande "Barreto", que não me apetece nada enfiar...

Se ele pouco fez, o substituto muito menos, muito menos. Claro, elegeu algumas "vedetas" para as fotografias do regime - a Joana Vasconcelos é um exemplo -, como costuma acontecer nos regimes totalitários e pouco mais...

Sobram algumas vinganças, que tanto têm sido servidas a quente como a frio, segundo testemunhos de alguns amigos, que conhecem muito melhor que eu os corredores do poder e as cada vez mais diminutas salas das redacções da comunicação social.

Não sei se a Maria João Seixas irá aguentar a forma cínica como o governo trata a Cinemateca e o cinema português, premiado internacionalmente, ano após ano, apesar de todos os cortes e virar de costas...

Gostava que ela aguentasse até ao fim, por várias razões, especialmente pelo cinema, esse mesmo, o que continua proibido de passar nas salas que restam da "américa"...

O retrato da Maria João é da Maluda.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Fados, Mulheres e Mentiras


Enquanto passeávamos pelas ruas de Alfama, recordou-me que das primeiras vezes que ouviu cantar o fado numa das casas do Bairro Alto, achou estranho que as cantadeiras fossem praticamente só mulheres com alguma idade, que se apresentavam excessivamente pintadas. Foi por isso que nem questionou o empregado do bar, quando este lhe disse que uma boa parte das fadistas eram antigas prostitutas, daí os exageros de tinta nos olhos e nos lábios.

Algum tempo depois contou este episódio a um amigo, que não só lhe sorriu como lhe disse que tinha sido bem enganado. 

Já tinha pensado no assunto e achara que não fazia muito sentido, até por elas cantarem quase sempre a saudade. Perguntava para os seus botões: «Qual é a mulher que tem saudades da prostituição?»

Quando começaram a aparecer fadistas jovens e bonitas e ele voltou à mesma casa e com alguma lata perguntou ao "barman", se também havia muito desemprego na prostituição. Este não percebeu onde ele queria chegar, foi preciso dizer-lhe que cada vez havia fadistas mais jovens, que deviam estar a tirar o emprego também nas casas de fado, às "prostitutas reformadas" de outros tempos...

Voltou a sorrir e exclamou: «não me diga que acreditou naquilo que eu lhe disse!»

O óleo é de Nathalie Fougeras.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O Desastre de Viver em Antecipação


Um dia destes dizem-me, «o Jorge morreu». Sei que fico triste, mesmo percebendo que talvez seja a libertação de uma vida demasiado triste e amargurada, de quem tem teimado ser doente a tempo inteiro desde a infância. 

Às vezes penso que o Jorge nasceu com a "morte" colada ao corpo. Fala vezes demais como se a sentisse como uma cicatriz no rosto, como se fosse forçado a encará-la sempre que se vê ao espelho ou no reflexo de qualquer montra.

Conhece mais médicos que  todos nós juntos, porque consegue transformar qualquer dor passageira num drama quase apocalíptico. 

Confessou-me um dia destes que se tivesse dinheiro fazia psicanálise à séria. Quase a sorrir acrescentou que havia sempre a possibilidade de  passar a gostar da morte, e sempre lhe podia propor casamento, para depois tentarem viver felizes para sempre.

Óscar Niemeyer foi a antítese de Jorge, quis viver todas as vidas que lhe deixaram, deixando uma obra ímpar no Brasil e no Mundo. A minha prima Ana escreveu hoje nas páginas do "Público" um perfil quase biográfico, "O poeta da linha curva", que vale a pena ler...

O óleo é de Zhang Wen Xin.

domingo, novembro 27, 2011

Porque Hoje é Dia de Fados...

A Nossa Canção

O fado é uma mistura de amor,
Saudade, sonho e muita emoção,
Liberta o sentimento, a dor,
Que inunda as estradas da solidão.

É a canção dos saudosistas,
Da gente que parte, com e sem calma,
Que faz eco às vozes fadistas,
Que cantam o que lhes vai na alma...

Não conseguem esquecer o país
As gentes e os lugares amados.
Mesmo que naveguem num mar feliz,
Jamais esquecem os dias passados...

Deixam escapar uma lágrima de tristeza
Presos a um sonho quase encantado,
Enquanto cantam com beleza,
A Canção da nossa alma, o fado.

Poema escrito por mim, que faz parte do caderno de poemas, "Palavras ao Tejo".

sexta-feira, outubro 28, 2011

Lágrimas Sentidas


Não eras uma chorona, nunca foste a vida inteira.


Era difícil ao quotidiano roubar-te uma lágrima, talvez por teres aprendido desde muito cedo, que chorar não tornava os dias mais agradáveis e felizes.

Tinha de ser um acontecimento muito grave, uma perda importante, para que as lágrimas se soltassem e começassem a descer pelo teu rosto. Rosto que não perdia a beleza, mesmo lavado pelas lágrimas.

Naquela manhã choravas, as lágrimas quase que formavam um rio. Naquela manhã partira a pessoa que amaras mais intensamente, o único homem da tua vida, o companheiro de todas as horas e pai dos teus dois filhos.

Sabias que nada seria como dantes e era isso que te assustava...

O óleo é de Carlos Marijuan.

domingo, agosto 21, 2011

«Este gajo devia escrever fados em vez de histórias que ninguém lê.»


Estávamos entretidos na conversa à mesa do café, quando o Vitinha surgiu à entrada, com o cabelo esbranquiçado, quase todo de pé. Olhou para todos os lados, já com o saco do almoço na mão, o habitual cozido, encomenda da "patroa", até nos encontrar.


Aproximou-se e depois de nos cumprimentar, sem se sentar, começou a contar a história da vidinha dele nos últimos dois meses, em que praticamente desapareceu do café, por razões que até a própria razão finge desconhecer.

Tudo lhe aconteceu neste tempo. Só faltou cair-lhe o tecto da casa, embora o mesmo tenha acontecido ao vizinho do lado por causa de uma infiltração do andar de cima. Depois vieram as doenças, nada escapou, da cabeça aos pés. Para terminar o rosário, vieram os medicamentos, cada vez mais caros, depois os médicos que passam as receitas com a totalidade dos medicamentos, incomportáveis para as bolsas pobres.

Quando ele virou as costas, Carlos com a sua bonomia disse-nos: «este gajo devia escrever fados, em vez de histórias que ninguém lê. Conhece como ninguém o dia-a-dia dos desgraçadinhos.»

O óleo é de Frank McNab.

terça-feira, maio 17, 2011

Conversa Sobre Cinema nos Fados


A noite era de fados, talvez por isso fosse mais agradável falar de cinema, para fugir daquele clima carregado de melancolia.


Ela conhecia tantos filmes como eu, mas tinha uma vantagem, memorizara frases de dezenas de fitas que misturava com as ideias e as imagens que saltavam para a mesa. Talvez fosse do exercício de decorar canções...

Tinha outra característica especial, era a única mulher que eu conhecia que cantava fado com um sorriso nos lábios. Cantava mais por prazer que por sentimento, era por isso que nunca seria uma fadista a sério, segundo os críticos.

E eu só queria que ela não mudasse, que continuasse a cantar com alegria e a discutir cinema como se falasse sobre futebol...

O óleo é de Ron Hickes.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

A Simpatia Lusitana é um Bom Fado

Há quem ande a dizer por aí, que a simpatia lusitana já teve melhores dias, mas como muito bem dizia o Álvaro: «olhe que não, olhe que não.»

Os estrangeiros continuam a querer voltar ao nosso país pela sua beleza natural (os caciques não chegam a toda a parte, felizmente...), mas sobretudo, por serem bem recebidos, com uma simpatia muito própria e espontânea, que é capaz de colocar um velhinho ou uma velhinha de qualquer aldeia remota, a tentar comunicar de todas as formas, com gestos, palavras, algumas até quase "estrangeiras", em adaptações felizes do nosso português, coisa quase impossível de encontrar por esse mundo fora.

Também nos sabe bem encontrar portugueses pelo mundo fora (sim eu sei, de preferência um pouco mais longe que em Madrid ou Paris, aqui também se encontra com facilidade quem tente fugir de nós, ao ouvir a nossa bonita língua, talvez pela proximidade ou por um complexo qualquer, com um nome esquisito...).

Foi o que me contou o Gui, que esteve no Japão e graças a um "cruzamento" ocasional com um casal português, numa das ruas de Tóquio, acabou por jantar com eles e ajudá-los a matar saudades do país que não visitavam há mais de três anos.

É caso para dizer: ainda bem que a Simpatia Lusitana é um "destino"...

domingo, novembro 14, 2010

Kátia Guerreiro no Coliseu

Graças a uma simples frase, ganhei um bilhete duplo para o concerto de Kátia Guerreiro no Coliseu dos Recreios, de ontem à noite.

Mas não pensem que se tratou de um passatempo da rádio, foi sim, do blogue
Acto Falhado, graças à amabilidade de Rita Ferro e de Isabel Rocha.

A frase foi isso mesmo, uma simples frase: «Kátia, és uma das grandes responsáveis pelo fado se ter tornado uma canção mais viva e menos pesada, sem perder o mais importante, a sua alma (tão nossa).»

Poderia ter sido um pouco mais elaborada, reconheço. O seu conteúdo para mim faz todo o sentido, pois lembro-me que com o aparecimento da Kátia Guerreiro e da Cristina Branco, o fado melhorou a sua poética e diversificou a sua musicalidade, acrescentando qualidade ao fado. E hoje temos fadistas muito bons (como nunca tivemos na história do fado), que mantêm viva a "chama" acesa pela Amália por todos os cantos do mundo...

O concerto foi muito bom, a recepção da Rita e dos seus amigos no seu camarote, do melhor que podemos desejar (apesar de ter sido vitima minutos antes dos "amigos do alheio"...).
Continuo a achar que o Coliseu é a melhor sala para concertos, pois cria um ambiente de grande intimidade entre os artistas e o público.

Obrigado Rita!

sábado, setembro 11, 2010

Fados Nossos

Não faço ideia se o apego ao Fado de uma boa parte da nossa juventude, acaba por ser mais um sinal destes tempos difíceis que não nos abandonam. Sei apenas que não me recordo de ouvir tantos jovens fadistas, que além de cantarem com alma, também têm excelentes vozes.
Felizmente estes cantadores e cantadeiras vão muito para além do fado castiço que se oferecia aos turistas, nos retiros dos bairros típicos lisboetas, tantas vezes esganiçado e fora de tom...

Outra nota não menos positiva, é descobrir uma mão cheia de jovens talentosos a desafiarem as potencialidades da guitarra portuguesa, seguindo sem complexos as notas geniais de Paredes, Rocha ou Chainho.

domingo, novembro 29, 2009

Gaivotas no Tejo

Foi ontem no Ginjal que "agarrei" este voo de gaivotas.
Lembrei-me de um comentário da
Alice, com poesia e gaivotas, a quem dedico uma pequena parte do poema-fado, "Um Homem na Cidade", escrito por Ary dos Santos e cantado pelo Carlos do Carmo:

(...)
Sou a gaivota
que derrota
todo o mau tempo no mar alto
eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.

E quando agarro a madrugada
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada
um malmequer azul na cor.
(...)

terça-feira, junho 23, 2009

Fado e Surrealismo

Descobri esta preciosidade da autoria de Cândido Costa Pinto, um artista plástico que teve uma ligação especial com a "canção de Lisboa", pois tem mais de uma dezena de trabalhos onde surge a guitarra e outros elementos reveladores da sua fixação fadista.
Provavelmente esta ligação não tem que ver com a canção em si, mas com o "fado" de se ser português" (e o dele foi muito complicado, já que se teve de confrontar com a tuberculose dos 18 anos até quase aos trinta...).

quarta-feira, outubro 22, 2008

Fado Triste

Foi assim em 1928, numa edição da Sasseti, com a voz de Margarida Ferreira...

Oitenta anos depois, o nosso fado não mudou muito, apesar das várias variações que surgiram desta nossa canção, à qual não foi indiferente o aparecimento de excelentes fadistas...
Guitarristas também foram aparecendo muitos, dos bons.
Oportunistas também nunca faltaram ao longo deste tempo, de Salazar a Sócrates, para escreverem no papel, o nosso "fado triste"...