Nos últimos tempos noto que há um maior vazio na blogosfera (muitos abandonos, menos visitas e comentários...). E então questiono-me: «o que será que virá depois dos blogues?»
Sei que alguma coisa aparecerá, nos próximos tempos, para colocar os blogues de hoje no bolso.
Não será algo igual ao "faicebuque", porque são coisas diferentes, pelo menos para mim (isso explicará a razão de não ter conta nesse "mundo quase paralelo").
Normalmente os blogues são "sumarentos", não se limitam a banalidade de uma frase batida, de uma fotografia ou de um video. Não é por acaso que muita gente do mundo das letras (jornalistas e escritores) aderiu a este meio de comunicação, muito mais livre que uma página de jornal, por exemplo. A sua espontaneidade (e velocidade) faz com que seja mais fácil partilharmos ideias e opiniões, e até, oferecermos sugestões.
É um meio perfeito? Com toda a certeza que não. Mas tem ferramentas para o melhorarmos. Por exemplo a moderação de comentários conseguiu afugentar os cobardes que se refugiavam no anonimato, para soltar a raiva e ordinarice que anda aos saltos dentro deles.
Outro aspecto negativo tem sido a usurpação de textos e fotografias, que depois são utilizados como se fossem das suas autorias. Embora seja uma situação desagradável, se pensarmos bem, só valoriza o nosso trabalho. Haver alguém que se quer passar por "nós", que se "baba" com o nosso talento (provavelmente por incapacidade ou preguiça...), só nos devia encher de orgulho. Sei que raramente conseguimos sentir isso, porque nos fundo estão a tirar-nos algo que é só nosso, que fomos nós que vivemos e criámos...
Mas o mundo lá fora é igual, e não estou a falar dos carteiristas do metro e dos eléctricos. Quem é que não experimentou a sensação desagradável, de ver um colega a tentar apropriar-se das nossas ideias ou projectos?
E de certeza que o que virá a seguir não conseguirá ultrapassar a "trapaça", pelo menos no que toca aos textos, porque mesmo que os "infelizes" não consigam copiar directamente o que escrevemos, podem sempre passar as palavras para um papel... têm é mais trabalho.
O óleo é de Carol Arnold.